No Blog de Sergio Bastos
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Bom dia, Belém. E um braço apertado.
Belém, 396 anos.
Comemorar o quê?
Nada.
Belém, tanto aqui já se disse, é uma cidade linda.
É prazerosa, agradável, acolhedora.
Mas virou um lixo sob a gestão mais inepta de sua história.
Inepta e inoperante.
Inepta, inoperante e destruidora.
Essa é a gestão de um huno.
Uma gestão que ficará marcada por suspeitas até na promoção de uma festa.
Até sobre festa pelo aniversário de Belém recai a sombra de desconfianças.
Ontem, por exemplo, foi o show de Ivete Sangalo, abrindo a série de apresentação de artistas, que se estenderá até sábado.
E aí?
O show foi pago pela Andrade Gutierrez.
Foi um mimo que essa empreiteira deu a Belém - sem que Belém lhe pedisse -, após ter saído vencedora numa licitação pra lá de suspeita de R$ 430 milhões, custo da construção de um tal BRT (Bus Rapid Transit), que ninguém o que é. Nem Duciomar sabe.
Duciomar é um prefeito de duas obras: a Duque e a Marquês.
Só e solamente só.
No mais, é lixo, é sujeita, é abandono. E promessa. Muita promessa.
A promessa de construir uma orla em boa parte da cidade ficou em 700 metros, se tanto.
Com direito a propaganda em suplemento que integra edição da maior revista de circulação nacional.
Uma propaganda dúbia, como convém aos mentirosos que nada têm a mostrar, mas insistem em mostrar o que não têm.
Se nada temos nada a comemorar pela Belém de Duciomar, a Belém que mora nos corações é imorredoura e, portanto, digna de comemorações.
É perene.
E a Belém descrita, sentida, cantada e acalentada em versos lindos como os que vocês ouvirão nesse vídeo, na voz de Jane Duboc, acompanhada ao violão pelo santareno Sebastião Tapajós.
É a Belém do "Bom Dia, Belém", a música de Edyr Proença e Adalcinda Camarão, que escreveram versos como ninguém escreveu sobre esta cidade (na opinião do blog, pelo menos).
Bom Dia, Belém.
Bons tempos, Belém.
Bom futuro, Belém.
Apesar dos hunos que tentam destruí-la.
Chegaram perto, mas não vão conseguir.
Não conseguirão.
Belém, minha terra, meu rio, meu chão
Meu sol de janeiro a janeiro, a suar
Me beija, me abraça que eu
Quero matar a imensa saudade
Que quer me acabar
Sem Círio de Virgem, sem cheiro cheiroso
Sem a chuva das duas que não pode faltar
Murmuro saudades de noite abanando
Teu leque de estrelas
Belém do Pará!
Bom Dia, Belém.
Uma chuva de dez minutos. E a gestão Duciomar se revela.
Pode até tentar estabelecer a confusão entre ficção e realidade, realidade e ficção.
Mas nada melhor do que a realidade para desmenti-lo.
Aliás, nada melhor do que uma chuva de dez minutos para mostrar que Duciomar, como aqui já se disse, não passa disto: de Duciomar.
As fotos acima são do blog.
Mostram como ficou a São Pedro, ali atrás do Pátio Belém, na última sexta-feira.
Foram dez minutos de chuva.
Mas o suficiente para transformar o local numa lagoa, resultado dos entulhos de lixo que atrapalham o escoamento das águas pluviais.
A cidade que Duciomar governo está suja, desprezada e abandonada.
No estilo Duciomar.
Os pedestres na rua. Marca da gestão Duciomar.
Vocês querem comemorar os 396 anos da Belém rebrilhante de Duciomar, o huno?
Então, confiram mais essa.
As fotos acima estão no Belenâmbulo. Foram feitas por Duarte, um dos leitores do blog.
Mostram uma casa que fica na esquina da avenida Duque de Caxias com a Travessa Perebebuí, no Marco.
A Duque, não esqueçam, é uma das duas únicas obras que Duciomar fez em Belém.
Dois detalhes.
Primeiro: a casa da esquina tem frente para a Perebebuí. Na sua lateral, do lado da Duque, não há meio-fio, não há calçada.
As pessoas são obrigadas a andar na rua, como a senhora que que vocês veem na foto. É um risco enorme.
O poster passa por ali todo dia. Dobra justamente nessa esquina. E já viu mulher grávida, crianças, idoso, tudo quanto é gente andando nesse pedacinho de rua, com ônibus tirando o fino. E não há alternativa para o pedestre, senão andar pela rua mesmo.
Segundo detalhe: a tal faixa cidadã do governo Duciomar, pintada de amarela, é interrompida pelos fundos da casa da esquina.
Os doutores do dotô não encontram uma solução para isso, quando reformaram a Duque.
Essa sim, é uma das marcas da gestão de Duciomar em Belém.
O Palacete Pinho se deteriora. Obra de Duciomar.
Duciomar Costa, o huno, prefeito de Belém, que hoje de manhã deve estar cortando um bolo de 20 metros lá no Tenoné, é aquele cara que, como bom huno, onde pisa não nasce grama.
Onde pinta, o reboco cai.
O que ele reforma se desfaz, se deteriora, se estraga.
Duciomar destrói até quando constrói.
Duciomar deforma até quando reforma.
Não pensem que é exagero.
Não pensem que é marcação.
Olhem as fotos acima.
O Espaço Aberto as pinçou do blog do professor Flávio Nassar, arquiteto, professor da Universidade Federal do Pará e um dos mais empenhados em preservar a memória de Belém, emprestando as suas qualidades em favor do Fórum Landi, que busca a revitalização e conservação do legado arquitetônico e artístico de Antônio José Landi.
Pois é.
No dia 11 de janeiro do ano passado, há precisamente um ano, portanto, Nassar escreveu em seu blog, numa postagem a que deu o título de "Duciomar inaugurará só a casca do Palacete Pinho":
A coisa que está destruindo Belém vai inaugurar, debaixo de vara, só a casca externa do Palacete Pinho.
Para recordar, o Palacete começou a ser restaurado pela administração Edmilson Rodrigues, que deixou quase no ponto de ser inaugurado e com os recursos assegurados. Quando a coisa assumiu, as obras foram paralisadas e só foram retomadas depois que o prefeito foi obrigado, pela Justiça, a fazê-lo.
A despeito das obras terem sido feitas dentro dos padrões técnicos, a prefeitura ainda não sabe o que vai fazer do local, tanto que o prédio vai ser inaugurado sem nenhum recheio.
Aliás, sabe sim, não vai fazer nada e o prédio vai se deteriorar novamente.
Podem anotar, depois da inauguração o prédio vai ficar abandonado.
Tomara que eu esteja errado.
Nassar, infelizmente, não estava errado.
Não estava e não está.
Recentemente, ele voltou ao Palacete Pinho.
Vejam as fotos acima, que o próprio Flávio Nassar fez.
Mostram o prédio abandonado.
Inaproveitado.
E está entrando, novamente, em processo de deterioração.
O que Duciomar reforma se desfaz, se deteriora, se estraga.
Duciomar destrói até quando constrói.
Duciomar deforma até quando reforma.
Alguém ainda duvida?
O aconhego da praça, em aquarela e nanquim
O Lago da Praça de Batista Campos, pelo lado da Rua dos Mundurucus.
"Felicidade imensa viver aqui", diz Artur Dias, autor do trabalho que pode ser conferido no blog Aquarela e Nanquim.
"Felicidade imensa viver aqui", diz Artur Dias, autor do trabalho que pode ser conferido no blog Aquarela e Nanquim.
O que ele disse
"Teve um dia desses que eu cheguei em casa, depois de ver tantas homenagens, e falei: ‘Parece que morri’. Tem uma frase antiga que diz que jogador morre duas vezes. E a aposentadoria é como se tivesse morrido mesmo. Sabe quando morre um ente querido? Você fica sem concentração, pensando naquilo.”
Marcos, goleiro do Palmeiras, na entrevista em que confirmou a aposentadoria do futebol.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Juízes pedem que OAB seja fiscalizada pelo CNJ
Do Consultor Jurídico
A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) divulgou nota sugerindo que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seja fiscalizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A associação está reagindo à convocação do presidente da OAB, Ophir Cavalcante, a um ato público em defesa das atribuições do Conselho Nacional de Justiça para processar e julgar questões ético-disciplinares envolvendo magistrados, marcado para o próximo dia 31.
O “contra-ataque” dos juízes afirma que, por ser “autarquia imprescindível à administração da Justiça”, os recursos administrados pela OAB e a atuação de seus membros “mereceria total atenção” do CNJ. A nota ainda alfineta os advogados, ao dizer que, submetendo a Ordem à vigilância do CNJ, seria evitada “a imensa quantidade de queixas por apropriações indébitas praticadas por advogados contra os cidadãos comuns”.
A associação de juízes diz ainda que a investigação do CNJ (logo, o apoio à esta) é uma intimidação a juízes e seus familiares por meios ilegais.
Para Ophir Cavalcante, presidente do Conselho Federal da OAB, a nota representa uma resistência sem sentido ao CNJ e ao papel que exerce. "Reflete um corporativismo desproporcional, cujo objetivo é desviar o foco do cerne da questão, que são os poderes do CNJ. Trata-se de uma cortina de fumaça para fugir do debate."
Leia abaixo a nota divulgada pela Ajufe.
Com relação à notícia de que o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, pretende realizar ato em defesa das atribuições do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), vem a público informar à população que o papel do CNJ é fundamental no aperfeiçoamento do Estado Democrático de Direito, com vistas a conferir maior eficiência ao Poder Judiciário e na apuração de eventuais irregularidades. Tal missão, por outro lado, deve ser desempenhada dentro dos estritos limites legais e constitucionais, mas sempre visando à absoluta transparência institucional.
Nessa linha, sendo a OAB autarquia imprescindível à administração da Justiça, nos termos do art. 133 da Constituição da República, é imperativo que igualmente aquela instituição esteja sujeita à fiscalização pelo CNJ, inclusive sob o aspecto disciplinar. Entende, pois, a Ajufe que ante o caráter público da OAB, os recursos por ela administrados e a atuação dos seus membros mereceria total atenção do CNJ.
Isso evitaria, sem sombra de dúvida, a imensa quantidade de queixas por apropriações indébitas praticadas por advogados contra os cidadãos comuns, permitindo ao CNJ punir os maus advogados, honrando, assim, a imensa maioria dos causídicos honestos e que tanto lutam pelo aperfeiçoamento da democracia brasileira, mas que têm a consciência de que a intimidação de juízes e familiares por meios ilegais em nada contribui para esse objetivo.
Fabrício Fernandes de Castro
Presidente Interino da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe)
A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) divulgou nota sugerindo que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seja fiscalizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A associação está reagindo à convocação do presidente da OAB, Ophir Cavalcante, a um ato público em defesa das atribuições do Conselho Nacional de Justiça para processar e julgar questões ético-disciplinares envolvendo magistrados, marcado para o próximo dia 31.
O “contra-ataque” dos juízes afirma que, por ser “autarquia imprescindível à administração da Justiça”, os recursos administrados pela OAB e a atuação de seus membros “mereceria total atenção” do CNJ. A nota ainda alfineta os advogados, ao dizer que, submetendo a Ordem à vigilância do CNJ, seria evitada “a imensa quantidade de queixas por apropriações indébitas praticadas por advogados contra os cidadãos comuns”.
A associação de juízes diz ainda que a investigação do CNJ (logo, o apoio à esta) é uma intimidação a juízes e seus familiares por meios ilegais.
Para Ophir Cavalcante, presidente do Conselho Federal da OAB, a nota representa uma resistência sem sentido ao CNJ e ao papel que exerce. "Reflete um corporativismo desproporcional, cujo objetivo é desviar o foco do cerne da questão, que são os poderes do CNJ. Trata-se de uma cortina de fumaça para fugir do debate."
Leia abaixo a nota divulgada pela Ajufe.
Com relação à notícia de que o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, pretende realizar ato em defesa das atribuições do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), vem a público informar à população que o papel do CNJ é fundamental no aperfeiçoamento do Estado Democrático de Direito, com vistas a conferir maior eficiência ao Poder Judiciário e na apuração de eventuais irregularidades. Tal missão, por outro lado, deve ser desempenhada dentro dos estritos limites legais e constitucionais, mas sempre visando à absoluta transparência institucional.
Nessa linha, sendo a OAB autarquia imprescindível à administração da Justiça, nos termos do art. 133 da Constituição da República, é imperativo que igualmente aquela instituição esteja sujeita à fiscalização pelo CNJ, inclusive sob o aspecto disciplinar. Entende, pois, a Ajufe que ante o caráter público da OAB, os recursos por ela administrados e a atuação dos seus membros mereceria total atenção do CNJ.
Isso evitaria, sem sombra de dúvida, a imensa quantidade de queixas por apropriações indébitas praticadas por advogados contra os cidadãos comuns, permitindo ao CNJ punir os maus advogados, honrando, assim, a imensa maioria dos causídicos honestos e que tanto lutam pelo aperfeiçoamento da democracia brasileira, mas que têm a consciência de que a intimidação de juízes e familiares por meios ilegais em nada contribui para esse objetivo.
Fabrício Fernandes de Castro
Presidente Interino da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe)
OAB promove ato contra o esvaziamento do CNJ
Do Consultor Jurídico
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil promoverá ato público no próximo dia 31, em sua sede, em Brasília, em defesa das atribuições do Conselho Nacional de Justiça para processar e julgar questões ético-disciplinares envolvendo magistrados - atribuições essas que estão ameaçados por ação movida no Supremo Tribunal Federal pela Associação dos Magistrados Brasileiros. O ato foi anunciado neste domingo (8/1) pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, e contará com participação de juristas, parlamentares, artistas, jornalistas e diversas entidades da sociedade civil.
"O CNJ é fundamental para dar transparência à Justiça brasileira, que, entre todos os poderes, ainda é o mais fechado de todos, sendo que esse é um poder que tem que servir à sociedade", afirmou Ophir. "O CNJ ainda não avançou como deveria, ainda há resistências nos tribunais superiores, mas isso precisa ser vencido pela força da sociedade para que o Judiciário tenha mecanismos de transparência", acrescentou, ao criticar o corporativismo da ação da AMB, que obteve liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio.
"A correção dos desvios ético-disciplinares é fundamental para a credibilidade da Justiça brasileira", diz Ophir. Ele lembra que o CNJ surgiu em 2005, dentro da Emenda Constitucional 45, como uma resposta aos reclames da sociedade em relação ao poder fechado que é o Judiciário. "A parte ética em relação a magistrados sempre foi tratada sem compromisso maior com a apuração e conclusão efetiva sobre acusações. O Judiciário era um poder extremamente corporativo, com proteção grande aos erros internos. As corregedorias não venciam essa demanda porque eram desestruturadas ou culturalmente foram criadas para não fiscalizar. O CNJ nasceu por conta desse anseio de conferir transparência ao Judiciário, porque corrige os desvios de conduta dos demais poderes".
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil promoverá ato público no próximo dia 31, em sua sede, em Brasília, em defesa das atribuições do Conselho Nacional de Justiça para processar e julgar questões ético-disciplinares envolvendo magistrados - atribuições essas que estão ameaçados por ação movida no Supremo Tribunal Federal pela Associação dos Magistrados Brasileiros. O ato foi anunciado neste domingo (8/1) pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, e contará com participação de juristas, parlamentares, artistas, jornalistas e diversas entidades da sociedade civil.
"O CNJ é fundamental para dar transparência à Justiça brasileira, que, entre todos os poderes, ainda é o mais fechado de todos, sendo que esse é um poder que tem que servir à sociedade", afirmou Ophir. "O CNJ ainda não avançou como deveria, ainda há resistências nos tribunais superiores, mas isso precisa ser vencido pela força da sociedade para que o Judiciário tenha mecanismos de transparência", acrescentou, ao criticar o corporativismo da ação da AMB, que obteve liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio.
"A correção dos desvios ético-disciplinares é fundamental para a credibilidade da Justiça brasileira", diz Ophir. Ele lembra que o CNJ surgiu em 2005, dentro da Emenda Constitucional 45, como uma resposta aos reclames da sociedade em relação ao poder fechado que é o Judiciário. "A parte ética em relação a magistrados sempre foi tratada sem compromisso maior com a apuração e conclusão efetiva sobre acusações. O Judiciário era um poder extremamente corporativo, com proteção grande aos erros internos. As corregedorias não venciam essa demanda porque eram desestruturadas ou culturalmente foram criadas para não fiscalizar. O CNJ nasceu por conta desse anseio de conferir transparência ao Judiciário, porque corrige os desvios de conduta dos demais poderes".
Jader se submeteu a cirurgia em Belém
O senador Jader Barbalho, 67 anos, presidente regional do PMDB do Pará, internou-se ontem à noite no Hospital da Beneficente Portuguesa.
Na manhã desta quarta-feira, submeteu-se a uma cirurgia de próstata. O procedimento por que passou, segundo médicos, é simples e minimamente invasivo.
Essa foi uma das razões que fizeram com que o senador, que normalmente se trata em São Paulo, optasse por fazer a cirurgia num hospital de Belém.
Em março de 2008, o Espaço Aberto foi o primeiro a divulgar (leia aqui e aqui) que Jader se submeteu no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, a uma cirurgia de tireoide, glândula que fica na região do pescoço.
Na manhã desta quarta-feira, submeteu-se a uma cirurgia de próstata. O procedimento por que passou, segundo médicos, é simples e minimamente invasivo.
Essa foi uma das razões que fizeram com que o senador, que normalmente se trata em São Paulo, optasse por fazer a cirurgia num hospital de Belém.
Em março de 2008, o Espaço Aberto foi o primeiro a divulgar (leia aqui e aqui) que Jader se submeteu no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, a uma cirurgia de tireoide, glândula que fica na região do pescoço.
Fraudes nos postos: em Belém, também tem. No Pará, idem.
Olhem aqui.
Leia a postagem abaixo.
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Fique de olho na bomba.
De olho no frentista.
De olho no posto.
De olho na fraude.
De olho numa patifaria que, no final do ano passado e no início deste ano, tornou-se muito comum em postos do Sul-Sudeste do país e agora chegou aqui por Belém.
Trata-se do desvio de gasolina que, pensa o consumidor, está sendo despejada no tanque do seu carro, mas em verdade sai da bomba e volta para o próprio tanque dos postos.
Isso já está acontecendo em alguns postos de Belém, um deles situado no bairro do Umarizal.
É só é possível com a utilização de uma espécie de cartão.
Nem todos os postos que usam o cartão praticam esse tipo de fraude, é claro.
Mas a fraude só é possível para quem usa essa espécie de cartão.
É simples: quando o cliente chega para abastecer, o frentista passa o cartão no lado da bomba.
A quem pergunta por que aquilo, ele responderá que é para "liberar a bomba".
Pronto.
A bandidagem começa aí.
Entra em cena o chamado bypass (desvio), que pode ser acionado localmente ou à distância.
O desvio consiste num mecanismo que, após o registro no mostrador da bomba, reconduz parte do volume do abastecimento de volta ao tanque.
Quem pode acabar com essa farra?
A fiscalização da ANP (Agência Nacional do Petróleo), evidentemente.
Mas quedê os fiscais da ANP?
Eles sabem que está acontecendo isso aqui em Belém?
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Leram?
Pois é.
Tem o título de De olho na bomba, no frentista, nas fraudes.
Foi postada aqui no Espaço Aberto precisamente no dia 12 de outubro do ano passado.
E aí?
E aí que o Fantástico de domingo confirmou a patifaria, que está sendo operada com novos métodos, inclusive com controle remoto.
Um reportagem (cliquem no vídeo acima), sem trocadilho, fantástica dos repórteres repórteres André Luiz Azevedo e Eduardo Faustini.
Elucidativa.
Indesmentível.
Irretorquível.
Até gente já foi presa.
E em sua manchete na edição desta quarta-feira, O LIBERAL informa que cerca de 50 denúncias, provenientes de vários municípios do interior do Pará, revelam casos de consumidores lesados.
O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Sindicombustíveis) prometeu encaminhá-las ao Ministério Público Federal, para abrir as investigações pertinentes.
Sinjor pede que OAB-PA reabra Comunicação
Reunião tensa da diretoria do Sinjor-PA com o interventor da OAB-PA, Roberto Busato, ontem de manhã, na sede da ordem. O sindicato reivindicou a reabertura da Assessoria de Comunicação do órgão. Apesar da demissão da repórter fotográfica Paula Lourinho e do corte pela metade do salário da jornalista Sheila Faro - esta, presidente do Sinjor -, Busato negou que tenha extinto o setor. Ele alegou que as mudanças visaram a redução de custos e negou que tenha sido motivada por perseguição política.
No final, Busato pediu desculpas aos jornalistas pela decisão precipitada, que não demonstra respeito pela categoria e nem transparência com a sociedade. Para a diretoria do Sinjor, a extinção de postos de trabalho e a redução de salário da presidente do Sinjor é uma premissa perigosa à nossa classe. Além disso, o fechamento da Assessoria de Comunicação cala a OAB junto à sociedade.
Busato prometeu que a discussão terá continuidade numa próxima reunião com a diretoria do Sinjor, agendada para o dia sete de fevereiro.
Estiveram presentes à reunião, a vice-presidente Elena Brito e os diretores Daely Cunha, Roberta Vilanova, Eliete Ramos, Enize Vidigal, Raimundo Sena, Priscilla Amaral, Luiz Waldemir Santos e a colega Michelle Muniz.
No final, Busato pediu desculpas aos jornalistas pela decisão precipitada, que não demonstra respeito pela categoria e nem transparência com a sociedade. Para a diretoria do Sinjor, a extinção de postos de trabalho e a redução de salário da presidente do Sinjor é uma premissa perigosa à nossa classe. Além disso, o fechamento da Assessoria de Comunicação cala a OAB junto à sociedade.
Busato prometeu que a discussão terá continuidade numa próxima reunião com a diretoria do Sinjor, agendada para o dia sete de fevereiro.
Estiveram presentes à reunião, a vice-presidente Elena Brito e os diretores Daely Cunha, Roberta Vilanova, Eliete Ramos, Enize Vidigal, Raimundo Sena, Priscilla Amaral, Luiz Waldemir Santos e a colega Michelle Muniz.
Retomar o desenvolvimento democrático e sustentável
JOÃO BATISTA BARBOSA DA SILVA
Decididamente o Pará é outro depois da realização do plebiscito. Outra realidade está evidenciada aumentando a responsabilidade dos que têm nas mãos o destino do povo paraense. O sentimento expressado nas urnas indica que é chegado o momento de estabelecer e concretizar um projeto de desenvolvimento que atenda definitivamente aos anseios dos moradores dos quatro cantos desse imenso estado. As populações das regiões mais distantes acenaram para a urgente mudança de paradigmas até então instalados no Pará.
O Partido dos Trabalhadores, diante do atual contexto e sempre lutando para a melhoria da qualidade de vida do povo, coloca-se à disposição para contribuir nesse novo momento histórico do Pará. Neste sentido, propõe uma conjugação de esforços para a construção do projeto de desenvolvimento democrático e sustentável verdadeiramente necessário para o Estado e tão almejado pela população paraense.
Um projeto de desenvolvimento que considere principalmente a dimensão geográfica do Estado no atendimento igualitário das demandas da população e onde as riquezas naturais existentes possam estar a serviço do povo paraense. Só em Carajás, por exemplo, está a maior mina de ferro do mundo, além de outras inúmeras riquezas existentes e o Tapajós , por estar no centro da Amazônia, é a região geograficamente estratégica para o Brasil e para o Mundo.
A consolidação do projeto de desenvolvimento no nível aqui proposto é concretizada quando há inclusão social, econômica, política e cultural, perpassando pela implementação real de políticas públicas para atendimento digno das necessidades das pessoas. O plebiscito revelou que esse desejo de inclusão é premente.
A população paraense não aguenta mais ser vitima das falsas promessas repercutidas pelo governo tucano, que como de costume faz uso desmesuradamente da publicidade oficial para mostrar um Pará inexistente. Há uma larga distância entre o Pará real e o Pará virtual mostrado pelos tucanos. O povo já conhece e não aceita mais essa prática. E ao contrário da propaganda apresentada pelos tucanos, o Pará vive um dos piores momentos da sua história, principalmente em três aspectos primordiais ao povo, sendo eles: segurança pública, educação e saúde.
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"Há uma larga distância entre o Pará real e o Pará virtual mostrado pelos tucanos. O povo já conhece e não aceita mais essa prática. E ao contrário da propaganda apresentada pelos tucanos, o Pará vive um dos piores momentos da sua história."
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A onda de violência impera nas diversas regiões. O Pará se destaca como tendo cidades mais violentas do país. Belém e região metropolitana vivem um momento de assassinatos em série que estão amedrontando a população, como os que ocorreram em Santa Isabel, Guamá e Icoaraci. O número de assaltos a bancos nos municípios aumentou muito nos últimos meses, subindo para mais de 60%, de acordo com o Sindicato dos Bancários. A insegurança no meio rural é gritante. Em menos de um ano, 10 lideranças rurais foram assassinadas. Em termos de saúde pública o povo padece em filas ou em espera para atendimento, sendo obrigado a se deslocar por longas distâncias; junto com isso a situação precária dos estabelecimentos de saúde. Na educação não é diferente e, não temos dúvida, que a juventude foi a principal prejudicada por causa da intransigência do governo estadual em perdurar por 56 dias a greve dos professores das escolas públicas.
Um ano depois de assumido, o governo estadual ainda tenta montar as peças no tabuleiro para administrar o Estado, enquanto isso a população vai esperando e sofrendo. Um dos maiores desgastes da administração tucana no Pará aconteceu durante a realização do plebiscito, quando o governo estadual desconsiderou por completo o desejo de mudança das populações das duas regiões envolvidas no processo de divisão do estado, ficando evidenciado na ocasião o sentimento de revolta em decorrência do abandono e a ausência de políticas públicas para essas populações que vivem mais distantes da capital paraense.
O governo do PT no Pará considerando as dimensões geográficas do estado e como forma de reduzir as desigualdades regionais viabilizou um mecanismo de gestão diferenciado e implantou as 12 regiões de integração, definidas a partir do grau de acessibilidade, dinâmica econômica, ocupação populacional e o nível de acesso a equipamentos básicos e conectividade. O atual governo decidiu por não seguir essa proposta de regionalização, muito embora tenha sido aprovada pela Assembléia Legislativa.
O PT ainda dinamizou a atuação no Estado do Pará através do trabalho desenvolvido pelo governo Federal, presente nas mais diversas ações, quer em termos de infraestrutura básica, saneamento, saúde, moradia. Melhorar a condição de vida nas cidades brasileiras é a meta trilhada por nosso governo em nível federal, por intermédio de programas como o PAC, Minha Casa Minha Vida, ampliação das ações do Pronasci, expansão da educação profissional, através da construção de novos institutos tecnológicos, pavimentação das BRs Transamazônica e Santarém-Cuiabá, hidrovia Araguaia-Tocantins, hidrelétrica de Belo Monte, entre outros trabalhos realizados no Pará pelo governo do PT.
Nossa visão de governo é prestar o serviço de qualidade que o povo merece e tem direito, ao contrário do governo tucano que cria uma suposta realidade para exibir na publicidade oficial. Os fatos, no entanto, comprovam uma outra realidade.
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"Um ano depois de assumido, o governo estadual ainda tenta montar as peças no tabuleiro para administrar o Estado. Enquanto isso, a população vai esperando e sofrendo."
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Diante de tantos desgastes, o atual governo resolveu criar medidas para taxar e fiscalizar o setor de mineração. O aproveitamento das nossas riquezas naturais exige medidas permanentes que levem ao verdadeiro desenvolvimento democrático e sustentável, com geração de emprego e renda, como por exemplo: implantação de siderúrgica para verticalizar a cadeia mineral de ferro no Pará.
Ratificamos aqui, portanto, nosso compromisso em contribuir nessa nova etapa da história do Pará. O novo ano é o momento de renovação das esperanças e de concretização de agendas que fortalecerão nosso compromisso. Por esse motivo, o encontro do Diretório Estadual do PT que acontecerá em fevereiro será em Santarém, quando aprovaremos a partir daí um diagnóstico mínimo da nossa plataforma política para as eleições de 2012.
Por fim, reafirmamos nosso papel de oposição ao projeto realizado pelos tucanos no Estado do Pará, marcado pelo atraso social e político, que insiste em trazer de volta um sistema que desrespeita totalmente o direito do povo a serviços essenciais, com as privatizações que constituem-se atraso na vida do cidadão. Não há dúvida de que o modelo tucano já está superado no Brasil.
Conclamamos, desta forma, todos os dirigentes petistas, dirigentes dos partidos irmãos e toda a sociedade a fazermos do processo das eleições de 2012 espaço de elaboração, discussão e aperfeiçoamento do projeto de desenvolvimento democrático e sustentável considerando, que todos os paraenses indistintamente, precisam desfrutar dignamente do que têm direito.
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JOÃO BATISTA BARBOSA DA SILVA é presidente do Diretório Estadual do PT Pará
O que ele disse
"Atenção cidadãos, na próxima eleição não deixe de votar. A corrupção precisa de você."
De Millôr Fernandes, jornalista e escritor.
De Millôr Fernandes, jornalista e escritor.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Palmada
FRANCISCO DAUDT
Há um fato que a maioria de nós não sabe ou esquece: o exercício da autoridade, ou das leis, se baseia, em seu extremo, no uso da violência. Como não pode existir lei sem a punição correspondente, senão ela será desprezada, a punição vai, desde a ameaça, à execução de castigos, é por isto que precisamos de forças armadas, como o visto nas ocupações das UPP nos morros do Rio.
Há mais de 10 mil anos o homem vive em cidades. Convive com pessoas que não são de sua família, nem de sua tribo. Antes disto, qualquer contato com estranho resultava em luta mortal. Estranho = inimigo. É fato até hoje, na Papua - Nova Guiné, se dois estranhos conversando não descobrirem parentes em comum num encontro, partem para um embate mortal.
Como foi possível, pois, a convivência pacífica de estranhos em cidades? Pela instituição do Estado, que se tornou monopolista da violência. Pela invenção das leis. Pelo estabelecimento das punições aos transgressores. O Código de Hammurabi impunha punições bárbaras: "Olho por olho, dente por dente". As leis e as punições foram se tornando mais civilizadas, mas o princípio do monopólio da violência pelo Estado continua sendo um dos pilares da democracia. Você tem uma contenda com seu vizinho? Traga-a ao Estado, pois se você quiser resolvê-la com suas próprias mãos, você será criminoso também. Há exceções: legítima defesa e violência consensual (MMA e S&M).
Então, por que eu sou contra a lei da palmada? Imagine levar uma criança transgressora às barras do tribunal para que o Estado a punisse. É coisa de doido.
Defendo que a palmada (que promove mais susto do que dor ou lesão) seja igual à atitude dos gorilas, que impõem sua autoridade ao bater no peito, no urro e no avanço assustador sobre o oponente, sem danos físicos. Eles só dizem: "Eu sou mais forte, eu estou no comando".
Castigos que causam lesão já são punidos por leis. Uma família não passa de um pequeno Estado, com chefe responsável pelas leis e as punições que impõe. Nascemos pequenos trogloditas, a educação é um processo civilizatório. Dez mil anos em alguns. Não precisamos da tutela do Estado maior para dirigir nossas famílias. É tentativa de autoritarismo, sutil que seja. Imagine a cena de um chefe de família amedrontado pela lei da palmada e pela denúncia do vizinho. Qual a alternativa? Convencer com palavras seu filho de um ano que ele não deve machucar seu irmão bebê? Que tal, hein? Sua raiva sairá muito mais cruel e sutil. Você já levou "gelo"? Então sabe do que estou falando. Pais podem torturar seus filhos sem encostar um dedo.
Daí, uma proposta singela, vinda dos islâmicos: a adoção de chibatadas como pena alternativa para pequenos delitos. Deixemos de hipocrisia: a prisão para quem não ameaça a sociedade é castigo brutal, uma escola de revoltados. "Ah, ele vai virar 'noivinha' no primeiro dia." É tortura terceirizada.
Posto diante da escolha: dez chibatadas pelo carrasco mecânico (ajustado para não causar lesões) ou dez meses de prisão? Adivinhe a escolha?
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Artigo disponível na Folha de S.Paulo, edição de 27.12.11
Até quando continuarão nos estragando a cidade?
No Blog do Flávio Nassar, sob o título acima:
Os paralelepípedos que revestem o entorno do Teatro da Paz estão sendo destruídos.
Estes paralelepípedos chamados de macadame, feitos segundo as técnicas do escocês John Loudon McAdam, evitavam que o barulho das rodas das carruagens atrapalhassem os espetáculos que ocorriam no interior.
Vejam em que estado se encontram.
Quem consegue alertar o Ministério Público para cobrar providências da prefeitura?
Os paralelepípedos que revestem o entorno do Teatro da Paz estão sendo destruídos.
Estes paralelepípedos chamados de macadame, feitos segundo as técnicas do escocês John Loudon McAdam, evitavam que o barulho das rodas das carruagens atrapalhassem os espetáculos que ocorriam no interior.
Vejam em que estado se encontram.
Quem consegue alertar o Ministério Público para cobrar providências da prefeitura?
Morre Hamilton Pinheiro, o jornalista comandante
O jornalista Hamilton Pinheiro, 63 anos, mais de 40 de profissão, uma dos mais experientes profisssionais do Pará, morreu nesta madrugada.
Era gerente de Jornalismo da Rádio Cultura FM.
Foi vítima de complicações decorrentes de uma pneumonia.
Hamilgon era um grande cara.
Afável, atencioso, companheiro, bem-humorado e dos mais competentes.
A todos tratava como comandante.
Mas ele sim, foi um grande comandante.
Um chefe que se fez respeitado e querido por todos os que chefiou.
O Espaço Aberto externa as suas condolências a todos os familiares de Hamilton.
Era gerente de Jornalismo da Rádio Cultura FM.
Foi vítima de complicações decorrentes de uma pneumonia.
Hamilgon era um grande cara.
Afável, atencioso, companheiro, bem-humorado e dos mais competentes.
A todos tratava como comandante.
Mas ele sim, foi um grande comandante.
Um chefe que se fez respeitado e querido por todos os que chefiou.
O Espaço Aberto externa as suas condolências a todos os familiares de Hamilton.
O corpo está sendo velado na capela Good-Pax, situada na travessa Lomas Valentina, entre as avenidas Duque de Caxias e Romulo Maiorana (antiga 25 de Setembro). O sepultamento será às 17h.
Aqui, você saberá um pouco mais sobre ele.
Aqui, você saberá um pouco mais sobre ele.
Nem ficção, nem realidade. Apenas Duciomar, a farsa.
Senhoras.
Senhores.
Distinto público.
Algum poder precisa se alevantar - alevantar tem um sentido, parece, mais forte do que levantar, não é? - para conter o doutor Duciomar Costa, prefeito de Belém; ou melhor, o huno que desgoverna esta cidade tão bonita, tão agradável, tão acolhedora, tão prazerosa, mas não tão maltrada por Duciomar.
Nunca antes, jamais se viu desfaçatez tão grande como a que essa Excelência vem protagonizando nos últimos sete anos.
Exemplos não faltam - todo dia, o dia todo.
Vejam agora.
Quinta-feira, Belém completa 396 anos.
E haja propaganda.
Nesta semana, a edição da revista Veja para assinantes, que circula em Belém, traz um suplemento de 26 páginas.
Título de capa: "396 anos - Querida Belém".
Trecho final do texto que está na capa: "Veja, nas páginas seguintes, alguns motivos de porque (sic) gostamos tanto da Cidade das Mangueiras".
Abram a revista.
Nas páginas 6 e 7, você verão a foto acima.
É do Portal da Amazônia.
O que foi construído desse projeto?
Dos 7 quilômetros previstos, apenas uns 700 metros. Faltam 6,3 mil metros.
Dos 1.200 empregos previstos para 11 bairros, quantos foram gerados? Nenhum?
Quando serão gerados os empregos? Sabe-se lá.
Quando serão concluídos os 6,3 mil metros que faltam da orla? Sabe-se lá.
Aonde foi parar o dinheiro? Hehehe. Ninguém sabe.
Isso é tudo ficção do dotô.
Agora, vamos à realidade.
Vejam as fotos abaixo.
Viram?
Como vocês veem, são fotos aéreas.
Foram batidas por um leitor do blog no dia 27 de dezembro de 2011. Há duas semanas, portanto.
Observem no lado esquerdo das fotos: aparece perfeitamente o final da ferradura que está na foto lá do alto, a da propaganda.
Com se vê, as obras estancaram estancaram na ferradura.
O trecho restante continua como sempre esteve há décadas: com palafitas, "portos" precários de estâncias, ocupações irregulares, favelas.
Alguém acredita que essa gestão ainda vai fazer mais alguma coisa?
Não haverá mais obra, é claro.
Ou haverá algum bate-prego por lá neste ano eleitoral? Que sabe.
Mas sabe-se de uma coisa: é preciso que alguém, que algum poder ser alevante para conter Duciomar.
Duciomar, entre a propaganda e a ficção, não é uma coisa nem outra.
É apenas Duciomar, o huno.
No fundo, lá no fundo d'alma de Duciomar, deve ressoar, sempre atual, a sentença daqueles discursos de Catão: Delenda Cartago.
Ou por outra: Delenda Belém.
Putz!
Senhores.
Distinto público.
Algum poder precisa se alevantar - alevantar tem um sentido, parece, mais forte do que levantar, não é? - para conter o doutor Duciomar Costa, prefeito de Belém; ou melhor, o huno que desgoverna esta cidade tão bonita, tão agradável, tão acolhedora, tão prazerosa, mas não tão maltrada por Duciomar.
Nunca antes, jamais se viu desfaçatez tão grande como a que essa Excelência vem protagonizando nos últimos sete anos.
Exemplos não faltam - todo dia, o dia todo.
Vejam agora.
Quinta-feira, Belém completa 396 anos.
E haja propaganda.
Nesta semana, a edição da revista Veja para assinantes, que circula em Belém, traz um suplemento de 26 páginas.
Título de capa: "396 anos - Querida Belém".
Trecho final do texto que está na capa: "Veja, nas páginas seguintes, alguns motivos de porque (sic) gostamos tanto da Cidade das Mangueiras".
Abram a revista.
Nas páginas 6 e 7, você verão a foto acima.
É do Portal da Amazônia.
O que foi construído desse projeto?
Dos 7 quilômetros previstos, apenas uns 700 metros. Faltam 6,3 mil metros.
Dos 1.200 empregos previstos para 11 bairros, quantos foram gerados? Nenhum?
Quando serão gerados os empregos? Sabe-se lá.
Quando serão concluídos os 6,3 mil metros que faltam da orla? Sabe-se lá.
Aonde foi parar o dinheiro? Hehehe. Ninguém sabe.
Isso é tudo ficção do dotô.
Agora, vamos à realidade.
Vejam as fotos abaixo.
Viram?
Como vocês veem, são fotos aéreas.
Foram batidas por um leitor do blog no dia 27 de dezembro de 2011. Há duas semanas, portanto.
Observem no lado esquerdo das fotos: aparece perfeitamente o final da ferradura que está na foto lá do alto, a da propaganda.
Com se vê, as obras estancaram estancaram na ferradura.
O trecho restante continua como sempre esteve há décadas: com palafitas, "portos" precários de estâncias, ocupações irregulares, favelas.
Alguém acredita que essa gestão ainda vai fazer mais alguma coisa?
Não haverá mais obra, é claro.
Ou haverá algum bate-prego por lá neste ano eleitoral? Que sabe.
Mas sabe-se de uma coisa: é preciso que alguém, que algum poder ser alevante para conter Duciomar.
Duciomar, entre a propaganda e a ficção, não é uma coisa nem outra.
É apenas Duciomar, o huno.
No fundo, lá no fundo d'alma de Duciomar, deve ressoar, sempre atual, a sentença daqueles discursos de Catão: Delenda Cartago.
Ou por outra: Delenda Belém.
Putz!
Parceria Jatene-Duciomar. Pra quê? Por quê?
Como é que foram os termos dessa parceria, digamos assim, propagandística entre o governo Simão Jatene e o governo Duciomar Costa, o huno?
A Prefeitura de Belém e o governo do Estado patrocinam o suplemento de 26 páginas que é parte integrante de “Veja” desta semana para assinantes.
Qual a lógica política disso?
O PTB de Duciomar, já se sabe, terá candidato próprio nas eleições de outubro. E o cara dever ser Almir Gabriel, que tem ódio no coração de Jatene. Ódio.
O governo Jatene, idem: terá candidato. Ainda não se sabe se apoiará Zenaldo, Flexa, Jordy ou um deus ex machina que ainda será, digamos assim, produzido. Mas vai apoiar alguém, não há dúvida.
Que sentido haverá para que um ponha azeitona na empada do outro, mesmo que a empada seja uma empadinha e a azeitona, uma azeitonazinha?
Ninguém sabe.
E qual a lógica ética que justifica uma parceria para a produção dessa peça propagandística?
Também não se sabe ao certo.
Primeiro, porque Duciomar não tem obra nenhuma.
Segundo, porque a única obra (vejam na postagem acima) que Duciomar mostra na revista é um engodo, uma mentira, um embuste, um elemento de prova da inoperância da gestão municipal.
Terceiro, porque Duciomar, com seus embustes, é um dos prefeitos que, no exercício do cargo, talvez já tenha somado o maior número de ações judiciais proposta contra ele.
E quarto, porque se a intenção do governo do Estado foi demonstrar um certo desprendimento público, para sinalizar ao distinto público que o amor por Belém é capaz de unir até os contrários, todos imbuídos dos mais altos, elevados e enlevados propósitos republicanos (ohhhhhhhh!), se a intenção, portanto, foi essa, terá sido um risco assumi-la.
Porque para o distinto público – no qual se inclui o distinto eleitorado -, fica muito difícil uma leitura tipo assim: “é que nós estamos funcionando como parceiros apenas nessa peça, mas em outros campos, no ético, inclusive, estamos em lados opostos”.
O governo do Estado poderia ter deixado Duciomar mostrar, sozinho, as obras de sua gestão nociva, destrutiva.
Se o fizesse, o huno faria veicular uma peça propagandística de uma só página. Uma e apenas uma.
Numa face da página, estaria a avenida Duque de Caxias, a única obra de relevância que o governo Duciomar, verdadeiramente, começou e concluiu.
Na outra face, estaria a avenida Marquês de Herval, a segunda obra de relevância que também foi iniciada e concluída neste governo.
No mais, Duciomar não tem nada para mostrar.
Nada. Absolutamente nada.
Vejam este suplemento propagandístico.
Na capa, uma foto do Complexo Feliz Luzitânia – obra do Estado.
Páginas 2 e 3 – anúncio com obras do governo do Estado.
Página 5 – anúncio da prefeitua. É um mosaico de realizações do governo Duciomar. Coisas como “mais de 20 KM de Calçada Cidadã”. Na Braz de Aguiar, Duciomar passou mais de dois anos para concluir 900 metros de calçada. Mais de um ano.
Páginas 6 e 7 – anúncio do Portal da Amazônia. Um embuste, uma mentira. Leiam a postagem acima.
Página 10 – fotos do Complexo Feliz Lusitânia, obra do Estado.
Página 12 – vista aérea sobre o embuste que é o Portal Amazônia.
Página 13 – foto do Palacete Pinho – obra da prefeitura.
Nas demais páginas, até a 26ª, são matérias sobre monumentos de Belém, entre os quais a Basílica de Nazaré.
Duciomar, como veem, nada tem a mostrar.
É um cara de duas obras.
Por que o doutor Simão Jatene o escolheu como parceiro nesta peça propagandística é que não se sabe.
A TAM não explica. A Anac, inexistente, também não.
E a TAM, hein? Sempre fazendo das suas?
E a Anac, hein?
Sempre inexistente.
Avião da TAM, com 163 passageiros a bordo, quase vai parar no meio do mato, no último domingo à tarde, no aeroporto de Val-de-Cans.
Na aterrissagem, rodopiou e ficou parado na intersecção de duas pistas.
Vejam aí, na foto de Bruno Cecim, de O LIBERAL.
Graças a Deus, nenhum ferido.
Mas muito susto.
E a TAM, o que diz?
Candidamente, diz que, "em decorrência das chuvas", pneus foram danificados durante o acionamento dos freios.
"Em decorrência das chuvas"?
Hehehe.
Tão TAM!
A TAM deveria ficar calada.
Era melhor que não disssesse nada.
Ora, foi a primeira vez que esse aparelho aterrissou em meio a chuvas ou numa pista molhada?
Não foi, certamente.
Se não foi, por que só desta vez é que os pneus estouraram em decorrência das chuvas?
E a Anac, fará o quê?
Nada.
Putz!
E a Anac, hein?
Sempre inexistente.
Avião da TAM, com 163 passageiros a bordo, quase vai parar no meio do mato, no último domingo à tarde, no aeroporto de Val-de-Cans.
Na aterrissagem, rodopiou e ficou parado na intersecção de duas pistas.
Vejam aí, na foto de Bruno Cecim, de O LIBERAL.
Graças a Deus, nenhum ferido.
Mas muito susto.
E a TAM, o que diz?
Candidamente, diz que, "em decorrência das chuvas", pneus foram danificados durante o acionamento dos freios.
"Em decorrência das chuvas"?
Hehehe.
Tão TAM!
A TAM deveria ficar calada.
Era melhor que não disssesse nada.
Ora, foi a primeira vez que esse aparelho aterrissou em meio a chuvas ou numa pista molhada?
Não foi, certamente.
Se não foi, por que só desta vez é que os pneus estouraram em decorrência das chuvas?
E a Anac, fará o quê?
Nada.
Putz!
O presente que Belém merece
![]() |
| Perspectiva da nova avenida Almirante Barroso, no Projeto Ação Metrópole, do governo do Estado |
FRANCISCO SIDOU
Ao completar 396 anos, Belém assiste à reprise de um velho filme, cujo roteiro nada edificante tem como tema as disputas políticas provincianas e resultam no atraso abissal de nossa capital em relação a outras metrópoles que continuam crescendo e se modernizando, apesar de seus políticos, com o é o caso de Manaus, Fortaleza, São Luís e Goiânia entre outras.
Os historiadores costumam dizer que a "história só se reperte como farsa". Desgraçadamente, em Belém , ela também se repete como sina. As quizílias políticas paroquiais continuam gerando efeitos danosos que impedem o crescimento e expansão da cidade como metrópole moderna. Nos últimos 30 anos, foram muitos os estudos e projetos visando soluções para o arcaico e congestionado sistema viário urban o de Belém, defasad o em relação a demandas surgidas com o crescimento da cidade e o aumento colossal de sua frota de veículos, sem qualquer acompanhamento em termos de planejamento do tráfego pelos órgãos públicos ditos competentes.
As artérias de uma cidade são como as veias do corpo humano: quando entopem provocam a morte do organismo. É o caso do sistema viário urbano de Belém, à beira do colapso, com sua população à beira de um ataque de nervos. Com o ingresso diário, em média, de 60 novos veículos, circulando pelas mesmas obstruídas vias, a cidade está parando, confirmando, aliás, a previsão dos técnicos da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) , que , na decada de 80, elaboraram meticuloso projeto sobre o sistema viário urbano de Belém, cujas propostas de ações e obras viárias então consideradas inadiáveis foram sendo adiadas por sucessivas gestões municipais e estaduais.
O projeto do PDTU dos japoneses foi rebatizado de Via Metrópole e agora atende pelo nome de Ação Metrópole. No governo passado, chegou a ter 10% de suas obras realizadas, com a construção de dois viadutos. Assim tem caminhado o processo de modernização do sistema viário urbano de Belém, bem devagar, devagarinho, na base da gestão por soluços ou por impulsos, de que são exemplos algumas obras isoladas como o viaduto meia-sola da Bandeira Branca, os túneis que alagam no Entroncamento e outras intermináveis como o prolongamento da antiga Primeiro de Dezembro, que parou onde não devia , logo no entorno da rotatória do complexo do caos. A par disso, são recorrentes as medidas cosméticas como sinais de três tempos, tartarugas do asfalto e faixa azul , que nada resolvem, além das multas em série e dos alternativos sem lei que apenas engrossam o caldo de cult ura neurótica de um trânsito cada vez mais caótico.
Na década de 90, obras importantes como o anel viário do Entroncamento deixaram de ser realizadas por causa de quizílias paroquiais entre o governador e prefeito de então. Sofremos até hoje os efeitos danosos dessa perlenga. Como se não bastasse, agora quando o governo do Estado consegue recursos do governo federal e da Jica para implementar as novas etapas do Projeto Ação Metrópole e assim redefinir a estrutura do tráfego na Região Metropolitana de Belém - abrangendo, além da capital, os municípios de Ananindeua., Marituba, Benevides, Santa Bárbara do Pará e distrito de Icoaraci -, o prefeito de Belém, por mero capricho político, resolve bancar, com recursos em forma de empréstimos sacados para a futura gestão pagar, um outro Projeto, o do BRT (sistema de ônibus rápido), que praticamente inviabiliza a continuidade do Ação Metrópole por interferir diretamente no seu traçado e na sua concepção, bem mais abran gente e tecnicamente mais adequada.
Do projeto integrado do governo do Estado, consta também a obra da Avenida Independência, que será tocada pela Secretaria de Integração Regional, Desenvoolvimento Urbano e Metropolitano (Seidurb) , com recursos já aprovados no orçamento da União, via emenda do deputado federal José Priante. Essa nova via, além de representar de fato a solução para o sufoco dos congestionamentos infernais no entorno do Entroncamento, será um estratégico corredor de tráfego para quem entra e sai da capital, sem demandar a Almirante Barroso, já saturada. Portanto, a integração do sistema viário urbano de Belém com os municípios da RMB é principal meta do Projeto Ação Metrópole, incluindo a duplicação da Perimetral, além da construção de um túnel na Doutor Freitas com Almirante Barroso (por baixo do viaduto meia-sola) e a duplicação da Avenida João Paulo II, pelo menos até o viaduto do Coqueiro, com acesso à Rodovia Mário Covas.
Outras obras viárias importantes constam dessa nova fase do Ação Metrópole, como a abertura de novos corredores de tráfego, além da implantação de oito terminais de integração em pontos estratégicos da cidade. Com prioridade para o transporte coletivo, o projeto também prevê a construção de vias expressas, exclusivas para ônibus, em toda a extensão da Avenida Almirante Barroso e nas rodovias Augusto Montenegro e BR-316. Os terminais de integração irão possibilitar aos usuários de ônibus o deslocamento para qualquer bairro da Região Metropolitana de Belém pagando apenas uma passagem.
Além do assessoramento técnico, a Jica também entra como parceira no financiamento do projeto com recursos da ordem de US$ 240 milhões, isso se os japoneses, apesar de ter na disciplina e na perseverança traços importantes de sua cultura milenar, não acabarem perdendo outro traço importante de sua formação, a paciência, após quase 30 anos de estudos e projetos em muitas idas e vindas entre Tóquio e Belém.
Com a "repaginação" de seu sistema viário e eliminação dos "gargalos" que provocam os estressantes congestionamentos, atacando as causas e não só os efeitos, como no caso do Projeto Integrado do Ação Metrópole, Belém se tornará uma cidade moderna e de qualidade de vida bem melhor para seu povo. O grande pensador francês Clemenceau dizia que a diferença entre um estadista e um político comum é que o estadista realiza obras e ações pensando nas futuras gerações enquanto o político comum só consegue realizar coisas com vistas às próximas eleições...
O povo paraense, em recente plebiscito, optou pela união rechaçando a divisão.
Por que, então, não somar os recursos obtidos pelo governo do Estado e pela Prefeitura de Belém em torno de um projeto comum que atenda a toda a Região Metropolitana de Belém priorizando o interesse maior de uma população de cerca de três milhões de habitantes?
O espírito público requer de gestores públicos a renúncia a projetos e vaidades pessoais em nome de um valor mais alto que "se alevanta" - o interesse da população, do cidadão-eleitor-contribuinte que, afinal, é quem paga toda a conta, vota ou "desvota" e merece um pouco mais de respeito.
Belém merece como presente de aniversário mais que apenas um show de Ivete Sangalo, "bancado" por empresas interessadas em obras milionárias de licitações nebulosas.
Nada contra a Ivete Sangalo, de quem todo mundo gosta. Mas por que também não convidar para a festa de aniversário de Belém os talentosos artistas paraenses do show musical "Terruá-Pará" , uma feliz iniciativa do governo Jatene em divulgar os valores da cultura paraense para todo o Brasil?
Certamente, se perguntado em plebiscito qual o presente que a cidade merece receber, o belenense diria preferir o entendimento e a união dos gestores públicos em torno de um projeto comum que possa resgatar não só a mobilidade urbana ameaçada, mas, também, a dignidade e a melhor qualidade de vida de sua gente. Na vida pública, como no futebol, ninguém ganha mais jogo ou eleição jogando sozinho. A Academia Barcelona de futebol & arte deu recente aula magna sobre essa disciplina. Pensem nisso, senhores do destino de nossa querida Belém. Pensar não dói e ainda não paga imposto.
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FRANCISCO SIDOU é jornalista
chicosidou@bol.com.br
Desenhando a Amazônia
Estão vendo aí em cima?
Vocês encontram no Desenhando a Amazônia, que já aí ao lado, entre os Favoritos do Espaço Aberto.
É o novo blog do craque da ilustração Sergio Bastos, que há anos já comanda o sergiobastos.
O novo espaço virtual só terá desenhos e aquarelas sobre a Amazônia.
Vão lá.
Mentira e ogro têm pernas curtas
Muitas vezes, basta reordenarmos fatos conhecidos, e somarmos a eles as análises adequadas, para obtermos algo tão valioso quanto novas informações: novas conclusões - ou novos entendimentos. É baseado nesse convencimento que ousamos dizer que, dirigentes de Washington manipularam a opinião pública de seu país. No curto espaço de menos de 150 anos, ao menos cinco vezes, Tio Sam convocou seus compatriotas norte-americanos para missões de sacrifício respaldadas em argumentos duvidosos ou claramente falsos. Eis aqui cinco exemplos:
Carolina do Sul, Fort Sumter. A 12.04.1861, tropas Confederadas, do Sul dos Estados Unidos, abriram fogo com os seus canhões sobre a fortificação do governo Nortista. Sem ter sofrido uma só baixa, essa guarnição rendeu-se ao inimigo. O bastante para que, dois dias depois, o presidente Abraham Lincoln editasse um proclama convocando a juventude da União para ir à guerra contra os Sulistas. À época, nada menos que sete Estados do Sul haviam declarado seu propósito separatista. Lincoln ainda notificou o governo da Carolina do Sul, que tencionava enviar navios de abastecimento a Charleston, território da Carolina do Norte, mas a resposta que recebeu foi um ultimato do governo confederado: evacuar o Fort Sumter. Aí, Lincoln esperou pela irracionalidade dos confederados e se produzisse o pretexto. Lincoln convocou imediatamente 75 mil voluntários para reprimir a rebelião Sulista. Mais quatro Estados também se declararam separatistas. Mais isso já não importava. A Guerra Civil tinha começado.
Porto de Havana, 15.02.1898. Durante um período de tensão entre os EUA e Espanha. O navio US Maine zarpara rumo a Havana, com a missão de proteger os interesses americanos em Cuba. Os cubanos haviam se rebelado contra o jugo espanhol, e Washington os apoiava. Às 21h40 de 15 de fevereiro de 1898, o navio de guerra americano explode. A tripulação era formada por 354 homens no momento da tragédia. Desse total, 226 - dois oficiais e 264 marinheiros morreram imediatamente. Nos EUA, a opinião pública acreditou em sabotagem dos espanhóis. A tragédia justificou o estado de guerra decretado por Washington contra o governo de Madri. Só muito mais tarde descobriu-se que a causa da explosão tinha sido combustão espontânea do carvão armazenado nos paiós de proa (parte dianteira) da embarcação.
Atlântico Norte, 07.05.1915. O transatlântico “Lusitânia”, de 44 mil toneladas, desaparece sob as ondas, deixou 1.200 mortos. Saiu de Nova Iorque com destino a Liverpool. Foi atingido por um torpedo enviado por submarinos alemães, afundou em 18 minutos. Na verdade, o navio não sucumbiu somente devido ao torpedo. Afundou porque oficiais e subalternos não verificaram o fechamento de muitas comportas estanques e transportava 6 milhões de projetis de fuzis ao Exército britânico. Mas a tragédia era defendida por boa parcela de autoridades que tencionava os EUA na guerra contra os ingleses.
Arquipélago do Havaí, 07.12.1941. Os americanos tinham indícios suficientes, nos meses que precederam o ataque japonês em Pearl Harbor. Washington os ignorou. Até que em 7 de dezembro, sobreveio o ataque, e Roosevelt sentiu um inegável apoio popular e os EUA entraram na guerra contra o Eixo.
Iraque, 2003. Os americanos inventaram argumentos que Saddam Hussein tinha armas químicas de destruição em massa. Um embuste que custou milhares de vidas. Era mais uma farsa.
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SERGIO BARRA é médico e professor
sergiobarra9@gmail.com
O que ele disse
“Tenho todas as minhas contas aprovadas pelo TCE e pelo TCU. As ações que se movem no MP, elas ingressaram agora, em dezembro. Mas esqueceram de que a oposição a mim em Petrolina apresentou uatro ações e nenhuma foi aceita pela Justiça.”
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