Colunista de O Globo e comentarista da CBN, Merval Pereira afirmou ter tido um “momento Yoani”, referindo-se aos protestos que a blogueira cubana enfrentou em sua visita ao Brasil na semana do dia 19 de fevereiro. O jornalista disse que foi xingado nominalmente ao sair da inauguração do Museu de Arte do Rio na Praça Mauá, na última sexta, 1º, por manifestantes ligados ao PT e ao PCdoB contrários à Medida Provisória dos Portos.
O jornalista criticou a agressão verbal e quase física. “Passei pelo grupo com minha mulher sob os gritos dos manifestantes, e um deles me reconheceu. Gritou alto: ‘Aí Merval fdp’”, publicou em sua coluna em O Globo desse domingo, 3. Com isso, outros manifestantes cercaram o carro e impediram sua saída, relatou. “Chutaram-no, socaram os vidros, puseram-se na frente com faixas e cartazes impedindo a visão do motorista. Só desistiram da agressão quando um grupo de PMs chegou para abrir caminho e permitir que o carro andasse”.
Segundo o texto de Merval, havia grupos fazendo manifestações ao redor do museu, de cuja inauguração também participavam a presidente Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes. “O barulho era insuportável dentro do museu, que, com seu lindo teto ondulado, criou um inesperado efeito acústico dentro do prédio”.
O “mais barulhento e agressivo” protestava contra a revitalização da zona portuária do Rio e contra a MP dos Portos. “O que esses jovens do PT, do PCdoB, da Juventude Socialista, do PDT, sei lá de onde, queriam dizer é que a revitalização do centro do Rio é uma modernidade que rejeitam”. Merval considera que o que está por trás dos protestos é a aliança entre órgãos sindicais e empresários que operam os portos sem competição, “beneficiando-se de uma reserva de mercado tão ultrapassada quanto prejudicial à economia brasileira”.
Um dos grupos protestava, de acordo com o post, contra o fechamento dos teatros do Rio de Janeiro, após a tragédia de Santa Maria. “Mas protestavam contra o quê? Deveriam mesmo protestar contra o fato de terem passado todo esse tempo trabalhando e recebendo pessoas em lugares sem condições de segurança adequada”, avalia. Outro grupo reivindicava por casas prometidas e não entregues.

Manifestantes contrários à MP dos Portos chutaram carro em que Pereira estava com sua mulher
(Imagem: Reprodução/Movimento Brasil de verdade)
(Imagem: Reprodução/Movimento Brasil de verdade)




















