quarta-feira, 25 de junho de 2014
Suárez, o mordedor internacional
Que coisa, hein?
Luizito Suárez não é apenas um atacante de projeção internacional.
É um mordedor de fama internacional.
A mordida que o cara deu no zagueiro italiano Chiellini (na foto), na partida de ontem, em que a Azzurra foi despachada pra casa, foi verdadeiramente escandalosa.
Não bastasse o fato de Suárez ser reincidente, ainda temos a conversa mole do jogador, de que "são coisas do jogo".
"Coisas do jogo"?
Hehehe.
Isso só pode ser brincadeira.
Se o padrão Fifa de disciplina não viger agora, aplicando-se a Suárez uma pena duríssima, ele continuará mordendo à solta por aí.
Com focinheira.
E sem focinheira.
Putz!
Governador processa jornalista
Do site da Abraji
O governador do Acre, Tião Viana (PT), ingressou na Justiça com uma ação criminal contra a jornalista da Folha Vera Magalhães e a secretária de Justiça do governo paulista, Eloisa Arruda, que disse que o petista agia como “coiote” em texto sobre refugiados haitianos.
Viana acusa ambas de terem cometido crime de injúria – quando se atribui a alguém algo que ofende sua dignidade, como chamar um juiz de futebol de “ladrão”.
A nota que provocou a ação foi publicada em 26 de abril, na coluna “Painel”, e reproduzia a opinião da secretária sobre o envio pelo Acre deimigrantes haitianos para São Paulo sem documentos nem aviso prévio às autoridades paulistas.
“Eles se tornam vulneráveis para aliciadores. Um governo não pode patrocinar uma ação dessas, não pode agir como coiote”, dizia a secretária na nota.
O criminalista Luís Francisco Carvalho Filho, advogado da Folha, afirma que achou “estranho” o governador ter feito uma queixa-crime contra a jornalista, “uma vez que o jornal exerceu a sua função de informar”.
REAÇÃO
A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) emitiu nota em que diz considerar “desproporcional e ilegítimo o uso do direito penal como restrição à liberdade de expressão”.
A entidade defende a revisão da lei para que “calúnia, injúria e difamação deixem de ser consideradas crime”.
O governador disse que incluiu a jornalista na ação por “exigência legal”: “A desistência da ação em relação à jornalista representaria também a desistência da ação em relação à secretária”.
Para Viana, a acusação foi uma “grave violação à honra do governador”.
Em nota divulgada nesta quarta (18), Arruda reafirmou o que dissera à jornalista:”O posicionamento da secretária permanece inalterado”. Ela disse que os haitianos continuam a vir do Acre para São Paulo em “condições precárias, sem o acompanhamento de assistentes sociais”.
A dentada de Luizito
Hehehe.
Vamos respeitar.
Essas moçada por aí tem uma criatividade espantosa.
Olhem essas imagens que correm este mundo virtual sem, zoando a mordida de Suárez em Chiellini.
São impagáveis.
Todas elas.
Essas e mais outras.
Milhares de outras.
Vamos respeitar.
Essas moçada por aí tem uma criatividade espantosa.
Olhem essas imagens que correm este mundo virtual sem, zoando a mordida de Suárez em Chiellini.
São impagáveis.
Todas elas.
Essas e mais outras.
Milhares de outras.
MP apura suposto desvio de medicamentos
Pacientes formalizam denúncias ao MPPA e a promotoria de direitos constitucionais instaura procedimento para apurar. O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da promotora de Justiça, Elaine Carvalho Castelo Branco, nesta segunda (23), instaurou procedimento para apurar suposto desvio de medicação por médico do Hospital Universitário “Bettina Ferro de Souza”, para uso em clínica particular.
O “Bettina Ferro” atende a população carente e funciona no campus da Universidade Federal do Pará (UFPa), em Belém do Pará.
Segundo a promotora além da medicação que é caríssima “isso se constitui em um caso grave. Por isso, pedi a instauração do competente inquérito policial (IP) por meio de ofício a ser encaminhado ao delegado geral de Polícia”.
A portaria que instaurou o Procedimento preparatório (PP) é para apurar as denúncias graves de que um médico estaria desviando medicação do “Bettina Ferro de Souza” para uso em clínica particular.
Depoimentos
O MPPA já ouviu alguns pacientes em depoimentos colhidos pela 1a Promotoria de Justiça de Defesa das Pessoas com Deficiência e dos Idosos, e de Acidentes de Trabalho da Capital, o qual encaminhou cópia do Processo no 2013/339350, contendo informações sobre possível desvio de medicamento do Hospital Universitário “Bettina Ferro de Souza” para rede privada, sendo o medicamento fornecido pela SESPA/PA.
O próximo passo será ouvir o médico citado na denúncia, bem como a proprietária da referida clínica.
Leia aqui a portaria na íntegra.
Fonte: Ministério Público do Pará
O “Bettina Ferro” atende a população carente e funciona no campus da Universidade Federal do Pará (UFPa), em Belém do Pará.
Segundo a promotora além da medicação que é caríssima “isso se constitui em um caso grave. Por isso, pedi a instauração do competente inquérito policial (IP) por meio de ofício a ser encaminhado ao delegado geral de Polícia”.
A portaria que instaurou o Procedimento preparatório (PP) é para apurar as denúncias graves de que um médico estaria desviando medicação do “Bettina Ferro de Souza” para uso em clínica particular.
Depoimentos
O MPPA já ouviu alguns pacientes em depoimentos colhidos pela 1a Promotoria de Justiça de Defesa das Pessoas com Deficiência e dos Idosos, e de Acidentes de Trabalho da Capital, o qual encaminhou cópia do Processo no 2013/339350, contendo informações sobre possível desvio de medicamento do Hospital Universitário “Bettina Ferro de Souza” para rede privada, sendo o medicamento fornecido pela SESPA/PA.
O próximo passo será ouvir o médico citado na denúncia, bem como a proprietária da referida clínica.
Leia aqui a portaria na íntegra.
Fonte: Ministério Público do Pará
O que ele disse
"Depois da suruba, o que se vê agora é o bacanal eleitoral, e o Rio não pode ser vítima dele."
Eduardo Paes (PMDB), Sua Excelência o prefeito do Rio de Janeiro, traduzindo - e resumindo - a aliança estadual que levou o seu partido a ser aliar com PSDB e o DEM.
terça-feira, 24 de junho de 2014
Contratação de advogados pelo BB vira caso de polícia
A maior licitação para serviços jurídicos do Brasil já virou assunto de polícia e do Tribunal de Contas da União. A concorrência em questão servirá para que o Banco do Brasil contrate escritórios de advocacia para cuidar, de imediato, de mais de 230 mil processos nas áreas trabalhista, penal, administrativa, tributária e de recuperação de crédito. Candidataram-se 160 bancas interessadas. Mas com mais de 30 recursos administrativos, seis representações no TCU e até uma representação criminal, o processo está suspenso.

Como sempre acontece nas concorrências mais apetitosas, os concorrentes fazem de tudo para colocar cascas de banana no caminho dos mais cotados. O principal alvo de reclamações é o escritório que ficou em primeiro lugar em 30 das 54 categorias e regiões licitadas: o Nelson Wilians e Advogados Associados, que afirma ter 46 filiais próprias em todos os estados e 1.372 advogados contratados. Com essa estrutura, entrou na concorrência e, na contagem de pontos, conseguiu ficar à frente de bancas com nomes conhecidos na área, como Fragata e Antunes Advogados e Rocha Calderon e Advogados Associados, em diferentes segmentos. O escritório, no entanto, é acusado de forjar contratações para aumentar sua pontuação.
A questão chegou à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários (Dedfaz) de Mato Grosso do Sul. Lá, uma representação criminal foi feita contra o Nelson Wilians, acusando a banca de simular a contratação de advogados que nunca trabalharam nela, apenas para que estes constassem na lista de profissionais no momento da licitação.
A advogada Luciana Cecconello Branco diz ter sido uma das pretensamente contratadas. Sua entrada e saída da sociedade se deram em apenas três meses, e ela afirma que nunca trabalhou para o escritório, nem recebeu qualquer quantia dele. O período serviu, porém, para que ela constasse na lista de advogados que a banca entregou para participar da licitação. O depoimento da advogada é citado no despacho da delegada Fernanda Felix Carvalho Mendes, que determinou que a representação criminal e os outros documentos que servem à acusação fossem encaminhados à Delegacia-Geral de São Paulo, uma vez que a licitação se baseia na capital paulista.
A delegada ressalta, no documento, que a suposta contratação de advogados apenas de maneira formal seria um “crime meio” para a finalidade maior: uma fraude à licitação. “Trata-se do Princípio da Consunção, conhecido também como Princípio da Absorção, aplicável nos casos em que há uma sucessão de condutas com existência de um nexo de dependência”, diz.
Porém, o advogado Nelson Wilians Fratoni Rodrigues, diretor do escritório, afirma que as acusações feitas contra a banca não apresentam provas. Questionado pela ConJur sobre a possível fraude na contratação de advogados, ele responde não ter conhecimento da denúncia e que a banca responderá a todos os questionamentos em quaisquer esferas. “No momento correto as medidas cabíveis serão tomadas face à inverdade e a quem lhe deu azo”, garante.
Wilians diz também que não caberia ao Banco do Brasil fiscalizar as relações entre o escritório e seus advogados. “Seria, no mínimo, incoerente, para não dizer efetivo desvio de finalidade, se o credenciamento do BB adentrasse na esfera da autonomia privada para avalizar as contratações das sociedades de advogados, pró-labores recebidos pelos sócios etc.”, escreveu em e-mail. A resposta aponta também que o número de advogados é critério pouco significativo na contagem de pontos.
"O DEM é inimigo histórico", diz petista
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Lucineide Pinheiro: "O DEM é um partido de direita, portanto adversário histórico [do PT]" |
Até agora, os resistentes à presença do DEM vêm tomando, como cartilha de princípios, a manifestação da professora Lucineide Pinheiro, que foi secretária de Educação do governo Maria do Carmo e concorreu à Prefeitura de Santarém, nas eleições de 2012.
Em carta aberta que divulgou tão logo se consumou a indicação do deputado federal Lira Maia (DEM) como vice de Helder, Lucineide menciona resolução aprovada no 4º Congresso do PT como o instrumento que ampara a decisão dos petistas de Santarém de não apoiarem, em hipótese alguma, o acolhimento do DEM na aliança.
Leiam, a seguir, da carta aberta da professora.
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“A política não é como o teatro. Nela, somos exatamente o que representamos. Somos frutos de nossas ações, ou omissões, se considerarmos o que diz o velho Sartre: ‘não optar já é uma opção’. É caminhando que se constrói caminhos, por isso os passos dados devem ter coerência com o objetivo que queremos alcançar.
A resolução do 4º congresso do PT traz uma clara orientação aos petistas: O que estará em jogo são dois projetos distintos e opostos para o Brasil. De um lado, os neoliberais representados pela aliança PSDB/DEM/PPS, derrotados em 2002 e em 2006 [e em 2010]. Eles representam a política que quebrou o Brasil três vezes, que privatizou, desempregou e desencantou o povo brasileiro.
O DEM é um partido de direita, portanto adversário histórico, não pelas pessoas que nele militam, mas por uma questão ideológica de incompatibilidade de visão de mundo e de sociedade.
O PT de Santarém tem uma história de resistência, nascida e fortalecida nos movimentos sociais, na luta dos trabalhadores e trabalhadoras rurais que enfrentaram a repressão, o preconceito e consolidaram uma história de enfrentamento ao projeto da direita que o DEM tão bem representa.
Um povo que construiu sua história na luta não pode perder sua capacidade de indignação. E por isso considero justa e me solidarizo com a indignação dos petistas históricos que, coerentes com a resolução do 4º Congresso do Partido dos Trabalhadores, não aceitam aliar-se à direita por entender que isso em nada nos acrescenta. ‘A luta pela construção de hegemonia política para sustentação de nosso projeto é um dos desafios históricos do PT como um partido que tem como horizonte o socialismo democrático’ (Resolução sobre Tática e Política de Alianças aprovada no 4º Congresso do PT, item 1).
A Democracia Socialista, tendência da qual faço parte no PT, defendeu candidatura própria no Pará por entender que o PT tem condições técnica, ética e política para o Governo do Estado e, com o apoio da Presidenta Dilma, pode retomar o projeto democrático popular interrompido com a vitória dos tucanos em 2010. Fomos voto vencido e, em nome da democracia e do respeito às decisões das instâncias partidárias, acatamos a posição das Tendências do PT que compõem o campo majoritário AS, UL, CNP, que optaram pelo Apoio ao PMDB para governo do Estado.
Diante disso, o PMDB está livre para fazer aliança com quem quiser sem precisar da permissão do PT que ao aceitar a coligação, em troca apenas do apoio ao Paulo Rocha para o senado, passa ao PMDB um talonário de cheques assinados e em branco. A junção com o DEM é apenas o primeiro dos cheques preenchidos.
Diante disso, o PMDB está livre para fazer aliança com quem quiser sem precisar da permissão do PT que ao aceitar a coligação, em troca apenas do apoio ao Paulo Rocha para o senado, passa ao PMDB um talonário de cheques assinados e em branco. A junção com o DEM é apenas o primeiro dos cheques preenchidos.
Muitos militantes históricos, que sempre estiveram na base de sustentação e de fortalecimento das lutas petistas não concordam com a pragmática aliança e devem ser respeitados em seu pensamento. A possibilidade de apoio ao DEM vem causando constrangimento e desconforto, com raras exceções, aos petistas de Santarém que se recusam a beber esta taça de veneno.
O DEM é inimigo histórico e não levantará uma palha para fortalecer o seu arqui-inimigo vermelho. Aqueles que construíram com sangue e suor a história de resistência do PT no Pará e, de modo especial em Santarém, continuam sem compreender o idioma falado neste momento político, por algumas lideranças. E, sem horizonte, ameaçam descansar suas armas no solo empoeirado do pragmatismo político. Creio que é hora de fortalecermos nossa luta, não nos deixando abater pelo anúncio de tempestade.
Este partido é dos trabalhadores e trabalhadoras e defende um projeto democrático-popular, não o projeto das oligarquias e ruralistas. Em respeito à minha história e a de tantos companheiros que têm a minha admiração, vou continuar no PT fortalecendo a luta daqueles que ousam sonhar com uma sociedade mais justa e equânime. Vamos à luta! Já vencemos batalhas mais duras!’.
Fernandinho tem que ficar. Só tem.
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Fernandinho festeja o gol com Ramires: ele tem que ficar. Mas Felipão também terá esse opinião? |
Quem?
O pessoal aqui da redação, confessemos logo, ficou mudo durante os primeiros 45 minutos.
Não conseguiu nem vibrar direito com os dois gols de Neymar.
Aliás, digamos logo: o primeiro gol, em verdade, foi do Luiz Gustavo, né?
O cara fez tudo.
Desarmou - um desarme lindo, por sinal -, conduziu a bola e fez um passe na medida para Neymar bater de chapa, inaugurando um placar que, imaginávamos, seria elástico, como dizem os coleguinhas.
Que nada!
O Brasil começou a alçar bolas, muitas bolas, da zaga diretamente para o ataque.
O meio-campo não existia.
Oscar, o cara do primeiro jogo, estava apagado.
Paulinho, idem.
E os camaroneses deitando e rolando, com jogadas envolventes e aquela ousadia conhecida do futebol africano.
Felizmente, a goleada por 4 a 1 se consolidou, mesmo o time não convencendo tanto.
Querem saber de uma coisa?
Fernando vai ter que ficar nesse time. Nem que a vaca tussa, tem que ficar.
E não seria demais o Felipão entrar com o Jô, logo de cara, contra o Chile, que tem uma zaga baixa e em tese, portanto, abriria mais possibilidades para as jogadas aéreas, em que o atacante do Galo é especialista.
Mas, vocês sabem, o técnico é Felipão.
E técnicos, turrões que nem eles, às vezes não atendem certas cobranças apenas para firmar posição.
Sabe-se lá o que Felipão vai fazer.
Mas os técnicos aqui da redação são unânimes: Fernandinho, pelo menos ele, tem que ficar.
Só tem!
Silêncio após a vitória. Pode isso, Arnaldo?
Coleguinha, pelo rádio, dá informação das mais relevantes.
A torcida que lotou o Mané Garrincha, para ver a vitória que classificou o Brasil às oitavas, deixou o estádio silenciosa.
Nada de comemorações.
Nada de festejos.
Nada de gozações a torcedores adversários.
Nada.
Todo mundo, reforçou o coleguinha, saiu em silêncio.
Está confirmado, meus caros: torcedor de Copa, aqui e em qualquer lugar, é um torcedor especial.
Especialíssimo, diríamos.
Mesmo no dito país do futebol, como dizem ser o Brasil, há torcedores de clubes e torcedores da seleção.
Sim, os torcedores da seleção incluem os de clubes.
Mas a forma como torcem, como sentem o futebol é muito diferente. É mais, como diríamos, light.
Talvez por isso mesmo a estupefação, ou enfado, melhor dizendo, diante do fraco, fraquíssimo repertório de músicas que vêm sendo cantadas pela torcida brasileira nos estádios, em dias de jogos da seleção.
Além daquela manjada - eu sou brasileiro / com muito orgulho / com muito amooooor -, o que mais temos nesse quesito?
Nada.
Em se tratando de seleção, praticamente nada.
O que é uma pena.
Já os que torcem para seus clubes têm uma coleção de músicas que cabe num CD. Ou vários CDs, quem sabe.
Mas ninguém deve desistir.
O importante são os brasileiros, torcedores bissextos ou não, fazerem barulho durante os jogos para empurrar a seleção.
Mesmo que silenciem depois.
Até mesmo após vitórias decisivas como a de ontem.
Número de violações contra jornalistas chega a 190
Com o início da Copa do Mundo, a Abraji atualizou o número de casos de agressão a jornalistas durante manifestações: de maio de 2013 a 18 de junho de 2014, foram registrados pelo menos 190 casos de violência ou prisão envolvendo 178 profissionais. Os 18 casos mais recentes aconteceram em cidades-sede da Copa. Seguindo o padrão observado desde o início dos protestos, a maioria (88%) foi causada por policiais militares - dentre essas ocorrências, 44% foram intencionais, ou seja: aconteceram apesar de o jornalista estar devidamente identificado como tal. A planilha com todos os dados de maio de 2013 a 18 de junho de 2014 pode ser baixada neste link. A Abraji considera que a polícia continua usando força excessiva e descabida em muitas ocasiões, prejudicando o trabalho da imprensa e a liberdade de expressão. É necessário que as forças de segurança observem o disposto na resolução nº 6/2013 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, segundo a qual "repórteres, fotógrafos e demais profissionais de comunicação devem gozar de especial proteção no exercício de sua profissão, sendo vedado qualquer óbice à sua atuação, em especial mediante uso da força". Os casos
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Fonte: Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)
O direito de sepultar
A advogada e professora universitária Magda Abou El Hosn lança nesta quarta-feira (25), na sede da OAB-PA, em Belém, a obra inédita “O Direito de Sepultar", em que discute mitos, religiões, ética, costumes, crenças e, acima de tudo, direitos dos mortos e deveres daqueles que os representam.
A obra possui estudo avançado em casos concretos, alguns conhecidos pela imprensa , outros vivenciados no cotidiano da autora, que milita nessa área ao longo de 25 anos, destacando temas como direitos à sepultura e permanecer sepultado, natureza jurídica, violação de objetos deixados no sepulcro, inadimplência e impenhorabilidade do jazigo, direito de propriedade, reparação de danos, uso indevido de imagem do falecido, criogenia humana, cremação, exumação e translado de corpos.
Apoiada em farta jurisprudência do assunto que ao longo dos anos fez parte do acervo jurídico da autora, analisou que, em regra, a maioria das decisões que envolvem esse tipo de questões tem sido sustentada por analogia ou pelo caso concreto, refletindo-se em decisões judiciais na maioria das vezes insuficientes de fundamentação jurídica pela falta de normas que regulamentem esse direito tanto nas esferas estadual, como federal.
Fonte: Assessoria de Imprensa
Copa globalizada
Por ANA DINIZ, jornalista, em seu blog Na rede
É uma copa estranha. Em todas as transmissões, em todos os jogos, desfilam os nomes de clubes europeus, maiores ou menores. O que provocou um comentário de um leitor de Kfouri: não são os jogadores, mas o futebol que se joga lá que está distante anos-luz do que se joga aqui.
A partir desse comentário passei a assistir os jogos de outra maneira. Eu gosto de futebol e até hoje não entendo como é que o sistema escolar brasileiro – todo ele, todo – caminha de costas para esse esporte, preferindo outros jogos coletivos, num país onde uma criança aprende a chutar uma bola logo nos primeiros passos, às vezes antes. Eu gosto do jogo longo, da sua dificuldade, da parcimônia das regras e da possibilidade que premia tanto o esforço como o talento. E porque gosto de futebol passei a procurar, no conjunto das 32 seleções que estão por aqui, os sinais dessa diferença de anos-luz entre o primeiro e os outros mundos.
Bem, a maioria das seleções reúne jogadores daqui e dali, arrumados de alguma maneira em campo por um treinador competente. O treinador da Bósnia confessa que, na falta de jogadores, teve que caçar pelo mundo craques que tivessem antepassados bósnios recentes e se ater com o que conseguiu. Mesmo a humilde Costa Rica (na foto, durante treino) tem parte de seus jogadores atuando em clubes europeus. O resultado é que quase todas as seleções apresentam desníveis internos severos que aparecem de repente na perda incrível de um gol feito, na incapacidade técnica de controlar a bola, na cabeça baixa do jogador titubeante e no frango engolido por um goleiro surpreso.
Mas o comentário também me levou a uma outra estranheza: é uma copa latina de futebol europeu. Os comentaristas falam em escolas de futebol, mas o que tenho visto é um padrão. Esse padrão é pragmático e eficiente; é tolerante com o anti-jogo para parar o adversário; considera a falta como indispensável em determinadas situações; e chama de agarra-agarra o verdadeiro vale-tudo nas cobranças de escanteio.
Em futebol o feio é perder?
Se assim fosse alguns times não teriam mais torcedores. No entanto as fiéis continuam emprestando seu prestígio e comprando ingressos para ver derrotas, empates, uma ou outra vitória. Por isso acredito que em futebol o feio é não jogar. As vaias contra os times e seleções que ganham tempo e se fecham na defesa me fazem crer que a maioria também pensa como eu.
E aqui volto ao tema: cadê a escola latino-americana do futebol? Cadê aquele futebol rápido, envolvente, às vezes catimbeiro e às vezes brilhante, em que o preparo e o vigor físicos do jogador não são usados para impedir o outro de jogar, mas para impor a própria técnica sobre o adversário? Cadê a escola asiática, que usa a velocidade para compensar a estatura e pouca massa muscular? Serão assim tão anos-luz piores da europeia?
Tenho a impressão que o que estamos vendo hoje no Brasil é somente mais um aspecto da globalização: uma elite mundial do futebol, que joga na Europa e que, eventualmente, veste a camisa do país onde nasceu ou tem raízes, para se apresentar em uma composição diferente da habitual num mega-evento.
O que, de fato, está a anos-luz do futebol que jogamos por aqui. Porque não tem paixão alguma rolando dentro de campo. Só na torcida.
O que ele disse
"Quando chego em Curitiba e encontro um garçom falando que o PT é o mais corrupto da história. Quando vejo em Fortaleza meninos cobrando a questão da corrupção. Quando vi no metrô meninos entrando e puxando o coro do mesmo palavrão usado no estádio, não posso achar que é um fenômeno apenas na cabeça daquilo que está se chamando de elite branca. Há, sim, um pensamento conservador que se expressa fortemente por meio dos veículos de comunicação e que opera um cerco contra nós. E esse cerco tem dado resultado, na medida em que ganha amplitude."
Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, sustentando que o PT está errado no seu diagnóstico sobre a insatisfação da população com o governo da presidente Dilma Rousseff e tem alimentado a "ilusão" de que "o povo pensa que está tudo bem".
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Trincheiras definidas. Tanques à espreita.
Para usar aquela gíria da garotada, fiquem ligados.
Fiquem ligadíssimos.
Os terrenos estão demarcados.
As trincheiras estão definidas.
E as armas, devidamente municiadas.
Quando o clima da campanha eleitoral for de paz e amor, o PSDB e seus adversários PMDB-DEM-PT mostrarão o que cada um fez em benefício do Estado.
Quando o clima esquentar, o esquema da desconstrução dos adversários será mais ou menos o seguinte.
A coligação tucana insistirá em mostrar que a aliança entre o PMDB-PT, coadjuvada pelo DEM - até recentemente aliado do goveno Simão Jatene - virou um repositório de processos que têm como réus personagens de todos os calibres.
De seu lado, o esquema de desconstrução a ser engendrado pela coligação PMDB-PT, com o DEM de coadjuvante, vai insistir no processo a que o governador Simão Jatene responde no Superior Tribunal de Justiça e, de quebra, começará a espalhar que o candidato a vice na chapa tucana, deputado federal Zequinha Marinho, integraria correntes homofóbicas dentro da confissão evangélica a que pertence, já que teria ligações políticas - remotas ou nem tanto - com o deputado Pastor Marco Feliciano, aquele acusado de preconceitos e teses racistas.
Fiquem, portanto, ligados.
Fiquem ligadíssimos.
E os petistas, também não os há nas "zelites"?
De leitor que se intitula apenas Jornalista, sobre a postagem acerca da afirmação do ministro Gilberto Carvalho, de que não foi apenas a elite que vaiou e xingou a presidente Dilma no jogo de abertura da Copa:
Quando é que os petistas vão admitir que entraram há muito tempo para a elite? Além disso, Dilma é branca e nem tem "um pé na cozinha" como Fernando Henrique ou Lula...
Quando é que vão admitir que não são os donos do povo? A última medida do governo foi um belo pacote para a indústria, protegendo também os banqueiros...
Quando é que vão parar de culpar os jornalistas, como se nós fôssemos o mal maior do Brasil? Nós, que enfrentamos os militares para dar espaço para o Lula, para as diretas, porque Lula era notícia, diretas eram notícia!
O problema deles é que jornalista não é um utilitário. Jornalista vê, pensa, conta, confere, reporta. As conclusões são da população, e temos obrigação de noticiar também elas.
Quando é que os petistas vão admitir que entraram há muito tempo para a elite? Além disso, Dilma é branca e nem tem "um pé na cozinha" como Fernando Henrique ou Lula...
Quando é que vão admitir que não são os donos do povo? A última medida do governo foi um belo pacote para a indústria, protegendo também os banqueiros...
Quando é que vão parar de culpar os jornalistas, como se nós fôssemos o mal maior do Brasil? Nós, que enfrentamos os militares para dar espaço para o Lula, para as diretas, porque Lula era notícia, diretas eram notícia!
O problema deles é que jornalista não é um utilitário. Jornalista vê, pensa, conta, confere, reporta. As conclusões são da população, e temos obrigação de noticiar também elas.
Sim, esta é a Copa das Copas
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A Copa das Copas: o Chile encaçapa o segundo gol na até então quase imbatível Espanha. |
Vamos combinar o seguinte: sim, esta é a Copa das Copas, entenderam?
Não pensem que a Copa das Copas tem aquele sentido que lhe pretende atribuir o proselitismo político, para não dizer o proselitismo político-partidário-eleitoral. Ou eleitoreiro, se quiserem.
Não é isso, não.
A Copa das Copas que aqui se festeja não é a Copa dos atrasos, de estádios dependendo de liberação horas antes da partida, de dinheiro público correndo solto para financiar obras que deveriam ser bancadas por financiamentos privados.
A Copa que aqui se festeja não é a Copa do deboche, de aeroportos com puxadinhos, de obras de infraestrutura inconclusas, de legados inexistentes.
Essa Copa, qualificada acima, é a Copa das Copas do vexame.
A Copa dos Copas que o pessoal aqui da redação festeja é a dos jogaços, como os que temos visto.
É a Cópia de gols. Muitos gols.
É a Copa de resultados surpreendentes.
É a Copa em que gigantes viram anões e anões viram gigantes, fazendo jus à imprevisibilidade do futebol.
Vocês aí, que acompanham as últimas dez ou 12 Copas, digam só.
De 1970 pra cá, quando vocês já viram uma campeã mundial como a Espanha levar uma goleada e ser despachada nos dois primeiros jogos da fase de grupos?
Quando vocês já viram uma seleção como a de Costa Rica, tida como azarão do tal grupo da morte, exibir uma aula de futebol, derrotar duas campeãs do mundo e ainda desclassificar uma terceira, a Inglaterra, também na segunda rodada da fase de grupos?
Quando vocês já viram uma Copa com tantas viradas surpreendentes, inesperadas e emocionantes?
Quando vocês já viram uma Copa com média de público de 50 mil pessoas comparecendo aos estádios?
Sim, esta é a Copa das Copas.
É a Copa das Copas dos vexames fora dos estádios.
É a Copa dos Copas de muitas, muitíssimas emoções dentro dos estádios. Ou arenas.
Ou não?
Francisco e os lobos
O cenário tem como pano de fundo o caos da sociedade italiana em pleno século XIII, mais precisamente em 1230; a Ordem dos Franciscanos dissimulou os estigmas na pele de São Francisco de Assis e escondeu o lugar exato de sua tumba, que só seria descoberta 600 anos depois. Nessa época, a pobreza extrema do povo contrastava com a opulência dos comerciantes e dos altos escalões do poder religioso. Que segredo terrível e ameaçador a Igreja desejava ocultar? O nome Francisco parece estar envolvido, dentro da Igreja, com a conspiração. O livro “A conspiração franciscana”, de John Sack, editora Sextante, responde, conduzindo o leitor por histórias paralelas que se cruzam e revela conexões surpreendentes.
Recentemente, o papa Francisco esteve em visita ao Oriente Médio. Seus gestos foram silenciosos, mas repletos de significados. Pode parecer um pormenor irrelevante, mas ajuda a entender por que essa visita, aparentemente inócua, foi sentida em Israel como uma ameaça. A cena mais emblemática foi o papa descer do carro sem aviso, na Cisjordânia, para rezar junto ao Muro da Separação, ou “Muro da Vergonha” (na foto), construído por Israel para concretizar fisicamente a exclusão do povo palestino. A intenção foi fazer do Muro da Separação um espelho do Muro das Lamentações, obviamente, uma mensagem poderosa. Claro que foi óbvia a alusão ao Muro das Lamentações de Jerusalém, tido como vestígio do Templo destruído por Tito (é um muro de arrimo acrescentado por Herodes), onde, durante milênios, peregrinos judeus foram suplicar pela vinda do Messias, pelo retorno dos judeus da Diáspora, pela reconstrução do templo e do idealizado reino de Israel. Sem usar palavras, o líder católico equiparou os hebreus do passado aos palestinos do presente e assinalou ao mundo em geral e a Israel em particular que o ponto de vista de Tel-Aviv sobre a história é um entre outros e os judeus não são tão diferentes dos árabes. Nem dos romanos.
Na verdade, foi uma resposta adequada à mensagem igualmente silenciosa do líder israelense, em dezembro passado. Ao convidá-lo a visitar Israel, o presenteara com o livro mais conhecido de seu pai, Benzion, historiador e sionista. “As origens da Inquisição na Espanha do Século XV” responsabiliza a Igreja Católica pela invenção do antissemitismo moderno, ao perseguir por sua origem étnica os cristãos-novos, católicos sinceros descendentes de judeus. No que, aliás, provavelmente está certo. O problema é insinuar isso como razão para negar ao Vaticano o direito de criticar a política de Israel.
Agora, mais recentemente, o papa dos pobres está entre lobos. O nome escolhido por Jorge Bergoglio foi uma homenagem ao pobre de Assis. E, alertou, seria só Francisco, pois numerações “eram coisas de reis”. Usa sua desgastada mitra de cardeal de Buenos Aires e recusou a genuflexão dos votantes. Continua com o crucifixo prateado e o velho par de sapatos ortopédicos. Afastou-se do trono e abraçou a todos, como iguais. Não usa automóvel de luxo e preferiu um modesto quarto no hotel de trânsito Santa Marta. Utiliza o refeitório comunitário. Quando sai do trabalho, cata moedas nos bolsos do traje branco e toma café de máquina.
Seu estilo de gestos simples tem incomodado os conservadores e defenestrados da Cúria. Escandalizada está também a turma apeada da lavanderia conhecida por Banco do Vaticano (IOR) e os que tinham uma carreira administrativa com mordomia e remunerações cheias de penduricalhos. O papa quer abandonar a forma piramidal de governo e busca o equilíbrio. Quer a responsabilidade compartilhada. Trocou o comando do IOR, defendido por dom Odilo Scherer. Sua postura desagrada a Ratzinger e a seu ex-secreário, o atual arcebispo Georg Gänswein, que teria dito que Francisco age expondo e desmoralizando os papas anteriores. Conservadores e oportunistas dizem que o papa não tem bagagem e é um “padre de aldeia”. A cada tento de Bergoglio, aumenta o número de lobos.
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SERGIO BARRA é médico e professor
sergiobarra9@gmail.com
O que ele disse
"É a primeira vez que uma equipe de futebol perde por excesso de qualidade de nosso estádio. A Inglaterra não estava acostumada a jogar em um campo de qualidade como o daqui."
[...]
"O país mostrou o que tinha para mostrar. Os estádios estão inaugurados, são da melhor qualidade e para qualquer inglês morrer de inveja."
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, tirando uma casquinha com a desclassificação da Inglaterra do Mundial e, ainda por cima, enaltecendo a organização da Copa.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Um olhar pela lente
Luizito Suárez comemora gol contra a Inglaterra.
Ele marcou dois gols.
Foi o herói.
Foi o cara do jogo.
E já é o cara da Copa.
Tudo isso um mês depois de ter operado um dos joelhos.
A foto é de Juan Barreto/AFP.
Teste de barra fixa não é obrigatório para mulheres
Candidata ao cargo de Papiloscopista da Polícia Federal tem direito a participar das demais etapas do concurso público, independentemente de sua reprovação no Teste de Aptidão Física (TAF). Esse foi o entendimento unânime da 5.ª Turma do TRF da 1.ª Região, ao analisar apelação interposta pela requerente contra sentença da 7.ª Vara Federal do Distrito Federal, que julgou improcedente o seu pedido para prosseguir no certame.
A apelante defende que, conforme entendimento jurisprudencial dos tribunais brasileiros sobre a matéria, a exigência de realização do teste de barra fixa, na modalidade dinâmica, para mulheres, viola o princípio da isonomia, na medida em que é incompatível com a condição fisiológica feminina.
Em seu voto, o relator do processo na 5.ª Turma concordou com o argumento da requerente e afirmou que a exigência viola os princípios da isonomia, da razoabilidade e da proporcionalidade, pois é manifesta a diferença entre o homem e a mulher em sua constituição e aptidão físicas, revelando como inteiramente desarrazoada e desproporcional a exigência do teste na modalidade dinâmica para candidatas do sexo feminino.
O colegiado acompanhou, de forma unânime, o voto do desembargador, seguindo jurisprudência do TRF1 no sentido de que “tal diferença, notadamente no que tange à força física, revela-se apta a justificar a disparidade de tratamento entre pessoas do sexo masculino e feminino, como forma a dar efetividade ao preceito constitucional da isonomia. A exigência desse teste só não seria inconstitucional se justificada por inafastável necessidade para o exercício da função policial (AG 2005.01.00.029810-0/DF. Relator p/ acórdão: Desembargador Federal Fagundes de Deus. DJ de 10.8.2006, p. 103; AC 0039113-39.2004.4.01.3400/DF, Rel. Desembargador Federal João Batista Moreira, Quinta Turma, e-DJF1 p. 194 de 24/06/2011).
Assim, o relator afastou a exigência do teste para as mulheres e assegurou a participação da candidata nas demais etapas do concurso.
Fonte: Tribunal Regional Federal da 1ª Região
A apelante defende que, conforme entendimento jurisprudencial dos tribunais brasileiros sobre a matéria, a exigência de realização do teste de barra fixa, na modalidade dinâmica, para mulheres, viola o princípio da isonomia, na medida em que é incompatível com a condição fisiológica feminina.
Em seu voto, o relator do processo na 5.ª Turma concordou com o argumento da requerente e afirmou que a exigência viola os princípios da isonomia, da razoabilidade e da proporcionalidade, pois é manifesta a diferença entre o homem e a mulher em sua constituição e aptidão físicas, revelando como inteiramente desarrazoada e desproporcional a exigência do teste na modalidade dinâmica para candidatas do sexo feminino.
O colegiado acompanhou, de forma unânime, o voto do desembargador, seguindo jurisprudência do TRF1 no sentido de que “tal diferença, notadamente no que tange à força física, revela-se apta a justificar a disparidade de tratamento entre pessoas do sexo masculino e feminino, como forma a dar efetividade ao preceito constitucional da isonomia. A exigência desse teste só não seria inconstitucional se justificada por inafastável necessidade para o exercício da função policial (AG 2005.01.00.029810-0/DF. Relator p/ acórdão: Desembargador Federal Fagundes de Deus. DJ de 10.8.2006, p. 103; AC 0039113-39.2004.4.01.3400/DF, Rel. Desembargador Federal João Batista Moreira, Quinta Turma, e-DJF1 p. 194 de 24/06/2011).
Assim, o relator afastou a exigência do teste para as mulheres e assegurou a participação da candidata nas demais etapas do concurso.
Fonte: Tribunal Regional Federal da 1ª Região
Zequinha confirmado como vice na chapa de Jatene
Confirmado. Zequinha Marinho, deputado federal pelo PSC, será mesmo o candidato a vice-governador na chapa de Simão Jatene. O lançamento da candidatura será feito hoje, em ato político no município de Xinguara, sul do Pará.
Com a adesão do parlamentar, e em consequência de seu partido, a coligação tucana pretende consolidar o apoio dos evangélicos, que já vem se ampliando sobretudo na Região Metropolitana de Belém, e estabelecer novos vínculos com a região sul do Pará, onde a imagem do governo enfrentou enormes desgastes durante e depois da campanha do plebiscito, em dezembro de 2011, que acabou rejeitando a divisão do Pará e a criação de dois novos Estados, o de Tapajós e o de Carajás.
Agora, a coligação governista parte para atrair o PTB de Duciomar Costa. Há algumas resistências no PSDB, mas nada tão agudo que não possa ser superado. As restrições maiores são de ordem ética.
Os contrários à aliança com Duciomar alertam para o grande desgaste do ex-prefeito em Belém, em razão da péssima administração que ele fez, em oito anos de gestão. E lembram que será muito difícil os tucanos apontarem, durante a campanha, deslizes éticos em adversários, caso se façam acompanhar de Duciomar. É que o ex-prefeito figura como réu em mais de uma dezena de processos que tramitam em várias instâncias do Poder Judiciário.
No final do ano passado, a Justiça Federal determinou indisponibilidade de bens de Duciomar e da ex-presidente da Comissão Permanente de Licitação da prefeitura, Suely Costa Melo, acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) de improbidade administrativa em função de irregularidades na licitação para contratar as obras do BRT (Bus Rapid Transit).
No início desta semana, foi divulgada sentença, também da Justiça Federal, suspendendo por cinco anos os direitos políticos de Duciomar por improbidade administrativa, em decorrência da tentativa de compra do Hospital Sírio-Libanês, em 2005. Ele foi multado em R$ 651 mil e está proibido de fazer contratos com o Poder Público por cinco anos.
Com a adesão do parlamentar, e em consequência de seu partido, a coligação tucana pretende consolidar o apoio dos evangélicos, que já vem se ampliando sobretudo na Região Metropolitana de Belém, e estabelecer novos vínculos com a região sul do Pará, onde a imagem do governo enfrentou enormes desgastes durante e depois da campanha do plebiscito, em dezembro de 2011, que acabou rejeitando a divisão do Pará e a criação de dois novos Estados, o de Tapajós e o de Carajás.
Agora, a coligação governista parte para atrair o PTB de Duciomar Costa. Há algumas resistências no PSDB, mas nada tão agudo que não possa ser superado. As restrições maiores são de ordem ética.
Os contrários à aliança com Duciomar alertam para o grande desgaste do ex-prefeito em Belém, em razão da péssima administração que ele fez, em oito anos de gestão. E lembram que será muito difícil os tucanos apontarem, durante a campanha, deslizes éticos em adversários, caso se façam acompanhar de Duciomar. É que o ex-prefeito figura como réu em mais de uma dezena de processos que tramitam em várias instâncias do Poder Judiciário.
No final do ano passado, a Justiça Federal determinou indisponibilidade de bens de Duciomar e da ex-presidente da Comissão Permanente de Licitação da prefeitura, Suely Costa Melo, acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) de improbidade administrativa em função de irregularidades na licitação para contratar as obras do BRT (Bus Rapid Transit).
No início desta semana, foi divulgada sentença, também da Justiça Federal, suspendendo por cinco anos os direitos políticos de Duciomar por improbidade administrativa, em decorrência da tentativa de compra do Hospital Sírio-Libanês, em 2005. Ele foi multado em R$ 651 mil e está proibido de fazer contratos com o Poder Público por cinco anos.
"Sublegenda" pode dar com os burros n'água
De um Anônimo, sobre a postagem PP continuará com Simão Jatene:
Essa história de mais de um senador em uma coligação majoritária, ressuscitando a velha sublegenda, vai acabar dando com os burros n'água. A resolução do TSE para as eleições deste ano sobre registro de candidatura ( 23.405) autoriza apenas coligações diferentes para chapas proporcionais entre os partidos que participam de uma mesma coligação majoritária:
"Art. 5 - É facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar coligações para eleição majoritária, proporcional, ou para ambas, podendo, neste último caso, formar-se mais de uma coligação para a eleição proporcional dentre os partidos que integram a coligação para o pleito majoritário."
Essa história de mais de um senador em uma coligação majoritária, ressuscitando a velha sublegenda, vai acabar dando com os burros n'água. A resolução do TSE para as eleições deste ano sobre registro de candidatura ( 23.405) autoriza apenas coligações diferentes para chapas proporcionais entre os partidos que participam de uma mesma coligação majoritária:
"Art. 5 - É facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar coligações para eleição majoritária, proporcional, ou para ambas, podendo, neste último caso, formar-se mais de uma coligação para a eleição proporcional dentre os partidos que integram a coligação para o pleito majoritário."
Bastou um jogo. E o ufanismo, parece, acabou.
Impressionante, não, meus caros?
Verdadeiramente impressionante.
É como dizia o velho Nelson Rodrigues: em nenhum ramo da atividade humana a glória anda tão perto, tão colada, tão na ilharga - para usar termo bem paraense - da tragédia como no futebol.
Vocês aí, que acompanham regularmente futebol, que não são torcedores bissextos, que não torcem apenas de quatro em quatro anos, vocês mesmos, enfim, podem atestar isso.
Quantas vezes não vemos, num intervalo de 90 minutos, um estádio inteiro aplaudir um goleiro e logo depois vaiá-lo impiedosamente, por causa de um frango?
Pois é.
É o que estamos vendo agora.
Até a vitória da seleção brasileira contra a Croácia, na estreia pela Copa, o que vimos?
Vimos um clima de ufanismo.
Vimos um país ineditamente acrítico em relação à seleção brasileira.
Aí, veio o empate com o México.
Pronto.
Para muitos, o mundo desabou. Ou começou a desabar.
Já vemos, agora, muitos coleguinhas - muitíssimos - azedando os comentários, fazendo cobranças, dizendo que outras seleções estão melhores que a do Brasil, que continuando assim poderemos ser surpreendidos e blablablabla.
Bastou um jogo, meus caros, apenas um joguinho para, digamos assim, as coisas voltarem ao normal.
Sim, porque o normal é apoiarmos a seleção, claro. Quem aí não quer o hexa? Todo mundo quer, presume-se.
Mas uma coisa é queremos o hexa, o hepta, o octa e sei lá o que mais; outra coisa, bem diferente, é ficarmos nesse oba-oba, como se a seleção brasileira fosse a sétima, a oitava, a nova e a décima maravilha do mundo.
E não é.
Todos - eu, tu, ele, nós, vós, eles - sabemos que a seleção brasileira não é o suprassumo, não é a quintessência do futebol.
É, sim, uma das melhores seleções do mundo.
Está, sim, entre as favoritas porque joga em casa.
Mas esse time do Felipão tem falhas, gente. Várias falhas que precisam ser corrigidas até antes da partida contra Camarões, na segunda-feira.
E vocês querem saber de uma coisa?
Para o bem de todos e felicidade geral da Nação, esse empate contra o México foi ótimo, sabiam? Foi excelente.
Porque nos fez descer ao chão.
No chão, poderemos firmarmos.
Poderemos pisar firmes.
Rumo ao hexa, é claro.
Verdadeiramente impressionante.
É como dizia o velho Nelson Rodrigues: em nenhum ramo da atividade humana a glória anda tão perto, tão colada, tão na ilharga - para usar termo bem paraense - da tragédia como no futebol.
Vocês aí, que acompanham regularmente futebol, que não são torcedores bissextos, que não torcem apenas de quatro em quatro anos, vocês mesmos, enfim, podem atestar isso.
Quantas vezes não vemos, num intervalo de 90 minutos, um estádio inteiro aplaudir um goleiro e logo depois vaiá-lo impiedosamente, por causa de um frango?
Pois é.
É o que estamos vendo agora.
Até a vitória da seleção brasileira contra a Croácia, na estreia pela Copa, o que vimos?
Vimos um clima de ufanismo.
Vimos um país ineditamente acrítico em relação à seleção brasileira.
Aí, veio o empate com o México.
Pronto.
Para muitos, o mundo desabou. Ou começou a desabar.
Já vemos, agora, muitos coleguinhas - muitíssimos - azedando os comentários, fazendo cobranças, dizendo que outras seleções estão melhores que a do Brasil, que continuando assim poderemos ser surpreendidos e blablablabla.
Bastou um jogo, meus caros, apenas um joguinho para, digamos assim, as coisas voltarem ao normal.
Sim, porque o normal é apoiarmos a seleção, claro. Quem aí não quer o hexa? Todo mundo quer, presume-se.
Mas uma coisa é queremos o hexa, o hepta, o octa e sei lá o que mais; outra coisa, bem diferente, é ficarmos nesse oba-oba, como se a seleção brasileira fosse a sétima, a oitava, a nova e a décima maravilha do mundo.
E não é.
Todos - eu, tu, ele, nós, vós, eles - sabemos que a seleção brasileira não é o suprassumo, não é a quintessência do futebol.
É, sim, uma das melhores seleções do mundo.
Está, sim, entre as favoritas porque joga em casa.
Mas esse time do Felipão tem falhas, gente. Várias falhas que precisam ser corrigidas até antes da partida contra Camarões, na segunda-feira.
E vocês querem saber de uma coisa?
Para o bem de todos e felicidade geral da Nação, esse empate contra o México foi ótimo, sabiam? Foi excelente.
Porque nos fez descer ao chão.
No chão, poderemos firmarmos.
Poderemos pisar firmes.
Rumo ao hexa, é claro.
O que ele disse
"Não fizemos o debate na mídia para valer. Passamos esse tempo todo com uma pancadaria diária deu resultado. Essa pancadaria diária é o que resultou no palavrão para a presidente Dilma lá no Itaquerão. E me permitam pessoal! Lá no Itaquerão não tinha só elite branca lá não! Eu fui para o jogo, não no estádio, fiquei ali pertinho numa escola, para acompanhar os movimentos. Eu fui e voltei de metrô. Não tinha só elite no metrô não! Tinha muito moleque gritando palavrão dentro do metrô que não tinha nada a ver com elite branca."
[...]
"A coisa desceu! Tá? Isso foi gotejando, água mole em pedra dura, esse cacete diário de que não enfrentamos a corrupção, que aparelhamos o estado, que nós somos um bando de aventureiros que veio aqui para se locupletar, essa história pegou! Na classe média, na elite da classe média e vai gotejando, vai descendo! Porque não demos combate, não conseguimos fazer o contraponto. Essa eleição agora vai ser a mais difícil de todas."
Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria Geral da Presidência, articulando com blogueiros, ativistas e jornalistas pró-governo estratégias para enfrentar a oposição ao polêmico decreto da presidente Dilma Rousseff que cria conselhos de participação popular na formulação de políticas públicas.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Um olhar pela lente
Ochoa, do México, defende uma cabeçada à queima-roupa de Thiago Silva, numa partida em que o goleiro, além dessa, fez pelo menos mais três defesas espetaculares que impediram a vitória da seleção brasileira.
A imagem foi capturada na Folha Online.
PP continuará com Simão Jatene
O PP bateu o martelo.
Vai continua continuar mesmo com o PSDB.
Em consequência, integrará a coligação que tentará reeleger o governador Simão Jatene.
Dirigentes do partido se reuniram ontem, em Belém, e aprovaram uma indicação a ser submetida à convenção do PP, marcada para o dia 27 deste mês.
A indicação, seguramente, será aprovada. Até porque a legenda já tem cargo no governo Jatene.
Mesmo integrado à coligação, o PP deverá confirmar candidatura própria ao Senado.
Seu candidato será o radialista Jefferson Lima, que em 2012 foi candidato a prefeito de Belém e obteve 99.714 votos (12,89%), terminando o pleito em terceiro lugar no primeiro turno.
A expectativa é de que Lima obtenha votação que, no mínimo, deverá cacifá-lo para concorrer novamente ao cargo de prefeito de Belém daqui a dois anos.
Vai continua continuar mesmo com o PSDB.
Em consequência, integrará a coligação que tentará reeleger o governador Simão Jatene.
Dirigentes do partido se reuniram ontem, em Belém, e aprovaram uma indicação a ser submetida à convenção do PP, marcada para o dia 27 deste mês.
A indicação, seguramente, será aprovada. Até porque a legenda já tem cargo no governo Jatene.
Mesmo integrado à coligação, o PP deverá confirmar candidatura própria ao Senado.
Seu candidato será o radialista Jefferson Lima, que em 2012 foi candidato a prefeito de Belém e obteve 99.714 votos (12,89%), terminando o pleito em terceiro lugar no primeiro turno.
A expectativa é de que Lima obtenha votação que, no mínimo, deverá cacifá-lo para concorrer novamente ao cargo de prefeito de Belém daqui a dois anos.
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