terça-feira, 19 de março de 2019
O Paysandu e seu presidente fazem história
Mas que coisa pavorosa, hein, gente?
Pavorosa e despropositada, para dizer o mínimo.
Coleguinhas que atuam na área de Esporte podem dizer melhor.
Mas acho que o Paysandu, por sua presidência, talvez seja o único clube do Brasil, nos últimos anos - ou décadas -, que demite um treinador com retrospecto de invencibilidade.
E o Paysandu, justiça seja feita, também seja o único clube do Brasil, nos últimos anos - ou décadas -, em que seu presidente assume inteiramente um decisão ditatorial, pavorosa e despropositada.
Só por isso, o presidente bicolor já merece uma estátua, a ser erigida em qualquer lugar.
Vish!
Mais comovente não seria evitar a morte de 206 pessoas até agora?
Grandes jornais desta segunda-feira (18) trazem este anúncio que vocês veem aí embaixo.
Comovente, né?
Arrepiantemente comovedor!
Mas o comovente mesmo não seria evitar que 206 pessoas perdessem a vida tragicamente, em decorrência de negligências e omissões verdadeiramente criminosas?
O comovente não seria a Vale gastar 10, 20, 500 vezes mais do que está gastando com indenizações, para com isso evitar que 206 vidas (cuja valoração em dinheiro é imensurável) fossem ceifadas?
Comovente, né?
Arrepiantemente comovedor!
Mas o comovente mesmo não seria evitar que 206 pessoas perdessem a vida tragicamente, em decorrência de negligências e omissões verdadeiramente criminosas?
O comovente não seria a Vale gastar 10, 20, 500 vezes mais do que está gastando com indenizações, para com isso evitar que 206 vidas (cuja valoração em dinheiro é imensurável) fossem ceifadas?
segunda-feira, 18 de março de 2019
Médicos se revoltam contra o que consideram “farra” de gastos nos CRMs
Grupos de WhatsApp que reúnem centenas de médicos de Belém está vivendo, nos últimos dias, momentos que misturam espanto e irresignação, diante da dinheirama que será movimentada, durante este ano de 2019, no Conselho Federal de Medicina e nos Conselhos Regionais de Medicina, incluindo o do Pará.
Os orçamentos aprovados, em todo o País, somam a
fábula de quase R$ 800 milhões, como se vê na tabela acima, mandada para o Espaço Aberto. No caso do CRM do Pará,
os recursos disponíveis serão da ordem de R$ 12,7 milhões, o maior em toda a Região Norte, quase o dobro do Amazonas, que vem logo em seguida, com R$ 6,3 milhões.
Os orçamentos foram aprovados em dezembro do ano passado, através da Resolução 2.225/2018, do Conselho Federal de Medicina, e estão disponíveis na própria página do CFM. Numa conta rápida, se considerado o valor orçamentário global, de R$ 799,295 milhões, o sistema torra durante um ano nada menos do que R$ 2,220 milhões diariamente.
Os orçamentos foram aprovados em dezembro do ano passado, através da Resolução 2.225/2018, do Conselho Federal de Medicina, e estão disponíveis na própria página do CFM. Numa conta rápida, se considerado o valor orçamentário global, de R$ 799,295 milhões, o sistema torra durante um ano nada menos do que R$ 2,220 milhões diariamente.
Três médicos com os quais o blog conversou se
mostram indignados porque, segundo argumentam, não há justificativas para que se
exijam dos profissionais uma anuidade tão alta, no valor de R$ 750,00 para pessoas físicas e de R$ 1.600,00 para as pessoas jurídicas. Atualmente, estão cadastrados no CRM
do Pará cerca de 15 mil médicos em todo o estado.
A indignação aumentou depois que passou a
circular, também em grupos de WhatsApp, uma relação com gastos de passagens
aéreas emitidas em favor de dezenas de conselheiros federais e de vários
estados, além dos parentes de vários deles.
“É uma farra grande. Você imagina os grandes
estados. A grana é muito alta, é absurda. Por isso tem essa farra toda com
passagens. Isso não serve pra nada. Eu, pelo menos, sou lembrado apenas a cada início
de ano, porque tenho que pagar um boleto de pessoa física e jurídica. Eu, como
vários colegas do Pará, apoiaríamos hoje se fosse instaurada uma CPI [Comissão
Parlamentar de Inquérito] para investigar a administração desses recursos pelos
CRMs de todo o País. Porque os CRMs estão sendo, a meu ver, uma espécie de
sindicato especializado”, desabafou um dos médicos ouvidos pelo Espaço Aberto e que
prefere não se identificar.
Entre boa parte da classe médica, as altas
anuidades e a revelação de gastos astronômicos nos CRMs dão gás a uma proposta
apresentada em janeiro deste ano para simplesmente extinguir
o pagamento de anuidade de todos os conselhos de classe profissionais, como
é o caso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Regional de
Engenharia e Agronomia (Crea), Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e
muitos outros.
De
acordo com o projeto, o pagamento anual é similar à forma de como o imposto
sindical era cobrado, e que acabou sendo extinta na última reforma trabalhista.
Regina Duarte tinha medo. Agora, nós é que temos medo dela.
“Tenho medo”, confessou-se Regina Duarte em
2002, referindo-se a provável vitória de Lula nas eleições daquele ano.
Há 17 anos, a atriz que até o final dos anos
1980 fora a “Namoradinha do Brasil” e enternecia corações nas glamurosas novelas
das 9, assustava meio País por se posicionar politicamente.
Ao susto que Regina Duarte causou, pela
contundência de sua declaração política, juntou-se a ira inclusive e sobretudo
da classe artística, até então esmagadoramente favorável à candidatura de Lula,
expressão maior das esquerdas.
Agora, Regina Duarte nos assusta outra vez. E
não por externar uma preferência, uma opção por este ou aquele candidato, de
tal ou qual ideologia política.
Ela nos assusta por expressar um deplorável
desconhecimento sobre o papel das instituições num regime democrático.
Regina Duarte, como milhões de brasileiros,
ficou indignada com julgamento do Supremo que definiu a Justiça Eleitoral como
a instância competente para julgar os crimes relacionados a caixa 1, decisão
que, inegavelmente, poderá fragilizar as investigações da Lava Jato.
Até aí, nada demais.
Mas advogar o fechamento do Supremo, como ela
fez numa série de postagens no Instagram, convocando para manifestação –
fracassada, diga-se – em favor da Lava Jato, é um espanto.
Um espanto de assustar.
Porque Regina Duarte, como uma mulher, supõe-se,
bem-informada, não demonstra o menor discernimento, o menor aprumo e a menor
moderação em embarcar nesse tipo de fanatismo, ainda que se reconheça o seu
mais legítimo direito de expressar suas opiniões, preferências e convicções.
Ela quer mesmo o fechamento de um órgão do Poder
Judiciário?
Ela acha que a conformação institucional de um
Estado Democrático de Direito daria lugar a quê, no lugar do Supremo? A uma
banca de secos e molhados?
Regina Duarte acha, por exemplo, que é mais
fácil, mais prático e rápido escalar “um
soldado e um cabo” para fechar o STF, como pregou o olavete Eduardo
Bolsonaro, que assumiu as rédeas das Relações Internacionais do governo de papai?
Sério: Regina Duarte nos assusta.
E nos assusta muito.
domingo, 17 de março de 2019
Morre aos 79 anos o ex-prefeito de Belém Fernando Coutinho Jorge
O ex-prefeito de Belém Fernando Coutinho Jorge morreu na manhã deste domingo (17), em Brasília, aos 79 anos. Ele sofria do Mal de Alzheimer, doença agravada por outros problemas de saúde que o vinham debilitando seriamente ao longo dos últimos anos.
Coutinho Jorge, que se projetou na vida pública ao
tempo em que já havia despontado Jader Barbalho - eleito governador do Pará em
1982, antes tendo exercido mandados na Câmara de Belém, Assembleia Legislativa
e Câmara dos Deputados -, foi responsável por uma das maiores revitalizações do
Ver-o-Peso e da Praça Batista Campos, entre outros logradouros relevantes da
cidade.
“Coutinho foi um dos valores políticos de
maior expressão na política paraense que eu conheci. Tenho a honra de dizer que
trabalhei com ele por três anos, em sua primeira gestão, na Coordenação da Comunicação Social, de onde só saí para
apresentar um programa, o ‘Bom Dia, Pará’, na TV Liberal”, relembrou há pouco
ao Espaço Aberto o jornalista Linomar Bahia.
Coutinho Jorge, lembra Bahia, descentralizou a administração, desmembramento as secretarias para atuar pontualmente em todas as áreas. Também promoveu as audiências nos bairros para estabelecer as prioridades ansiadas pelas comunidades, inaugurando assim uma administração participativa.
Coutinho Jorge, lembra Bahia, descentralizou a administração, desmembramento as secretarias para atuar pontualmente em todas as áreas. Também promoveu as audiências nos bairros para estabelecer as prioridades ansiadas pelas comunidades, inaugurando assim uma administração participativa.
A Prefeitura de Belém decretou luto oficial de
três dias. O corpo de Fernando Coutinho será sepultado na Capital, após velório
que deverá ser realizado no Palácio Antônio Lemos, sede do Executivo Municipal.
O ex-prefeito governou Belém no período 1986 a
2000. Exerceu ainda os mandatos de deputado federal e senador pelo então PMDB do Pará. Também foi ministro do Meio Ambiente entre os anos de 1992 e
1993, durante o governo Itamar Franco.
Após
os mandatos eletivos, assumiu a função de conselheiro do Tribunal de Contas do
Estado (TCE), órgão do qual foi presidente e pelo qual se aposentou, em 2009,
não retornando mais à vida pública.
sábado, 16 de março de 2019
Investigue alguma "sacanagem" do adversário e destrua-o. Essa é a lição de Olavo de Carvalho.
A edição mais recente da revista Época desta semana nos presenteia com
jornalismo puro. E a reportagem de capa, de 30 páginas, assinada pelo repórter Denis
Russo Burgierman, é a expressão perfeita desse jornalismo.
Por três meses, ele foi aluno do COF, assim
chamado o Curso On-Line de Filosofia, que tem como estrela e protagonista o
cidadão Olavo de Carvalho, para muitos professor, para outros filósofo, para alguns
mais pensador e para o resto, nada. Nesse nada, inclua-se o papel de guru do
governo Bolsonaro, o de um guru que não se alimenta apenas de pretensões de ser
a referência, o esteio ideológico de um governo, mas que se nutre, tudo indica,
do desejo de governar de fato, senão por ele, pelo menos através dos fanáticos
que indicou para ocupar cargo na Esplanada dos Ministérios.
É o caso dos ministros Ricardo Vélez Rodríguez,
o desparafusado
da Educação, e Ernesto Araújo, que sonha (mamããããeeeeee!) em alijar a
China (maior parceiro comercial do Brasil) do espectro de relações prioritárias
que o País deve preservar, independentemente dos governos da hora.
Há algum tempo, eu já não lia uma reportagem que
se vale da ironia, de fatos, da exposição de ideias do entrevistado com outras
que lhe são contrárias, tudo isso como instrumento para aproximar o leitor de
um mundo complexo, como o que Olavo de Carvalho construiu – ou pretende
construir.
Burgierman não escondeu sua identidade.
Não se fez de infiltrado. Ou por
outra: foi um infiltrado
transparente. Chegou, inclusive, a insistir com Olavo – em contatos feitos
através de uma filha do dito professor – para que lhe desse uma entrevista. Mas
a condição imposta pelo cidadão foi que a matéria, antes de ser publicada,
fosse submetida ao próprio entrevistado, que teria então a faculdade de
modificar o texto a seu talante. Uma proposta imoral, né? E, por imoral,
plenamente recusada.
“Procurei me comportar como acho que um aluno
deve se comportar: me abri para aprender, tomei notas, li vários livros, fiz um
monte de perguntas. Convivi com outros alunos pelas redes sociais, por vezes
fui tomar café com eles. Como regra, não identifico os alunos no texto pelo
nome, para não causar problemas para ninguém. Não me escondi: usei meu nome
verdadeiro, respondi a verdade para quem me fez perguntas (por exemplo, que
pago minhas contas fazendo programa como jornalista)”, conta Burgierman.
O repórter transformou sua matéria como se fosse
um diário, indicando as datas mais relevantes em que Olavo, em suas aulas, expões
teses amalucadas e delirantes, ao mesmo tempo em que comenta vários temas,
geralmente relacionados a seus críticos, ao governo Bolsonaro, às esquerdas de
um modo geral, à intelectualidade e à mídia, que ele odeia com um vigor
comovente.
O retrato que a reportagem transmite, pelo menos
na minha percepção é a seguinte: que a história da humanidade se divide entre
antes e depois de Olavo Carvalho.
As aulas a que o repórter esteve presente, por
meio de um chat, ofereceram-lhe a
oportunidade de colher um perfil muito mais assustador de Olavo de Carvalho do
que aquele que nos é revelado através de suas intervenções no Facebook ou no
Twitter.
Ali, na reportagem, está o Olavo de Carvalho refém
das redes sociais, das quais se serve às vezes durante madrugadas inteiras,
entretido em fazer postagens porcas.
Ali está o Olavo de Carvalho boca porca, que
desfia palavrões de A até Z, de Z até A.
Ali está o Olavo de Carvalho com manias
persecutórias.
Ali está o Olavo de Carvalho que externa ojeriza
a todos os intelectuais – à exceção dele, é claro.
Ali está o Olavo de Carvalho confessadamente,
escancaradamente possuído por um fanatismo de direita tenebroso, a ponto de
acreditar, vejam só, que a ditadura militar inaugurada em 1964 foi uma decepção
completa, em termos de repressão, de censura e seja mais ou que for. “A
esquerda governou este país durante 50 anos e fez um estrago monumental”, disse
o cara em uma de suas aulas. Façam as contas: 50 anos inclui todo o regime
militar.
Ali está o Olavo de Carvalho cheio de mimimi,
que clama, suplica, implora, choraminga a seus alunos que o defendam dos
críticos.
Ali está o Olavo de Carvalho que se alimenta da
briga, da ofensa, da desqualificação moral de opositores para se manter, ele
mesmo, em evidência, sob os holofotes.
Ali está o Olavo de Carvalho que, quando
reconhece a sua pequenez, acaba confessando que se acha o maior filósofo que a
humanidade já produziu.
Em uma de suas aulas, ao dizer que já era
atacado desde os tempos do Orkut, bradou em alto e bom som no chat: “Foi a maior campanha de
assassinato de reputação voltada para um cidadão privado ao longo de toda a
história humana. A Polícia Federal se interessou? Não!”
Leram o que ele disse? “A maior campanha de
assassinato de reputação voltada para um cidadão privado ao longo de toda a
história humana”.
Em outra oportunidade, ensinou a seus alunos: “Não
puxem discussão de ideias. Investigue alguma sacanagem do sujeito e destrua-o.
Essa é a norma de Lênin: nós não discutimos para provar que o adversário está
errado”.
Entenderam?
Não se sabe se a norma de Lênin repugna ao dito professor. Talvez não. Porque ele a segue fielmente em práticas e rotinas que observa em sua cátedra (hehe), seja nas aulas, seja nos dejetos verbais que faz escoar pelas redes sociais.
Não se sabe se a norma de Lênin repugna ao dito professor. Talvez não. Porque ele a segue fielmente em práticas e rotinas que observa em sua cátedra (hehe), seja nas aulas, seja nos dejetos verbais que faz escoar pelas redes sociais.
Esse é Olavo de Carvalho.
O
guru do governo Bolsonaro.
sexta-feira, 15 de março de 2019
Caluniar e ameaçar não são direitos democráticos. São crimes.
Vamos e convenhamos.
Uma coisa é o exercício da crítica num Estado
Democrático de Direito.
Outra coisa é ameaçar.
Outra coisa é caluniar, injuriar e difamar.
Temos, milhões e milhões de brasileiros, sérias
críticas ao Supremo e ao Poder Judiciário em geral.
Como também temos críticas a outras instituições
e segmentos. Como a Imprensa, comumente apontada, por exemplo, de agir muitas
vezes como delegado, promotor e juiz ao mesmo tempo.
Temos, milhões e milhões de brasileiros, o
direito de dissentir inclusive de decisões judiciais. Qualquer pessoa, aliás,
tem esse direito.
Afinal, o que é o recurso senão um instrumento
em que se externa o descontentamento, a irresignação, o desacordo em relação a
uma decisão ou sentença?
Pois é.
Tudo isso para dizer que, sendo inadmissíveis a
ameaça, a calúnia, injúria e difamação, é intolerável que se ameace, calunie,
injurie e difame ministros do STF, quaisquer que sejam, por seus
posicionamentos – externados no âmbito da Corte ou em alocuções externas ao
Supremo.
É nesse sentido que deve ser alcançado o sentido
da decisão do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, que nesta
quinta-feira (14) anunciou a instauração de inquérito para investigar ameaças e
crimes contra a honra supostamente cometidos contra integrantes do STF e seus
familiares.
Neste momento político tumultuado e radicalizado
que o País enfrenta, convém que as leis sejam um dos freios para deter os
excessos.
Do contrário, será o caos.
Bolsonaro é uma espécie de Íbis querendo ser o Barcelona dos trópicos
Grande!
O Capitão anunciou que vai trocar 15
embaixadores.
O motivo?
Ele acha que sua imagem como presidente do
Brasil não está sendo veiculada de maneira correta. Ressente-se de estar sendo chamado
de ditador, racista e homofóbico. E entende que caberia aos embaixadores
reverter tal imagem.
Deve ser trocado o comando de 15 importantes
embaixadas brasileiras, entre as quais as de Estados Unidos, Portugal, Itália e
França.
Como já se disse aqui, não há um dia que o Capitão não nos divirta – ainda que também nos
assuste.
Porque é risível, vamos admitir, que Bolsonaro
pretenda ser pintado com cores, estilos, costumes e condutas que, todos
sabemos, ele não tem.
É mais ou menos como se Landu, o inesquecível
atacante remista, ficasse furioso porque não faziam dele uma imagem como a de
um Messi, por exemplo (ainda que ambos não tenham sido contemporâneos no
futebol).
O mimimi do Capitão também pode ser comparado a
uma situação em que o Íbis, pior time do mundo, pretendesse ter sua imagem no
exterior como se fosse uma espécie de Barcelona dos trópicos.
Ao que parece, Bolsonaro não está à procura de
novos embaixadores, capazes de projetar uma imagem presidencial mais, digamos
assim, positiva.
Bolsonaro está
mesmo é à procura de alguém que o torne um transformer.
Mais
ou menos isso.
quinta-feira, 14 de março de 2019
O inimigo letal. Ao lado do Capitão.
É uma chamada de primeira página.
Está na "Folha de S.Paulo" desta quinta-feira (14).
Pois o bravo Capitão, que tem pesadelos com teorias conspiratórias dia e noite, noite e dia, nem sabe que se verdadeiro - e letal - inimigo dorme a seu lado.
“Esse blog tem muita raiva do Presidente”, diz bolsonarista. Impressão dele. O Capitão nos diverte.
Leitor anônimo, mas certamente bolsonarista,
deixou o seguinte comentário na postagem Prisões,
fotos, presidente abraçado com assassino. É tudo? Não. Estamos só no começo:
Esse
blog tem muita raiva do Presidente. O Estadão revelou que a foto é de outro PM,
que preside associação em SP.
Torço por um país melhor e não pela cartilha do quanto pior, melhor.
A cartilha da esquerda vem decorada de ódio e rancor, certamente pelas inúmeras injunções da Lava-Jato.
Torço por um país melhor e não pela cartilha do quanto pior, melhor.
A cartilha da esquerda vem decorada de ódio e rancor, certamente pelas inúmeras injunções da Lava-Jato.
Aos pontos – um por um – e resumidissimamente:
1. Esse
blog tem muita raiva do Presidente.
Não, meu caro. Não tem. Por quê? Porque é
impossível não se divertir, todo dia, o dia todo, com um governo errático, que
produz bizarrices a rodo. É impossível não se divertir com um presidente que tem tanto senso de humor. Sem brinca.
2. O
Estadão revelou que a foto é de outro PM, que preside associação em SP.
Meu caro, régua e compasso nas mãos, pra ninguém
se confundir. Você está enganado. Tão ou mais enganado que seu Capitão, quando embarca
em fake news.
Você está completamente confuso.
São duas fotos, meu caro.
A que aparece na postagem que você comenta é a
que está lá em cima, onde aparecem, ambos de branco, Élcio Queiroz, um dos
assassinos de Marielle Franco, e o Capitão. Essa foto não é montagem. Ela é
real. É verdadeira. Faz
parte até do material colhido pela polícia em suas investigações. E o
próprio Capitão admitiu
ter tirado essa foto.
A outra foto, em que Bolsonaro aparece, essa sim,
mostra uma pessoa (indicada pela seta em vermelho) que seria Élcio Queiroz. Mas
não é. Realmente, o cidadão é Wladimir Menezes, presidente da Associação
dos Policiais Militares Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo
(APMDFESP).
Portanto, meu caro, uma foto (a de cima, postada
pelo blog) é uma foto. Outra foto (a de baixo, que o blog nem utilizou) é outro
foto.
Entendido?
Espero que sim.
O Capitão, perfilado, agradece.
3. Torço
por um país melhor e não pela cartilha do quanto pior, melhor.
Eu também. Por isso, torço por um país sem
laranjas, sem fisiologismos,
sem fake
news, sem interferências
nocivas de pitbulls, sem ministro
com 300 parafusos a menos e, por último mas não menos importante, sem
presidente que escandalizou
o mundo inteiro ao difundir golden shower.
4. A
cartilha da esquerda vem decorada de ódio e rancor, certamente pelas inúmeras
injunções da Lava-Jato.
Bem, aí a esquerda é que deve responder. Vou
mandar um e-mail. Junto, mandarei anexada cartilha em vigor no Ministério
Vélez, que sonha filmar crianças cantando o Hino Nacional, e a cartilha de
Damares Alves, que ensina como fazer meninos vestirem azul e meninas vestirem
rosa.
Quando é preferível ser odiado que amado
A nota está em O Globo desta quarta-feira (13), na coluna de Ancelmo Gois.
Dos ódios aos amores, dos amores aos ódios, aos poucos vai se descobrindo, afinal de contas, quais as expectativas e, digamos assim, as predisposições dessa turma - que já é imensa, diga-se - responsável por roubalheiras monumentais.
E às vezes, vale ressaltar, os odiados têm como galardão a certeza de que estão, sim, cumprindo muitíssimo bem o nobilíssimo ofício de proteger a sociedade da rapinagem.
Ao contrário, os que são amados deveriam se preocupar bastante. Porque podem estar sendo confundidos por corruptos contumazes como referências para a impunidade.
Assassinos frios não delatam. Nunca. Ou quase nunca.
Wilson Witzel, governador do Rio, embalou os sonhos de todos quantos esperavam o esclarecimento completo da morte da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, ao especular - repita-se, especular - que os dois suspeitos presos poderiam fazer uma delação premiada.
Não apostem nisso.
Não apostemos nessa hipótese.
Ronnie Lessa e seu comparsa Élcio Queiroz são assassinos profissionais.
São frios.
Ao que tudo indica, integram quadrilhas.
Ou milícias.
São desses que, mesmo se fossem vistos pelo mundo inteiro matando alguém, negariam a autoria do crime.
E jamais diriam, como jamais dirão, quem os mandou matar.
quarta-feira, 13 de março de 2019
Se Bolsonaro e seus milicianos estão irresignados, é sinal que a Imprensa cumpre seu papel
O jornal O Estado de S.Paulo publicou, em sua edição de terça-feira (12), editorial que simboliza, emblematicamente, o papel da Imprensa livre numa sociedade democrático e que, presumivelmente, deve preservar a liberdade de opinião.
O editorial aborda a fake news, difundida com o vigor dos fanáticos, por ninguém menos que o presidente da República, Jair Bolsonaro, atribuindo a uma repórter declaração que supostamente demonstraria a intenção de derrubar o governo.
"O comportamento do presidente da República, sr. Jair Bolsonaro, que não se vexa de usar até mesmo informações falsas para atacar jornalistas que considera inimigos, mostra o quão frágil é o regime democrático e reforça a necessidade da vigilância redobrada contra a sedução do arbítrio. É nessa difícil conjuntura, em que a hostilidade à imprensa profissional é estimulada pelo próprio presidente da República, que o trabalho dos jornalistas do Estado torna-se ainda mais relevante. Tendo como norte a objetividade e atenção exclusiva aos fatos, os repórteres desta casa sabem muito bem como enfrentar a ferocidade dos que se consideram inatacáveis", diz o editorial, intitulado "A missão do 'Estado'".
Leia, abaixo, a íntegra.
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Os jornalistas do Estado se pautam
pelo compromisso inarredável com os valores democráticos e com o regime da lei,
que estão na essência da identidade do jornal desde sua fundação, em 1875. A
defesa da liberdade contra todo tipo de tirania, a começar por aquelas que se
creem chanceladas pelas urnas, marca a atuação desta publicação e de seus
profissionais ao longo de 144 anos de história.
Esse compromisso se encontra mais vivo do que
nunca, em especial diante de ameaças que partem do próprio presidente da
República, o sr. Jair Bolsonaro. Esses arreganhos só fazem confirmar a
relevância do exercício do jornalismo livre, que tem no Estado um centenário
patrono.
Este jornal se comprometeu, desde seu primeiro número, a ser totalmente
apartidário e independente, infenso às injunções do poder. A imparcialidade
necessária para o exercício dessa liberdade não significa, contudo, que o
jornal silencie ou deixe de defender o que acredita ser o certo diante do
malfeito e do arbítrio. É papel desta publicação funcionar como a consciência
crítica de seu tempo.
Foi com esse espírito que o Estado defendeu
o fim da escravidão e o advento da República, que consagra a liberdade
- e a responsabilidade - do indivíduo. Essa é a razão pela qual este jornal se
tornou atuante tribuna dos defensores da democracia, quando esta palavra
expressava apenas um desejo da sociedade. É assim há tanto tempo que tal
característica se tornou a própria natureza do Estado perante seus
leitores e a sociedade.
Em respeito a essa missão, o Estado posiciona-se
radicalmente contra qualquer forma de populismo e extremismo. Governantes que
pretendem consolidar seu poder por meio do desprezo pelas instituições
democráticas e republicanas e pelo apelo direto às ruas em geral sentem-se
desconfortáveis com a atuação deste jornal na defesa do exercício responsável
do governo.
Essa é provavelmente a razão de fundo do
inaceitável ataque do presidente da República, sr. Jair Bolsonaro, a este
jornal e a uma de suas jornalistas, a repórter Constança Rezende. O sr. Jair
Bolsonaro decerto não se conforma que haja quem dele discorde ou, então, que
ouse investigar os malfeitos a ele relacionados. Julga-se imune a críticas e a
dúvidas sobre seus atos por ter sido eleito por dezenas de milhões de
eleitores, como se o voto na urna o colocasse acima do bem e do mal.
Mas este jornal não se deixa intimidar por quem
quer que seja o inquilino na Presidência, a começar por aqueles que se julgam
em missão messiânica de salvação do País. O Estadoesteve ao lado dos
democratas nas principais lutas políticas brasileiras desde a Proclamação da
República, servindo-lhes de porta-voz. Foi assim, por exemplo, que o Estado enfrentou
a truculência de Getúlio Vargas, ao reivindicar o regime da lei que aquele
caudilho prometeu e afinal não respeitou. Foi assim, também que este jornal se
insurgiu contra a ditadura militar, sofrendo, em razão disso, uma feroz
censura. Nem isso fez o Estado vergar-se: no lugar das muitas notícias
censuradas, o jornal publicou poemas de Camões com sugestivas
estrofes para comunicar aos leitores a violência a que estava sendo submetido.
Assim, o Estado foi protagonista da luta que por fim restabeleceu a
democracia no País.
O comportamento do presidente da República, sr.
Jair Bolsonaro, que não se vexa de usar até mesmo informações falsas para
atacar jornalistas que considera inimigos, mostra o quão frágil é o regime
democrático e reforça a necessidade da vigilância redobrada contra a sedução do
arbítrio. É nessa difícil conjuntura, em que a hostilidade à imprensa
profissional é estimulada pelo próprio presidente da República, que o trabalho
dos jornalistas do Estado torna-se ainda mais relevante. Tendo como
norte a objetividade e atenção exclusiva aos fatos, os repórteres desta casa
sabem muito bem como enfrentar a ferocidade dos que se consideram inatacáveis.
As ameaças do sr. Jair Bolsonaro e de suas
hostes de milicianos virtuais indicam que o Estado e seus jornalistas
estão cumprindo seu dever, zelando pela tradição deste jornal de defender a
liberdade e a democracia em qualquer circunstância.
Buracos? Se vocês não os quer, vá pra Belém. Porque aqui em Zurique é uma buraqueira só.
Está aí.
A foto, mandada por leitor do Espaço Aberto, mostra um buraco que está
há mais de três meses aberto na Travessa 14 de Março, entre Diogo Moia e Oliveira
Belo.
Na esquina dessa mesma rua com a Oliveira Belo,
a Cosanpa abriu um buraco, que já foi fechado há tempos. Mas ainda não
asfaltaram a área esburacada.
Nesta terça-feira (12), motorista de Uber
contava ao repórter suas desolações.
Disse que seus prejuízos para recuperar a
suspensão do seu carro têm sido enormes. “Tenho amigos que trabalham em
Brasília e nunca tiveram problema com suspensão. Aqui em Belém, esse problema é
permanente por causa da buraqueira que a gente enfrenta nas ruas”, confessou.
Enfim, se você não quer passar por esses
atropelos, pegue um avião –ou uma canoa - e vá pra Belém.
Porque aqui em Zurique, na Suíça, é só buracos.
A intervenção federal no Rio: para o bem e para o mal
Não há saída: a intervenção federal na segurança
pública do Rio de Janeiro, encerrada no final do ano passado, transformou-se
numa vitrine – para o bem ou para o mal. O sucesso ou o malogro da iniciativa agora
é tomada como parâmetro mais ou menos seguro de avaliação sobre a eficácia do
papel da União em área afeta à administração estadual.
O mais ou
menos seguro, conforme registrado na registrado acima, deve-se às
peculiaridades inerentes a cada caso. No Rio, por exemplo, deve-se considerar
até mesmo as conformações topográficas da cidade, onde os morros abrigam
favelas que servem de moradia para populações de baixa renda em áreas urbanas
que também abrigam, majoritariamente, a classe média e expressivos contingentes
de alta - para não dizer altíssima - renda.
Até o momento, preocupam alguns números
referentes à criminalidade no Rio. Porque ganha realce a atuação efetiva – e
negativa, infelizmente – da atuação direta dos aparelhos de segurança no
combate preventivo e repressivo que vem sendo feito em áreas consideradas
críticas, em termo de violência, na segunda maior cidade do País.
Os novos números revelam que o Rio registrou
queda em boa parte dos crimes contabilizados pelas delegacias de Polícia Civil
em junho. Eis uma boa notícia. Eis a intervenção federal como parâmetro de
avaliação positiva.
Mas os homicídios decorrentes de intervenção
policial, também conhecidos como autos de resistência, tiveram uma alta de 9,2%
em relação a maio e de 59,8% na comparação com junho do ano passado. Eis uma
péssima notícia, que também põe como referência a intervenção federal.
Em junho de 2018, foram registrados 155
homicídios decorrentes de intervenção policial, contra 142 em maio e 97 em
junho do ano passado. O número é um dos maiores desde 2003 e perde apenas para
os 157 casos registrados em janeiro deste ano. Os dados são do Instituto de
Segurança Pública da Secretaria Estadual de Segurança Pública.
Registre-se que os casos de morte e lesão
corporal resultantes de ação policial não podem mais ser registrados pelas
polícias como "auto de resistência", conforme prevista na Resolução
Conjunto n° 2, de 13 de outubro de 2015. O objetivo da "abolição de
expressões genéricas, como 'autos de resistência' e 'resistência seguida de
morte' em registros policiais, boletins de ocorrência, inquéritos policiais e
notícias de crime" é "conferir transparência na elucidação de
ocorrências em que haja resultado lesão corporal ou morte decorrentes de
oposição à intervenção policial".
Mesmo assim, é fato inescapável que os
homicídios decorreram da intervenção policial. Em plena intervenção federal. E
mais: surgem agora elementos probatórios robustos indicando que suspeitos
presos pelo Exército foram torturados numa unidade militar.
Isso pode ir para a vitrine com a etiqueta de positivo?
terça-feira, 12 de março de 2019
Prisões, fotos, presidente abraçado com assassino. É tudo? Não. Estamos só no começo.
Enfim, o começo.
É só o começo.
Na foto acima (reprodução TV Globo), difundida à exaustão nas redes
sociais desde o início da manhã desta terça-feira (12), aparecem, à esquerda, Ronnie
Lessa, 48 anos, sargento reformado da PM, e à direita, o ex-PM Élcio Vieira de
Queiroz, 46 anos.
Lessa é apontado pela Polícia como executor da
vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, ambos
assassinados há um ano, no dia 14 de março de 2018, no Rio.
Élcio Vieira de Queiroz é acusado de ter sido o
motorista do veículo, um Cobalt prata.
O que já se sabe até agora, segundo revelações
da própria polícia?
Que Ronnie Lessa já foi filiado ao MDB de 1999
até 2010, segundo a base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Que um terceiro homem estava dentro do carro.
Ele também alvejou o carro que conduzia a vereadora.
Que Lessa mora no mesmo condomínio de classe
média alta que o presidente Jair Bolsonaro, o Vivendas da Barra, na Barra da
Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Que o carro usado nos
assassinatos era clonado e não foi encontrado até agora.
Que a arma usada foi uma submetralhadora MP5 9 mm.
Que os tiros foram disparados a uma distância de
2 metros.
Que a munição pertencia a um lote que havia sido vendido para a
Polícia Federal de Brasília em 2006. A polícia recuperou nove
cápsulas no local do crime.
Que a foto ao lado, em que Jair Bolsonaro e Élcio Queiroz aparecem, não é uma montagem. Não é uma
fake. É verdadeira. Foi tirada em 2011, antes da expulsão de Queiroz da PM. E
faz parte, inclusive, do material em poder da Polícia.
"Tenho
foto com milhares de policiais civis e militares, com milhares no Brasil
todo", declarou Bolsonaro.
Isso é tudo?
Não.
Como se disse na primeira linha desta postagem –
é só o começo.
Porque o final dessa história terminará com a
revelação dos mandantes. E suas prisões, é claro.
Aliás, e por falar em mandantes, o governador do
Rio, Wilson Witzel, disse que os dois presos podem
fazer uma delação premiada.
Se fizerem, aí então é que este jogo vai
começar.
Estamos ainda só na preliminar.
O ambiente político no Brasil virou o de uma terra arrasada. Com direito a "golden shower"
Não tapemos o sol com a peneira.
Ou melhor, não tentemos tapar o sol com a peneira.
E o fato é que, contra fatos, ninguém pode e nem deve brigar.
A cada hediondez que comete nas redes sociais, como o de postar vídeos pornográficos e embarcar em fake news para acusar indevidamente jornalistas, o Capitão presidente da República aponta o dedo para a Imprensa, que ele vê como entretida prazerosamente em conspirações contra seu governo.
Além de apontar o dedo para a Imprensa, o Capitão convoca seus batalhões virtuais para, aos fatos, contrapor mais fake news, mais acusações desprovidas da mínima verdade.
E assim agindo, o Capitão faz exatamente o que acusava (ou ainda acusa?) o PT de fazer: escorar-se em robôs virtuais e valer-se de guerrilheiros midiáticos, que povoam as redes sociais, para expelir mentiras e fazer girar uma pavorosa, tenebrosa e criminosa máquina de moer reputações.
Melhor faria o Capitão se, a críticas a seu governo, respondesse objetivamente com fatos que as contradissessem.
Como não consegue fazer isso, entretém-se também ele, e prazerosamente, em bate-bocas deploráveis.
E presidentes, até mesmo em homenagem ao decoro, não deveriam nunca, jamais, em tempo algum, render-se a um emocionalismo que, embrutecendo-os, acaba tornando-os escravos de clamores populares também irracionais, transformando o ambiente político numa terra de ninguém, numa terra arrasada.
É mais ou menos o ambiente que estamos vendo hoje.
Infelizmente.
Ministério Público abre investigação contra deputado do MDB
O promotor Daniel Henrique Queiroz de Azevedo instaurou inquérito civil público para apurar “possíveis irregularidades” que teriam sido cometidas pelo deputado Wanderlan Quaresma (MDB) - na imagem - quando ele ainda exercia o mandato de vereador de Belém.
O Ministério Púbico vai debruçar-se, especificamente, sobre as suspeita de que Wanderlan estaria utilizando funcionários das secretaria municipais para trabalharem em sua clínica, La Fertile, “sendo pagos com dinheiro público”.
O Espaço Aberto tentou ouvir o deputado, mas não consegui.
Para ler mais detalhes, clique aqui para acessar o portal de O Estado Net e a notícia assinada pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto.
Acusados de derrubar florestas nativas em Santarém são condenados a recuperar a área degradada
A Madesa Madeireira Santarém Ltda. e seu sócio Luiz Fernando Ungenheuer foram condenados pela Justiça Federal a recuperar uma área degradada em decorrência de derrubadas ilegais de florestas nativas dentro do assentamento Corta Corda e outras áreas públicas, no município de Santarém, na região oeste do Pará.
Em sentença (clique neste link para ver a íntegra) assinada na sexta-feira, 8 de março, o juiz federal Érico Rodrigo Freitas Pinheiro, da 2ª Vara da Subseção de Santarém, fixou o prazo de 30 dias para que seja apresentado um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas para aprovação do órgão ambiental competente, assinado por profissional habilitado, com anotação de responsabilidade técnica (ART) e cronograma de execução com prazos específicos para cada fase prevista. Após sua aprovação, o plano deverá ser executado nos prazos que autoridade ambiental indicar.
Ao propor a ação, em fevereiro de 2016, o Ministério Público Federal apresentou 12 autos de infração do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que fiscalizou a empresa em 2014 e encontrou indícios de várias fraudes.
De acordo com o MPF, os acusados inseriram dados falsos no Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais), criando movimentação fictícia de madeira, para acobertar a comercialização do produto de origem ilegal. O total de madeira ilegal movimentada ultrapassou os 20 mil metros cúbicos, equivalente a cerca de 500 caminhões carregados de toras. A madeira comercializada ilegalmente era das espécies mais lucrativas, como maçaranduba e ipê.
Em suas contestações, a Madesa e Luiz Fernando Ungenheuer fizeram um histórico quanto ao exercício da atividade madeireira e suas dificuldades, alegando que houve erro tanto no preenchimento de documentos analisados pelo Ibama como na medição do volume de madeira objeto de autuação.
Fraudes - O juiz destacou que os réus utilizaram expediente fraudulento para tentar viabilizar exploração irregular de madeira em área de domínio público, chegando a protocolar-se, em nome de Luiz Ungenheuer, familiares e funcionários, processos de regularização fundiária fracionados, com a intenção de afastar a incidência da disposição constitucional que atribui competência ao Congresso Nacional para aprovar alienação ou concessão de terras públicas com área superior a 2.500 hectares. “Ou seja, havia pretensão de exploração florestal em área superior a 2.500ha, mas adotou-se estratégia para burlar a necessidade de aprovação legislativa da concessão da área pública respectiva”, complementa a sentença.
Para o magistrado, a maior parte dos ilícitos decorreu da atuação do proprietário da madeireira. Quanto a uma funcionária da empresa, a sentença considerou que “suas condutas decorrem de obediência hierárquica ao seu patrão, sendo que a autoria deve ser imputada somente a este e à sociedade beneficiária do ilícito.” Érico Pinheiro ressaltou, inclusive, que durante as tratativas conciliatórias, os próprios réus insistiram para que a funcionária não fosse responsabilizada.
“Nestes termos, com a demonstração de ocorrência do dano ambiental, bem como de sua responsabilidade, deve o requerido ser condenado a promover a devida recuperação, bem como a indenizar o prejuízo causado ao meio ambiente, considerando que, mesmo com a atividade reparatória, jamais o meio ambiente atingido retornará às condições anteriores”, fundamentou o juiz. O valor relativo à indenização será apurado no momento da liquidação da sentença.
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Processo nº 0000536-18.2016.4.01.3902 – 2ª Vara (Subseção de Santarém)
segunda-feira, 11 de março de 2019
Que sonho, gente, estarmos vivendo num país assim!
E viva "nóis", gente".
Viva a "nova política".
Viva esse heroico povo brasileiro, que, ao votar em outubro, optou pelo fim do fisiologismo, pelo fim do toma lá dá cá, pelo fim dos "vícios" que maculam a política brasileira há cinco séculos, desde que o Brasil é Brasil.
O resultado é isso aí.
Que satisfação, que prazer, que sonho vermos este País tão renovado, tão revigorado, tão afastado de práticas antigas, tão apegado à ordem unida e tão uniforme, com meninos vestindo azul e meninas vestindo rosa, sem laranjais, sem interferências externas nefastas, com um presidente sereno, ponderado e fiel ao decoro do cargo que ocupa.
É inacreditável que, em menos de três meses, este País tenha virado o país dos nossos sonhos!
Nem acredito isso.
Sem brinca!
É quando a noite chega que o Capitão cai no golden shower e nas fake news
É quando a noite vem, ao que parece, que as
teorias conspiratórias e a sede de expor cenas de golden shower se apoderam do Capitão.
Na última terça-feira (05) à noite, quando o
país inteiro – ou quase isso – já estava dormindo, começando a se refazer da
ressaca do Carnaval, o Capitão foi para o Twitter e divulgou aquele vídeo
pornográfico-escatológico-abjeto-obsceno.
Neste domingo, por volta das 20h, quando o país
inteiro – ou quase isso – já estava se recolhendo para restaurar as forças e
acordar para o batente de
segunda-feira, o Capitão, sempre ele, foi para o Twitter e, desta vez, ajudou a
disseminar uma odiosa fake news, atribuindo
a uma jornalista do Estado a declaração de que teria
“intenção” de “arruinar Flávio Bolsonaro e o governo”.
A suposta declaração, que aparece entre aspas no
título do texto do Terça Livre, um site conservador que apoia o governo
do Capitão, foi atribuída à repórter Constança Rezende. A frase teria sido
dita, segundo “denúncia” de um jornalista francês citado pelo Terça Livre,
em uma conversa gravada em que a repórter fala da cobertura jornalística das
movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-motorista do senador Flávio
Bolsonaro (PSL-RJ).
A gravação do diálogo, porém, mostra que
Constança em nenhum momento fala em “intenção” de arruinar o governo ou o
presidente. A conversa, em inglês, tem frases truncadas e com pausas. Só
trechos selecionados foram divulgados. Em um deles, a repórter avalia que “o
caso pode comprometer” e “está arruinando Bolsonaro”, mas não relaciona seu
trabalho a nenhuma intenção nesse sentido.
Enquanto o Capitão publica vídeo pornô e propaga
mentiras, a reforma da Previdência, que precisa ser esclarecida, explicada e
traduzida para o brasileiro, numa tentativa de convencê-lo de que as mudanças
no sistema previdenciário são mesmo necessárias, fica em segundo plano.
Ou em terceiro, sabe-se lá.
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