terça-feira, 4 de dezembro de 2012

TRF suspende ação contra Curió por sequestro na ditadura


Do UOL

O desembargador Olindo Herculano de Menezes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (Brasília), aceitou pedido liminar para suspender uma ação penal contra o coronel da reserva Sebastião Rodrigues Curió, 77.
Ele é acusado de ter cometido o sequestro e cárcere privado de cinco militantes de esquerda em 1974, durante a Guerrilha do Araguaia.
A ação contra Curió foi aberta em agosto deste ano pela Justiça Federal em Marabá (685 km de Belém).
Também responde à ação o tenente-coronel da reserva Lício Maciel, 82.
Ambos participaram da repressão ao grupo armado do PC do B que atuou na divisa dos Estados de Tocantins (na época Goiás), Pará e Maranhão de 1972 a 1975.
Em março, uma ação contra Curió já havia sido rejeitada, mas o Ministério Público Federal recorreu e conseguiu mudar a decisão.
De acordo com a Procuradoria, essa é uma ação inédita contra um militar por crimes que teriam ocorrido durante a ditadura.
A defesa do coronel então recorreu ao TRF com um habeas corpus, argumentando que a Lei da Anistia não permite a abertura de uma ação do tipo. Além disso, os crimes já teriam prescritos.
Em sua liminar, Herculano de Menezes rebateu o argumento do Ministério Público de que o caso deve ser investigado em uma ação penal já que a Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Brasil, em 2010, por não ter investigado a morte de 62 pessoas durante a guerrilha
"A investigação tem o sentido apenas de propiciar o conhecimento da verdade histórica, para todas as gerações, de ontem e de hoje, o que não se submete a prazos de prescrição", afirma o desembargador, na decisão tomada no dia 15 de novembro e publicada semana passada no "Diário Oficial".
Menezes, no entanto, entendeu que a questão deve ser analisada pela 4ª Turma do TRF e, por isso, concedeu apenas uma liminar para suspender a ação.

Braço de ferro no Cairo


O povo egípcio volta a preocupar o mundo em mais um drama doméstico. Recentemente, o país se encheu de esperança, na chamada Primavera Árabe, quando os egípcios se rebelaram e conseguiram a custa de muito sangue, enfrentar a brutalidade da polícia, das forças armadas e derrubar a ditadura do tirano Hosni Mubarak. O Egito foi muito afetado pela vivência de passadas revoluções, que permanecem surpreendentemente atuais, e são. O período hoje é diferente. A terra dos faraós passa por um processo de conspiração às avessas, ou seja, aqueles que assumiram o país com o aval do povo, fazem de um tudo para que volte a ficar como estava.
Hoje, as coisas já não são vistas de modo tão simples. A alegria manifestada na Praça Tahrir parece ter afetado os humores do povo. A labilidade da população alterna momentos de euforia e de tristeza. Domingo, 25, um jovem islamita foi assassinado perante um escritório da Irmandade Muçulmana em Damanhur, no delta do Nilo, e dezenas de pessoas ficaram feridas em meio a turbulência e protestos contra as novas ampliações dos poderes ditatoriais que se atribuiu o novo presidente do Egito, Mohamed Mursi. Há uma verdadeira queda de braço no Cairo no confronto com defensores de Mursi.
O presidente fortalecido pelo sucesso da mediação em Gaza e aparente respaldo pelos Estados Unidos, anunciou um “ato institucional”. Destituiu o procurador-geral da época de Mubarak e ordenou novo julgamento dos funcionários absolvidos do regime deposto. Além disso, proibiu o Judiciário de revogar seus atos desde a posse até a eleição de novo Parlamento, bem como de dissolver o Senado e a Constituinte, onde a Irmandade Muçulmana tem maioria. E prorrogou o prazo da Constituinte para terminar seus trabalhos de 5 de dezembro para 5 de fevereiro.
No efervescente Cairo, manifestantes ocupam a Praça Tahrir, e o presidente Mursi disse que os poderes especiais que assumiu por decreto são temporários (só os néscios acreditam), e convocou o país para um “diálogo democrático”. Segundo o governo reafirma, a natureza temporária destas medidas é para se evitar qualquer tentativa de questionar ou acabar com instituições eleitas democraticamente: a Câmara Alta do Parlamento e a Assembleia Constituinte (porém, sem perder a ternura).
Trata-se sem sombra de dúvidas de uma conspiração que provocou confrontos no Cairo, que começaram semana passada nas adjacências da Praça Tahrir, e foram também retomados nos arredores da embaixada americana com artefatos de madeira, pedras e bombas de fabricação caseira.
Essa crise é a mais grave desde a eleição de Mursi, que dirige o país mais populoso do mundo árabe com 83 milhões de habitantes.
A cada dia crescem os incidentes e protestos no Cairo e continuam com novos choques registrados entre policiais e manifestantes. Neste contexto, duas altas instâncias judiciais denunciaram os superpoderes ditatoriais do mandatário. Juízes entraram em greve para que se reveja a situação. Milhares de advogados em protesto participaram de passeata no Cairo.
 Os protestos já duram mais de dez dias e envolve mais de 10 mil manifestantes. O Egito não merece passar por mais uma ditadura. Um estabelecimento comercial que fica a duas quadras da Praça Tahrir, o Café Riche, ponto de encontro de intelectuais, artistas e estudantes é o santuário dos observadores da vida pública do Egito e viu sua Primavera surgir, continua como a vanguarda do Nilo.

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Sergio Barra é médico e professor
E-mail: sergiobarra9@gmail.com

O que ele disse

"Se não tiver prisão imediata como requerida pelo Ministério Público, o meu horizonte para cumprimento dessa decisão é bem mais longo, talvez 2014, ou bem depois, porque o nosso sistema processual prevê esses recursos"
Roberto Gurgel, procurador-geral da República, ao defender a prisão imediata dos réus condenados pelo Supremo Tribunal Federal no processo do mensalão.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Um olhar pela lente


Mosqueiro.
No Pará.
A foto é de Vitor Martins.

Juízes vão ao STF questionar reforma da Previdência

Do Consultor Jurídico

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) ajuizaram, no Supremo Tribunal Federal, Ação Direta de Inconstitucionalidade em que contestam a validade da Emenda Constitucional 41/2003, chamada de Reforma da Previdência 2, que autorizou a instituição da previdência complementar privada dos servidores públicos, o Fundo de Pensão do Servidores Públicos Federais do Judiciário (Funpresp-Jud) — Lei 12.618/2012.
A ação tem como base o julgamento da Ação Penal 470, processo do mensalão, no Supremo, que considerou que a aprovação da Emenda Constitucional é resultado de corrupção. Com isso, segundo as associações, a redação dada pela EC 41/2003, padece de vício de inconstitucionalidade formal, decorrente da violação ao artigo 1º, parágrafo único, porque não houve a efetiva expressão da vontade do povo por meio dos seus representantes na votação da PEC. Além deste, a ADI cita outros vícios, como a violação ao artigo 5º, LV, porque o processo legislativo, que integra o devido processo legal, foi fraudado por meio de conduta criminosa.
“Afinal, ainda que a Corte tenha reconhecido apenas a prática do crime de corrupção no processo legislativo que resultou na promulgação da EC 41/2003, dúvida não pode haver que a conduta ocorrida subsume-se à hipótese de um dos “crimes contra o livre exercício dos poderes constitucionais”, qual seja o previsto no artigo 6º, item 2, da Lei 1.079 (“usar de violência ou ameaça contra algum representante da Nação para afastá-lo da Câmara a que pertença ou para coagi-lo no modo de exercer o seu mandato bem como conseguir ou tentar conseguir o mesmo objetivo mediante suborno ou outras formas de corrupção”), dai resultando a prova da inconstitucionalidade".
A ADI afirma também que seria necessária lei complementar prevista anteriormente para o fim da instituição da previdência complementar. “Sem a edição de uma lei complementar especial para disciplinar a previdência complementar de natureza pública, haverá uma grande insegurança jurídica na criação das dezenas ou centenas de entidades de previdência complementar pela União, Estados e Municípios, diante da incerteza sobre quais normas atualmente existentes — pertinentes à previdência complementar de natureza privada — seriam aplicáveis ou não ao regime de previdência complementar de natureza pública”.
De acordo com a ação, ainda que pudesse ser autorizada a instituição de entidade de previdência complementar para os servidores públicos, por lei de iniciativa do Poder Executivo tal entidade não poderia alcançar a magistratura, pois é de competência do STF a iniciativa de lei complementar que disporá sobre a previdência dos magistrados.
Além disso, segundo as associações, a Lei 12.618/2012 não observou a exigência contida no parágrafo 15 do artigo 40 da Constituição Federal de que a previdência complementar seria instituída por “intermédio de entidades fechadas ..., de natureza pública”, já que autorizou a criação de uma entidade de previdência complementar com nítido caráter de natureza privada.
Para a AMB e a Anamatra, o acolhimento desses fundamentos inviabiliza a instituição da previdência complementar aos membros da magistratura, pelo menos até que seja editada uma lei complementar de iniciativa do STF, ou editada uma lei complementar especial para dispor sobre a previdência complementar de natureza pública. “Ou ainda, com base no princípio da eventualidade, uma lei ordinária que efetivamente preveja a criação de uma entidade de previdência complementar de natureza pública e não privada”.
Leia aqui a íntegra da ADI

Charge - William


Aliança não implica submissão, diz líder do PMDB

Aliados sim. Lacaios não.
Parceiros eventuais sim. Subservientes não.
É assim que o deputado Parsifal Pontes (PMDB) defende o direito de seu partido apresentar uma candidatura própria, a de Martinho Carmona, para disputar a presidência da Assembleia Legislativa. A "autonomia", digamos assim, peemedebista pode até colocar em risco a aliança entre os tucanos e o partido de Jader Barbalho, conforme já assegurou ao blog uma qualificada fonte tucana.
"Dois anos antes da campanha de 2010, eu deixava clara a dificuldade de seguir com Ana Júlia, pois o seu governo confundia aliança com submissão. Ser aliado não é se submeter aos interesses partidários do governo. Alianças não anulam personalidades. Um partido que se deixa manejar por outro não cresce e não ocupa espaço político para interferir, de forma legítima, na agenda governamental", diz o parlamentar, numa postagem em seu blog intitulada O cavaleiro da triste figura.
Parsifal deixa claro que seu posicionamento sobre esse assunto não expressa, necessariamente, o de seu partido. E muito menos externa sua posição como líder do PMDB na Assembleia Legislativa, mas o "pensamento de um filiado que envelhece no PMDB e julga saber o custo da construção partidária".
Ele lembra que na eleição para o primeiro biênio da Mesa da Assembleia, o PMDB, atendendo a um pedido do próprio governador Simão Jatene, aceitoi em retirar a candidatura do deputado Martinho Carmona para apoiar a do tucano Manoel Pioneiro, que acabou sendo eleito.
"O PMDB não se comprometeu a repetir o gesto no 2º biênio. Ao contrário, acalentou a expectativa de ver retribuída a genuflexão. Mas gentileza não é obrigação e se o PSDB, considerando os seus interesses partidários, conclui que não abre mão da Mesa, o PMDB, ao apresentar concorrente, age sob legitimidade idêntica", reforça Parsifal.

Clique aqui para ler a íntegra da postagem no blog do deputado.

Candidatos submetem gráficas ao pinga-pinga

Gráficas de Belém - várias - ainda se encontram naquele período de pinga-pinga que sobrevém a cada eleição.
O pinga-pinga, fique bem claro, refere-se à grana que vai para os cofres das empresas, provinda de candidatos que disputaram o último pleito.
As dívidas de campanha estão aí, pendentes. Os pagamentos pelos serviços gráficos têm sido feitos, digamos, em módicas parcelas, muito embora os distintos, quando pediram doações financeiras, tenham recebido a dinheirama de uma vez só.
Está certo que a ajuda financeira à maioria - para não dizer a quase totalidade - dos que disputaram o pleito deste ano, sobretudo para as câmaras municipais, foi das mais vasqueiras, das mais minguantes em relação à campanha de 2008.
Mesmo assim, as gráficas precisariam de maior rapidez para receber o pagamento pelos serviços que prestaram.
Como sabem que não adianta pressionar, contentam-se com o pinga-pinga.
Mas há um detalhe que se vincula diretamente às dívidas ainda não saldadas: é que os candidatos têm prazos para prestar contas à Justiça Eleitoral. E as receitas, como vocês sabem, devem bater com as despesas.
Do contrário, é rolo na certa para os que não observarem os prazos eleitorais.

Clubes estendem o chapéu ao Poder Público

De um Anônimo, sobre a postagem Por que exceções legais apenas para Remo e Paysandu?:


De acordo. O poder público não deve socorrer associações esportivas privadas.
Os clubes devem investir na própria imagem e profissionalizar suas gestões, tornando-as capitalistas eficientes. Por exemplo: imaginemos que Remo e Paysandu tenham cerca de 30.000 torcedores, cada um, pertencentes às classes médias altas. Os clubes poderiam vender produtos específicos para tais torcedores mais abonados ou lhes oferecer pacotes (ingressos para jogos somados ao recebimento de camisas, etc.).
O que prevalece, todavia, é o chapéu estendido na direção do Poder Público.

Funai é alvo de pressões externas, diz Lira Maia

O deputado federal Lira Maia (DEM-PA) diz que a Fundação Nacional do Índio (Funai) atua sob pressões de organismos internacionais para demarcar terras indígenas.
Essa distorção, segundo o parlamentar, agrava as tensões e potencializa conflitos.
Maia falou na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputado, que recebeu o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo para discutir a demarcação e a desocupação de áreas indígenas no Brasil.
Assista no vídeo abaixo.

O que ele disse


"A natureza não se defende; ela se vinga."

"Metade da humanidade passa fome. A outra metade faz regime."

"Em economia, é fácil explicar o passado. Mais fácil ainda é predizer o futuro. Difícil é entender o presente."

"Não há soluções políticas para problemas econômicos."

"Você só consegue explicar aquilo que entendeu."

"Quando os preços sobem é inflação; quando descem é promoção."

Em economia, é fácil explicar o passado. Mais fácil ainda é predizer o futuro. Difícil é entender o presente.

"A gestão da economia tem apenas dois problemas: quando as políticas fracassam e quando as medidas funcionam."

Joelmir Beting, o jornalista e mestre incomparável em traduzir o economês para o português, que morreu ontem, aos 75 anos de idade.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Maria Gadu - Lanterna dos Afogados

Justiça Federal de todo o país terá videoconferência

O ministro João Otávio de Noronha, corregedor-geral da Justiça Federal, anunciou esta semana, em Porto Alegre, a adoção do sistema de videoconferência desenvolvido pela Justiça Federal da 4ª Região em todo o Judiciário Federal do país. O ministro garantiu que até fevereiro de 2013 deve ser aprovada a Resolução que determina a utilização do chamado “Projeto XXI”. O sistema utiliza equipamentos de videoconferência nas audiências, substituindo a expedição das cartas precatórias.
A decisão foi tomada na reunião do Fórum Permanente de Corregedores da Justiça Federal brasileira, que aconteceu na sede do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. “Vamos normatizar a implantação do sistema em toda a Justiça Federal do país”, revelou o ministro.
Noronha esteve na sede da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul e assistiu pessoalmente a uma audiência na 1ª Vara Federal Criminal de Porto Alegre com o novo sistema. Ele esteve acompanhado da presidente do TRF-4, desembargadora federal Marga Inge Barth Tessler; do diretor do Foro da Justiça Federal do RS (JFRS), juiz federal Eduardo Tonetto Picarelli; e dos corregedores regionais dos TRFs do Brasil. O projeto-piloto foi desenvolvido nesta vara, pelo juiz federal titular, José Paulo Baltazar Junior.
“Acompanhei na prática a eficiência do sistema que proporciona uma redução de custos, tempo e aceleração da coleta da prova e facilidade para o feito”, analisou o ministro. Ele assistiu uma audiência criminal onde, de Porto Alegre, estavam sendo ouvidas testemunhas do Rio de Janeiro. O sistema também possibilitou que a defesa do processo questionasse a testemunha do Rio de Janeiro, direto do Juizado Especial Federal Avançado (JEFA) de Alegrete (RS), economizando o custo com viagem para a parte.
Com o uso de equipamentos de áudio e vídeo conectados à internet, os juízes federais da 4ª Região podem inquirir diretamente testemunhas e réus. Pelo sistema tradicional, seria necessário transferir a tarefa a outro magistrado, sem vínculo com o processo, por meio de carta precatória. Para o idealizador do projeto, Baltazar Junior, “o grande beneficiado é o jurisdicionado, porque o processo tramita mais rápido, se evita a prescrição, que acontecia muito com o cumprimento das cartas precatórias, e ganha-se com a concentração dos atos processuais em uma só audiência”. O juiz também ressalta a importância do sistema para a otimização de recursos humanos da Justiça.
Audiências virtuais
Atualmente, o sistema de videoconferência já funciona nas varas federais criminais das três capitais da Região Sul e de Foz do Iguaçu (PR), que não recebem mais cartas precatórias para tomadas de depoimentos de testemunhas e partes em processos que tramitam em outras Subseções Judiciárias. No interior dos três estados do Sul, o uso do sistema ainda é facultativo, de acordo a disponibilidade de equipamentos de áudio e vídeo já instalados.
A previsão é que até julho de 2013 todas as varas da Justiça Federal da 4ª Região estejam equipadas. “Já estamos em processo de licitação para compra dos equipamentos”, garantiu Baltazar Junior.
A proposta de Resolução para implantação do sistema da 4ª Região em todo o Judiciário Federal já está concluída e deve ser aprovada até fevereiro de 2013. Em setembro deste ano, uma comissão de magistrados e servidores do Conselho da Justiça Federal esteve em Porto Alegre para colher subsídios sobre projeto da JFRS.

Charge - Aroeira


Jornalistas e artistas lamentam morte de Joelmir Beting

No G1

Artistas e jornalistas publicaram mensagens em redes sociais e divulgaram notas para lamentar a morte do jornalista Joelmir Beting,que morreu no início desta madrugada (29) em São Paulo, aos 75 anos.
Ele estava internado desde o dia 22 de outubro no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e, no domingo (25), sofreu um acidente vascular encefálico hemorrágico (AVE). Nesta quarta-feira (28), o hospital Albert Einstein informou que o jornalista estava em coma irreversível.
Veja a repercussão:
Mauro Beting - filho de Joelmir, o jornalista leu uma carta em homenagem ao pai em que destacou que ele foi "o melhor pai que um jornalista pode ser e o melhor jornalista que um filho pode ter como pai."
Miriam Leitão - a jornalista deixou sua mensagem no twitter: "Joelmir Beting tirou o jornalismo econômico da linguagem difícil de entender. Foi pioneiro. Mostrou o caminho de escrever e falar claro."
Milton Jung - o jornalista da rádio CBN relatou sua tristeza no twitter: "Lágrimas por Joelmir Beting, que morreu nesta madrugada, aos 75 anos."
Hernán Barcos - jogador do Palmeiras também deixou sua mensagem no twitter: "Peço a toda torcida do Palmeiras que se una em fuerza de orções para Deus confortar lá família de Joelmir Beting."
Milton Neves - jornalista escreveu em seu blog oficial uma mesnagem para Joelmir: "O Brasil perdeu no início da madrugada desta quinta-feira, 29 de novembro de 2012, um dos maiores jornalistas do país."
Gloria Perez - dramaturga, comentou a morte pelo twitter : "Morre Joelmir Beting, o “mago” do jornalismo brasileiro."
Leda Nagle - jornalista também se manifestou pelo twitter:" Vai fazer falta enorme! Grande profissional!"
Gilberto Kassab - Em nota, o prefeito de São Paulo lamentou a morte de Beting e afirmou que ele foi um dos responsáveis pelas transformações positivas do jornalismo brasileiro nas últimas décadas. "Seu estilo direto e didático possibilitou que a economia pudesse ser entendida por uma grande parcela da sociedade, deixando de ser privilégio dos especialistas."
Andrea Matarazzo - o vereador eleito de São Paulo comentou a morte no twitter: "Triste perda a do Jornalista e economista Joelmir Betting. Joelmir traduziu a economia para uma linguagem fácil e acessível."
Astrid Fontenelle - a apresentadora agradeceu pela linguagem simples do jornalista para falar de temas econômicos: "Joelmir Betting...obrigada por tantas vezes ter me ajudado a entender o economês."
Paulo Cesar Pereio - O ator também lamentou a morte do jornalista: "O mundo ficou um pouco mais pobre: Joelmir Beting já é história."
Gilberto Gil - O cantor também postou sua homenagem no twitter: "Em economia, é fácil explicar o passado. Mais fácil ainda é predizer o futuro. Difícil é entender o presente." Joelmir Beting in memoriam.
Britto Jr - O jornalista e apresentador postou seu comentário no twitter: "Joelmir Betting, o jornalista que traduziu o 'economês' para a linguagem popular. Todos entendiam suas análises, mesmo na época dos pacotes."
Helena Chagas - A ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República emitiu nota em que chama Beting de "mestre". "Três qualidades se destacaram na vida de Joelmir: credibilidade, seriedade e simplicidade. Há ainda outra: pioneirismo. Ele foi o primeiro a ter uma coluna em jornal, onde a economia era tratada de maneira simples e didática (...) Foi o primeiro, também, a levar para a TV e o rádio esta mesma maneira de falar sobre economia."
Aldo Rebelo - o ministro dos Esportes também ressaltou a maneira didática com que Beting falava de economia, "Sem falar em seus textos brilhantes para a imprensa escrita. Ninguém como ele nutria uma notável paixão pelo futebol e pelo nosso eterno Palmeiras. A sociedade, a imprensa e o país perdem um grande homem: sério, digno, honrado e inestimável jornalista, pai e torcedor."

Charge - Thomate


Eleição na Alepa põe aliança PSDB-PMDB no fio da navalha

A formação de um bloco partidário entre PT e PMDB para a eleição da nova Mesa da Assembleia Legislativa do Estado tem tudo para deixar no fio da navalha a aliança que ainda mantêm juntos, desde o início de 2011, o PSDB do governador tucano Simão Jatene e os peemedebistas que têm como liderança maior, no Pará, o senador Jader Barbalho.
Um tucano de alta plumagem, que transita livremente nos bastidores do Palácio dos Despachos e dispõe de informações que lhe permitem fazer seguras projeções sobre o futuro próximo na política paraense, admitiu ao Espaço Aberto, ontem à tarde, que não se descarta nem mesmo a possibilidade de rompimento da aliança entre PSDB e PMDB, caso o peemedebista Martinho Carmona seja eleito para a sucessão do tucano Manoel Pioneiro na presidência da Assembleia.
"O governador Simão Jatene não é a governadora Ana Júlia. Não é mesmo. E a diferença não está apenas no fato de que ele é homem e ela, mulher. E muito menos no fato de que ele é careca e ela, não. Por isso, se o Jader pensa que ele o PMDB vão fazer com o Jatene o mesmo que foi feito com a Ana Júlia, está muito enganado. Se o Jader está pensando que o PMDB vai chupar a laranja e jogar o bagaço, quando não lhe interessar mais integrar o governo, também está muito enganado", disse o tucano o blog.
A fonte qualificada do PSDB considera que, uma vez selada a aliança entre o PT e o PMDB, os tucanos não farão mais quaisquer gestões para negociar com petistas e peemedebistas, tentando sensibilizá-los para uma composição em apoio à chapa de Megale. Mas o PSDB considera que a possibilidade de o tucano se eleger ainda estão completamente viáveis, uma vez que, se é verdade que 16 votos passam a ser cativos do bloco PMDB-PT, ainda sobram 25 deputados com os quais o tucano poderá conversar, na tentativa de compor uma chapa que venha a ser competitiva e vitoriosa.
O tucano que conversou com o Espaço Aberto entende como totalmente despropositada a avaliação de que a eleição de um representante do PSDB para presidir a Mesa, em sucessão ao também tucano Pioneiro, significaria a consolidação de um poder hegemônico no Estado, uma vez que o prefeito eleito de Belém, Zenaldo Coutinho, é do PSDB, o mesmo acontecendo, provavelmente, com o futuro presidente da Câmara Municipal.

Vitória legítima
"Esse pessoal tem que compreender que o PSDB ganhou as eleições de 2010 para o governo do Estado. E ganhou legitimamente. Pergunte ao Jader se ele, quando era governador, abriu mão de ter como presidente da Assembleia alguém que não fosse do PMDB. Inclusive, no primeiro mandato dele como governador, em 1982, o presidente da Assembleia Legislativa era ninguém menos que o então deputado Lucival Barbalho, tio do Jader", lembra o tucano.
Ele ressalta ainda que a opção de PMDB em apresentar candidato próprio para a eleição da Mesa não decorreu de qualquer resistência a propostas de negociação com Megale. "Isso não aconteceu, até porque o Megale nem sequer chegou a ser procurado pelo PMDB. Eles simplesmente manifestaram, desde o primeiro momento, a intenção em sair com candidato próprio", complementa a fonte do PSDB.
Uma eventual vitória de Carmona para presidente da Assembleia, segundo o tucano, dificilmente será tratada pelo governo do Estado como um evento político isolado, portanto desligado, desvinculado de um contexto mais amplo, incluindo a própria aliança que mantém, por enquanto, PSDB e PMDB como aliados na administração do Estado.
"Se isso acontecer, eu repito o que já disse: o Jatene não é a Ana Júlia. E o PMDB não pode nem pensar na hipótese de fazer agora, novamente, o que fez com ela: permaneceu no governo enquanto lhe interessou e depois, quando não lhe interessava mais, pulou fora", arrematou o tucano.

"Há um país debaixo de nosso país"

"Há um país debaixo de nosso país. Um país subterrâneo, que funciona como uma espécie de máquina que se alimenta da energia que a superfície produz. Há uma imensa colônica de cupins roendo a superfície e impedindo qualquer avanço da coisa pública".
A conclusão, o diagnóstico, a sentença é de Arnaldo Jabor, em seu comentário para a Rede CBN.
É inevitável deixarmos de compartilhar da opinião de Jabor, diante dessas novas revelações que brotam dos porões, do país subterrâneo, da imensa colônia de cupins que corroi conceitos éticos indispensáveis para preservar a higidez da coisa pública.
Ouçam abaixo.
Ouçam Jabor.


Se não dá para segurar, que venha o Felipão


Então, é assim.
Felipão volta à seleção.
Com todo o respeito às excelências do treinador, com todo o respeito à sua biografia, com o máximo respeito à sua trajetória de técnico, que inclui a conquista do pentacampeonato pelo Brasil.
Mas o certo é que Mano Menezes deveria ter ficado.
Esse pessoal da CBF não sabe o que faz.
A forma como Mano foi dispensado é indigna.
É coisa de uma entidade como a CBF, que, ela sim, deveria ser substituída, reformada, melhorada, higienizada em tudo, inclusive nas suas concepções.
Tomara que Felipão tenha êxito, porque o êxito dele será, forçosamente, o êxito da seleção brasileira na Copa de 2014.
Mas nada justifica a substituição de Mano, que não vinha fazendo revoluções e nem inovações inauditas, mas vinha dando sequência a um trabalho que sinalizava bons resultado.
Mas, que venha Felipão.

Só 47 senadores aceitam pagar imposto devido

Do Congresso em Foco

O Senado divulgou a lista de senadores que, depois de cinco anos de inadimplência, resolveram pagar do próprio bolso o imposto de renda incidente sobre os 14º e 15º salários percebidos “a título de ajuda de custo”. Com salário mensal de R$ 26,7 mil, 36 dos que estão em exercício decidiram repassar ao contribuinte os custos do benefício, depois que projeto de resolução aprovado na semana passada ofereceu a opção. A matéria determina que a Casa custeie a dívida, definindo a possibilidade de contestação judicial que, na hipótese de decisão favorável, resultará em devolução dos valores aos cofres da instituição.
Ao todo, R$ 5.043.141,43 foram recolhidos à Receita Federal, em tributação retroativa aos últimos cinco anos, em nome de 119 senadores que optaram por não custear pessoalmente o benefício. “O Senado Federal, em estrito atendimento ao art. 4º do Ato da Comissão Diretora nº 14/12, ratificado pela Resolução nº 58/12, na condição de responsável tributário, realizou hoje (27), junto à Receita Federal, o recolhimento do imposto de renda incidente sobre os valores percebidos pelos Senadores a título de ajuda de custo no período de 2007 a 2011”, diz trecho da nota veiculada no Blog do Senado.
O prazo para manifestação, por parte de senadores, de quem prefere restituir individualmente os valores à Receita Federal foi encerrado ontem (segunda, 26). Mas, segundo informações obtidas há pouco pela reportagem, ainda há senadores que não formalizaram a opção à Diretoria Geral do Senado.
Confira abaixo a lista dos senadores que pagaram a conta por iniciativa própria:

Aécio Neves (PSDB-MG)
Alfredo Nascimento (PR-AM)
Aloizio Mercadante (PT-SP, atual ministro da Educação)
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)
Alvaro Dias (PSDB-PR)
Ana Amélia (PP-RS)
Ana Rita Esgario (PT-ES)
Armando Monteiro (PTB-PE)
Blairo Maggi (PR-MT)
Casildo Maldaner (PMDB-SC)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cícero Lucena (PSDB-PB)
Clésio Andrade (PMDB-MG)
Cyro Miranda (PSDB-GO)
Edison Lobão (PMDB-MA, atual ministro de Minas e Energia)
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Gim Argello (PTB-DF)
Gleisi Hoffmann (PT-PR, atual ministra-chefe da Casa Civil)
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
João Tenório (ex-senador pelo PSDB alagoano)
José Agripino (DEM-RN)
José Pimentel (PT-CE)
José Sarney (PMDB-AP)
Kátia Abreu (PSD-TO)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC)
Marco Antonio Costa (PSD-TO, suplente de Kátia Abreu)
Marco Maciel (ex-senador pelo DEM de Pernambuco)
Marina Silva (ex-senadora pelo PV do Acre)
Marta Suplicy (PT-SP, atual ministra da Cultura)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Pedro Simon (PMDB-RS)
Pedro Taques (PDT-MT)
Randolfe Rodrigues (Psol-AP)
Regis Fichtner (PMDB-RJ, atual secretário da Casa Civil do Estado do Rio de Janeiro)
Ricardo Ferraço (PMDB-ES)
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
Sérgio Souza (PMDB-PR, suplente da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
Vital do Rêgo (PMDB-PB)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Walter Pinheiro (PT-BA)
Wellington Dias (PT-PI)

Viva Joaquim Barbosa, o objetivo. Viva!

"Ministro Marco Aurélio, eu adoro a objetividade. Detesto a repetição de procedimentos e perda de tempo".
É o ministro-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa - a quem a temperança nem sempre acode - dando uma nobre lição, reconheça-se, a seus colegas.
É como aqui já se disse várias vezes: falta objetividade, falta menos lero-lero, falta menos falatório, falta menos eloquência no augusto Supremo, na augusta Corte Máxima.
É como, outra vez, aqui já se disse: se o Supremo falasse menos, inclusive, sobretudo e principalmente em questões óbvias, o Supremo julgaria mais.
Mas não: o Supremo é o campeão de repetição de procedimentos.
O Supremo fala demais.
O Supremo sempre é protagonista de espetaculosos falatórios.
O Supremo abusa do "supremês".
E no Supremo, reconheça-se por justiça, um dos mais objetivos é o ministro Joaquim Barbosa.
Ontem, inclusive, ele foi tão objetivo que até se esqueceu de colher o voto de ninguém menos do que o decano da Corte, Celso de Mello.
Mas releve-se esse senão.
E palmas para Joaquim Barbosa.
Torçamos para que ele, muito embora com a sua lhaneza muito peculiar - peculiaríssima, para ser mais verdadeiro - instile maior objetividade entre seus coleguinhas.
Ou melhor, entre seus colegas.
Com todo o respeito.

Advogado recebe título de "Cidadão de Belém"

A Câmara Municipal marcou para logo mais, às 9h, uma sessão solene de entrega de títulos honoríficos de Cidadão de Belém a várias personalidades que prestaram relevantes serviços à cidade.
Um dos agraciados será o advogado Ismael Moraes, que receberá a comenda por proposição do vereador José Scaff (PMDB).

O que ele disse

"Nunca vendi parecer"
José Weber Holanda, ex-número dois da Advocacia Geral da União, indicado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, sob a acusação de que integraria uma esquema de venda de pareceres técnicos.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Lulu Santos - Tempos Modernos

No Facebook, repórter do SBT comemora assassinato

No Comunique-se

A repórter Greyce Lima, da TV Rio Banco, afiliada do SBT no Acre, tem recebido críticas após a repercussão de uma publicação em sua página no Facebook. Na última quinta-feira, 22, a jornalista parabenizou, na rede social, a ação de um policial militar, que, segundo ela, matou um homem durante uma tentativa de assalto em uma casa lotérica de Rio Branco.
“Bandido bom é bandido morto”, escreveu a jornalista. O post já tem mais de mil compartilhamentos.
Além do comentário, Greyce também publicou uma foto tirada do homem logo após ele ter sido atingido por um disparo. “Parabéns ao policial militar que estava à paisana e meteu fogo no assaltante agora a tarde durante um assalto na casa lotérica do Auto Posto Gadelha ..Bandido bom é bandido morto!! E nem venham com história de imagem… quem não quiser vê feche os olhos ou me exclua.. ou vai lá pro Twitter falar mal de mim que eu não tenho Twitter! Antes um bandido do que um pai de familia#Rum”, publicou.
Na rede social, os comentários estão divididos entre os que repreendem a atitude da jornalista e os que a apoiam. A ação foi analisada em blogs e provocou polêmica entre companheiros de profissão, que defendem os limites éticos e a imparcialidade.

O Rio, o Pará e os royalties

Imperdível, simplesmente imperdível, o artigo que o ex-deputado Nicias Ribeiro assina hoje, na página 2 do primeiro caderno de O LIBERAL.
Direto, certeiro, objetivo, Nicias expõe a incoerência do movimento de, como diríamos, conflagração nacional comandando pelo governador Sérgio Cabral, para mostrar o Rio como iminentemente condenado à pré-falência, a sumir do mapa, a escafeder-se, se a presidente Dilma Rousseff sancionar a lei que modifica a redistribuição dos royalties advindos da exploração do petróleo.
"Se o Rio não pode abrir mão de uma parte daquilo que nem é seu de direito, como é o caso dos royalties do petróleo, o Pará deve exigir a revogação da Lei Kandir e passar a cobrar o ICMS de todo o minério que é extraído no seu subsolo", diz Nicias, no artigo intitulado "Por que só o Pará pode"?.
Leiam, abaixo, na íntegra.

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Muitos foram os artigos que escrevi a respeito do fato de o Pará ser Brasil por opção e não pela força, como o foram vários estados que, hoje, integram a federação brasileira. Tudo graças à decisão do Senado da então Província do Grão Pará, em 15 de agosto de 1823, data que, aliás, entrou para a história como o “Dia da adesão do Pará à Independência do Brasil”.
É claro que a referida decisão do Senado, da então Província do Grão Pará, em romper com a Coroa Portuguesa e aderir à Independência do Brasil, submetendo-se, portanto, à autoridade do imperador D. Pedro I, foi, sem dúvida, uma decisão política, que, por certo, levou em conta as circunstâncias daquele momento histórico, o que dificulta, por óbvio, qualquer avaliação nos tempos atuais.
Contudo, mesmo sem avaliar o contexto histórico, hoje, passados quase 200 anos daquela decisão, vê-se que o Pará pouco ou nada ganhou por fazer parte do Brasil, uma vez que, ao longo de todo esse tempo, o Pará nada mais foi de que um mero almoxarifado de matérias-primas e que produzia em larga escala a chamada borracha natural, graças ao látex das seringueiras, que se somava à grande produção de balata e de amêndoas oleaginosas. Depois, veio a fase da exploração e exportação da madeira em toras e mais tarde da madeira serrada e, ultimamente, de minérios e energia. E por nada o Pará é remunerado, às vezes nem com o pagamento de impostos.
Aliás, na década de noventa, quando o Brasil enfrentava sérios problemas em sua balança comercial e as exportações precisavam ser estimuladas, foi editada a chamada Lei Kandir, desonerando do pagamento do ICMS todo o produto primário e semielaborado que fosse exportado, atingindo em cheio o gado, a madeira, o ferro, bauxita, caulim, alumínio e outros. O Pará teria que ser, como de fato foi, solidário com a União. Afinal, é Brasil por opção.
No início, ainda havia uma compensação financeira por parte da União Federal. Depois, os parlamentares tinham que enfrentar uma verdadeira batalha no Congresso para que fosse aprovada uma rubrica orçamentária para garantir, no orçamento, os recursos dessa compensação. Depois havia outra batalha, esta junto ao Ministério do Planejamento, para a liberação desses recursos, como se essa compensação, pela desoneração do ICMS nas exportações do Pará, fosse um favor que a União estava fazendo ao Estado e não o inverso.
Hoje, a balança comercial do Pará é superavitária, aliás, há muito tempo, o que significa dizer que o Pará exporta muito mais produtos que importa, diferentemente do Amazonas que importa muito mais do que exporta, devido à Zona Franca. Mesmo assim, diferente de Belém, Manaus vai subsediar a Copa de 2014 e está recebendo grandes investimentos em infraestrutura.
Agora, quando o Pará pode aumentar a sua receita, com a possibilidade do repasse dos royalties do petróleo, cuja lei será sancionada ou vetada pela presidente Dilma, até 30 de novembro próximo, o governador do Rio esperneia, faz manifestação popular com apoio de artistas, porque o seu estado não pode perder quase R$ 2 bilhões por ano, mesmo auferindo anualmente quase R$ 9,5 bilhões de royalties, de um petróleo que é explorado em alto-mar e que, a rigor, não pertence ao Estado do Rio e sim à União Federal.
Por que só o Pará pode perder receita, para ajudar a União, e o Rio não pode?
Já não basta ao Rio de Janeiro ter sido a Corte do Império e a capital da República? E por isso ter recebido um tratamento diferenciado e especial ao longo do tempo por parte do governo federal?
Por outro lado, é correto o governo do Rio fazer chantagem, ao dizer que sem essa fração dos royalties do petróleo não terá como fazer a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016? E os investimentos federais ficam onde? Por que só o Pará tem que ser sacrificado? Só porque é Brasil por opção?
Se o Rio não pode abrir mão de uma parte daquilo que nem é seu de direito, como é o caso dos royalties do petróleo, o Pará deve exigir a revogação da Lei Kandir e passar a cobrar o ICMS de todo o minério que é extraído no seu subsolo. Ou, como querem alguns, que seja criado, por lei, os royalties dos minérios e da energia, como forma de remunerar o Pará e os demais estados produtores de minérios e de energia.

n
Nicias Ribeiro - Engenheiro eletrônico.
 nicias@uol.com.br

Charge - Dálcio


PT e PMDB formalizam bloco na Assembleia


Então é isso.
Como o Espaço Aberto adiantou, em postagem de 21 de novembro passado, PT e PMDB anunciaram ontem a formação de um bloco partidário para concorrer à presidência da Assembleia Legislativa.
A expectativa é de que o peemedebista Martinho Carmona, que aspira à presidência da Casa, conte de saída com 16 votos dos 41 em disputa.
Ainda existe a possibilidade concreta de os deputados João Salame (PPS) e Edmilson Rodrigues (PSOL) apoiarem o bloco, que então largaria com 18 votos, precisando de apenas mais três para contar com a maioria absoluta.
Mas, como vocês sabem, governo é governo.
E por governo leia-se José Megale, o tucano que conta com o apoio do governador Simão Jatene para suceder Manoel Pioneiro.
Por enquanto, Megale tem se mexido pouco.
E o governo, idem.
Mas esperem só que a coisa vai esquentar a partir.
Alguns estavam esperando essa primeira mexida de pedra no tabuleiro.
A mexida, na forma desse bloco, já ocorreu.
Agora, é esperar as próximas jogadas.
Quem virão sem demora.

Por que exceções legais apenas para Remo e Paysandu?

Mas que coisa, hein?
O Remo, na quarta divisão - ou sem divisão, se quiserem - vive contando as suas migalhas. Isso, é lógico, quando há migalhas a contar, uma vez que funcionários do clube, coitados, estão há meses sem receber.
E o Paysandu, recentemente promovido à segunda divisão, mas também com salários atrasados, igualmente conta as suas migalhas, um pouco mais fartas, é verdade, que as do Remo.
Apostem, meus caros: Remo e Paysandu, com as administração amadorísticas que os comandam, poderiam, amanhã de manhã, ascender à primeira divisão do futebol brasileiros e encher seus cofres com dinheiro proveniente de tudo quanto é lado.
Pois ainda que essa hipótese - inimaginável, implausível, fictícia - se concretizasse, amanhã de manhã mesmo novas dívidas seriam contraídas, novas mazelas se acumulariam. E tudo ficaria como dantes.
Sim, muitos haverão de alegar que o Remo, nesta gestão, reduziu suas dívidas. Mas a questão essencial é que o clube, financeiramente, está quebrado.
Remo e Paysandu não poderão continuar nessa de administrarem o amanhã, o daqui a pouco.
Não poderão continuar nessa de tornarem os tais jurídicos como a instância mais relevante, encarregada de desmontar as bombas dos leilões, que volta e meia põem na marca do pênalti seus patrimônios.
Por isso, meu caros, o Espaço Aberto continua com a mesma convicção de cinco anos atrás: o Poder Público não deve, nem por hipótese, ajudar Remo e Paysandu.
Principalmente num Estado como o Pará, que tem a saúde pública estiolada, deteriorada, destruída e arruinada na própria capital, o dinheiro público deve ser investido em setores que se ressentem enormemente da presença do Estado.
Portanto, essa ideia que está voltando por aí, de fazer com que Remo e Paysandu sejam beneficiados por leis que poderiam torná-los imunes a expropriações, por exemplo, precisa ser muito bem avaliada, precisa ser muito bem sopesada.
Porque se Remo e Paysandu, que vêm sendo destruídos progressivamente por administrações relapsas, merecem exceções legais, por que não outros clubes do Pará?
Por que não São Francisco, São Raimundo, Independente, Águia e quejandos?
Por que não também eles?

Os outros ficam com o "filé" do ICMS. E o Pará?

Do advogado Ismael Moraes, sobre a postagem E nós, vamos também às ruas? "Bora" logo?:

Não é o caso de a energia da UHE de Tucuruí ser utilizada apenas pelo Pará - que não é isso que eles (cariocas) querem para o petróleo.
Seria o caso de todo o ICMS incidente sobre a distribuição da energia daqui ser recolhida para o Tesouro paraense. Veja o absurdo: o ICMS sobre a energia de Tucuruí (não ouso dizer nossa energia porque não temos nada!) é paga na entrada para cada Estado que recebe; ou seja, além de ser favorecido pela remessa dessa energia, o Estado de São Paulo, por exemplo, recebe as centenas de milhões de reais correspondentes à cobrança desse imposto, e não o Pará.
No Pará, ao contrário, além de as grandes indústrias serem subvencionadas do pagamento da tarifa (não pagam nem o que nós simples mortais pagamos, sustentando todo o custo), acima de tudo ainda há evasão fiscal pela agregação de valor na produção de alumínio exportado quando, mais uma vez, somos fulminados pela Lei Kandir que desonera as nossas (aí eu tenho coragem de usar esse possessivo!) exportações.
E o que fazemos? Estamos na condição daquele poema: já não podemos mais dizer nada, porque arrancaram a nossa voz!