segunda-feira, 10 de março de 2014

O que ele disse


“Se ele disse isso é porque é um vagabundo. Apoio o PT desde 1989 e nunca pedi cargos”.
Jorge Picciani (foto) presidente do PMDB do Rio, depois de Rui Falcão declarar que o partido pode romper com o Planalto por não ter conseguido os cargos federais que cobiça.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Um olhar pela lente


Ilha de Algodoal.
Na região Atlântica do Pará.
A foto é de Bruno Garcia.

TRF1 reforma sentença que absolveu advogada

A 3.ª Turma do TRF da 1.ª Região deu provimento à apelação do Ministério Público Federal (MPF) contra a sentença que absolveu sumariamente uma ré por falta de provas. Por decisão unânime, a Turma determinou que o processo penal volte à 17.ª Vara da Seção Judiciária da Bahia para regular processamento da ação penal.
A denunciada, advogada de uma empresa particular que estava com um processo na 22.ª Vara do Trabalho de Salvador, teria retido dolosamente (propositalmente) os autos de um processo durante 10 meses, mesmo após ter recebido notificação da justiça laboral para devolvê-los.  
O MPF iniciou a ação na Vara Federal, denunciando a ré, de acordo com o art. 356 do Código Penal, que dispõe sobre crimes contra a administração da justiça: “Sonegação de papel ou objeto de valor probatório: Inutilizar, total ou parcialmente, ou deixar de restituir autos, documento ou objeto de valor probatório, que recebeu na qualidade de advogado ou procurador”.
Inconformado com absolvição em 1.ª Instância, o ente federal apelou, alegando “ser necessário o prosseguimento do feito com a devida instrução criminal para o fim de se comprovar ou não o elemento subjetivo de dolo. Assim, requer a reforma da sentença para que seja dado prosseguimento à ação penal proposta contra” a acusada.
No TRF1, o relator, desembargador federal Cândido Ribeiro, declarou: “Registre-se que não se trata de mera negligência, uma vez que se mostra injustificável o longo período (quase um ano – abril de 2005 a fevereiro de 2006) em que os autos do processo ficaram na posse da denunciada. (…) A acusada somente dignou-se a restituí-los em fevereiro de 2006, quase um ano após a intimação e depois de expedição do mandado de busca e apreensão em 23/08/2005”.
O magistrado completou enfatizando: “É pacífico o entendimento da jurisprudência no sentido de que o dolo no caso é genérico, ou seja, não exige que a conduta tenha sido motivada por determinado fim. No caso dos autos, o crime consumou-se no momento em que a denunciada, notificada a devolver os autos à Secretaria do Juízo, deixou de fazê-lo”.
Depois de analisar a hipótese e perceber que a ré teve consciência do dever de retornar os documentos, Cândido Ribeiro concluiu: “Revela-se prematura a sentença que absolveu sumariamente a ré quando há razoável prova de autoria e de materialidade, que será devidamente analisada no decorrer da instrução criminal”.
Com a decisão da 3.ª Turma, os autos devem voltar à Vara de origem “para regular prosseguimento da ação penal com a necessária instrução do feito”, concluiu o relator.
Processo n.º 0011816-85.2012.4.01.3300
Data de julgamento: 7/1/2014
Publicação no diário oficial: 24/1/2014
Fonte:
Assessoria de Comunicação Social
Tribunal Regional Federal da 1.ª Região

Charge - Miguel


Charge para o Jornal do Commercio.

Quem dá mais? Avisem os nanicos.


Partidos nanicos estão assanhadíssimos.
Não todos, mas alguns dele estão num pé e noutro.
Vivem à espera do quem dá mais.
Acreditam que, valorizando o próprio passe, poderão ganhar os tubos nas eleições de outubro, no Pará.
Mas o dinheiro está vasqueiro.
Por enquanto, pelo menos, há pouca grana disponível. E não se vislumbra, em horizonte próximo, que haverá dinheiro suficiente para saciar tanta cobiça.
Esse quadro deplorável ocorre entra eleição, sai eleição. É deplorável.
E entre eleição, sai eleição, todos falam - pelo menos publicamente - em colocar ordem, em atribuir alguma aparência de legalidade a esse sistema partidário que, fora de brincadeira, já caiu de podre faz tempo.
Mas formalmente está de pé.
E tanto é assim que os nanicos - alguns deles - estão aí.
De boca aberta, igual aos jacarés.
À espera de quem der mais.
E afinal de contas, quem dá mais?

Um "sic" para cada real cobrado pelo Celeiro $urreal


Mas vejam só que coisa mais enternecedora.
Vejam só que coisa mais fofa.
Espiem só esse comentário aí embaixo, que um leitor anônimo mandou para o blog, a propósito de postagem intitulada Não dá para criarem um Celeiro $urreal?, em que se faz uma crítica aos preços astronômicos, estratosféricos, proibitivos do Celeiro, aquele point de dilícias que fica na BR-316, entre Castanhal e Santa Maria.
Confiram:

Então ficamos assim: ele compra na barraca da Dinha. Quem prefere o Celeiro compra no Celeiro. Isto é livre iniciativa, capitalismo, liberdade, democracia. Por que encher o saco do Celeiro, o único lugar decente em toda a malha de estradas (sic) deste Pará?

Hehehe.
Viram a fofura?
Olhe, Anônimo, mas é porque estamos num ambiente de livre iniciativa, capitalismo, liberdade e democracia que nos permitimos abrir o bocão contra os preços praticados no Celeiro, né?
É porque estamos num ambiente de livre iniciativa, capitalismo, liberdade e democracia que nos damos o direito de externar, publicamente, a nossa indignação diante do fato de o Celeiro cobrar R$ 30 por um queijo de búfala (na imagem acima) que mais adiante, apenas 20 quilômetros mais adiante, está disponível por apenas R$ 16.
Agora, veja bem, Anônimo. Já que você fez o uso do sic - aquela expressão latina que significa "assim mesmo", "exatamente assim", muito embora o que esteja dito seja um absurdo -, vamos usar um sic no seu comentário.
Por que encher o saco do Celeiro, o único lugar decente...
Rss. Olhe, meu caro - ou minha cara -, isso aí merece não apenas um sic. Merece 30 sics, um sic para cada real que o Celeiro $urreal cobra num queijo de búfala do Marajó.
E merece esse bocadão de sic porque você confunde decência com preços astronômicos, com preços celeiramente $urrealísticos - sem brincadeira.
Sabe, Anônimo, porque estamos num ambiente de livre iniciativa, capitalismo, liberdade e democracia, você fica o seu Celeiro $urreal decente e nós, com a barraca da Dinha. Sem que isso, é claro, nos retire, de nós e de você, o direito de fazer críticas.
E quer saber mais de uma coisa, Anônimo?
Quando você passar lá pelo Celeiro, traga um queijo de búfala de R$ 30,00 pra gente? Faz favor.
Ah, sim.
O Espaço Aberto também reproduz outros comentários sobre a mesma postagem, mas em resposta ao fãzoca do Celeiro $urreal.
Leiam:

De um Anônimo:
Decência carinha essa, hein!?
Prefiro a humildade decente da Dinha.

De outro Anônimo:
Essa conversa de livre iniciativa é ótima. Nessa sombrinha cabe tudo quanto é abuso, afinal, compra quem quer, né?
Eu, da minha parte, fiz o que deve ser feito, nunca mais parei lá para me sentir explorado. Simples!
A desculpa de ser decente para cobrar preços absurdos é simplesmente inaceitável! 
Basta ver no Facebook a quantidade de queixas sobre esses preços.

Charco, charco e charco. É o futebol paraense.


Horríveis os gramados dos estádios de Marabá e de Cametá, né.
O de Marabá, onde o Paysandu empatou com o Gavião Kyikatejê, na quarta-feira, parecia um charco.
O Parque do Bacurau, em Cametá, onde o Remo empatou em 2 a 2 com o Mapará, ontem à noite, estava um pouco menos encharcado. De qualquer forma, também era um charco.
Mas sabem de uma coisa?
Ambos, mesmo charcos, estavam melhores - ou menos piores - que o Mangueirão, naquela primeira partida pela fase decisiva do primeiro turno do Parazão (vejam na imagem).
E o certo é o seguinte, meus caros.
Nenhum desses estádios teria, a rigor, de sediar partidas de futebol, porque coloca em risco os atletas.
Aliás, nem esses boleiros de final de semana devem ter coragem de se meter num lamaçal desse gênero.
Mas essas coisas ainda acontecem no futebol paraense.
Por isso é que um futebol com torcedores tão apaixonados que, apesar dos pesares, prestigiam seus clubes, enfrenta anos de decadência.

Joan Baez e Mercedes Sosa - "Gracias A La Vida"

O que ele disse


"Temos grande respeito por figuras como o Valdir Raupp (presidente do PMDB) e o Michel Temer (vice-presidente da República) e achamos que a aliança com o PMDB é importante para o País, mas o partido não pode ter chantagistas como o Eduardo Cunha, líder do grupo dos bocudos, com interesses que não são dos mais republicanos."
Washington Quaquá, presidente do PT do Rio, no contra-ataque ao líder do PMDB na Câmara, que defende o rompimento da aliança nacional com o PT.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Um olhar pela lente


Um fim do dia.
Em Mosqueiro, no Pará.
A foto é de Emir Bemerguy Filho.

CJF alerta a população sobre tentativas de fraude por telefone

O Conselho da Justiça Federal (CJF) alerta a população que estão sendo feitas tentativas de fraude, via telefone, por pessoas que se identificam como representantes do CJF ou de outros órgãos da Justiça Federal. Neste sentido, esclarece que nem o CJF nem qualquer instituição da Justiça Federal faz ligações telefônicas nem envia e-mails a credores de precatórios ou de RPVs solicitando depósitos de diferenças. O CJF recomenda que, ao receber uma ligação ou mensagem de alguém que se identifica como representante da Justiça Federal, verifique nos endereços oficiais a procedência da ligação ou mensagem – os meios de contato com o CJF podem ser obtidos na página www.cjf.jus.br e com os órgãos da Justiça Federal, por meio do sítio www.jf.jus.br.
Nas últimas semanas, a Corregedoria-Geral da Justiça Federal, que funciona junto ao CJF, recebeu ligações de cidadãos das cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, credores de precatórios na Justiça Federal. Esses cidadãos relataram que receberam ligações telefônicas de pessoas que se identificaram como funcionários do CJF ou da Justiça Federal, solicitando que fizessem depósitos em dinheiro de parte do valor desses precatórios em uma conta corrente, sob a alegação de que se tratava de pagamento de imposto de renda, taxa administrativa ou honorário do INSS. Àqueles que tenham sido vítimas dessas tentativas de golpe, a recomendação é que registrem na delegacia de polícia mais próxima o boletim de ocorrência, para que sejam tomadas as providências de investigação da tentativa de fraude.

Charge - Duke


Charge para o O Tempo.

Cisão com PMDB nacional não preocupa PT no Pará


Petistas há, por aqui, que não estão um pingo de preocupados com especulações de que um eventual rompimento do PMDB com o governo Dilma possa repercutir nos Estados e, com isso, inviabilizar a chapa que teria o peemedebista Helder Barbalho candidato ao governo e Paulo Rocha, do PT, ao Senado.
Confiantes aos extremos, esses petistas - que defendem, é claro, a coalizão - consideram que as atuais condições de temperatura e pressão, caso sejam mantidas, fariam com que a conjuntura regional prevalecesse sobre a nacional.
Traduzindo: acreditam que, mesmo diante de um eventual rompimento no plano nacional, as peculiaridades locais haveriam de prevalecer, indicando que uma aliança entre o PMDB e o PT, no Pará, seria a única alternativa viável para impedir que o governador tucano Simão Jatene se reeleja.
Há um porém. E que porém!
Os petistas, que no momento esbanjam otimismo, não consideram a possibilidade de um cenário em que Lula e Dilma, furiosos diante de uma debandada do PMDB, simplesmente ordenem, determinem, imponham, obriguem os petistas locais a sair com candidatura própria. Apenas para retaliar os peemedebistas.
Essa possibilidade é inexistente?
É claro que não.
Que o digam os petistas, sobretudo aqueles que, num primeiro momento, estavam seduzidos pela ideia da candidatura própria, mas deram meia-volta volver quando Lula ordenou, determinou, impôs, obrigou que o PT no Pará fechasse uma aliança com o PMDB.

Em atrito com o PT, PMDB reduz alianças no Estados


O endurecimento na relação entre o PT e PMDB nas últimas semanas fez com que diminuísse o número de Estados em que será possível uma aliança entre as duas legendas e que, com isso, se tornasse majoritária a tese de rompimento com o governo na convenção nacional prevista para junto.
Desde o início da tensão, em dezembro, caiu de 16 para apenas cinco as possibilidades de alianças entre os dois partidos: Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Sergipe. O número de votos dos delegados desses locais chega a apenas 103, o que representa 13,8% do total previsto para ser apresentado na convenção. Em contrapartida, são esperadas disputas com o PT em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Goias, Mato Grosso do Sul, Roraima, Rondônia, Acre, Amazonas e Pará.
A quantidade de votos que essas regiões representa na convenção nacional do partido é de 489 de um total de 742. Ou seja, 65,9% dos votos da convenção nacional estão nas mãos de delegados peemedebistas que deverão lutar contra a artilharia petista nos Estados.
Há ainda em jogo 150 votos de outros seis Estados onde o quadro é de total indefinição. De posse desses números e na esteira do descontentamento com o Palácio do Planalto, alguns integrantes do PMDB chegam até a ameaçar antecipar o encontro do partido para decidir os rumos da legenda para as próximas eleições. Até o momento, entretanto, apenas o Rio de Janeiro, reduto eleitoral do líder do PMDB da Câmara, Eduardo Cunha, e o Rio Grande do Sul, sinalizaram apoiar tal medida.
Para que ela saia do papel, é preciso um apoio formal de no mínimo nove Estados. Independentemente de um encontro extraordinário, o PMDB, como os demais partidos, deverá definir oficialmente a composição das chapas entre os dias 10 e 30 de junho. É justamente o fato de o cenário interno estar cada vez mais contrário à coalizão com os petistas que faz com que a cúpula do PT acompanhe de perto o agravamento dos atritos entre os dois partidos.

A crise do PT continua no Pará

Do leitor Jorge Parente, sobre a postagem Petistas que apoiam aliança lançam proposta tática:

No encontro do PT municipal que vai acontecer nos dias 14 e 15 de março, os grupos petistas defensores da candidatura e os que são favorável à aliança com o PMDB vão com a faca no dente e mordendo fio descascado.
As correntes majoritárias do PT querem fazer meio dia de encontro, porque na sexta feira, 14/03, será para credenciamento dos delegados e abertura do encontro. Debate só dia 15/03, durante a manhã. E tanto é que não vai ter almoço para os participantes.
A direção quer discutir estratégia eleitoral e não quer discutir tática eleitoral, algo improvável num ano de eleição. Porem, a DS mais e outras tendências menores vão enfiar a faca no dente e vão forçar o debate da tática. Junto com eles estão os descontentes, que formalizaram a chapa e vez da militância no último PED. Militantes que gravitam em várias tendências, que têm lutadores como o presidente de distrito como D’Água, o maior distrito eleitoral de Belém, que engloba os bairros de Guamá, Cremação, Terra Firme, Condor e Jurunas.
A ideia dessa galera é fortalecer a candidatura própria. A atmosfera política do PT passa muito pelo encontro municipal.

Uma lagoa. Em plena Braz de Aguiar.


Olhem só.
Vejam o vídeo, que capta o som ambiente, vale dizer.
Reparem na lagoa que se formou ontem, no início da tarde, na hora daquela chuvarada.
Não pensem que é na baixada da Pariquis.
Não pensem que é no entorno de algum canal de Belém, normalmente mais sujeito às inundações.
Não.
Isso aí é no coração do bairro de Nazaré.
Bem na Braz de Aguiar com a Benjamin.
“Mas foi um aguaceiro daqueles”, vocês dirão.
Foi mesmo. Realmente foi.
Mas a questão é que, até pouco tempo atrás, essa lagoa não se formava.
Isso começou recentemente, sabe-se lá por quê.
Talvez só a Seurb.

Ou nem ela.

Selvageria imperou em Salinas durante o carnaval


O horror! O horror!
Salinas esteve um horror, neste último feriadão.
Familiar de uma moça que foi estuprada – sim, estuprada, meus caros - chegou à delegacia de puliça para registrar a ocorrência e deparou-se com outros casos.
Incluíam estupro, assalto, sequestro – o escambau.
Com um detalhe: ao que tudo indica, os estupros na cidade tinham como autores os tais filhinhos de papai, essa gente vadia, vagabunda e criminosa que faz e acontece.
Faz, acontece e continua impune.
Céus!

As tentações de Joaquim Barbosa


Começo com uma banalidade. É natural que uma pessoa pobre sonhe em ficar rica. Mais forte, entretanto, é o sonho de enriquecer de novo quando se perde a fortuna possuída.
É mais fácil se contentar com o pouco que sempre se teve do que com o muito que se tinha, e que já não se tem mais.
Acredito que a regra funcione não só em matéria de dinheiro, mas em questões de poder também. Digo isso pensando no caso do ministro Joaquim Barbosa.
O presidente do STF deixou claro, tempos atrás, que não tinha intenção de concorrer a nenhum cargo eletivo; pelo menos, a disputa pela sucessão de Dilma Rousseff não estava no seu horizonte.
Uma coisa, entretanto, é não ter esse tipo de ambições quando tudo lhe parecia sorrir no caso do mensalão. A vitória sobre as teses da defesa estava garantida; a maioria dos réus, a começar de José Dirceu, tinha sido condenada.
Outra coisa é sentir, como Joaquim Barbosa declarou na semana passada, que todo o seu trabalho estava sendo “posto por terra”. Com a presença de Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki, não foi apenas na questão da quadrilha que o jogo parece ter virado no STF.
Corretamente ou não, Barbosa pode imaginar que, dada a nova composição dos membros do tribunal, dificilmente os responsáveis pelos próximos escândalos políticos serão punidos com a mesma severidade.
Tendo a acreditar, como dizem alguns inconformados com as decisões da última semana, que no STF de hoje nem mesmo a denúncia do Ministério Público contra os mensaleiros seria aceita.
Derrotado, Joaquim Barbosa está na situação de quem já teve o doce nas mãos e vê, de repente, que tudo não passara de um sonho. Não tem o poder de construir uma nova maioria no STF, e muito menos (embora pareça acreditar nisso) a capacidade de impor no grito suas próprias opiniões.
Ponho-me no lugar de Joaquim Barbosa. Como não acalentar a ideia de, um belo dia, nomear sozinho os futuros membros do STF? Vingar-se de Barroso, Teori e Lewandowski a partir de um lugar com muito maior poder de fogo?
A conjuntura eleitoral parece favorável a esse tipo de pretensão. Todo o clamor das manifestações de junho, contraditório como era, desapareceu sem ter sido atendido.
Eduardo Campos e Aécio Neves podem ser tão oposicionistas quanto desejem, mas não expressam aquele tipo de impaciência, de revolta, presente nas ruas. Mesmo porque, qualquer o partido a que se pertença, sempre há mensalões parecidos no fundo de alguma gaveta.
Isso é um movimento de direita ou de esquerda? Perguntava-se isso a propósito das manifestações. Havia as duas coisas. Também as duas coisas estão presentes, provavelmente, no ímpeto de Barbosa.
Violento contra o PT, ele não é menos antipático com relação aos erros ou hábitos da “mídia burguesa”. Quer figurões petistas na cadeia, não porque sejam ou tenham sido de esquerda, mas porque se recusa a aceitar que na cadeia só fiquem os pobres, os pardos, os negros.
Está desvinculado dos partidos. Parece disposto a condenar tucanos e petistas com a mesma fúria dos muitos manifestantes que rejeitavam Feliciano, Dirceu, Alckmin e Haddad num único, amplo e vago movimento.
Falta-lhe tempo na televisão (mas como ele teve tempo ao longo deste julgamento!); falta-lhe um partido de tamanho conveniente (mas é por ter achado um que Marina Silva esvaziou-se de seu potencial expressivo); falta-lhe capacidade de negociação política (mas é disso que tanta gente está cansada).
André Singer apontou, em sua coluna de sábado passado, o potencial de Joaquim Barbosa como candidato capaz de levar a sucessão de Dilma Rousseff ao segundo turno. É fato que as pesquisas, mesmo quando incluem o nome do ministro, garantem boa vantagem para a atual presidente, especialmente nas menores faixas de renda.
Mas é possível repetir-se aquele conhecido fenômeno que abala a política brasileira, a cada duas ou três décadas: primeiro Jânio Quadros, depois Collor de Mello, representaram a impaciência com os partidos e com a corrupção. O destino administrativo, político e pessoal desses personagens não foi, como se sabe, coerente com seu sucesso eleitoral.
Inflexível, autoritário, popular, emocional, Barbosa não é um demagogo nem um charlatão; suas diferenças com os dois antecessores são inegáveis. Não é impossível, entretanto, que a função —ou o drama— que ambos protagonizaram venha a repetir-se com seu nome.

O que ele disse


“Não gosto de interpretações ideológicas, esse tipo de mitologia do papa Francisco. Se não me engano, Sigmund Freud disse que em toda idealização há uma agressão. Pintar o papa como uma espécie de super-homem, de estrela, é ofensivo para mim.
[...]
“O papa é um homem que, chora, dorme calmamente e tem amigos como todo mundo. Uma pessoa normal”.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Um olhar pela lente


Os Pretinhos do Mangue.
Em Curuçá, nordeste do Pará.
A foto é de Oswaldo Forte.

Os últimos guinhos da cuíca

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa
Analisar os jornais brasileiros em uma terça-feira de carnaval pode ser tarefa indigesta: o clima ainda é de folia, mas a fantasia tem que conviver com o mundo real. O noticiário carnavalesco se debate com a grave crise na Ucrânia, que faz um contraponto extremado entre nossa relativa calmaria embalada pelo batuque e os mais recentes sacolejos do mundo pós-Guerra Fria.
A criatividade dos carnavalescos também não é suficiente para encobrir o nosso próprio quinhão de preocupações. A nuvem mais escura que cobre o cenário nacional carrega as votações recentes no julgamento da Ação Penal 470, que expuseram contradições importantes nos conceitos utilizados para a aplicação das penas impostas aos condenados.
Os debates que se seguem, contrapondo juristas de tendências divergentes e os costumeiros especuladores especializados em tudo, desconstroem o palco montado pela imprensa ao longo dos dois últimos anos: em vez de representar, como se dizia, o resgate da Justiça no Brasil, o caso ameaça ir para a História como uma grande trapalhada jurídica.
Embora ainda se possa questionar a interpretação dada pela imprensa à distribuição de dinheiro entre políticos, principalmente sua vinculação à votação de projetos de interesse do Executivo no Congresso Nacional, o fato de alguns dos principais condenados terem ganhado o abrandamento da pena no fim do processo não altera a demonstração de que a Justiça pode alcançar personalidades poderosas da política. O problema acontece quando os âncoras da opinião na imprensa apoiam a sanha vingativa, ao considerar que a única punição correta seria fazer o condenado apodrecer na prisão.
No resto da semana, quando os últimos guinchos da cuíca forem ouvidos nos estertores do carnaval, o Brasil terá que encarar novamente suas idiossincrasias e as dores do amadurecimento.
Passado um quarto de século da redemocratizacão, consolidada pela Constituição de 1988, a radicalização do debate político – que foi insuflada pela imprensa desde a primeira denúncia que levou à Ação Penal 470 – estimula os saudosistas da ditadura a tirar suas máscaras.
Saudosistas da ditadura
Segundo a revista Época, uma “marcha” está em gestação em São Paulo, nos mesmos moldes da passeata que em 1964 antecedeu o golpe contra João Goulart. A propósito de defender os valores familiares, convoca-se manifestação, com apoio de uma apresentadora do SBT que ganhou adeptos ao defender o linchamento de suspeitos de crimes, para uma passeata que deve sair da Praça da República em direção à Praça da Sé para protestar contra... contra “tudo que está aí”.
Acontece que “tudo que está aí” é resultado do processo de consolidação da democracia, com suas virtudes e vícios.
A convocação da marcha mistura o inconformismo de alguns pela decisão do STF com outras questões controversas, como a descriminalização do aborto, o direito ao casamento entre homossexuais e alguns aspectos do Estatuto da Criança e do Adolescente, mas a causa por trás da iniciativa não ousa dizer seu nome.
Na página oficial da apresentadora no Facebook (ver aqui), referendada pelo Sistema Brasileiro de Televisão, que explora uma concessão pública, há links para a campanha por uma intervenção militar, com deposição de governantes e fechamento do Congresso Nacional.
O movimento se cristalizou exatamente como reação à decisão do Supremo Tribunal Federal que reviu a condenação por formação de quadrilha imposta aos réus no caso chamado de “mensalão”.
Quem empurra o carro alegórico do atraso são personagens conhecidos de uma velha história, indivíduos que não concebem uma sociedade pluralista e democrática, que necessitam do amparo viril das armas para se sentirem cidadãos. Muitos desses personagens vociferam periodicamente sua impotência nos palanques que a imprensa lhes concede.
Do outro lado do espectro político, cresce a disposição de não permitir que o discurso antidemocrático ganhe o espaço público: militantes de movimentos sociais e correligionários do atual governo prometem ocupar a Praça da Sé para evitar que os manifestantes do retrocesso repitam a jornada de 1964.
Por enquanto, os jornais ainda não viram o potencial de risco desse eventual confronto.

Charge - Aroeira


Charge para O Dia.

Petistas que apoiam aliança lançam proposta tática


Representantes de tendências do PT do Pará que apoiam uma aliança com o PMDB já no primeiro turno, para as eleições de outubro, protocolaram nesta semana, na sede estadual do partido, o que chamam de proposta tática.
No documento, obtido com exclusividade pelo Espaço Aberto, os signatários reconhecem que "o ideal seria uma aliança liderada por uma candidatura do PT com apoio dos demais. Todavia, reconhecemos como também legítima a reivindicação do PMDB de apresentar o candidato da aliança ao Governo do Estado. Ademais, embora o PT tenha vários e bons quadros para assumir tal missão, reconhecemos que do ponto de vista eleitoral o candidato do PMDB situa-se em melhores condições na atualidade para nos levar a uma vitória nas eleições de outubro próximo. E, se a Ampla Aliança é a Tática Eleitoral mais acertada para o PT-Pará em 2014, então que ela seja posta em prática já no primeiro turno das eleições, impondo às candidaturas adversárias do nosso projeto uma derrota decisiva, tanto no Pará quanto ao nível federal."
Os apoiadores de uma aliança que teria como candidato ao governo o peemedebista Helder Barbalho e ao Senado o petista Paulo Rocha pedem, ao final, que a Comissão Executiva do PT-Pará "apresente e defenda no interior das instâncias da aliança ampla, os demais interesses do nosso Partido no Estado."
A pretensão de concretizar a coalizão com o PMDB colide com a intenção dos representantes de uma frente de petistas, que no dia 17 de fevereiro lançaram o nome do deputado federal Cláudio Puty como pré-candidato do próprio PT ao governo.
Em declarações ao Espaço Aberto, no dia 20 de fevereiro, Puty reiterou que será candidato a governador pelo PT, se assim decidir o Congresso do partido. "Até lá, percorrerei o Estado, reunirei com lideranças, exporei minhas ideias e mostrarei que a melhor tática para a oposição vencer a máquina pública e a hegemonia tucana não é ficarmos todos no mesmo lugar para sermos golpeados, mas agruparmos os setores sociais descontentes em torno de plataformas claras e partidariamente identificadas no primeiro turno para, no segundo, saber quem então vai apoiar quem. Eu sigo confiando na força do PT e de sua militância. Por isso confio na vitória", afirmou o deputado.
Abaixo, a íntegra do documento protocolado pelos apoiadores da aliança PT-PMDB já no primeiro turno.

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Belém, 22 de Fevereiro de 2014

Ao Presidente do Partido dos Trabalhadores no Estado do Pará

Ilustríssimo Senhor Presidente,

Os signatários deste, todos filiados ao Partido dos Trabalhadores no Estado do Pará, em cumprimento ao que estabelece a Resolução do Diretório Nacional de nosso Partido no que tange as definições de Tática Eleitoral para as eleições majoritárias de 2014, em cada Estado da Federação, apresentam a Vossa Senhoria, nesta data, as considerações abaixo, com solicitação de registro junto a Comissão Executiva do PT/Pará, a fim de que o assunto possa vir a debate no interior do corpo partidário e, em tempo hábil, produza as deliberações referentes à matéria em discussão.

DAS CONSIDERAÇÕES:
1. O PT completa, ao final do ano de 2014, um ciclo de 12 anos à frente da Presidência da República de nosso país. Como sabemos os oito primeiros anos foram liderados pelo companheiro Lula e os quatro restantes estão sendo conduzidos sob a liderança da companheira Dilma;

2. É de domínio público o grandioso sucesso político-administrativo alcançado pelo governo federal sob a liderança dos dois petistas acima citados. Seria cansativo enumerar aqui a quantidade de políticas públicas inovadoras que nosso Partido pôs em marcha nos últimos anos no país, promovendo avanços políticos, econômicos e sociais incalculáveis para o povo brasileiro, com benefícios explícitos para a população mais excluída de nossa sociedade;

3. Na base desse sucesso publicamente reconhecido, está a capacidade e o compromisso social dos nossos governos, com destaque ao acerto político que significou as deliberações partidárias que optaram por construir, em torno de nossas propostas, uma forte aliança partidária que vem garantindo ao longo do tempo, a governabilidade necessária para a implantação das políticas públicas inovadoras que estão mudando a sociedade brasileira;

4. Nossa estratégia para a transformação social do Brasil é exatamente essa: uma política de acúmulo de forças na institucionalidade, com a consequente ocupação de espaços desde os movimentos populares e sindicais, passando pelas prefeituras municipais, parlamentos, governos estaduais e governo federal. Todavia, não estamos sozinhos nessa vontade política de ocupar os espaços da institucionalidade. No dia a dia, para ocupar cada espaço em disputa, enfrentamos, desde grupos e partidos com posições de extrema direita, até grupos e partidos com posicionamento de extrema esquerda. Nesse contexto, as alianças partidárias e as coligações eleitorais de centro-esquerda ganham papel decisivo para garantiras vitórias necessárias, para garantir a governabilidade dos processos e para que o acúmulo político almejado seja contínuo;

5. Em 2014 haverá novas batalhas pela ocupação dos espaços institucionais que conduzem a política no país. Ao nível federal, é imprescindível a reeleição da companheira Dilma e a conquista de uma maioria na Câmara e no Senado Federal.Para tanto, as táticas eleitorais de cada estado precisam combinar objetivos estaduais com os nossos objetivos partidários do nível federal;

6. No Pará, estamos a quatro anos presenciando o desmonte de todos os avanços que a classe trabalhadora e a população do Pará conquistaram durante o governo democrático e popular da Ana Júlia. Ao passo que o país segue avançando nas mudanças e na construção de um projeto de nação autônomo e soberano,nosso estado esta na contra mão do Brasil, reproduzindo a trajetória histórica de exploração predatória dos seus recursos naturais, num modelo que concentra renda e perpetua a pobreza do seu povo, não avança na geração de empregos, promove os autos índices de violência e os graves problemas nas áreas de saúde e educação. Assim, o Pará está correndo o risco de perder a oportunidade de acompanhar o ciclo que, na próxima década, trará ao Brasil um desenvolvimento econômico e social nunca antes visto na história.

7. Assim, acreditamos que nossos objetivos nas eleições 2014 são reeleição da presidenta Dilma Rousseff, a derrota do PSDB no Estado, a manutenção ou ampliação do número de nossas bancadas de deputados federais (04) e estaduais (08), e a eleição de um senador. Para tal devemos definir uma tática eleitoral de ampla aliança com os partidos da base de sustentação do governo federal. Tal aliança precisa ser forte o suficiente para derrotar a candidatura do PSDB no Estado;

8. O ideal seria uma aliança liderada por uma candidatura do PT com apoio dos demais. Todavia, reconhecemos como também legítima a reivindicação do PMDB de apresentar o candidato da aliança ao Governo do Estado. Ademais, embora o PT tenha vários e bons quadros para assumir tal missão, reconhecemos que do ponto de vista eleitoral o candidato do PMDB situa-se em melhores condições na atualidade para nos levar a uma vitória nas eleições de outubro próximo. E, se a Ampla Aliança é a Tática Eleitoral mais acertada para o PT-Pará em 2014, então que ela seja posta em prática já no 1º turno das eleições, impondo às candidaturas adversárias do nosso projeto uma derrota decisiva, tanto no Pará quanto ao nível federal.

PROPOSIÇÃO:
"Que nas eleições majoritárias de 2014 no Pará, o Partido dos Trabalhadores faça parte de uma Ampla Aliança dos Partidos da Base de Sustentação do Governo Federal, apoiando desde o 1º turno, a candidatura de Helder Barbalho ao Governo do Estado, e reivindicando o apoio de todos os partidos para a candidatura do companheiro Paulo Rochaao Senado, assim como verticalização da aliança majoritária nas chapas proporcionais;

"Que a ampla aliança seja articulada em torno de um Eixo Programático para ser posto em prática pelo futuro governo, à luz das políticas públicas hoje implementadas pelo governo federal e nas experiências exitosas do Governo do PT no Pará. Que o futuro governo seja conduzido à luz dos princípios de uma Coalizão de Partidos;

"Que a Comissão Executiva do PT-Pará apresente e defenda no interior das instâncias da aliança ampla, os demais interesses do nosso Partido no Estado.

Assinam:
Advonsil Cândido Siqueira; Airton Luiz Faleiro; Alfredo Cardoso da Costa; Antônia Carvalho de Albuquerque; Apolônio Parente Brasileiro; Bernadete Ten Catem; Carlos Alberto Barros Bordalo; Carlos Augusto Santos Silva; Carmem Lúcia Guimarães Santiago; Cássio Nogueira da Conceição; Dilvanda Furtado Faro; Dirceu Tem Caten Pies; Elias Guimarães Santiago; Elizeth Cristina Vieira Costa; Emerson Cláudio Martins Caldas; Enéias de Oliveira Maciel; Erica Veiga de Souza; Esmerindo Batista; Euci Ana da Costa Gonçalves; Everaldo de Souza Martins Filho; Fernandes Martins Pereira; Geraldo Irineu Pastana de Oliveira; Ivanise Coelho Gasparim; Jaciele Lopes Feitosa; Jakelyne Alves Costa; João Batista Barbosa da Silva; Jorgiene dos Santos Oliveira; José Cristiano Martins Nunes; José Geraldo Torres da Silva; José Maria de Souza Melo; José Raimundo Pompeu Portilho; José Roberto Faro; Laércio Rogrigues Pereira; Lenita Cruz de Souza; Lindalva Aragão da Costa e Silva; Luana Gomes do Nascimento; Lucivaldo Ribeiro da Costa; Luiz Gonzaga Leite Lopes; Manoel Raimundo Carvalho Moraes; Marcos Antônio Pereira de Oliveira; Maria Antônia Silva de Arcanjo; Maria de Jesus dos Santos Lima; Maria de Nazaré Costa da Cruz; Maria Edina Moura de Oliveira; Maria Lúcia Machado; Maria Rosilene Freitas da Silva; Mauro Menezes da Silva; Milton Zimmer Schneider; Mônica de Almeida; Nazareno de Souza Santos; Otávio de Souza Pinheiro Neto; Raimundo Cesar da Costa Ferreira; Raimundo Nonato Santana; Raquel de Jesus Castro; Regiany Nascimento da Silva; Rita da Luz Serra; Sharles Rodrigues Peixoto; Shirley Rosana Ribeiro Pereira; Valdir Ganzer.

Líder do PMDB ataca Falcão e defende fim da aliança com o PT


Líder do PMDB na Câmara, o deputado Eduardo Cunha (RJ) defendeu nesta terça-feira (4) o rompimento da aliança nacional do partido com o PT.
Com críticas ao presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, Cunha disse que o PMDB "não é respeitado pelo PT" – por isso os peemedebistas devem repensar a união com o principal aliado para as eleições de outubro. "A cada dia que passo me convenço mais que temos de repensar está aliança, porque não somos respeitados pelo PT", afirmou em seu perfil no Twitter.
Em entrevista à Folha, o peemedebista reiterou as críticas e a defesa do fim da aliança ao afirmar que Falcão desrespeitou o PMDB ao fazer críticas a lideranças da sigla. "Não preciso xingá-lo como fizeram outras lideranças do PMDB porque não sou igual a ele. Mas por onde passa o Rui Falcão, mais difícil fica a aliança", afirmou.
Cunha reagiu a supostas declarações do presidente do PT que, durante sua passagem no Sambódromo no último domingo, teria afirmado que o grupo liderado pelo deputado peemedebista está "insatisfeito" porque não foi contemplado na reforma ministerial da presidente Dilma Rousseff.
O deputado disse que a bancada do PMDB da Câmara, como decidiu coletivamente, não vai indicar nenhum nome na reforma ministerial mesmo que o governo decida contemplá-la com uma pasta no primeiro escalão. "A bancada do PMDB na Câmara já decidiu que não indicará qualquer nome para substituir ministros. Pode ficar tudo para o Rui Falcão", alfinetou.
Cunha também disse que Falcão age de "má fé" ao propagar versão de que a ala ligada ao deputado esteja negociando a liberação de emendas parlamentares para destrancar a pauta de votações da Câmara. "Não me compare com o que o partido dele fazia no RJ, doido atrás de boquinhas", disse o peemedebista. O presidente do PT não foi encontrado para comentar as declarações de Cunha.
AMEAÇAS
Liderada por Cunha, a bancada do PMDB da Câmara decidiu adotar postura "independente" nas votações no Congresso desde que Dilma manifestou a intenção de retirar do grupo uma pasta na reforma ministerial. Os deputados decidiram não indicar nenhum nome à presidente e articulam a formação de um "blocão" com partidos insatisfeitos com o PT.
O grupo, capitaneado pelo PMDB, somaria mais de 250 dos 513 deputados – reunindo congressistas do PP, PR, PTB, PDT, Pros, PSC e o oposicionista Solidariedade. Os governistas atacaram a falta de interlocução com o governo, o rompimento de acordos para o pagamento das chamadas emendas parlamentares, a interferência do Planalto na pauta da Casa, além de privilégios ao PT e tratamento diferenciado para aliados no Senado –dentro do próprio PMDB.
A presidente Dilma Rousseff deve indicar o senador Vital do Rego (PMDB-PB) para o Ministério do Turismo, gesto que agrada à bancada do partido no Senado. Em contrapartida, não pretende manter sob o comando do PMDB da Câmara duas pastas que hoje são ocupadas por indicados da bancada: Turismo e Agricultura.
Paralelamente, PT e PMDB enfrentam problemas no Rio de Janeiro depois que os petistas confirmaram o lançamento da candidatura do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) ao governo do Estado. O PMDB vai lançar o vice-governador Luiz Fernando Pezão, que não tem o apoio dos petistas.
Em retaliação à candidatura de Lindbergh, parte do PMDB fluminense ameaça apoiar o presidenciável Aécio Neves(PSDB) – provável adversário da presidente Dilma Rousseff. Falcão acompanhou o desfile no Sambódromo, no domingo, no camarote do governador Sérgio Cabral (PMDB). No Sambódromo, Pezão voltou a prometer apoio à reeleição de Dilma Rousseff (PT).

Não dá para criarem um Celeiro $urreal?


Ei, meus caros, vocês conhecem o Rio $urreal?
Não?
Vejam a imagem aí embaixo.
Já tem mais de 200 mil seguidores no Facebook.
O Rio $urreal foi uma forma inventiva, prática e cidadã que os cariocas encontraram para denunciar os estabelecimentos cariocas que, sob o cheiro, os eflúvios (ohhh!) da Copa, resolveram esfolar o consumidor no bolso.
Pois é.
Sabem de uma coisa?
O Celeiro já está a merecer uma espécie de Celeiro $urreal.
Sem brincadeira.
Celeiro, vocês sabem, é aquele ponto de dilícias mil que fica na BR-316, entre Castanhal e Santa Maria do Pará.
No sábado de carnaval, leitor aqui do blog passou por lá e passou a mão num queijo do Marajó, aquele chamado queijo de búfala.
Sabem quanto? R$ 30. Exatamente isto: R$ 30.
Trinta contos de réis.
O cara quase tem uma indisposição intestinal que liquefaz o bolo fecal e precipita a sua expulsão pelos canais naturais do organismo.
Hehehe.
Tradução desse português castiço: pirrique; piriri.
Sim, o cara quase teve um pirrique diante do caixa.
E aí?
E aí que resolveu seguir em frente.
E 20 quilômetros adiante - apenas 20 quilômetros -, ele parou na barraca da Dinha.
E deparou-se com o mesmo, o mesmíssimo queijo de búfala que encontrara no Celeiro.
Encontrou o queijo de búfala que aparecem na imagem acima, remetida para o blog.
Sabem quanto?
Apenas R$ 16, meus caros.
Só e somente só R$ 16.
Sem dúvida: precisamos criar um Celeiro $Surreal.
Urgentemente.
Vocês não acham?
E olhem que não teremos Copa.
Imaginem se tivéssemos.


Oito horas de Belém a Salinas

Haja paciência.
Haja fôlego.
Haja vontade de mandar tudo pelos ares, mas, controladamente, evitar de fazê-lo.
Confiram aí a experiência do jornalista Francisco Sidou, que mandou para o Espaço Aberto esse testemunho, digamos assim, pungente sobre um passeio, uma jornada de lazer a Salinas, neste feriadão que era pra terminar hoje, mas para muitos ainda não terminará.
Ah, sim. Para os leitores do blog que nunca fizeram o mesmo percurso que o Sidou, saibam que, em média, uma viagem de Belém a Salinas dura 2 horas e meia. Na boa. Muito na boa.
Confiram abaixo o relato, remetido por e-mail.

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No último sábado, "gastei" oito horas no trajeto de Belém a Salinas. Na direção, não podia sequer dedicar esse valioso tempo à leitura, como no avião ou ônibus interestadual. Aliás, de avião dava para ter ido a Miami, tranquilo, com oito horas de voo. Então optei por ouvir música, MPB, clássica, gospel, o que tinha disponível.
Como reclamar dos gargalos do trânsito não mais adianta, até mesmo pela ausência total de qualquer agente da lei ou de trânsito naquele gargalo infernal desde o Entroncamento até Ananindeua, resolvi exercitar o poder da mente para, inclusive, reprimir uma necessidade fisiológica básica, provocada por medicação diurética controlada.
Mão não foi fácil. Ao chegar a Salinas, partilhei com amigos a solidariedade pelos maus momentos que passamos. Todos contabilizavam o tempo de viagem, alguns com seus potentes veículos se gabavam de ter tirado em "apenas" 5 horas, porque descontaram o atraso tão logo libertos das "amarras" do congestionamento colossal. E combinamos lançar este ano ano um novo bloco no carnaval do Sal: "Os filhos de Jó"...
Faz sentido, hão de convir. O bloco "As Desvairadas do Sal" perdeu este ano vários brincantes ou ficantes fiéis...

O grande desfile

Por ANA DINIZ, jornalista, em seu blog Na rede


Foi o maior desfile de todos os tempos por aqui: na BR-316, saída de Belém. Centenas de carros paralisados pela burrice antológica de frear os carros por meio de obstáculos nas rodovias: semáforos, lombadas, radares e etc. O dia inteiro dentro de um carro, para quem só tem três para se divertir ou descansar – é demais.


Havia carrinhos, carrões. Verdadeiras alegorias rumo à praia: tem gente que leva até geladeira na picape. Gente mascarada com óculos escuros, gente escondida em carros também escuros. Todas as cores do arco-íris brilhando na avenida, digo, rodovia. Um repique de buzinas. Êta, carnaval pai d’égua!
A responsabilidade, ou culpa, não é só das autoridades. Elas respondem apenas pela burrice de considerar uma estrada como uma rua qualquer, da mesma forma como colocaram uma arara fiscalizando 60 km/h de velocidade máxima no acesso ao aeroporto – inclusive de madrugada, vejam só! Mas Belém tem um trânsito tenebroso porque o desrespeito é um hábito arraigado. Grande quantidade de pessoas não considera a disciplina do trânsito como um marco civil, alguma coisa que preserva a vida, o direito de ir e vir, a convivência harmoniosa entre cidadãos. Elas a encaram como um estorvo a ser retirado do cotidiano. E cobram fiscalização – mas para os outros.

Há algumas lideranças nessa ideologia, se podemos chamar assim. Em primeiríssimo lugar, os condutores de ônibus. Não há neles qualquer resquício, ideia que seja, de manter-se dentro, já não diria da lei, mas da civilidade. Eles avançam sinal, fecham cruzamentos, apanham e largam passageiros no meio da rua, mudam o percurso sem aviso prévio, bloqueiam ruas inteiras, realizam pegas, ultrapassam pelo acostamento e, sempre que possível, avançam sobre os carros menores para tirá-los da frente. Desculpas? Várias: o horário, o engarrafamento, o alagamento... Mas são só desculpas; a verdade é que nada acontece com eles. As empresas não punem e sequer registram as queixas dos usuários. Com isso, eles se tornaram os profissionais da bagunça.

Logo em seguida aparecem os motoloucos. Compõem um grupo de motociclistas, talvez nem a maioria, mas extremamente significativo. Eles ignoram solenemente o fato de que parachoque de moto é cabeça de motoqueiro e o paralamas, suas pernas. Vivem em alto risco, inclusive servindo de condutores para bandidos. Consideram-se espertíssimos ao cometer todas as imprudências – e infrações – que podem. Muitos deles terminam no Renato Chaves. Mas isto não está sendo lição suficiente: eles conseguem ocupar alas inteiras do Hospital Metropolitano, cheios de ferragens, de onde sairão com sequelas para toda a vida.
Em terceiro lugar vêm os pedestres. Sim, os pedestres. Boa parte deles só usa as faixas de segurança se elas estiverem bem no caminho: se houver necessidade de andar dez passos para o lado e esperar, pode estar certo de que eles não farão isso. Eles se aglomeram nas pistas, alegando que perderão o ônibus se ficarem nas paradas; descem da calçada e andam pelo leito da rua, alegando que há perigo de assalto perto das casas ou que as árvores atrapalham.

E, finalmente, aqueles que dirigem achando que são imunes a tudo: à lei, ao fiscal do trânsito e até ao acidente. Esses donos da carteira, hábeis na carteirada e no suborno, geralmente são péssimos motoristas – afinal de contas, porque deveriam aprender, não é mesmo? A solução deles é outra... – e costumam usar a fila dupla e o pisca alerta com a naturalidade de quem tem a rua inteira para si. Dirigem perigosamente, porque dirigem mal; e conseguem transformar avenidas em caminhos estreitos de via-sacra.

Todos esses tipos participaram do maior desfile de todos os tempos em Belém. Sem nem pressentir que dançavam um baile de incompetência e deseducação. Afinal de contas, desfiles como esse do carnaval acontecem o ano inteiro, quase todos os dias, em Belém.

Mineração responde por mais de 270 mil empregos no Pará

A mineração desponta como a grande impulsionadora da geração de empregos, no Pará. Segundo o Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral), a cadeia produtiva mineral, respondeu por 271 mil empregos diretos e indiretos no Pará, em 2013. Conforme o sindicato há uma demanda de 99 mil novos postos de trabalho por conta da expansão e instalação de novos projetos minerais no estado.
Entre os destaques, está o projeto Alumina Rondon, localizado no município de Rondon do Pará, no sudeste paraense. Com previsão de início da operação em 2017, o empreendimento deve gerar, em média, 6.000 postos de trabalho na fase de implantação e 1.600 na operação. Até 2018, segundo o Simineral, serão investidos em torno de US$ 47 bilhões no setor mineral paraense.
A expansão da Sinobras, siderúrgica de aço de Marabá, também impactará, positivamente, no surgimento de novas oportunidades. Com um incremento de cerca de 360 mil toneladas de aço, alcançando cerca de 800 mil toneladas por ano, a companhia gerará 1.750 empregos diretos e 10.500 indiretos.
 “As possibilidades no mercado de trabalho são amplas e diversas no setor mineral. O segmento precisa do chaveiro ao engenheiro de Minas. O fato é que não faltarão oportunidades na mineração. Mas é preciso estar preparado para atender um mercado que, a cada dia, torna-se mais amplo e também exigente no quesito qualificação profissional”, ressalta José Fernando Gomes Júnior, presidente do Simineral, informando que, até 2017, serão investidos em torno de 47 bilhões de dólares na mineração paraense.
 O executivo ressalta, ainda, que a capacitação profissional está entre as prioridades do setor. As companhias investem, maciçamente, em programas de formação profissional, direcionados tanto ao jovem aprendiz, trainee e funcionário. “Para isso, as empresas mineradoras têm parcerias importantes com instituições de ensino, tanto locais como no Brasil e exterior, e com institutos, a exemplo do Senai, que tem sido fundamentais na qualificação profissional, especialmente, no interior do estado”, afirma.
Além de ser a grande propulsora da geração de empregos no Pará, a mineração é também o principal produto da pauta de exportação no Pará. Segundo levantamento do Simineral, dos US$ 15,8 bilhões em exportações totais do Pará em 2013, as indústrias de mineração e transformação mineral responderam por 88% deste valor. Juntas exportaram US$ 13,9 bilhões, fazendo do setor mineral o grande vetor de crescimento do comércio exterior paraense.

Anuário mineral
Todos os dados econômicos e socioambientais referentes à mineração paraense, bem como os novos empreendimentos minerais, estarão detalhados na terceira edição do Anuário Mineral do Pará, que será lançado pelo Simineral no dia 13 de março, no Espaço São José Liberto. Com o tema “Mineração sustentável. Um legado para a nossa gente”, a publicação deste ano será bilíngue, com tradução para o inglês.
Além de trazer uma radiografia completa do setor mineral, o Anuário conta com dois capítulos especiais: o de sustentabilidade e o dos pioneiros na mineração paraense. No capítulo de sustentabilidade poderão ser conferidos os projetos e ações socioambientais das empresas associadas ao Simineral. Já o capítulo dos pioneiros retrata a saga dos desbravadores, que relatam os detalhes da descoberta das primeiras jazidas minerais e da expansão do setor no Pará.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Um atalho para a impunidade



Esta na hora de mostrar que não somos capengas. Cabe às autoridades competentes agir rápido para evitar uma crise de confiança no Brasil. O caminho do processo contra os réus do mensalão mineiro, esquema de desvios de recursos públicos para a campanha à reeleição em 1998 do governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), é cheio de curvas sinuosas. O esquema é considerado pelo Ministério Público o laboratório que permitiu, anos mais tarde, ao operador Marcos Valério gestar o mensalão federal. Por causa desse último, ex-próceres do PT dormem agora na cadeia. O mesmo ainda não ocorre com os protagonistas do mensalão mineiro, apesar de sua precedência cronológica.
Já o processo contra o ex-ministro Walfrido Mares Guia, titular das pastas de Turismo e Relações Institucionais durante o governo Lula, antes vice- governador de Minas e coordenador da campanha de Azeredo, foi declarado extinto pela justiça de Minas Gerais. A juíza da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Neide Martins, entendeu que as acusações de peculato (desvio de dinheiro público) e formação de quadrilha prescreveram em 2012, quando Mares Guia completou 70 anos. Outro que pode ser beneficiário da morosidade da Justiça deverá ser Cláudio Mourão, ex-tesoureiro da campanha de Azeredo. Mourão faz 70 anos em abril - e faltam dez testemunhas de defesa a ouvir.
O PSDB tenta isolar o ex-governador mineiro, cujo destino está prestes a ser decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações dessas irregularidades foram comprovadas pelo Ministério Público Federal e Policia Federal, com desvios dos cofres mineiros de R$ 3 milhões à época, o equivalente a R$ 9,3 milhões em valores atuais, para a campanha à reeleição. Quem operou a fraude foi o publicitário Marcos Valério de Souza, condenado a 37 anos de cadeia no “mensalão” petista.
Nascia ali o embrião do esquema de financiamento ilegal de campanha mais tarde utilizado pelo PT. Em julho daquele ano, a agência de publicidade SMP&B, da qual Marcos Valério era sócio, pegou R$ 2,2 milhões no Banco Rural, também envolvido no escândalo petista. O empréstimo, serviu para abastecer os tucanos. A operação foi sugerida a Valério pelo tesoureiro de Azeredo, Cláudio Mourão, a pedido de Clésio Andrade, por causa da penúria financeira da campanha, conforme relato do publicitário à CPI dos Correios em 2005. Andrade tinha sido sócio de Valério na SMP&B e era vice na chapa de Azeredo.
O iminente julgamento de Azeredo não chegou a pegar o PSDB de surpresa, mas o rigor do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sim. Janot pede 22 anos de prisão. Nos últimos dias, vários integrantes da legenda puseram em prática a estratégia de isolar o réu e minimizar o alcance dos crimes em Minas Gerais. O PSDB e Aécio em particular, tentam circunscrever o crime ao entorno de Azeredo. Em vão. Agora, pergunta-se: A estratégia conseguirá preservar o tucanato, durante a eleição, do contágio em caso de eventual punição de Azeredo?
Azeredo renunciou ao mandato de deputado federal, na quarta-feira, 19. O ex-governador de Minas Gerais produziu uma manobra que pode embaralhar o jogo da ação penal que investiga o mensalão mineiro. A renúncia do principal réu é uma manobra que expõe as divergências do STF e ainda pode ser inócua, se os ministros resolverem levar o processo até o fim.
Se o STF entender que a renúncia ao mandato do deputado foi uma manobra protelatória, Azeredo será julgado pelo STF ainda este ano. Não terá direito a recorrer a outras instâncias, a exemplo do que ocorreu com os réus do mensalão do PT. Contudo, se o STF decidir que a ação na qual Azeredo é réu deve ir para a Justiça de Minas Gerais porque ele não possui mais foro privilegiado, ele ganha tempo até a condenação. Pois um processo em primeira instância demora no mínimo uns seis anos para ser concluído e o condenado ainda tem o direito de recorrer ao STF. É a famosa saída pelos fundos.

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SERGIO BARRA é médico e professor
sergiobarra9@gmail.com

O que ele disse


"A cada dia que passo me convenço mais que temos de repensar está aliança, porque não somos respeitados pelo PT"
Eduardo Cunha (RJ), líder do PMDB na Câmara dos Deputados, sentando a pua no presidente nacional do PT, Rui Falcão, e defendendo o rompimento da aliança com os petistas.