quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
OAB abre inscrições para seminário
O objetivo do Seminário, promovido pela OAB-PA, é aprofundar conhecimento sobre as mudanças que virão com o Plano Nacional de Mineração 2030, socializar as informações entre os setores diretamente envolvidos e, principalmente, fomentar o debate de forma propositiva, para que o nosso Estado, considerado uma das maiores províncias minerais do mundo, participe ativamente deste processo, de grande interesse econômico e social do povo paraense.
Para participar basta acessar este link ou enviar e-mail para ascom@oabpa.org.br contendo nome, endereço, contatos (fone, celular e e-mail) e instituição vinculada (em caso de estudante, informar curso).
Fonte: Assessoria de Imprensa da OAB
A insegurança dos concursos públicos
Ainda me lembro como foi meu ingresso no Serviço Público, no ano de 1983. Naquele tempo, não havia obrigatoriedade de concurso. Mesmo assim, prestei um teste de seleção para ingresso na extinta Sucam, no Amapá. Fiquei em segundo lugar. Coincidentemente, o primeiro da lista era um ex-funcionário, que, arrependido do pedido de exoneração, agora pleiteava o emprego de volta.
A partir daí participei de uma dúzia de concursos públicos, sendo aprovado em todos, não sem antes passar por situações inimagináveis a um candidato simples.
O mais sério vivi em seleções de universidades federais. Concorri a cargos de carreira para professor de Direito Penal e Comercial. Em ambas fui aprovado em primeiro lugar, mas nas duas situações o assento estava reservado. Foi difícil me defender em processos obscuros, onde o Direito Administrativo não existe.
O instituto do concurso público é um dos segmentos mais frágeis da administração pública brasileira. Ao contrário da licitação para compras e serviços, a seleção de pessoal do serviço público não dispõe de uma lei geral, que contemple o mínimo de critérios para dirigir o ingresso nos quadros do governo.
Recentemente, candidatos reclamaram da prova para o cargo de analista da Justiça Eleitoral. Muito embora o programa do concurso tenha exigido praticamente o conteúdo de graduação para algumas matérias (Direito Civil, Penal, Processo Civil, Processo Penal), o teste da Fundação Getúlio Vargas teria se concentrando muito em algumas disciplinas.
Quando um edital não informa a distribuição de questões por disciplina, gera insegurança. Em tese, pode favorecer a terceiros que, de modo ilícito, venham obter informações do conteúdo exigido nas provas. Com base nisso, alguns podem se concentrar em apenas certas matérias. Nessa hora, o instrumento convocatório do concurso serve para desviar a atenção de potenciais candidatos às vagas e como peça frágil de justificativa. Sabemos que vazamento de provas não é novidade no Brasil. Que diga o Ministério da Educação e seu Enem.
Hoje, não sei como as universidades preenchem seus quadros quando precisam de apenas um professor. Na minha experiência, critérios foram alterados pela banca examinadora depois da publicação dos resultados. Fui preterido por políticos e outros apadrinhados. Não adiantou recurso, representação, mandado de segurança. Nada! O que me garantiu a nomeação e posse foi a vontade de Deus, que me falara anos antes que eu seria professor de tais universidades.
Precisamos de uma lei geral para os concursos públicos. Uma norma que estabeleça prazo mínimo para realização de provas, a contar do encerramento das inscrições; número certos de questões para cada disciplina; critérios para escolha de peso; justificativa, no edital, para exigência de matérias demasiadamente técnicas ou fora das atribuições dos cargos pleiteados; fim da exigência de prova de títulos para cargos de nível médio; justificativa para ponderação de certos títulos; impedimento que experiência anterior em cargo semelhante sirva como título, quando essa função é escassa (como no caso de cartórios públicos); improrrogabilidade de inscrições, salvo motivo de força maior ou caso fortuito, devidamente formalizados; proibição de questões tipo "pegadinha" nas provas objetivas; possibilidade de candidatos, e qualquer cidadão, terem acesso aos autos do processo administrativo que instrui os concursos públicos, incluindo aqui o contrato firmado com a instituição realizadora da prova etc.
Precisamos dessa norma com urgência! Concurso público no Brasil virou uma máquina de dinheiro e de insegurança jurídica.
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RUI RAIOL é escritor (www.ruiraiol.com.br)
O que ele disse

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Um olhar pela lente
O estilo "Tá Explicado"
Amazonino Mendes, que muitos em Santarém dizem ser um dos ávidos defensores do Estado do Tapajós por onde gostaria de se candidatar a governador e/ou prefeito da cidade, envolveu-se em mais um escândalo vergonhoso.
Essa figura abjeta, que em 1983 como prefeito indicado pelo governador Gilberto Mestrinho, reajustou em 100% a tarifa dos coletivos e reprimiu movs. sociais e estudantes de forma violenta; de inúmeros escândalos de corrupção, denúncias no TCU, TCE/AM, MPF/AM etc. agora tem mais 15 minutos de fama pela sua notável desenvoltura discriminatória, segregatória e apologética ao preconceito contra os paraenses. Um verdadeiro crime!
Espero que o povo de Manaus e do Amazonas um dia se livre desse oligarca "xenófobo". Agora, como não há pororoca no Amazonas, a Veja poderia tê-lo chamado de 'Potoca' de corrupção. Pois Amazonino, além de corrupto, não passa de um grande 'potoqueiro', ou seja, mentiroso.
Justiça de MT dispensa bacharéis do exame da OAB
A Justiça Federal de Mato Grosso autorizou que pelo menos 15 bacharéis em direito do estado deixem de fazer o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). As sentenças foram proferidas nesta terça-feira (22). Os candidatos beneficiados foram reprovados nos exames de 2009 e 2010. Cabe recurso.
O juiz federal da 1ª vara, Julier Sebastião da Silva, entendeu que a lei que criou o exame impede o acesso dos bacharéis de direito ao exercício da advocacia e institutui uma lucrativa reserva de mercado aos advogados já estabelecidos.
De acordo com a setença do juiz, estima-se que 93% dos bacharéis de direito do estado que prestam o exame, não são aprovados. "Como resultado, milhares de diplomados, bacharéis em instituições reconhecidas são lançados em um limbo profissional, já que não são nem estagiários e nem advogados. Permanecem, aos milhares, em escritórios de advocacia, sem qualquer vinculação trabalhista adequada, submetendo-se, por vezes, a pisos salariais não condizentes com o trabalho que desempenham", diz o juiz, na decisão.
O presidente da OAB Mato Grosso, Claudio Stabile, disse que a entidade entrará com recurso no Tribunal Regional de Brasília para revogar a liminar. "O exame além de ser legal é uma proteção à socidade. Ele é necessário para avaliar se o candidato está apto a atender a população. Temos convicção que as liminares serão revogadas", afirmou Stabile ao G1.
Segundo ele, cerca de 2.500 bacharéis de Mato Grosso prestam o exame todos os anos.
#ForaAmazonino
É inacreditável que em épocas de globalização, de universalismo crescente, de quebra de preconceitos e discriminações, ainda exista espaço para declarações esdrúxulas como a do prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB).
Resumidamente, o episódio ocorreu durante uma visita a uma "área de risco" na capital amazonense (em que morreram três pessoas). No momento da visita o prefeito foi abordado por uma moradora que justificava não ter condições para sair daquela área, em resposta o prefeito disse: "Minha filha, então morra, morra". Ainda exaltado, o prefeito questionou qual a origem da moradora e tendo como resposta "o Pará", de imediato ele respondeu: "pronto, está explicado!"
Esse lamentável episódio, para se dizer o mínimo, evidencia uma tendência preconceituosa e antidemocrática daquele representante municipal. E ainda mais patética foi à justificativa apresentada, pois afirmar que se tratou de "um mal entendido" é um desrespeito a inteligência humana.
Não se pode aceitar que o representante de uma capital importante como Manaus (uma das sedes da próxima Copa do Mundo) se porte com tal despreparo político ao ponto de xingar uma cidadã.
Declarar Amazonino Mendes persona non grata ao Estado do Pará, como um ato político, é o mínimo que os deputados paraenses devem fazer. Contudo, somente esse ato não suficiente para reparar o fato, já que tal atitude, supostamente, fere princípios básicos da nossa Constituição e dos Direitos Humanos, como o princípio da isonomia, tão bem consagrado no art. 5º da CF/88. Além da suposta discriminação contra uma cidadã brasileira, Amazonino, do alto de sua empáfia, fomentou a discórdia entre o povo amazônida.
Adotar tais medidas não significa "responder com a mesma moeda", muito menos adotar como parâmetro a famosa "Lei de Talião", pois, a despeito do que pensa Amazonino (se pensa), os paraenses são um povo ordeiro. Contudo, trazem nas veias a descendência do sangue cabano, ou seja, sabem muito bem a ora e o momento de se posicionar contra a injustiça e a imoralidade.
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REYSON GIBSON é estudante do 5º período do curso de Direito da UFPA
Está tudo explicado por que nem um pio de Duciomar
O Tá Explicado atraiu a repulsa de todo mundo.
Do governo do Estado.
Da senadora Marianor Brito.
Da Assembleia Legislativa.
Da Câmara Municipal de Belém.
De cidadãos em geral (leiam as páginas 1 e 2 do caderno Poder, de O LIBERAL de hoje).
Mas não se ouviu um pio - nenhum sequer - do prefeito de Belém, Duciomar Costa, do PTB, mesmo partido do Tá Explicado.
Duciomar, nosso huno, é prefeito da segunda metrópole da Região Norte.
Manus tem 1.802.525 habitantes e Belém, 1.392.031, segundo dados de 2010 do IBGE.
A mulher ofendida pelo prefeito de Manaus é uma paraense. É natural de Prainha, oeste do Pará.
Talvez Duciomar ache que não deve se manifestar porque o governo do Estado - em nome dos paraenses - já o fez, porque Assembleia e Câmara de Belém já o fizeram.
Putz!
Isso não é uma desculpa.
Muito pelo contrário.
É uma confissão de culpa.
É uma confissão de que o huno daqui é igual ao de lá.
É uma confissão de que o PTB está fazendo escola, no caso de prefeitos insensíveis.
Está explicado.
Está tudo explicado por que nem um pio de Duciomar.
"É por isso que perdemos credibilidade", diz vereador

Para quem não assistiu ao vídeo, Amazonino, ao visitar áreas sob risco de desabamento na periferia da capital amazonense, ouviu queixas de uma moradora que disse não ter outro lugar para morar e para ela disse “minha filha, então morra, morra”. Não satisfeito, ele perguntou para a jovem de onde ela vinha e, ao dizer que vinha do Pará, ele comentou, de forma debochada: “então tá explicado”, refletindo um preconceito real e há muito tempo sabido de manauaras em relação a paraenses.
“O que ele fez fere os princípios da Constituição Federal. É de dignidade humana que estamos falando. Aquela mulher não está ali porque quer, está ali por conta de uma conjuntura política. Em vez de debochar, ele podia se preocupar em melhorar a vida dessas pessoas. E ele ainda foi preconceituoso com nosso Estado, que recebe pessoas do Amazonas, do Acre, Rondônia e outros estados da região e do Brasil sempre de braços abertos”, declarou o vereador, sem esconder a indignação pelo ocorrido.
Amazonino se explicou. “Tá” explicado por que é Amazonino.
Está explicado por que Amazonino Mendes é Amazonino Mendes.
Ontem, ele tentou se explicar.
Era melhor que tivesse ficado calado.
Mas também, o que esperar de políticos como esse cidadão?
Não pense Amazonino que sua hediondez verbal poderá ser apagada com uma explicação esfarrapada qualquer.
Os manauaras, que o conhecem melhor do que ninguém e certamente não comungam de seus despautérios, de seus disparates, conhecem bem as exacerbações verbais do gestor de Manaus.
E quando gestores, repetidamente, se exacerbam e se excedem verbalmente, para depois dizerem que não é bem assim, transmitem a impressão de que seus excessos não decorrem, digamos, do calor da hora, mas de concepções e sentimentos que eles, os exacerbados, tentam disfarçar, mas não conseguem.
Amazonino precisa ser interpelado judicialmente, para que não volte a repetir condutas escandalosas como essa, ele que, vocês sabem, já foi chamado de pororoca de escândalos.
Complacências com cidadãos como ele, que eventualmente exercem cargos públicos de relevo, acabarão estimulando a que continuem a produzir cenas de desequilíbrio emocional que depõem contra toda a classe política.
E Amazonino não precisa apenas de equilíbiro.
Precisa ser contido pela lei.
Do contrário, Amazonino sempre continuará a ser Amazonino.
PSB estuda pedir o impeachment do “Tá Explicado”
Que conhece Amazonino Tá Explicado Mendes tem vergonha dele.
Quem conhece bem a fundo o Tá Explicado tem repulsa aos atos dele.
O vereador Joaquim Lucena, por exemplo.
Ele é vereador em Manaus.
Seu partido é o PSB.
O parlamentar, envergonhado com os despautérios verbais de Amazonino Tá Explicado, avalia a possibilidade de pedir o impeachment do prefeito.
“O caso de ontem não foi só um desrespeito aos paraenses, mas a toda a sociedade”, diz o vereador.
Para ler a notícia completa, clique no Portal D14am.
Governo do Estado repudia discriminação em Manaus
Diante do lamentável fato ocorrido na última segunda-feira (21) na cidade de Manaus, capital do Estado do Amazonas, amplamente divulgado pela imprensa e pela internet, envolvendo uma cidadã paraense e o prefeito daquele município, sr. Amazonino Mendes, o Governo do Estado do Pará se sente no dever de fazer as seguintes considerações:
1. É inaceitável que, em qualquer circunstância, um ser humano sofra qualquer espécie de discriminação. É deplorável, portanto, a atitude de uma autoridade pública, eleita pelo povo, que, ante um grave problema social, mostra desequilíbrio e destempero. Não satisfeito em dizer à mulher "morra!", o prefeito, ao saber que ela é paraense, destilou ironia e sarcasmo, dizendo "então está explicado", querendo insinuar que a atitude da mulher, cobrando por providências em uma área onde ocorreram desabamentos e mortes, se devia ao fato de a mesma ser oriunda do Estado do Pará.
2. Certamente, a atitude do prefeito não reflete o pensamento da maioria dos manauaras e amazonenses, que há séculos lutam bravamente com seus vizinhos amazônidas por uma sociedade mais justa e fraterna, e por uma Amazônia respeitada, nacional e internacionalmente.
3. É fato que muitos paraenses migraram para Manaus em busca de novas oportunidades. Como é fato, também, que muitos amazonenses (e brasileiros de todos os demais Estados) para cá vieram, todos em busca de um futuro melhor, em uma terra que os acolheu fraternalmente. Em ambos os casos, os povos amazonense e paraense receberam os migrantes de braços abertos, e não haveria outra maneira de fazê-lo, já que somos todos brasileiros.
4. O Pará, com seus imensos recursos naturais, sempre contribuiu para o desenvolvimento do país, respondendo decisivamente para o superávit da balança comercial graças às exportações, que, malgrado sua importância, não têm compensado os paraenses como deveriam. As injustiças fiscais estão entre as razões dos desequilíbrios regionais, pobreza e subdesenvolvimento, que, somados, forçam o povo a sobreviver, muitas vezes, fora da terra natal. A realidade é dura para todos na Amazônia, e é incompreensível que haja rancores entre nós e, lamentavelmente, alimentados por uma autoridade pública.
5. O Pará, formado pela soma de várias naturalidades e nacionalidades, lamenta o episódio ocorrido em Manaus, mas compreende que, acima de tudo, está a fraternidade entre os povos que sofrem e lutam por uma melhor qualidade de vida para todos, sem discriminação.
Por um Pará unido, por uma Amazônia unida, por um Brasil unido.
Deputados repudiam declaração do prefeito de Manaus
As declarações do prefeito Amazonino Mendes, veiculada pela rede mundial de computadores, a uma paraense radicada em uma área de periferia de Manaus, repercutiram mal entre os deputados estaduais paraenses.
O deputado Edmilson Rodrigues (PSOL) protocolou um requerimento de protesto e de repúdio. O diálogo aconteceu após a ocorrência de um desmoronamento de terra que provocou a morte de três pessoas.
“Vocês ajudariam muito a prefeitura não fazendo casas onde não devem”, disse Amazonino, no qual foi respondido pela moradora, identificada como Laudenice Paiva, “mas a gente está aqui porque não tem condição de ter moradia digna”, disse. “Minha filha, então morra, morra”, sentenciou o prefeito. Ela retrucou dizendo: “Então vamos morrer todos”. Após isto o prefeito não satisfeito, perguntou a origem da moradora, que lhe disse que era do Pará, fazendo com que Amazonino, concluísse o raciocínio, “Então, pronto. Ta explicado”.
“É inaceitável ...o prefeito de Manaus atingiu todo o povo paraense ao verbalizar uma vergonhosa manifestação de descriminação e de preconceito”, diz a fundamentação do requerimento apresentado. Para o deputado Carlos Bordalo (PT) as palavras do prefeito são de uma pessoa desequilibrada. “Ele acabou transmitindo uma idéia de xenofobia contra as pessoas que migraram para Manaus, isto está errado, somos um país multi-étnico”, disse
O deputado José Megale, líder do PSDB, considerou como arrogante e pejorativa a forma como o prefeito tratou uma paraense lá residente. “Nós aqui no Pará temos um entendimento que todos os que pra cá vieram foram bem vindos e estão ajudando a construir o Estado”, concluiu. Para o deputado Gabriel Guerreiro (PV), o prefeito de Manaus, cometeu um erro, no ardor e no calor de uma situação problema.
Câmara declara Amazonino Mendes Persona Non Grata
Todos os trinta e cinco vereadores, por unanimidade e sob aplausos, repudiaram e declararam formalmente persona non grata o prefeito de Manaus (AM), Amazonino Mendes (PTB), em documento (na íntegra, abaixo) lido solenemente pelo presidente da Câmara de Belém, vereador Raimundo Castro (PTB), ao final da sessão, nesta terça-feira 22. ‘Grosseiro’, ‘preconceituoso’, ‘mal educado’ e ‘despreparado’ foram alguns dos muitos adjetivos que acompanharam os pronunciamentos.
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A CÂMARA MUNICIPAL DE BELÉM, pelo seu Douto e Soberano Plenário, e atendendo aos diversos requerimentos dos Excelentíssimos Senhores vereadores, vem apresentar VOTOS DE REPÚDIO, contra o Prefeito Municipal de Manaus, Senhor Amazonino Mendes, pela sua atitude discriminatória contra o Povo Paraense, quando se referiu diretamente de forma pejorativa a uma cidadã paraense, ofendendo a dignidade e a essência da cidadania e da democracia que a mesma representava.
Tal postura cristaliza gravame às normas constitucionais, consagradas no seu artigo 5º, somando-se à ofensa da dignidade humana, estendendo-se à soberania nacional do Estado Democrático de Direito, causando profundo ressentimento ao Povo Paraense.
Assim, o Parlamento Municipal, por unanimidade, insurge-se com veemência, com o clamor do múnus político, em declarar o Prefeito do Município de Manaus, PERSONNA NON GRATA em face do gravame perpetrado.
Dê-se ciência e ampla divulgação do teor da presente moção.
SALÃO PLENÁRIO VEREADOR LAMEIRA BITTENCOURT, Belém do Pará, em 22 de fevereiro de 2011.
PSOL propõe a criação da CPI da Corrupção na Alepa

Nas várias intervenções que fez durante a sessão, Edmilson ressaltou a importância de uma CPI para investigar a fundo, e de forma transparente, as denúncias que apontam um desvio que ultrapassaria R$ 6 milhões. “Uma andorinha só não faz verão. Por isso, é preciso que essas denúncias sejam muito bem investigadas porque há a possibilidade de que muito mais pessoas estejam envolvidas nesse desfalque, que é dinheiro público e precisamos dar uma satisfação à sociedade”, destacou.
O deputado fez questão de ressaltar que a Alepa é composta de uma maioria de servidores honestos e que trabalham de forma digna para sustentar suas famílias. E justamente em nome dessas pessoas e da população honesta, que elege e paga os salários dos parlamentares, que Edmilson defende ser fundamental a instalação da CPI. “Não podemos admitir que o Poder Legislativo seja desmoralizado por um pequeno grupo de pessoas que desviaram e se apropriaram de dinheiro público. Também não podemos admitir que a Alepa pague essa dívida junto aos bancos, pois eles é que precisam criar seus mecanismos de cobrar essa dívida”, acrescentou.
Outro aspecto bastante ressaltado por Edmilson é o de que a criação de uma sindicância não terá êxito algum porque não terá força de investigação. Segundo ele explicou aos demais parlamentares e à imprensa, como a servidora Mônica Alexandra da Costa Pinto, denunciada como a principal envolvida no esquema já foi demitida da Alepa. Portanto, como não é mais servidora não é obrigada a comparecer para depor à sindicância, quando for convocada. Já uma CPI, como explicou o parlamentar, possui força de justiça e ao convocar a servidora, ela será obrigada a comparecer sob pena de ser conduzida de forma coercitiva. “A CPI é a forma mais correta e transparente de investigar essas denúncias e, assim, poder chegar a todos os envolvidos e ao tamanho real do rombo aos cofres públicos”, avaliou.
Edmilson pediu a solidariedade e o apoio de todos os parlamentares, da sociedade e da imprensa para que essa CPI seja, de fato, criada. Mesmo acreditando que será difícil conseguir apoio para a sua instalação, ele relembrou que quando foi deputado, na década de 90, por dois mandatos consecutivos, a Alepa também esteve na mídia envolvida em um escândalo de diplomas falsos. “Naquela ocasião, a CPI dos Diplomas Falsos não acabou em pizza. Todos os culpados foram identificados e afastados e demos um bom exemplo à sociedade. Espero que o mesmo ocorra agora”, enfatizou.
Ao final da sessão desta terça-feira, 22, o presidente da Alepa, deputado Manoel Pioneiro (PSDB) leu o documento que anunciou os nomes dos três servidores que comporão a comissão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD). São eles: Geraldo Rocha Cavalero de Macedo, Roberta Fonseca Faciola e Elma Coutinho da Cruz. Todos são servidores efetivos (concursados). O deputado Edmilson, mais uma vez, interveio na sessão e ressaltou que a criação da comissão de sindicância é “inócua” porque não conseguirá ter êxito nas investigações e nem dará uma resposta à sociedade. “Por todas as explicações que já dei, aqui, peço aos demais parlamentares para que possamos, efetivamente, investigar essas denúncias e punir todos os culpados”, disse Edmilson, fazendo referência ao fato de que a comissão foi designada para investigar, exclusivamente, a funcionária Mônica Pinto, e não para fazer uma investigação mais ampla. Pioneiro respondeu que as investigações amplas sobre o caso já está sendo feita pelo Ministério Público do Estado (MPE). “Com todo o respeito ao Ministério Público do Estado, mas é preciso que nós mesmos, que o Poder Legislativo, investigue essas denúncias”, concluiu.
Celpa deixa Santa Casa sem luz. Chamem o “Tá Explicado”!

A Santa Casa, onde tantas dão à luz, está às escuras.
Está bem. O trocadilho, admita-se, pode ser infame.
Mas igualmente infame é a situação que por lá se esboça.
Obra de quem?
Da Celpa, aquela que desperta, vocês sabem, os nossos mais primitivos instintos.
O relato feito ao Espaço Aberto é de gente que trabalha no hospital.
No último domingo, um transformador estourou.
Pois até ontem, terça feira, grande parte das instalações da Santa Casa continuava sem energia.
Resultado: todo o setor de Endoscopia e, especialmente, a área de Radiologia estão em compasso de espera.
Nesses setores, aparelhos de tomografia, ressonância e ultrassonografia ficaram – ou ainda estão? - parados.
Os - necessários - exames dos internados não estão sendo realizados.
Enfim, 72 horas em que a Celpa não consegue repor a energia, e os profissionais da área médica estão de braços cruzados, impotentes, mais uma vez.
Putz!
Aliás, será que o Tá Explicado não dá um jeito nessa Celpa?
Fora de brincadeira!
De toda brincadeira!
ATUALIZAÇÃO ÀS 11H20:
Até há pouco, por volta das 10h, a luz ainda não tinha voltado.
Detalhe: amanhã é aniversário da Sana Casa, que completa 361 anos.
E os festejos começam com uma Missa oficiada pelo padre Jaime.
A luz terá voltado até lá?
Maciste x Saroquinha (2): Do Céu ao Inferno
Saroquinha nunca foi homenzarrão.
Baixo demais para meter medo, era muito acanhado para impor presença. De poucas palavras, tinha o jeito ressabiado dos índios e a disposição serena do caboclo – pronto para o que der e vier, mas só quando viesse.
Na miscigenação de suas origens, puxou o corpo do pai. Tinha músculos definidos, mas nada exagerados; os braços curtos não mediam dois palmos dos pulsos aos ombros; pouco pescoço para a cabeça avantajada, redonda demais para cabelos tão curtos, o que lhe dava a nuca alongada, cujo tuitiço saliente explicava o apelido “Meu Boi” - nunca mais pronunciado desde aquela noite, você saberá por quê.
Era discreto como a mãe. Herdara dela, também, a humildade quase subserviente, o altruísmo desaconselhável na condição em que vivia, o olhar intenso de quem precisa dizer com as pupilas mais do que a boca sabe. Os olhos, porém, eram miúdos, praticamente um feixe rasgado no rosto.
A pele seca do avô, sem vestígio de pelos, lhe emprestava a aparência de mais velho aos 19 anos.
Comia de tudo, mas dava ao caldo de peixe cozido - com pouco sal, uma pincelada de limão, cheiro verde por cima e alfavaca no meio – valor maior que o da ventrecha. Gostava de tomá-lo com barulho, a ponta da colher de alumínio no bico dos lábios, em ritmo frenético, só interrompido para sugar a cabeça de uma gó ou o dorso espinhento da pratiqueira, algumas das poucas concessões sólidas naquele repasto líquido e saboroso.
Jogava bola sem talento, mas marcava direitinho, era aplicado. Não conhecia outros esportes, embora dominasse segredos de brincadeiras comuns no tempo em que a tecnologia era apenas um aviso de Júlio Verne, nome esquisito de que não gostou quando o viu esculpido em alto relevo na capa dura de um livro vermelho, na Casa da Leitura. Sentiu nojo do sobrenome, ainda confuso diante de alguns fonemas primos.
Era bom de fura-fura, não errava peteca de palmo em cima, tinha destreza no bole-bole, sabia descair curica, nadava sem estilo, mas se mexia rápido, abanando a cabeça para os dois lados sem necessidade. Era um dos poucos, na adolescência, capaz de cruzar o rio Marapanim na vazante, até a c’roa, e voltar remando sem exibir cansaço.
Em casa, tecia a mecha da lamparina mais rápido do que os oito irmãos. Cabia a ele, diariamente, encher os potes, limpar o jirau, colher goiabas e perseguir o porco até botá-lo no seu devido lugar, mesmo sabendo que o soltaria à noite.
Saroquinha era um caboclo comum, aconchegado na vida pacata que o mundo lhe ofereceu. Se lhe avisassem de supetão, nessas voltas que o destino dá, que caberia a ele forjar de bate-pronto o décimo-primeiro Mandamento, tenho certeza que diria:
- Não te afobarás!
Naquela noite, no entanto, Saroquinha se afobou.
Descascou-se da candura, exorcizou a discrição, esconjurou as origens, sacrificou a humildade, expurgou a ternura, deixou a pele de Davi. Como se abrisse um zíper atrás das próprias costas e emergisse de lá um novo homem, disposto a tudo, ele pulou da arquibancada, após despentear Cara de Boneca, paralisar meus instintos e confirmar a previsão do Sérgio de que a noite era fértil para desgraças, e encarou por alguns segundos aquele tal de Maciste, o pretenso Golias saltimbanco.
Aquele que se anunciava o homem mais forte do mundo gargalhou com longo solo no gogó. Desdenhou de Saroquinha, como um menino bem dotado ri do infortúnio anatômico do adversário ao flagrá-lo nas olimpíadas infantis, durante a prova de quem mija mais longe. Tripudiou da valentia inusitada daquele gnomo maluco, cujos braços nem preenchiam as mangas da camisa. Desprezou o ímpeto heroico do miserável nativo, ainda imberbe, que ousara apresentar-se para a luta. Debochou do insensato arrebatamento daquela abjeta mistura de negro e índio metida a gente.
Impávido e decidido, Saroquinha se dirigiu ao picadeiro, o ringue das diferenças gritantes, para a batalha da honra contra a vergonha, o tirateima entre o intrépido e o soberbo, o duelo do falso Hércules com o rascunho de Super-Homem.
Maciste o fulminou com o olhar ao vê-lo se aproximar. Com a palma das mãos estendidas e os dedos puxando o vento, na condição de um convite cínico, ele ria com a boca torta dos devassos, exibindo a lacuna de um canino. Esperou o desajeitado Saroquinha, aquele Rocinante aventureiro em pleno delírio, como se fosse o próprio Cérbero, ao receber uma alma infeliz que haveria de nunca mais retornar à sua vil existência depois de cruzar o Portal de Hades.
Não havia tambores para rufar na singeleza do circo. Não presumiam os artistas daquela pálida alegria mambembe que os dobrados de um só tarol seriam poucos para tamanho acontecimento. A expectativa ficou restrita à ressonância dos nossos corações acelerados, à boca seca, aos cílios petrificados, aos bíceps tesos, à sobrancelha erguida, às orelhas quentes de quem se vê diante do espetáculo inesperado do tudo ou nada, de quem se descobre testemunha inocente do agora ou nunca.
Sérgio, sempre calado, me disse tudo com os olhos embora eu não tivesse prestado atenção. Cara de Boneca encolheu-se como um jogador perna-de-pau que pede ao companheiro para passar a bola ao outro, porque ele está prestes a ser marcado. Eu registrei na memória, intuitivamente, cada segundo daquele duelo. Para sempre.
Vi as parábolas incertas de socos que furavam o ar e o impacto cruel de punhos puxados com força extrema por queixos que tinham o condão de ímãs. Vi joelhos cegos e pés forões errarem o alvo oferecido e uma sequência de membros ligeiros se multiplicarem, rasgando músculos alheios como quem martela um bife. Vi todos os tipos de suores, de cansaço e triunfo, susto e certeza, tibieza e decisão. Vi o gigante derreter, o miúdo agigantar-se. Eu assisti à erosão do orgulho e à unção da simplicidade;
Só despertei dessa sequência alucinante de sensações quando um estrondo abriu caminho ao grande urro de vitória, que pareceu ensaiado mas nem provável era. A arquibancada tremia como se nós, da tenra idade à mais senil presença, fôssemos tomados pelos sintomas de Parkinson, prenúncio talvez do Mal que se avizinhava.
Maciste, desacordado, lambia o chão. Saroquinha, ofegante, pisava-lhe as nádegas.
Mas não foi fácil. Nem seria, segundos depois, tão glorioso como parecia.
Maciste morreu.
Saroquinha, nosso herói, era agora um assassino. Com a mesma velocidade em que Geni flertou com o Céu para casar-se com o Inferno.
O que ele disse

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Um olhar pela lente
O papel da Imprensa na sujeira em Belém
Não só o Poder Público não ajuda como quando resolver fazer alguma coisa, até a Imprensa cai matando.
Lembro da época do Edmilson (e não sou eleitora dele!), quando ele ensaiou multar quem jogasse lixo na rua. Havia até uma investigação pra saber de quem era o lixo. A imprensa desceu o sarrafo.
E os caras que faziam despejo de lixo nas esquinas? "Eram pobres trabalhadores que sustentavam as famílias com o trabalho".
A Imprensa tem de deixar de ser esquizofrênica.
O que espera de políticos como Amazonino?
Não há como receber uma notícia dessas sem alguma dose de indignação.
Uma lástima! Um despautério.
O que mais esperar de políticos dessa natureza?
Vão alegar que ele não disse o que disse.
Irão afirmar que o contexto da conversa foi outro.
Podem sustentar o que quiserem, mas o vídeo foi suficiente para perceber a sua real intenção: a de ofender.
E ainda veremos muitos despreparados iguais a ele que concordarão com essa atitude arrogante, discriminatória.
Seria de bom tom que as autoridades deste Estado tomassem as providências que o caso requer.
Aqui em Belém, na Justiça Federal, já se prolatou sentença condenatória de um cidadão que, pela internet, pasmem, desejava a morte dos indígenas. Como se pode desejar a morte de alguém? Como se pode odiar alguém só porque é índio? E como pode, nesse caso, tripudiar de alguém necessitado que tem procedência nacional diversa?
Uma interpelação judicial, uma ação de reparação de dados, ou uma ação de tutela inibitória, com obrigação de não fazer, obrigando-o a nunca mais se reportar dessa maneira contra quem quer que seja, seriam medidas correcionais muito boas.
Desculpar-se publicamente? Duvido. Só se o fato comprometer a sua estada no governo, o que acho improvável porque estamos no Brasil.
Seria muito bom, também, que as autoridades deste Estado e, principalmente do Amazonas, local da conduta, lessem o que dispõe a Lei 7716/89: Art. 20 Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97) Pena: reclusão de um a três anos e multa.
Quem sabe uma Promotoria independente, lá do Amazonas, ou um Judiciário igualmente isento poderiam mandá-lo prestar serviços à comunidade, já que a pena máxima é menor de 4 anos, removendo o aterro da área onde tripudiou com aquela pobre conterrânea nossa?
Jovens tucanos do Pará vão de Aécio Neves

Exmo. Sr. Deputado Sérgio Guerra,
O nosso partido é amplamente reconhecido como uma agremiação que possui grandes quadros e excelentes gestores. Não à toa, o PSDB elegeu em 2010 nada menos do que oito governadores de Estado. São territórios onde - todos somados - reside aproximadamente metade da população brasileira.
Contudo, o PSDB tem falhado terrivelmente, ao longo dos últimos oito anos, na tarefa de enfrentar os descalabros realizados pelo governo do Partido dos Trabalhadores. É inconcebível num regime democrático, em que uma força política oposicionista que diz ter - e o PSDB tem! - um projeto de Nação, não haja o devido enfrentamento de questões cruciais levantadas pelo governo.
Explica-se: a oposição, e o PSDB em especial, assistiram passivamente à diária desconstrução do governo chefiado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, assim como à sua própria demonização. Consoante a este processo, houve o soerguimento do mito "Lula", sem que surgisse uma única voz de contraposição a esta farsa.
Neste período, desfilaram impávidos os lacaios do patrimonialismo, zombando das instituições do país, sem o menor constrangimento. E o desempenho errante dos oposicionistas em muito contribuiu para este desfecho.
O governo tucano transformou o Brasil. Foi, sem dúvidas, a administração mais importante no sentido de modernização e de consolidação democrática e institucional do país nas últimas décadas. Entretanto, este conhecimento não pode ficar restrito aos nossos filiados. Há que se levar essa informação a cada brasileiro. Infelizmente, não foi o que ocorreu nos últimos anos.
Com efeito, o governo Dilma começou e já mostrou a que veio. Pode-se resumir seus primeiros 30 dias de gestão nos seguintes termos: aumento dos juros, pressão inflacionária, contingenciamento dos recursos do Orçamento, loteamento de cargos públicos, escândalo do SISU-ENEM - apenas para citar os principais.
Porém, apesar de todas essas lambanças praticadas pelo novo-velho governo, o silêncio das forças de oposição é o que mais incomoda. Não se trata nem de conceder aqueles famosos 100 dias de trégua, visto que - como o próprio Lula disse na campanha - o governo Dilma é tão somente a continuação do governo Lula.
Assim, a Juventude do Partido da Social Democracia Brasileira - Pará, reconhecendo o Senador Aécio Neves como quadro político de alcance nacional do PSDB, do alto de seus sete milhões de votos, entende que Sua Excelência é a pessoa mais indicada e deve aceitar o desafio de liderar, no Congresso Nacional, as forças de oposição ao governo petista, além de trabalhar pela união interna e reestruturação do PSDB.
Diz o velho adágio latino que "verba docent, exempla trahunt": as palavras ensinam, os exemplos arrastam. E não há melhor exemplo para as bases partidárias do que a atuação incisiva de uma grande liderança - no caso, liderança de oposição.
Uma oposição que deve agir de maneira aguerrida, contundente, firme! que não se negue a discutir as grandes questões do país, mas que não se curve aos desmandos do governo; que defenda a história do PSDB; que seja comprometida com a social-democracia contemporânea e com as bases partidárias; que levante a bandeira da democracia, da ética na política e da integridade das instituições republicanas; que apresente e debata com o povo brasileiro um projeto de país, enfim.
"Longe das benesses do poder, mas perto do pulsar das ruas": o ensinamento do nosso eterno líder Mário Covas há de estar mais presente do que nunca em nossas mentes e corações. O caminho está aberto, basta seguir em frente.
Cordialmente,
RAIMUNDO RODRIGUES DA SILVA
PRESIDENTE
ARY OSVALDO B. DE CARVALHO FILHO
VICE-PRESIDENTE
VANESSA DANIELLE MARTINS DA SILVA
SECRETÁRIA-GERAL
PABLO CÉSAR C. DE A. SAMPAIO
TESOUREIRO
THIAGO GOMES DOS REIS
COORDENADOR DE MOVIMENTO ESTUDANTIL DE ENSINO MÉDIO
VICTOR CLÁUDIO PICANÇO
COORDENADOR DE MOVIMENTO ESUDANTIL DE ENSINO SUPERIOR
ANDRÉ MÁRCIO DE SOUZA NÉRI
COORDENADOR DE ARTICULAÇÃO POLÍTICA
EMERSON SANTOS DA LUZ
COORDENADOR DE MOVIMENTOS SOCIAIS
MARCUS VINÍCIUS ATAYDE
COORDENADOR DE COMUNICAÇÃO
BRUNO LOPES DE CARVALHO
COORDENADOR DE FORMAÇÃO POLÍTICA
ANDERSON DIAS
COORDENADOR DE MOBILIZAÇÃO
ANDRÉ SANTOS
REPRESENTANTE DO PARÁ NA JPSDB NACIONAL
Marinor representará criminalmente contra Amazonino
A senadora Marinor Brito, líder do PSOL no Senado Federal, anunciou hoje que ingressará com uma representação na Procuradoria Geral da República contra o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, pelo suposto crime de preconceito quanto a migrante e discriminação.
O prefeito virou manchete dos principais jornais após discutir com uma moradora, durante visita a uma área de risco na capital amazonense. A moradora questionava como a comunidade poderia ajudar nas ações do Executivo, no que o prefeito respondeu: “Não fazendo casa onde não deve”. A mulher rebateu dizendo que as pessoas somente moravam no local por falta de condições e, em resposta, ouviu “então morra, morra”. Ao saber que a moradora era do estado do Pará, o prefeito disse: “então pronto, está explicado”.
Segundo a senadora, a suposta atitude preconceituosa do prefeito reforça o preconceito da sociedade com relação aos migrantes, especialmente as pessoas originárias do estado do Pará, colocando-as em situação de inferioridade em relação aos demais brasileiros.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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Do Espaço Aberto:
Está certa a senadora.
Não apenas está certa, como merece apoio de todos - independentemente de partidos - por representar criminalmente contra Amazonino Mendes.
Ele, como qualquer um de nós, tem o mais absoluto direito de dizer o que pensa, de externar os seus preconceitos, de cometer os seus despautérios e as suas incontinências verbais.
Mas ele, como qualquer um, também deve assumir as responsabilidades pelo que diz livremente.
E se o que disser livremente constituir eventualmente um crime, precisa pagar por isso.
Está certo que uma representação a mais, uma representação a menos não fará muita diferença para esse cidadão, que já foi chamado de uma pororoca de escândalos.
Mas ninguém deve desistir de tentar contê-lo.
Contê-lo pela força da lei.
Um pista para as investigações na Assembleia
Mandem levantar as nomeações e exonerações depois do pleito de outubro na Alepa e chamem esses "secretários legislativos" aquinhoados com a elevação do nível deles. E aí vai se descobrir que teve deputados e ex-deputados que ficaram com os salários deles para pagar dívidas de campanhas e pagar carros novos para esses deputados.
Entre as traças e os cupins
Mas vocês queriam o quê? O governo foi entregue às traças, o TP aos cupins.
E as traças ainda esbravejam como nos comentários acima. Aliás, essas traças vão ficar 4 anos esbravejando e sonhando com futuros DAS's.
Amazonino é Amazonino. Está tudo explicado!
Assim como Belém não merece o prefeito que tem, Manaus também não merece o seu.
Duciomar Costa, o prefeito de Belém, é o nosso huno.
Tem feito uma administração devastadora, demolidora, degradante.
Amazonino Mendes, o prefeito de Manaus, é o huno dos manauaras.
Também tem feito uma administração devastadora, demolidora, degradante.
Duciomar Costa é repudiado.
Amazonino também.
Duciomar Costa enfrenta índices de rejeição como nunca antes, jamais se viu na História de Belém.
Amazonino também. A tal ponto que, em 26 de novembro do ano passado, durante visita a Manaus do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Mendes foi vaiado pela plateia.
Lula se constrangeu. "Nunca na minha vida sofri esse tipo de constrangimento. Se o Amazonino não tiver a aprovação do povo, vocês vão ter outro prefeito, porque eu vou sair. Eu vou mandar fazer uma pesquisa e se for negativa eu renunciarei o meu mandato."
Não se sabe se Lula mandou fazer a pesquisa.
Mas nem precisava.
Amazonino, que muitos manauaras chamam de Mau Menino Mendes, é um desastre.
Mas, afinal, o que Duciomar e Amazonino têm em comum, além de tudo isso?
É que eles são do PTB.
Pobre do PTB.
Pobres dos belenenses!
Pobres dos manauaras!
Assim como os belenenses se envergonham de Duciomar, provavelmente os manauaras devem estar envergonhados - mais uma vez - de seu prefeito.
Olhem o vídeo acima.
Está correndo aí pela internet.
Já tem mais de 10 mil acessos em menos de 24 horas.
Mostra a discussão do huno manauara com uma moradora da periferia de Manaus.
Como ela contesta suas ponderações, ele reage:
- Minha filha, então morra, morra.
Depois, pergunta qual a origem da pobre mulher.
Quando ela responde ser do Pará, ele encerra a discussão.
- Então pronto, está explicado - diz o Mal Menino.
Pois é.
Está explicado por que motivo Amazonino foi vaiado mesmo ao lado do presidente da República mais popular que o Brasil já teve.
Está explicada a repulsa dos manauaras por Amazonino Mendes.
Está explicado por que Amazonino Mendes, em vez de optar até mesmo pela força legítima da lei para afastar de uma área de risco os moradores que lá se encontram, para preservar-lhes a própria segurança, vale-se de imundícies verbais para atacar pessoas pobres e de fazer referências depreciativas aos que são de outros Estados.
Está explicado por que Amazonino Mendes não tem peias éticas. Por isso é que ele é alvo de ação que tenta cassar-lhe o mandato, por ter violado flagrantemente a lei eleitoral, mediante a doação de combustível a eleitores na véspera do primeiro turno das eleições de 2008 e de compra de votos.
O episódio - marcado pela grosseria, pelo despautério, pelo despropósito, pela indelicadeza, pela falta de tato político - explica por que Amazonino Mendes já foi personificado como uma pororoca de escândalos.
Os paraenses, entre os quais os belenenses, podem estar até de certa forma escandalizados com o que fez Amazonino Mendes.
Mas os manauras não.
O blog conversou com vários.
Nenhum se admirou que o huno deles tenha feito o que fez.
O poster perguntou-lhes se não queriam trocar o huno deles pelo nosso.
Nenhum topou a parada.
Está certo: huno por huno, que cada fique com o seu.
Mas uma coisa é certa: é preciso fazer alguma coisa para que os paraenses externem a sua repulsa, o seu nojo, a sua rejeição, o seu desprezo por um homem público como Amazonino Mendes.
Ninguém espere que, se houver algum protesto formal, sabe-se lá de que instância for, Amazonino vá se impressinar com isso.
Mas um protesto, uma repulsa, uma formal manifestação de nojo ao que ele disse seria necessário apenas para que o prefeito de Manaus se perceba repulsivo e alvo do nojo dos que, não o conhecendo direito, passaram a conhecê-lo melhor agora.
E conhecendo-o, não têm como deixar de sentir nojo, repulsa e desprezo por Amazonino Mendes.