"Nessas eleições, vocês, o povo americano, foram lembrados de que, apesar de o nosso caminho ter sido difícil, de a nossa jornada ter sido longa, nós nos levantamos, nós lutamos e sabemos que, para os Estados Unidos, o melhor ainda virá."
Barack Obama, no discurso após reeleger-se presidente dos Estados Unidos.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Eleições nas seccionais da OAB começam no dia 19
Do Consultor Jurídico
A partir do próximo dia 19, os mais de 700 mil advogados associados à Ordem dos Advogados do Brasil participam das eleições para renovação das diretorias e Conselhos das 27 Seccionais e Subseções da OAB.
O voto é obrigatório para os associados, sob pena de multa. Quem faltar terá de apresentar justificativa e documento que comprove a razão que o impediu de ir às urnas.
Para votar, os advogados brasileiros já devem ter regularizada a situação financeira junto à seccional onde possuem inscrição. A exigência consta do Regulamento Geral da Advocacia e da OAB (artigo 133, parágrafo 2º, II) e do Provimento 146/2011 (artigo 12, VII), do Conselho Federal da OAB, que regulamenta procedimentos, critérios, condições de elegibilidade, normas de campanha eleitoral e pressupostos de proclamação dos eleitos para os cargos de conselheiros, para a diretoria do Conselho Federal, Seccionais, Subseções e a Diretoria das Caixas de Assistência dos Advogados.
As Seccionais do Paraná, Sergipe e Tocantins terão chapas únicas. Candidataram-se a presidentes por essas chapas os advogados Juliano José Breda, pelo Paraná; Carlos Augusto Monteiro Nascimento, por Sergipe (em busca da reeleição); e Epitácio Brandão Lopes, por Tocantins.
No dia 19 estarão em disputa as seccionais do Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Neste mesmo dia haverá eleição nas seccionais do Paraná e Tocantins. As últimas seccionais a fazer as eleições, dia 30, serão Amapá e Amazonas.
Para acompanhar os pleitos, foram criadas Comissões Eleitorais em todas as seccionais da OAB. Os Conselhos Seccionais funcionarão como órgãos recursais e a Terceira Câmara do Conselho Federal, conduzida pelo diretor-tesoureiro, Miguel Cançado, será o órgão revisor geral das eleições. Além disso, o Conselho Federal designou uma Comissão Eleitoral Temporária, que atuará em caráter consultivo.
“Estamos zelando para que o pleito seja realizado de forma democrática, ordeira e organizada em todo o Brasil. Tenho certeza de que a advocacia brasileira sairá ainda mais forte ao final deste pleito”, afirmou o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante.
Obama diz que "o melhor está por vir". Que venha!
É isso.
Obama presidente.
Por mais quatro anos.
Quando se elegeu em 2008, tornando-se o primeiro negro a governar os Estados Unidos, Obama dava a impressão de que construiria o mundo novamente, com régua e compasso.
Não que ele tivesse, por atos, palavras e promessas, cogitado isso durante a campanha.
A expectativa que se criou em torno de sua eleição - inédita - é que deflagrou uma onda de esperanças e de bons eflúvios (ohhh!) como poucas vezes antes se tinha visto nos Estados Unidos.
Pois veio a posse.
No dia seguinte, com Obama sentado na Salão Oval, a realidade começou a mostrar-lhe - e aos americanos - que a régua e o compasso ficaram apenas na imaginação da patuleia, como diria Elio Gaspari.
E Obama, viu-se nos quatro anos de seu primeiro mandato, não mudou o mundo. E nem poderia fazê-lo, nas dimensões e na equivalência das expectativas.
Após quatro anos, constata-se que Obama ficou aquém, muito aquém do que esperavam dele.
Mas o mundo, mesmo assim, parece não ter se conformado de que Obama estava aquém das enormes expectativas que se criaram em torno dele.
Por conta disso, o presidente americano chegou a ser festejado até mesmo pelo que não fez - porque não poderia fazer.
E tanto é assim que, em outubro de 2009, foi agraciado com o Nobel da Paz, sem que tenha produzido um só gesto, um só ato, uma só conduta capazes de justificar, por sua grandeza ou relevância, uma distinção como a que lhe foi conferida.
"Mais quatro anos! Mais quatro anos", gritavam milhares de pessoas que tomaram as ruas de várias de cidades americanas, na madrugada desta quarta-feira, para festejar a vitória de Obama.
E Obama, o reeleito?
Disse em seu discurso de vitória que "o melhor está por vir".
Tomara que venha.
Sem régua e compasso.
Sem passes de mágica.
Sem expectativas que inebriam além da conta.
Zenaldo deveria tomar posse dentro de um PSM
O prefeito eleito Zenaldo Coutinho deveria ser empossado, em 1º de janeiro, não propriamente no augusto plenário da Câmara Municipal de Belém.
Deveria ser empossado e receber o cargo dentro de um pronto-socorro - ou o da 14 de Março, no Umarizal, ou aquele do Guamá.
E mais: Zenaldo, durante o primeiro mês de seu governo, deveria despachar, pelo menos umas duas horas, diariamente, dentro de uma dessas unidades de saúde.
É possível que, assim, a administração municipal conseguisse minimizar o caos, a bagunça, a balbúrdia, o sucateamento, a crueldade em que se encontra o setor de Saúde no município de Belém.
O caos, a bagunça, a balbúrdia, o sucateamento, a crueldade foram agravados na gestão de Duciomar Costa, que inclusive enfrentou até uma inspeção judicial, feita por magistrado federal, que constatou atrocidades sem fim contra seres humanos desprezados nos corredores do hospital.
Se alguém acha que recomendar a Zenaldo que assumisse o cargo dentro de um pronto-socorro é uma sugestão que convida ao radicalismo, basta dar uma passadinha pelo PSM - do Umarizal ou do Guamá - e ver o que se passa por lá.
A última aconteceu na segunda-feira.
Um pobre garoto de 11 anos, Paulo de Jesus Batista dos Santos, que sofria de paralisia cerebral e, portanto, era portador de necessidades especiais, morreu no Pronto-Socorro do Umarizal.
Ele estava internado ali desde o dia 27 de outubro. Apresentava um quadro de pneumonia e aguardava um leito na Santa Casa de Misericórdia para ser transferido.
A família acusa a direção do PSM de negligência. "Nós fizemos de tudo. Ele não foi para a UTI. Falei com todo mundo, implorei para eles", diz o pai, Paulo Sérgio Araújo.
Além da espera de dez dias por um leito, a mãe do menino, Iromar dos Santos, contou que a equipe não medicava o garoto havia dois dias. Em entrevista ao jornal O LIBERAL, ela relatou os pedidos de socorro: "Estava todo mundo pedindo socorro. Dizendo ‘olha a criança, dá o remédio dele'. E eles disseram que não iam dar remédio. Não iam atender."
Alguém duvida que o primeiro desafio do novo prefeito será adotar condutas radicais para, pelo menos, minimizar crueldades desse gênero?
Deveria ser empossado e receber o cargo dentro de um pronto-socorro - ou o da 14 de Março, no Umarizal, ou aquele do Guamá.
E mais: Zenaldo, durante o primeiro mês de seu governo, deveria despachar, pelo menos umas duas horas, diariamente, dentro de uma dessas unidades de saúde.
É possível que, assim, a administração municipal conseguisse minimizar o caos, a bagunça, a balbúrdia, o sucateamento, a crueldade em que se encontra o setor de Saúde no município de Belém.
O caos, a bagunça, a balbúrdia, o sucateamento, a crueldade foram agravados na gestão de Duciomar Costa, que inclusive enfrentou até uma inspeção judicial, feita por magistrado federal, que constatou atrocidades sem fim contra seres humanos desprezados nos corredores do hospital.
Se alguém acha que recomendar a Zenaldo que assumisse o cargo dentro de um pronto-socorro é uma sugestão que convida ao radicalismo, basta dar uma passadinha pelo PSM - do Umarizal ou do Guamá - e ver o que se passa por lá.
A última aconteceu na segunda-feira.
Um pobre garoto de 11 anos, Paulo de Jesus Batista dos Santos, que sofria de paralisia cerebral e, portanto, era portador de necessidades especiais, morreu no Pronto-Socorro do Umarizal.
Ele estava internado ali desde o dia 27 de outubro. Apresentava um quadro de pneumonia e aguardava um leito na Santa Casa de Misericórdia para ser transferido.
A família acusa a direção do PSM de negligência. "Nós fizemos de tudo. Ele não foi para a UTI. Falei com todo mundo, implorei para eles", diz o pai, Paulo Sérgio Araújo.
Além da espera de dez dias por um leito, a mãe do menino, Iromar dos Santos, contou que a equipe não medicava o garoto havia dois dias. Em entrevista ao jornal O LIBERAL, ela relatou os pedidos de socorro: "Estava todo mundo pedindo socorro. Dizendo ‘olha a criança, dá o remédio dele'. E eles disseram que não iam dar remédio. Não iam atender."
Alguém duvida que o primeiro desafio do novo prefeito será adotar condutas radicais para, pelo menos, minimizar crueldades desse gênero?
Paulo Rocha está inelegível, alerta leitor
De um leitor Anônimo, sobre a postagem Paulo Rocha é o candidato da vez no PT. Para 2014:
Caro blogger, Paulo Rocha renunciou ao mandato de deputado federal que se encerrava em 2006, e a Lei 64/90 estabelece no artigo 1º, letra "k" :
k) o Presidente da República, o Governador de Estado e do Distrito Federal, o Prefeito, os membros do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa, das Câmaras Municipais, que renunciarem a seus mandatos desde o oferecimento de representação ou petição capaz de autorizar a abertura de processo por infringência a dispositivo da Constituição Federal, da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município, para as eleições que se realizarem durante o período remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos 8 (oito) anos subsequentes ao término da legislatura
O julgamento do STF não muda os efeitos da renúncia, esta sequer estava em julgamento. Paulo Rocha está inelegível para 2014.
Caro blogger, Paulo Rocha renunciou ao mandato de deputado federal que se encerrava em 2006, e a Lei 64/90 estabelece no artigo 1º, letra "k" :
k) o Presidente da República, o Governador de Estado e do Distrito Federal, o Prefeito, os membros do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa, das Câmaras Municipais, que renunciarem a seus mandatos desde o oferecimento de representação ou petição capaz de autorizar a abertura de processo por infringência a dispositivo da Constituição Federal, da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município, para as eleições que se realizarem durante o período remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos 8 (oito) anos subsequentes ao término da legislatura
O julgamento do STF não muda os efeitos da renúncia, esta sequer estava em julgamento. Paulo Rocha está inelegível para 2014.
"A guerra apenas está começando", avisa tucano à FPF
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| Mário Couto, senador (PSDB-PA): "Vou até o fim para ver a verdade para o povo paraense" |
O senador Mário Couto (PSDB-PA), que na semana passada acusou o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), Antônio Carlos Nunes, de corrupto, irresponsável, incompetente e autoritário, voltou a bater forte nos dirigentes do futebol no Pará.
Da tribuna, Couto apresentou requerimento pedindo que seja formada uma comissão temporária de seis membros, para acompanhar durante o prazo de 90 dias o que o parlamentar chamou de "crise institucionalizada na Federação Paraense de Futebol, que tem culminado com a decadência do futebol profissional no Estado do Pará e tem sido palco de fortes denúncias."
"Por que o futebol do Estado do Pará está falido? Por que Remo e Paysandu não conseguem ter um patrimônio capaz de honrar as suas torcidas? Por que Remo e Paysandu, principalmente, não orgulham as suas torcidas na atualidade? A culpa que vejo é sempre dos dirigentes", disse o senador.
CLIQUE AQUI PARA LER A ÍNTEGRA DAS NOTAS TAQUIGRÁFICAS
O tucano também atribuiu à FPF, no entanto, a responsabilidade maior pela decadência do futebol no Pará. "A culpa é a corrupção que existe na Federação Paraense de Futebol. Estou eu aqui, hoje, com provas textuais, assinadas e comprovadas da corrupção na Federação Paraense de Futebol. O nosso futebol é poderoso. O nosso futebol é dos mais poderosos da Nação. O nosso futebol não pode ser envergonhado, não pode ser envergonhado por meia dúzia de safados, onde existe um tal de Romano, que é a peça principal da corrupção no Estado do Pará. E não adianta, não adianta tentarem calar a minha voz, a guerra apenas está começando, a guerra contra esta corrupção desenfreada que macula, suja a imagem do nosso futebol", disse Mário Couto.
O senador rebateu o que classificou de "comentários imorais" a seu respeito e disse que não vai se intimidar. "Minha vida está aberta, totalmente aberta a quem quiser conhecer. Agora, me curvar a ameaças, eu não me curvo. Ver o meu futebol, ver o futebol do meu Estado na falência, ver o futebol do meu Estado acabar, ver o Clube do Remo na situação em que está, ver o Paysandu na situação em que está, ambos com mais de um milhão de torcedores. Eu não vou me calar. Eu não vou me calar, paraense! Vou até o fim. Vou até o fim para ver a verdade para o povo paraense", encerrou Mário Couto.
Ricardo Gomes precisa pensar mais nele mesmo
Vejam bem.
O Vasco precisa pensar bem - muito bem - sobre o que pretende fazer com o ex-treinador Ricardo Gomes (na foto).
E Ricardo Gomes, mais do que ninguém, precisa pensar bem no que pretende fazer com ele mesmo.
O Vasco está, como diríamos, metendo corda em Ricardo Gomes para que volte às atividades de treinador.
Sensibilizado com o convite e com a lembrança, Ricardo Gomes está quase para aceitar.
O ex-treinador sofreu, como sabem, um grave AVC em agosto do ano passado.
Sua vida esteve sob risco.
Precisou passar por uma cirurgia delicadíssima.
O Vasco, de seu lado, vive uma das piores crises dos últimos tempos.
Está na sexta derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro.
Os salários estão atrasados.
Os jogadores estão sob pressão da torcida, que se mostra revoltada.
Ricardo Gomes vai reassumir nesse contexto? Com esse cenário?
Sim, os médicos que cuidam do treinador garantem que ele está plenamente apto a retomar suas atividades.
O próprio Ricardo Gomes diz que, para ficar 100% em forma, precisa eliminar pequenos, quase imperceptíveis problemas na fala e outros que o impedem de se locomover plenamente.
Mesmo assim, todos sabem, inclusive treinadores, que dirigir clubes de futebol - sobretudo um das tradições do Vasco - é estressante, requer nervos de aço.
Não seria mais cauteloso Ricardo Gomes resguardar-se mais um pouco?
O que ela disse
"Na minha terra, há um ditado que diz ‘quem cala consente”. Eu não posso me calar. O senador Mário Couto jogou sobre os parlamentares desta Casa uma suspeita. Gostaria muito que o senador dissesse quem é o ladrão e não que fizesse afirmações generalizadas."
Senadora Ana Amélia (PP-RS) - na foto -, sobre discurso do senador Mário Couto (PSDB-PA), cobrando que o Supremo Tribunal Federal aprecie processos que envolvem integrantes do Congresso Nacional em casos de corrupção.
Senadora Ana Amélia (PP-RS) - na foto -, sobre discurso do senador Mário Couto (PSDB-PA), cobrando que o Supremo Tribunal Federal aprecie processos que envolvem integrantes do Congresso Nacional em casos de corrupção.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Um olhar pela lente
A Arquibasílica de San Giovanni in Laterano, em Roma.
Absolutamente indescritível.
As fotos são do Espaço Aberto.
As derrotas de Sarney no Amapá e Maranhão
No Blog de João Bosco Rabello
O grupo político do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi derrotado nas principais cidades do Maranhão e do Amapá, para onde ele transferiu o domicílio eleitoral na década de 90. Seus aliados foram derrotados nas capitais dos dois Estados onde ele construiu sua trajetória política – em São Luís, no Maranhão, e em Macapá, no Amapá.
Em Macapá, uma frente partidária, que uniu PSOL, DEM e PSDB, derrotou o atual prefeito, Roberto Góes (PDT), que tinha o apoio de Sarney. Góes perdeu para Clécio Luís (PSOL), que tinha o apoio do senador Randolfe Rodrigues (PSOL), por uma diferença de apenas 1% dos votos.
Góes foi preso durante a Operação Mãos Limpas da Polícia Federal, em 2010, e passou dois meses na Penitenciária da Papuda, em Brasília. Ele fazia campanha sob uma restrição judicial que o impedia de frequentar bares e restaurantes à noite e sair do Estado sem autorização de um juiz – notícia que levou à censura deste blog.
Na capital do Maranhão, São Luís, o candidato da governadora Roseana Sarney (PMDB) – seu vice-governador, Washington Oliveira (PT) – acabou em quarto lugar, ficando de fora do segundo turno.
Além disso, Sarney foi derrotado em três, das quatro maiores cidades maranhenses: Imperatriz, Caxias e Timon. Venceu apenas em São José de Ribamar, onde reelegeu o prefeito Gil Cutrim (PMDB).
O resultado da eleição no Maranhão mostra que o domínio político da oligarquia foi mantido basicamente nos pequenos municípios, os chamados grotões. Das 38 cidades com menos de 10 mil habitantes, os sarneyzistas comandam 31.
Principal adversário político do clã Sarney no Maranhão, o presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), foi um dos articuladores da campanha que levou o deputado federal Edivaldo Hollanda Júnior (PTC) a vencer o grupo Sarney em São Luís. Hollanda desbancou o prefeito João Castelo (PSDB), que obteve o apoio informal dos Sarney no segundo turno.
Para Flávio Dino, o quadro eleitoral mostra que o clã Sarney vivencia uma perda de poder.
“Há, de fato, um declínio de um estilo de política, de um modelo oligárquico e concentrador de poder. Temos agora um jogo menos previsível, várias forças políticas emergentes, e isso é bastante saudavel”, afirma.
Para ele, dois fatores levaram à derrota dos Sarney na capital e nas principais cidades do Estado: um anseio do eleitorado pela renovação do quadro político e o desgaste de um grupo que se perpetua no poder.
“Há um movimento nacional de pluralização do jogo político, de maior horizontalidade, que chegou ao Maranhão para ficar. O Sarney conseguiu durante algum tempo um domínio absoluto e isso implicava a exclusão de outras possibilidades. A batalha política era programada a partir da perspectiva deles. Quem será o candidato que vai enfrentar o grupo Sarney? Era um jogo em que havia uma previsibilidade muito alta, você sabia mais ou menos o que ia acontecer: o candidato do grupo ia ser a Roseana ou o (Edison) Lobão (ministro de Minas e Energia), e alguém da oposição ia tentar enfrentá-los. Durante duas ou três décadas foi assim”, avalia.
Outra consequência da eleição em São Luís foi a divisão do PT: a maioria dos militantes ficou com Hollanda, enquanto uma minoria apoiou o candidato da sigla, o vice-governador de Roseana. Com isso, o PT deverá seguir dividido no Estado: representantes do grupo que fechou com Hollanda deverão ter espaço na Prefeitura, enquanto uma minoria ficará com o grupo Sarney, controlando cargos no governo estadual.
Com esse resultado eleitoral, o grupo de Sarney atravessa um vácuo político para a disputa ao governo em 2014. Governando o Estado pela quarta vez, Roseana – que se reelegeu em 2010 – não poderá concorrer novamente. O nome tido como natural, do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, começa a ser questionado e Roseana estuda lançar Luís Fernando Silva, seu secretário da Casa Civil.
Flávio Dino, que perdeu para Roseana no último pleito, é apontado como pré-candidato ao governo como o nome de oposição ao clã. “Não tenho receio de negar isso. Há um movimento de renovação no Estado e de tentativa de superar o mando absoluto do grupo Sarney”.
Por ora, Dino se movimenta com o apoio de uma ampla frente política, cuja coluna vertebral é a aliança que levou Hollanda ao poder: PCdoB, PDT, PSB e a dissidência do PT.
Dinheiros roubados nunca são devolvidos. Por quê?
Então é o seguinte.
Larápios dos dinheiros públicos são condenados, muito frequentemente, a devolver o dinheiro que surrupiaram.
Às vezes, são condenados pelos Tribunais de Contas.
Outras vezes, pelo Poder Judiciário.
E não raro, pelos dois.
O que acontece?
Não devolvem.
Nunca devolvem.
E continuam roubando sem parar.
Ouçam o comentário.
É do juiz Wálter Maierovitch, desembargador aposentado, jurista e professor.
Ele observa o fato de que o Brasil não dispõe de legislação apropriada para tratar, com o devido rigor, as quadrilhas que desfalcam o patrimônio.
Ouçam.
Pará na mira de operação da Polícia Federal
Do site do Estadão
A Polícia Federal (PF) iniciou na manhã desta terça-feira, 6, a Operação Eldorado, destinada a desarticular uma organização criminosa responsável pela extração ilegal de ouro e comercialização no Sistema Financeiro Nacional. A operação pretende cumprir 28 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão em sete estados: Pará, Rondônia, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Outras oito pessoas são procuradas para prestar depoimento sobre os crimes. A investigação mostrou que três empresas estavam envolvidas no esquema, sendo que apenas uma delas movimentou sozinha mais de R$ 150 milhões.
Mais de 300 policiais federais participam das buscas, além de 80 policiais dos locais onde era extraído o ouro e de fiscais do Ibama - eles participam da investigação desde o início, em fevereiro, informa a PF.
As pessoas detidas foram conduzidas pela Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvio de Recursos Públicos, que constatou a prática de crimes ambientais - exploração ilegal de recursos minerais, destruição de áreas de preservação permanente e poluição - , crimes contra a ordem econômica - usurpação de bens da União - e contra o Sistema Financeiro Nacional, além de lavagem de dinheiro.
O ouro extraído das áreas indígenas e dos garimpos ilegais, segundo a Polícia Federal, era adquirido por empresas Distribuidoras de Títulos de Valores Mobiliários (DTVM's). Após dissimular a origem dos metais, elas o vendiam como ativo financeiro para investidores da cidade de São Paulo.
Paulo Rocha é o candidato da vez no PT. Para 2014.
A absolvição de Paulo Rocha pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento do processo do mensalão, assanha os petistas do Pará e os coloca de antenas ligadas no pleito de 2014.
2014 está longe?
Nem tanto.
Políticos, vocês sabem, saem de uma eleição pensando em outra.
Portanto, 2014 já é bem ali.
Quando Ana Júlia perdeu para Jatene, em 2010, e com Paulo Rocha em terceiro no pleito para o Senado, lideranças do PT sabiam que o partido enfrentaria, nas eleições para prefeito de Belém, um teste que poderia projetar, lançar algumas luzes sobre o fôlego da legenda para 2014.
O teste veio.
A votação surpreendente pífia de Alfredo Costa revelou ao PT duas duas uma: ou Paulo Rocha se livraria do processo do mensalão e assim concorreria ao governo do Estado ou então os petistas teriam de encarar um deserto de opções - ou quase isso - para apresentar ao distinto eleitorado.
Pois Paulo Rocha se livrou.
E o PT comemora como se fosse um gol de placa.
Ele é o candidato natural do partido para a sucessão de Jatene.
Ana Júlia, ao contrário de especulações, é carta fora do baralho para se candidatar novamente ao governo.
Ela mesma nem cogita isso.
Vai disputar um mandato de senadora ou mesmo de deputada federal.
Paulo Rocha tem o campo livro para agir.
Até porque tem bom trânsito em todas as tendências do partido.
2014 está longe?
Nem tanto.
Políticos, vocês sabem, saem de uma eleição pensando em outra.
Portanto, 2014 já é bem ali.
Quando Ana Júlia perdeu para Jatene, em 2010, e com Paulo Rocha em terceiro no pleito para o Senado, lideranças do PT sabiam que o partido enfrentaria, nas eleições para prefeito de Belém, um teste que poderia projetar, lançar algumas luzes sobre o fôlego da legenda para 2014.
O teste veio.
A votação surpreendente pífia de Alfredo Costa revelou ao PT duas duas uma: ou Paulo Rocha se livraria do processo do mensalão e assim concorreria ao governo do Estado ou então os petistas teriam de encarar um deserto de opções - ou quase isso - para apresentar ao distinto eleitorado.
Pois Paulo Rocha se livrou.
E o PT comemora como se fosse um gol de placa.
Ele é o candidato natural do partido para a sucessão de Jatene.
Ana Júlia, ao contrário de especulações, é carta fora do baralho para se candidatar novamente ao governo.
Ela mesma nem cogita isso.
Vai disputar um mandato de senadora ou mesmo de deputada federal.
Paulo Rocha tem o campo livro para agir.
Até porque tem bom trânsito em todas as tendências do partido.
Consumidora lesada pela Claro vai à Justiça
Sabem as operadoras de telefonia que viraram, literalmente, um caso de puliça?
Sabem as operadoras que lesam, humilham seus clientes?
Pois é.
A Claro está entre elas.
Aliás, nenhuma dessas operadores escapa.
E não poderia ser diferente com a Claro.
Que o diga uma leitora aqui do blog, que está reunindo munição para pedir na Justiça ressarcimento por danos morais.
Ela contou ao Espaço Aberto que em novembro de 2010, portanto há dois anos, adquiriu um modem da Claro.
Vinha pagando regularmente R$ 89,90
No último final de semana, o modem pifou.
Foi à breca.
A leitora não conseguiu se conectar de jeito nenhum.
No domingo, ela discou para o 1052, da Claro, e ficou grudada - quase literalmente - ao telefone por exatamente 1 hora e 15 minutos.
Isso mesmo, ficou ligando durante 75 minutos até ser atendida.
"A senhora faz um teste em até 4 horas. Se não funcionar, queimou o modem. Então, vá a uma loja e peça a troca", disse-lhe uma atendente, depois de fazer o que chamou de procedimento.
Pois é.
Passaram-se as quatro horas e nada de o modem funcionar.
Até que a vítima da Claro, ontem, segunda-feira, dirigiu-se a uma loja que fica na Braz de Aguiar.
Foi gentil e delicadamente atendida.
Uma atendente já estava para fazer a troca do modem quando descobriu que a troca não poderia ser feita.
A explicação: a atendente disse que a consumidora teria feito um contrato de fidelidade, que lhe daria direito a um desconto de 20%.
E mais: o cancelamento implicaria o pagamento de uma multa de R$ 200,00.
- Eu não fiz contrato de fidelidade nenhum. Nuca liguei para a Claro até hoje [ontem]. Por isso, quero agora o cancelamento da minha conta com a Claro - estrilou a leitora lesada.
- Senhora, o cancelamento só pode ser feito por telefone, pelo 1052 - informou a atendente.
Pois a vítima da Claro passou, acreditem, das 11h às 13h15 de ontem, tentando cancelar o serviço de modem da operadora.
Como não conseguiu, foi pessoalmente a uma loja da Claro, num shopping.
Lá, ficou das 14h até por volta das 18h30.
Falou com trocentas pessoas.
Falou com trocentos atendentes, que por sua vez se comunicaram por telefone com outros trocentos.
A vítima da Claro esperava que lhe provassem quando é que ela, alguma vez, ligou para a operadora pedindo a tal fidelidade.
Sabe o que aconteceu?
A Claro admitiu que alguém, uma outra pessoa, que não a própria leitora, pode ter ligado pedindo para contratar a tal fidelidade.
Mas, em vez de registrarem o débito em nome de quem verdadeiramente ligou, fizeram-no em nome da leitora, que jamais, nunca antes, em tempo algum ligou para a Claro para contratar serviço de fidelidade.
Resumo da ópera: a operadora ficou de mandar, em até oito dias úteis, alguma comprovação para demonstrar se a leitora ligou ou não.
Em até oito dias úteis, vale repetir.
Como tem tudo anotado, inclusive os protocolos de atendimento, a vítima da Claro vai ingressar com uma ação judicial contra a operadora.
Por danos morais.
É claro.
Sabem as operadoras que lesam, humilham seus clientes?
Pois é.
A Claro está entre elas.
Aliás, nenhuma dessas operadores escapa.
E não poderia ser diferente com a Claro.
Que o diga uma leitora aqui do blog, que está reunindo munição para pedir na Justiça ressarcimento por danos morais.
Ela contou ao Espaço Aberto que em novembro de 2010, portanto há dois anos, adquiriu um modem da Claro.
Vinha pagando regularmente R$ 89,90
No último final de semana, o modem pifou.
Foi à breca.
A leitora não conseguiu se conectar de jeito nenhum.
No domingo, ela discou para o 1052, da Claro, e ficou grudada - quase literalmente - ao telefone por exatamente 1 hora e 15 minutos.
Isso mesmo, ficou ligando durante 75 minutos até ser atendida.
"A senhora faz um teste em até 4 horas. Se não funcionar, queimou o modem. Então, vá a uma loja e peça a troca", disse-lhe uma atendente, depois de fazer o que chamou de procedimento.
Pois é.
Passaram-se as quatro horas e nada de o modem funcionar.
Até que a vítima da Claro, ontem, segunda-feira, dirigiu-se a uma loja que fica na Braz de Aguiar.
Foi gentil e delicadamente atendida.
Uma atendente já estava para fazer a troca do modem quando descobriu que a troca não poderia ser feita.
A explicação: a atendente disse que a consumidora teria feito um contrato de fidelidade, que lhe daria direito a um desconto de 20%.
E mais: o cancelamento implicaria o pagamento de uma multa de R$ 200,00.
- Eu não fiz contrato de fidelidade nenhum. Nuca liguei para a Claro até hoje [ontem]. Por isso, quero agora o cancelamento da minha conta com a Claro - estrilou a leitora lesada.
- Senhora, o cancelamento só pode ser feito por telefone, pelo 1052 - informou a atendente.
Pois a vítima da Claro passou, acreditem, das 11h às 13h15 de ontem, tentando cancelar o serviço de modem da operadora.
Como não conseguiu, foi pessoalmente a uma loja da Claro, num shopping.
Lá, ficou das 14h até por volta das 18h30.
Falou com trocentas pessoas.
Falou com trocentos atendentes, que por sua vez se comunicaram por telefone com outros trocentos.
A vítima da Claro esperava que lhe provassem quando é que ela, alguma vez, ligou para a operadora pedindo a tal fidelidade.
Sabe o que aconteceu?
A Claro admitiu que alguém, uma outra pessoa, que não a própria leitora, pode ter ligado pedindo para contratar a tal fidelidade.
Mas, em vez de registrarem o débito em nome de quem verdadeiramente ligou, fizeram-no em nome da leitora, que jamais, nunca antes, em tempo algum ligou para a Claro para contratar serviço de fidelidade.
Resumo da ópera: a operadora ficou de mandar, em até oito dias úteis, alguma comprovação para demonstrar se a leitora ligou ou não.
Em até oito dias úteis, vale repetir.
Como tem tudo anotado, inclusive os protocolos de atendimento, a vítima da Claro vai ingressar com uma ação judicial contra a operadora.
Por danos morais.
É claro.
As redes sociais e suas "revoluções" criminosas
O pessoal aqui da redação do Espaço Aberto está cada vez mais impressionado com a influência dessas chamadas redes sociais, uma coisa meio etérea, meio abstrata, mas plenamente, visivelmente tentaculosa e que vai se mostrando, convenhamos, terrivelmente perigosa.
Perigosíssima.
As tais redes sociais se transformaram num desses abismos de onde exalam, como diria Roberto Jefferson, os mais primitivos institutos de gentes - no plural mesmo - que experimentam um prazer sádico, perverso, destrutivo de, pura e simplesmente, causar.
Causar, traduzindo para o português de Portugal, é impor constrangimentos, prejuízos, tumultos, desinformação, confusão, atropelos, atrapalhamentos.
Causar, enfim, é um demonstração evidente de que muita gente usa o Twitter, Facebook e quejandos com o simples e único propósito de disseminar o que não presta.
O último exemplo foi o do Enem.
Correu o boato de que o Exame teria sido cancelado.
Não foi.
Antes, espalharam a boataria de que pesquisas eleitorais já haviam sido concluídas.
Não haviam sido concluídas.
Antes dessa, disseminaram-se - cruelmente, barbaramente, selvagemente - fofocas de que um político paraense havia morrido.
Quando o boato se espalhou, o cara estava tomando café com familiares. Numa boa, como se diz.
Redes sociais inspiram uma enorme sensação de poder a cidadãos anônimos.
Eles acham que, diante dos teclados de um computador, e sem régua e compasso, podem fazer revoluções.
Acham que podem revolucionar o mundo apenas com invencionices, desfraldando bandeiras em favor de causas à primeira vista edificantes, mas que no fundo servem apenas para a exibição dos dotes mais perniciosos que um ser humano pode exibir.
Essas boatarias que provêm das tais redes sociais - perigosíssimas, vale repetir - devem nos ensinar que não é com constrangimentos, prejuízos, tumultos, desinformação, confusão, atropelos e atrapalhamentos que vamos construir novas realidades.
Não é mesmo.
Perigosíssima.
As tais redes sociais se transformaram num desses abismos de onde exalam, como diria Roberto Jefferson, os mais primitivos institutos de gentes - no plural mesmo - que experimentam um prazer sádico, perverso, destrutivo de, pura e simplesmente, causar.
Causar, traduzindo para o português de Portugal, é impor constrangimentos, prejuízos, tumultos, desinformação, confusão, atropelos, atrapalhamentos.
Causar, enfim, é um demonstração evidente de que muita gente usa o Twitter, Facebook e quejandos com o simples e único propósito de disseminar o que não presta.
O último exemplo foi o do Enem.
Correu o boato de que o Exame teria sido cancelado.
Não foi.
Antes, espalharam a boataria de que pesquisas eleitorais já haviam sido concluídas.
Não haviam sido concluídas.
Antes dessa, disseminaram-se - cruelmente, barbaramente, selvagemente - fofocas de que um político paraense havia morrido.
Quando o boato se espalhou, o cara estava tomando café com familiares. Numa boa, como se diz.
Redes sociais inspiram uma enorme sensação de poder a cidadãos anônimos.
Eles acham que, diante dos teclados de um computador, e sem régua e compasso, podem fazer revoluções.
Acham que podem revolucionar o mundo apenas com invencionices, desfraldando bandeiras em favor de causas à primeira vista edificantes, mas que no fundo servem apenas para a exibição dos dotes mais perniciosos que um ser humano pode exibir.
Essas boatarias que provêm das tais redes sociais - perigosíssimas, vale repetir - devem nos ensinar que não é com constrangimentos, prejuízos, tumultos, desinformação, confusão, atropelos e atrapalhamentos que vamos construir novas realidades.
Não é mesmo.
MPF quer paralisação do projeto sobre centro histórico
O Ministério Público Federal recomendou à Câmara de Vereadores de Belém a imediata paralisação do trâmite do projeto de lei que altera o gabarito no centro histórico da capital paraense, "por ofensa ao patrimônio histórico nacional". O presidente da Câmara, Raimundo Castro, autor do projeto, tem 72 horas para se manifestar a respeito da recomendação. O prazo começa a contar hoje.
O procurador regional da República, José Augusto Torres Potiguar, responsável pela recomendação, também abriu um inquérito para apurar a alteração no gabarito, após receber notícia da Procuradoria Federal do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de que o projeto em debate na Câmara de Belém afetaria estruturalmente o conjunto imobiliário tombado.
"O bairro da Cidade Velha, juntamente com o da Campina, integrantes do Centro Histórico de Belém, componentes do patrimônio cultural nacional, ficariam descaracterizados", diz o procurador na recomendação, completando que "as autoridades municipais, estaduais e federais, dos três poderes da República, devem ser os exemplos da defesa desse patrimônio".
O MPF ainda aguarda informações do Iphan para prosseguir com a investigação sobre o polêmico projeto da Câmara de Vereadores. O projeto chegou a ser aprovado no dia 24 de outubro mas houve forte reação de cidadãos. Diante dos protestos, o presidente da Câmara anunciou a suspensão do projeto, mas isso terá que ser confirmado oficialmente para que o MPF considere sua recomendação acatada.
Idesp vai monitorar e avaliar condicionantes de Belo Monte
Representantes do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) estarão em Altamira, no dia 22 deste mês, para efetivação do contrato de avaliação e monitoramento das condicionantes ambientais da Usina Hidrelétrica (UHE) de Belo Monte, definidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a liberação das licenças necessárias para a construção do empreendimento.
O órgão foi aprovado para desenvolver o trabalho após submeter projeto e se qualificar para o Edital 2012 do Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável da Região de Integração do Xingu (PDRS). Na última quinta-feira (01), a presidente do Instituto, Adelina Braglia, três diretores e o coordenador do projeto, professor Gilberto Rocha, participaram de reunião em Brasília, com a presença de representantes da Câmara Técnica de Monitoramento (CTM), em que foram acertadas as recomendações para fechamento do contrato.
A avaliação e equalização dos projetos apresentados - além do Idesp a Fundação USP também apresentou sua proposta - foram realizadas de agosto a outubro deste ano. As condições e propostas do Instituto mostraram-se mais adequadas ao objetivo buscado pela CTM que é " produzir e disseminar informação e dados técnicos sobre a dinâmica social para subsidiar a tomada de decisão do CTM por meio do acompanhamento, monitoramento e avaliação da execução das condicionantes das licenças ambientais (licença prévia e licença de instalação), do Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável da Região de Integração do Xingu (PDRS), dos programas e dos projetos associados, tendo em vista o desenvolvimento econômico, social e ambiental da Região de Integração do Xingu, Estado do Pará."
Entre os objetivos específicos do projeto proposto pelo IDESP, deve-se destacar a importância para o Governo do Estado de gerar indicadores econômicos, sociais e ambientais da RI do Xingu tendo em vista o acompanhamento e monitoramento dos efeitos sinérgicos das condicionantes, dos programas e projetos do PDRS para o desenvolvimento regional e produzir dados técnicos da região, visando o acompanhamento monitoramento e avaliação da execução das condicionantes, dos programas e projetos de desenvolvimento regional de modo a assegurar níveis de efetividade das ações.
As avaliações sistematizadas sobre a verificação do cumprimento das condicionantes, com base nos levantamentos, associadas às ações complementares cabíveis para cada atividade e a corresponsabilidades governamentais, em todas as esferas certamente influenciarão na efetividade das ações para a melhoria da qualidade de vida da população da região de integração do Xingu e mais diretamente para Altamira, onde os efeitos imediatos da implantação da usina já se fazem sentir.
As ações programadas no Plano de Trabalho serão divulgadas no próximo dia 13 de novembro, a partir das 8h30, durante o evento de lançamento do link oficial do Observatório Belo Monte, projeto que vem sendo discutido desde 2011 e compõe parte das ações coordenadas pela Diretoria de Estudos e Pesquisas Ambientais do IDESP e é meta prevista no PPA.
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SERVIÇO
As inscrições para o lançamento do link oficial do Observatório Belo Monte podem ser feitas no site do Idesp (www.idesp.pa.gov.br)
Fonte: Assessoria de Imprensa do Idesp
O que ele disse
"Quem é ladrão tem de ser chamado de ladrão. Eu não sou ladrão e fiquei preocupado com essa generalização."
Pedro Taques, senador (PDT-MT) - na foto -, em resposta ao senador Márcio Couto (PDS-PA), que em discurso da tribuna pediu ao Supremo Tribunal Federal que investigue integrantes do Congresso Nacional envolvido em casos de corrupção.
Pedro Taques, senador (PDT-MT) - na foto -, em resposta ao senador Márcio Couto (PDS-PA), que em discurso da tribuna pediu ao Supremo Tribunal Federal que investigue integrantes do Congresso Nacional envolvido em casos de corrupção.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Um olhar pela lente
A igreja de Saint-Séverin e seus vitrais maravilhosos.
Na Rive Gauche.
Em Paris.
As fotos são do Espaço Aberto.
Jornalismo que muda o mundo
Por Moisés Naím
David Barboza, do "New York Times", publicou um artigo importante sobre a corrupção dos familiares do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. A princípio, nada de novo.
Diariamente em algum país há escândalos que envolvem políticos, governantes e empresários. E dizer que há corrupção na China é revelar o óbvio. Mas este artigo e este escândalo são diferentes.
Como falar de corrupção? Os escândalos sobre corrupção fazem muito barulho, mas com frequência não são bem documentados e não dão em nada. As denúncias sem consequências geram grande ceticismo no público e corrompem a luta contra a corrupção.
Não é o caso do artigo de Barboza, que fez um dos trabalhos jornalísticos mais bem documentados e mais rigorosos que conheço sobre o tema da corrupção nas elites.
Ele se baseia em dados confirmados por múltiplas fontes, evidências irrefutáveis, complexas análises financeiras auditadas por contadores contratados para garantir a precisão do artigo, e um longo, árduo e evidentemente custoso trabalho de investigação jornalística.
É óbvio que um só artigo não terá efeito definitivo na China. Mas é igualmente óbvio que os dirigentes, que até agora pensavam estar protegidos pelo sistema político, já sabem que agora não há garantia de invisibilidade da corrupção.
O bom jornalismo vale muito... e custa muito. O grande artigo de Barboza não poderia ter sido escrito por um blogueiro, por ativistas nas redes sociais ou por uma organização de jornalismo que se limita a "agregar" -ou seja, reproduzir na rede- o conteúdo original de outros.
O artigo precisou da independência, organização, recursos financeiros e elevados padrões profissionais do "New York Times". Tudo isso tem um custo alto. Mas é o que produz jornalismo com valor social.
A internet e as tendências que hoje solapam a viabilidade dos grandes meios de comunicação têm muito de incontrolável. Mas artigos como o do "New York Times" ilustram de forma contundente quanto nos empobreceríamos se desaparecessem as organizações capazes de produzir informação objetiva.
A Grande Muralha chinesa não protege mais. Na antiguidade, a Grande Muralha não impediu invasões mongóis ocasionais da China. Hoje, tampouco. A grande cibermuralha que o governo de Pequim erigiu para censurar os conteúdos que viajam pela internet não garante que os chineses não tomem conhecimento das revelações do artigo.
O governo bloqueou os sites em inglês e em mandarim do jornal, assim como o acesso ao artigo através de redes sociais. Milhares de censores monitoram e bloqueiam a difusão dessa informação.
Mas essa história já está em todos os meios de comunicação do mundo, na internet, em redes sociais e, eventualmente, na boca de muitos na China. Com certeza a censura fará com que centenas de milhões de chineses nunca saibam que a família de seu primeiro-ministro acumulou uma fortuna de US$ 2,7 bilhões. Mas vários milhões já o sabem. E, antes, isso não acontecia.
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Artigo extraído do jornal Folha de S.Paulo, edição de 02.11.2012
Mensalão. Assassinato. Às favas com tudo isso.
![]() |
| João Paulo Cunha: condenação não impediu que seu vice se elegesse prefeito de Osasco, em São Paulo |
Vejam bem.
Quem quiser que acredite nessa balela de que mensalão e que tais tiveram influência na eleição de outubro passado.
João Paulo Cunha, deputado federal (PT-SP), renunciou à candidatura a prefeito de Osasco tão logo foi condenado pelo Supremo, acusado de corrupção ativa por envolvimento no mensalão.
Seu vice, Jorge Lapas, passou a ser o cabeça de chapa.
E acabou eleito, com mensalão e tudo.
Tem outra situação, que nada tem a ver com mensalão, mas com um crime.
E crime de morte, vale dizer.
Envolve Donisete Braga (PT-SP).
Em março de 2006, Sua Excelência festejou decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que mandou arquivar um inquérito criminal por falta de provas.
Ele era investigado por suposto envolvimento na morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, em janeiro de 2002.
Falta de provas?
É.
Falta de provas, apesar de ter sido apurado que antenas próximas ao cativeiro da vítima captou pelo menos 15 ligações que tinham o telefone de Donisete como emissor.
E aí?
E aí que Donisete disputou a eleição para prefeito de Mauá (SP).
Sua adversária, Vanessa Damo, sentou-lhe a pua. Baixou o sarrafo.
Fez espalhar panfletos pela cidade, vinculando diretamente Donisete ao assassinato.
Resultado: o petista venceu por 57% a 43% dos votos válidos.
É assim.
A democracia brasileira é um rico laboratório para que perscrute, estude, investigue as motivações do eleitores em casos como esses.
Duciomar faz de conta que o BRT não é mais com ele
Funcionários do município, desses de quinto ou sexto escalão da quase finda gestão de Duciomar Costa, não sabem mais o que fazer quando algum jornalista quer falar sobre o BRT.
Têm medo de ser escalados para prestar, digamos assim, um serviço à administração municipal.
Um serviço nada confortável, convenhamos.
É que o BRT é carta fora da baralho para este ano.
Como aqui se disse tantas vezes, Duciomar, o huno, não vai mais inaugurar nada do pouco que fez até agora.
Mas o impressionante é que o próprio prefeito não dirá isso.
Se alguém o parar e lhe perguntar a respeito do assunto, vai ouvir que a prefeitura está adotando as chamadas e indefectíveis últimas providências para entregar a parada até o dia 31 de dezembro.
Mas Duciomar, vocês sabem, é esquivo.
É liso.
Como tem certeza de que não conseguirão questionar-lhe sobre o tema, empurra o assunto para o quinto ou sexto escalão.
Tão Duciomar!
Tão mesmo!
Têm medo de ser escalados para prestar, digamos assim, um serviço à administração municipal.
Um serviço nada confortável, convenhamos.
É que o BRT é carta fora da baralho para este ano.
Como aqui se disse tantas vezes, Duciomar, o huno, não vai mais inaugurar nada do pouco que fez até agora.
Mas o impressionante é que o próprio prefeito não dirá isso.
Se alguém o parar e lhe perguntar a respeito do assunto, vai ouvir que a prefeitura está adotando as chamadas e indefectíveis últimas providências para entregar a parada até o dia 31 de dezembro.
Mas Duciomar, vocês sabem, é esquivo.
É liso.
Como tem certeza de que não conseguirão questionar-lhe sobre o tema, empurra o assunto para o quinto ou sexto escalão.
Tão Duciomar!
Tão mesmo!
Valério, o jogador, está chutando pra fora. É isso?
![]() |
| Marcos Valério: por que só agora, após ser condenado, ele quer revelar coisas que não revelou antes? |
Ou por outra: ele pode ter, mas não se acredita que serão coisas estonteantes, surpreendentes, capazes de compelir a Procuradoria Geral da República a abrir novas investigações, agora sobre personagens que incluiriam até mesmo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nas últimas semanas, especula-se que Valério tem muita coisa guardada no baú de suas memórias.
O Estadão já informou que, em setembro, ele depôs voluntariamente, e sob sigilo, ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Teria mencionado o ex-presidente Lula e o ex-ministro Antônio Palocci. E quer a delação premiada, para ficar sob as asas do programa de proteção a testemunhas, porque tem medo de ser morto.
Agora, olhem só uma coisa.
Todos - até ministro do Supremo - concordam que Valério é, como se convencionou dizer, um jogador.
É um cara ispierto. Até demais.
É manhoso.
É cheio de artimanhas.
Insinuante.
Inteligente.
Não à toa, cativou, digamos assim, petistas de alto coturno e acabou como um dos maiorais, um dos condestáveis do mensalão.
Com todo esse cacife, vocês acham mesmo, sinceramente, que Valério teria dito à polícia e à Justiça apenas uma parte do que sabia, amparado na promessa de petistas de que seria punido uma pena bem pequena?
Vocês acham que Valério seria burro a esse ponto?
Acham que o jogador, o manhoso, o ispierto, o insinuante iria acreditar numa promessa que, para se concretizar, deveria ser combinada antes com a mais alta Corte de Justiça do país?
E mais: ainda que Valério tenha coisas bombásticas a dizer, ainda que as informações que venha a prestar ao Ministério Público ensejem a abertura de novas investigações e até mesmo a propositura de novas ações penais, pois ainda assim o ex-carequinha não conseguirá reduzir em um mês, em um dia sequer a pena que o Supremo já lhe impôs.
Então, meus caros, é até possível que Valério tenha guardado alguma coisa e agora esteja apenas querendo se vingar daqueles que lhe fizeram promessas implausíveis.
Ou então ele está mesmo com muito medo de ser morto e, de alguma forma, que ser posto no programa de proteção às testemunhas.
Mas tudo o que vier a dizer valerá para o futuro.
Porque a condenação de Valério não será reduzida, uma vez que o julgamento já acabou.
Vejam "Gonzaga", antes que vá embora
Meus caros.
Gonzaga, de Pai pra Filho.
Um filmaço.
Muito, mas muito bacana.
Comovente, sem ser apelativo.
Verdadeiro, mas sem espetacularizar as verdades que aborda.
A direção de Breno Silveira é magistral.
Chambinho do Acordeon está fantástico no papel de Gonzagão.
Idem, Alison Santos no de Gonzaguinha.
Um elenco afinadíssimo.
Vale a pena ver.
E vejam logo, porque filmes bons em Belém, vocês sabem, só ficam por aqui umas duas semanas.
O poster assistiu na última quinta-feira.
Pena que, bem atrás, sentaram-se quatro pessoas.
As quatros - todinhas - ficaram as duas horas do filme falando.
Falavam sem parar.
Chegavam até a completar o roteiro.
Tipo assim: numa dos momentos do filme, Gonzagão volta pra casa, em Exu. Chega à porta, e começa a bater.
- Oi de casa - começou a tartamudear um dos quatro falantes, atrás do poster.
E não é que o personagem disse Oi de casa mesmo?
Parecia até que os quatro falantes escreveram o roteiro.
Mas apenas parecia.
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