quarta-feira, 10 de julho de 2024
O tudo ou nada contra Daniel. E se ele ganhar de lavada?
quinta-feira, 13 de abril de 2023
Uma vitória épica do Remo. Uma derrota humilhante do torcedor paraense.
sábado, 15 de janeiro de 2022
As paixões políticas, os noivos, o oficialismo, as artes. A História na vitrine, em 200 anos de jornalismo no Pará.
sábado, 19 de setembro de 2020
Os resilientes ainda não acreditam, mas Úrsula não poderia mesmo participar das eleições deste ano
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| Úrsula Vidal: os resilientes podem até não acreditar, mas ela não poderia mesmo disputar as eleições deste ano. Palavra do TSE. |
Resiliência é substantivo inscrito no léxico há trocentos milhões de anos.
Mas, parece, foi descoberto apenas mudernamente.
E mudernamente tem sido usado exaustivamente para definir quase tudo.
Inclusive para definir equivocadamente condutas que nada têm de resilientes.
E assim é que há os, digamos assim, juristas resilientes.
Eles não se rendem, não se curvam, não se dobram às evidências nem que a vaca tussa.
Quando contaminados por paixões político-partidárias, então, aí mesmo é que nada é capaz de convencê-los de que dois e dois são quatro e muito menos de que a Terra é redonda (ou plana, como acredita uma certa catiguria de patriotas).
Pois o Espaço Aberto ainda está recebendo, aqui e ali, opiniões de leitores que não se conformam com a inalterabilidade dos prazos previstos na PEC nº 107/2020 (convertida na LC n° 64/90, que adiou as eleições deste ano de outubro para novembro e acabou inviabilizando a candidatura da secretária de Cultura, Úrsula Vidal.
Mesmo que o prazo das convenções já tenha expirado na quarta-feira passada, dia 16, leitores anônimos, com linguajar que trai sua atuação na área do Direito e indica suas paixões político-partidárias, precisam conhecer, pelo menos, a resposta do TSE a uma consulta formulada sobre o prazo para desincompatibilização relativo às eleições de novembro.
Se quiserem, vejam no TSE o processo nº 0601158-37.2020.6.00.0000.
O consulente foi o deputado Félix Mendonça (PDT-BA) e relator, o ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto.
O acórdão da Corte, lavrado em 20 de agosto e publicado em 2 de setembro, é claro, claríssimo, ao reforçar que o prazo para desincompatibilização de servidores públicos e agentes políticos expirou em 4 de junho de 2020, e não em 15 de julho de 2020, como chegou a acreditar a secretária Úrsula Vidal.
Os juristas resilientes podem não acreditar, mas, como diria José Luiz Datena, aquele filósofo, pré-socrático, "essa é a realidade dos fatos".
Leiam, abaixo, o acórdão:
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1. Consulta formulada nos seguintes termos: "as hipóteses previstas na LC n° 64/90 que repousam na
necessidade dos servidores públicos e agentes políticos se afastarem dos seus cargos e funções pelo
prazo de 04 (quatro) meses anteriores a data da eleição, deverão considerar a data 4 de junho de 2020
ou 15 de julho de 2020?".
2. A formulação de consulta válida pressupõe o cumprimento de três requisitos cumulativos: i) a
legitimidade do consulente; ii) a pertinência temática; e iii) a inequívoca abstração aliada à objetividade
e clareza da dúvida plausível. Atendimento, no caso, de todos os elementos.
3. Os prazos de desincompatibilização quadrimestrais da Lei Complementar no 64/90, levando-se em
conta a data anteriormente prevista para o pleito eleitoral, venceram em 4 de junho de 2020, ou seja, em
data anterior à da publicação da Emenda Constitucional nº 107/2020, o que impõe a incidência do
instituto da preclusão disposto no art. 1º, § 3º, IV, b, da referida norma, vedada a sua reabertura.
4. Consulta conhecida e respondida no sentido de que o prazo para desincompatibilização para aqueles
agentes públicos que, nos moldes da Lei das Inelegibilidades, devem se afastar de suas funções quatro
meses antes das eleições segue o disposto no art. 1º, § 3º, IV, b, da Emenda Constitucional no 107/2020.
Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em responder a consulta no
sentido de que o prazo para desincompatibilização para aqueles agentes públicos que, nos moldes da Lei
das Inelegibilidades, devem se afastar de suas funções 4 (quatro) meses antes das eleições segue o
disposto no art. 1º, § 3º, IV, b, da Emenda Constitucional no 107/2020, nos termos do voto do relator.
Brasília, 20 de agosto de 2020.
MINISTRO TARCISIO VIEIRA DE CARVALHO NETO - RELATOR
Publicado em 02.09.2020
quinta-feira, 17 de setembro de 2020
Dez candidatos querem governar Belém. Terá, cada um, pelo menos dez propostas viáveis e concretas para Belém?
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| Belem vista a partir da Ilha do Combu: apenas cinco promessas bem cumpridas já servem (Foto: Espaço Aberto) |
Edmilson Rodrigues (PSOL), Thiago Araújo (Cidadania), Cássio Andrade (PSB), José Priante (MDB), Gustavo Sefer (PSD), Everaldo Eguchi (Patriota), Mário Couto (PRTB), Vavá Martins (Republicanos), Guilherme Lessa (PTC) e Cleber Rebelo (PSTU).
São dez os candidatos confirmados a prefeito de Belém nas eleições de novembro.
É muito candidato, gente.
São muitos partidos.
São muitos nomes.
Belém, sabemos, tem uma miríade de problemas.
Há mais de 1 mil problemas para cada candidato.
Eleições, também sabemos, são um sorvedouro de promessas. Cumpri-las é sempre um drama, no decurso do qual governantes eleitos revelam, geralmente, todo o potencial que possuem para enganar todo mundo, todo dia, ao mesmo tempo.
Se cada candidato apresentasse dez propostas - fundamentadas, factíveis, viáveis - de largo alcance (social, inclusive) para Belém, Belém agradeceria.
E se cinco - pelo menos cinco - dessas dez propostas fossem plenamente cumpridas, o nome desse governante já mereceria uma estauta.
Belém terá isso desta vez?
Terá pelo menos cinco bons motivos para acreditar que o compromisso do Poder Público com o bem-estar coletivo pode operar-se concretamente, acima inclusive de paixões políticas?
A conferir.
segunda-feira, 27 de julho de 2020
Dom Alberto e dom Erwin assinam carta que é um torpedo contra o governo Bolsonaro
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| Dom Alberto e dom Erwin: signatários de uma carta que desfecha críticas diretas e contundentes ao governo Bolsonaro |
A profundidade das críticas, a aspereza de seu linguajar e a expressão objetiva do sentimento de preocupação e de repulsa dos signatários diante da conjuntura do País são razões que talvez tenham levado a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a segurar a divulgação do documento, que está submetido a uma análise do conselho permanente da entidade.
A carta dos religiosos é um míssil de muitos megatons contra o governo Bolsonaro. Um míssil carregado de verdades que, por serem tenebrosamente claras para todo mundo, tornam-se muito expressivas e significativas quando abordadas, sem retoques e maiores refinamentos, por pastores da Igreja Católica que exercem funções de comando em suas arquidioceses ou dioceses em várias regiões do Brasil.
O texto afirma que o Brasil atravessa um dos momentos mais difíceis de sua história, vivendo uma "tempestade perfeita", combinando uma crise sem precedentes na saúde e um "avassalador colapso na economia" com a tensão sofre "fundamentos da República, provocada em grande medida por Bolsonaro e outros setores da sociedade.
" Analisando o cenário político, sem paixões, percebemos claramente a incapacidade e inabilidade do Governo Federal em enfrentar essas crises", diz o documento. "Assistimos, sistematicamente, a discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo dos milhares de mortes pela Covid-19, tratando-o como fruto do acaso ou do castigo divino", segue a carta.
O documento refere-se ainda ao "caos socioeconômico que se avizinha, com o desemprego e a carestia que são projetados para os próximos meses, e os conchavos políticos que visam à manutenção do poder a qualquer preço".
"Esse discurso não se baseia nos princípios éticos e morais, tampouco suporta ser confrontado com a Tradição e a Doutrina Social da Igreja, no seguimento àquele que veio `para que todos tenham vida e a tenham em abundância`”.
Os signatários reconhecem que o país precisa de reformas, "mas não como as que foram feitas, cujos resultados pioraram a vida dos pobres, desprotegeram vulneráveis, liberaram o uso de agrotóxicos antes proibidos, afrouxaram o controle de desmatamentos e, por isso, não favoreceram o bem comum e a paz social. É insustentável uma economia que insiste no neoliberalismo, que privilegia o monopólio de pequenos grupos poderosos em detrimento da grande maioria da população".
O documento afirma ainda que o "sistema do atual governo" não coloca no centro a pessoa humana e o bem de todos, "mas a defesa intransigente dos interesses de uma economia que mata, centrada no mercado e no lucro a qualquer preço".
Para eles, o ministro da Economia, Paulo Guedes, "desdenha dos pequenos empresarios" e o governo promove "uma brutal descontinuidade da destinação de recursos para as políticas públicas no campo da alimentação, educação, moradia e geração de renda". A carta diz ainda que "o desprezo pela educação, cultura, saúde e pela diplomacia" estarrece, sendo visível nas demonstrações de "raiva" pela educação pública e no "apelo a ideias obscurantistas".
Cita também o que julga ser o uso da religião para "manipular sentimentos e crenças", provocando tensões entre igrejas."Ressalte-se o quanto é perniciosa toda associação entre religião e poder no Estado laico, especialmente a associação entre grupos religiosos fundamentalistas e a manutenção do poder autoritário", segue o documento.
Além de dom Alberto e dom Erwin, assinam o texto, entre outros, o arcebispo emérito de São Paulo, dom Claudio Hummes, o bispo emérito de Blumenau, dom Angélico Sandalo Bernardino, pelo bispo de São Gabriel da Cachoeira (AM), dom Edson Taschetto Damian, o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Joaquim Giovani Mol, e o arcebispo de Manaus (AM) e ex-secretário-geral da CNBB dom Leonardi Ulrich.
A CNBB vai assumir como sua, como institucional a carta dos bispos? Eis a grande que, presume-se, será respondida quando o conselho permanente da Conferência concluir a análise do texto.
quarta-feira, 17 de junho de 2020
Bolsonaro prega a guerra e depois a paz. E segue em sua ciclotimia.
quinta-feira, 30 de abril de 2020
O prefeito de Belém reverteu um erro grave. Mas está sendo tratado como o jogador que, mesmo fazendo um gol, é vaiado porque o lance foi feio.
terça-feira, 14 de abril de 2020
Médicos de Belém passam a usar a hidroxicloroquina em pacientes que estão no estágio precoce do Covid-19

segunda-feira, 22 de julho de 2019
A selvageria num estádio é o retrato deste Brasil - generoso e acolhedor
sexta-feira, 28 de junho de 2019
A rejeição ao governo do Capitão cresce. Porque crescem os delírios.
sexta-feira, 14 de junho de 2019
Uma imagem encantadora
E o mais bacana: Moro foi de terno ao Mané Garrincha, ontem à noite, para assistir ao jogo entre CSA x Flamengo, na última quarta-feira (14), destoando até mesmo do próprio chefe - que deixou o terno de lado -, um palmeirense transfigurado repentinamente em flamenguista.
terça-feira, 9 de abril de 2019
O boêmio Machadinho
01 - Machadinho e Áurea
02 - Moacir, Antônio Von, Machadinho e Peruano
03 - Semana de Santarém, cantando Poema de Amor 1971
04 - Rio Grande do Sul - 1973
quinta-feira, 21 de março de 2019
O maior inimigo do governo Bolsonaro é o governo Bolsonaro!
sexta-feira, 1 de março de 2019
Enfim, Bolsonaro está acordando para o fato de que é presidente
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
O jornalismo. Por onde andais?
Parece que, em tempos idos - mas nem tão antigos assim -, jornalistas já foram mais jornalistas quando instigados a participar, como profissionais, de processos eleitorais.
Como assim?
Parece que, em tempos idos - mas nem tão antigos assim -, jornalistas tinham, como diríamos, mais senso crítico, mais crivo para perceber, no mínimo, que pedra é pedra e água e água.
Não estou falando de isenção, mas de senso crítico.
Naqueles tempos idos, os que não resistiam à tentação de dar vazão - sobretudo publicamente - às suas paixões, faziam-no de forma muito mais comedida, deixando sempre uma ponta, uma pontinha que fosse, de dúvida para não cair de cabeça, tronco e membros em discursos de candidatos fanáticos.
Hoje, infelizmente, coleguinhas que se inebriam por aí, nessas redes sociais que atraem maluquices sem fim, repetem conceitos, preconceitos e prejulgamentos que não têm o mínimo amparo em fatos. Simplesmente em fatos.
Resultado: em vez de jornalistas, viraram militantes mais apaixonados, mais radicais, mais imoderados e mais assustadoramente preconceituosos do que os candidatos que declaradamente apoiam, muito embora não confessem nominalmente isso com todas as letras.
Uma pena que o jornalismo tenha resvalado para essas paixões, que sempre me apavoram, como eu já disse aqui neste blog.
Mas ainda há tempo de sermos mais jornalistas.
Eu acho!
sexta-feira, 6 de abril de 2018
Lula preso. Viva a histeria, a paixão, as vísceras. E a pequenez!
Confesso: as paixões me apavoram.
Porque um apaixonado não pensa; ele sente.
Não raciocina; reage a impulsos.
Não racionaliza; ele berra, literalmente, as suas paixões.
Mais ou menos como esses jovens - ou nem tanto - que berram, esgoelam-se histericamente, alucinadamente, imbecilmente quando se deparam com seus ídolos - cantores, jogadores, atores, quaisquer que sejam.
O apaixonado pensa com as vísceras. E esses pensamentos produzem apenas rejeitos, entenderam? Esses ditos pensamentos expelem elementos contaminantes.
Apavoram-me os extremismos - confesso.
Os ismos me são apavorantes - também confesso.
Por isso, estou meio alarmado com muitas reações - viscerais, figadais, impulsivas, irracionais, doentias, histéricas e imbecis - favoráveis e contrárias à ordem de prisão contra Lula.
Poucos têm condições de debater esse assunto com um mínimo de ponderação.
Porque estão atados, atados, condenados ao lulismo ou antilulismo, ao petismo ou ao antipetismo.
São, portanto, eméritos em pensar com as vísceras.
É uma pena que num momento capital da história do País a disposição predominante, entre contrários que deveriam ser apenas adversários, mas são inimigos, seja o de estapearem-se e quase estriparem-se.
Acham, os contrários, que estripar-se mutuamente haverá de fazê-los pensar melhor, já que, pensando com as vísceras, poderiam pensam melhor se as eliminassem.
Faz até sentido.
Mas isso é péssimo, porque os degrada como cidadãos e seres essencialmente políticos, inclusive.
É duro dizer isso, mas o Brasil, em termos de tolerância democrática, está exatamente do tamanho da sua pequenez.
Da sua enorme pequenez.
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
Paixões, emoções e sentimentos. "Passione".
As mulheres são o epicentro do espetáculo Passione, outro ponto em comum com essa obra de Descartes: ele a escreveu esta obra graças a uma mulher, Elizabeth da Boémia, estudiosa de filosofia e interessada em entender a relação entre o corpo e a alma. A longa amizade entre eles e a profunda admiração pela inteligência dela estimulou-o a escrever sobre o tema.
Segundo Descartes, são seis as “paixões primitivas”, e todas as outras derivam destas: Admiração, Amor, Ódio, Desejo, Alegria e Tristeza. O Studio Ludmilla Raissuli pretender asurpreender o público ao acrescentar uma sétima paixão à obra do autor. Este é o sétimo ano em que Ludmilla Raissuli realiza o festival, em que coreografa, dirige e dança com suas alunas e sua companhia. "E, segundo os místicos, 7 é o número da perfeição", comemora a diretora do espetáculo.
Além de Descartes, o espetáculo também se apoia na obra de poetas, filósofos e outros escritores que será traduzida através da expressão corporal de mais de 50 mulheres, em apresentações de dança do ventre, balé, jazz e dança contemporânea.
A trilha sonora do espetáculo também promete emocionar. Apesar de a música árabe ser a mais presente na noite, a plateia também vai se emocionar com composições de Edith Piaf, Rimsky-Korsakov, Nina Simone e Mozart.
Para adquirir ingressos on-line, clique aqui.
Fonte: Assessoria de Imprensa











