Cargos, cargos e mais cargos.
Impressionante como o balcão de negócios está funcionando a mil no governo Temer, mesmo depois de rejeitada a denúncia para que esse impoluto seja processado perante o Supremo.
Aliás, depois da rejeição é que o balcão de negócios está mesmo funcionando a toda.
Durante a votação, se vocês se lembram, emissários do Planalto negociaram a liberação de emendas dentro do plenário - às escâncaras, sem qualquer vergonha e muito menos escrúpulos.
Agora, as exigências para votar a reforma da Previdência beiram a chantagem.
Vish!
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
E se Bernardinho for governador do Rio?
Bernardinho será candidato ao governo do Rio. https://t.co/fhi5MX3aOw pic.twitter.com/uiSam9vtcH— Lauro Jardim (@laurojardim) 10 de agosto de 2017
É mole?
Então, vamos fazer nossas apostas.
Quantos dedos, quantas bolas por segundo você acha que Bernardinho haverá de morder, se vier a ganhar a disputa para o governo do Rio?
Quem é Mayara Amaral?
Por Pauline Amaral, no Observatório da Imprensa
Minha irmã caçula, mulher, violonista com mestrado pela UFG e uma dissertação incrível sobre mulheres compositoras para violão. Desde ontem Mayara Amaral também é vítima de uma violência que parece cada vez mais banal na nossa sociedade. Crime de ódio contra as mulheres, contra um gênero considerado frágil e, para alguns, inferior e digno de ter sua vida tirada apenas por ser jovem, talentosa, bonita…por ser mulher.
Mais uma vez a sociedade falhou e uma mulher, uma jovem professora de música de 27 anos, foi outra vítima da barbárie de homens que não podem nem serem considerados humanos. Foram três, três homens contra uma jovem mulher.
Um deles, Luis Alberto Bastos Barbosa, 29 anos, por quem ela estava cegamente apaixonada, atraiu-a para um motel, levando consigo um martelo na mochila. Lá, ele encontrou um de seus comparsas.
Em uma das matérias que noticiaram o crime, os suspeitos dizem que mantiveram relações sexuais com minha irmã com o consentimento dela. Para que o martelo então, se era consentido?
Estranhamente, nenhuma das matérias aparece a palavra ESTUPRO, apesar de todas as evidências.
Às vezes tenho a sensação de que setores da imprensa estão tomando como verdade a palavra desses assassinos. O tratamento que dão ao caso me indigna profundamente.
Quando escrevem que Mayara era a “mulher achada carbonizada” que foi ensaiar com a banda, ela está em uma foto como uma menina. Quando a suspeita envolvia “namorado” hiper-sexualizam a imagem dela. Quando a notícia fala que a cena do crime é um motel, minha irmã aparece vulnerável, molhada na praia.
Quando falam da inspiração de Mayara, associam-na com a história do pai e avô e a foto muda: é ela com o violão, porém com sua face cortada. Esse tipo de tratamento não representa quem minha irmã foi. Isso é desumanização. Por favor, tenham cuidado, colegas jornalistas.
Para nossa tristeza, grande parte das notícias dão bastante voz aos assassinos e fazem coro à falsa ideia de que os acusados só queriam roubar um carro. Um carro que foi vendido por mil reais. Mil reais. Um Gol quadrado, ano 1992. Se eles quisessem só roubá-la, não precisariam atraí-la para um motel.
Um dos assassinos, Luís, de família rica, vai tentar se livrar de uma condenação alegando privação momentânea dos sentidos por conta de uso de drogas. Não bastando matar a minha irmã, da forma que fizeram, agora querem destruir sua reputação. Eis a versão do monstro: minha irmã consentiu em ser violada por eles, elas decidiram roubá-la, ela reagiu fisicamente e eles, sob o efeito de drogas, golpearam-na com o martelo – e ela morreu por acidente. Pela memória da minha irmã, e pela de outras mulheres que passaram por esta mesma violência, não propaguem essa mentira! Confio que a Polícia e o Ministério Público não aceitarão esta narrativa covarde, e peço a solidariedade e vigilância de todos para que a justiça seja feita.
Na delegacia disseram à minha mãe que uma outra jovem já havia registrado uma denúncia contra Luís por tentativa de abuso sexual… Investiguem! Se essa informação proceder, este é mais um crime pelo qual ele deve responder. E uma prova de como a justiça tem tratado as queixas feitas por nós, mulheres. Se naquela ocasião ele tivesse sido punido exemplarmente, talvez minha irmã não tivesse sofrido este destino.
Foi tudo premeditado: ela foi estuprada por dois desumanos.
O terceiro comparsa – não menos monstruoso – ajudou a levar o corpo da minha irmã para um lugar ermo, e lá atearam fogo nela, como se a brutalidade das marteladas no crânio já não fosse crueldade demais. Minha irmã foi encontrada com o corpo ainda em chamas, apenas de calcinha e uma de suas mãos foi a única parte de seu corpo que sobrou para que meu pai fizesse o reconhecimento no IML. “Parece que ela fazia uma nota com os dedos”, disse meu pai pelo telefone.
A confirmação veio logo depois, com o resultado do exame de DNA. Era ela mesmo e eu gritei um choro sufocado.
Eu vou dedicar o meu luto à memória da minha irmã, e a não permitir que ela seja vilipendiada pela versão imunda de seus algozes. Como tantas outras vítimas de violência, a Mayara merece JUSTIÇA – não que isso vá diminuir nossa dor, mas porque só isso pode ajudar a curar uma sociedade doente, e a proteger outras mulheres do mesmo destino.
**
Pauliane Amaral é coordenadora na unidade de comunicação no Sistema Famasul e irmã de Mayara Amaral.
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
A "mentirinha" de Wlad e a degradação da política
Então, é o seguinte.
O deputado Wladimir Costa (SD-PA), esse parlamentar que verdadeiramente enobrece o Congresso Nacional e a classe política brasileira, fez nesta quarta-feira uma revelação bombástica - porque assustadora, espantosa, inédita e surpreendente.
Disse que a tatuagem no ombro dele não era de verdade.
Era de brincadeirinha.
Era um faz de conta.
Era, digamos assim, um debochezinho.
Hehe.
Grande Wlad.
Ele imagina, acreditem, que alguém embarcou nessa palhaçada.
Todo mundo sabia que era um faz de conta, é claro.
Como a gente sabe que esse debochezinho, no contexto do vale-tudo de sarjeta, é uma grande contribuição de Sua Excelência para a degradação da política.
Como todo o respeito.
Camas "reservam" vagas em via pública
Espiem só.
A imagem abaixo foi exposta numa tuitada do @belemtransito, nesta quarta-feira (09).
As camas que aparecem garantindo as vagas estão na Travessa 14 de Março, próximo à Rua Boaventura da Silva.
E ainda há quem insista em tentar negar que Belém seja uma terra onde as transgressões - escandalosas, escancaradas, clamorosas - acontecem a céu aberto.
Literalmente.
A imagem abaixo foi exposta numa tuitada do @belemtransito, nesta quarta-feira (09).
As camas que aparecem garantindo as vagas estão na Travessa 14 de Março, próximo à Rua Boaventura da Silva.
E ainda há quem insista em tentar negar que Belém seja uma terra onde as transgressões - escandalosas, escancaradas, clamorosas - acontecem a céu aberto.
Literalmente.
Nova modalidade de guardar vagas públicas: com camas. pic.twitter.com/dQFwalwQo0— Belém Trânsito (@belemtransito) 8 de agosto de 2017
Raquel Dodge quer competir com Gilmar Mendes?
Com todo o respeito. Todo mesmo.
Mas dizer a procuradora-geral eleita, Raquel Dodge, que foi ao Palácio do Jaburu, às esconsas, num encontro fora da agenda e tarde da noite, para tratar com o presidente Michel Temer sobre detalhes para a posse dela, dizer isso não passa de um grande desrespeito às nossas inteligências.
Porque não se tinha notícia, até agora, que incumbências dessa natureza tenham sido assumidas pela maior autoridade da República e pela maior autoridade do Ministério Público Federal, em vez de encarregarem-se os respectivos cerimoniais - tanto o da Presidência como o da PGR.
Aliás, o que mesmo Raquel Dodge foi fazer no Jaburu, hein?
Quer competir com Gilmar Mendes, o conselheiro mais categorizado da Presidência da República?
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
No vale-tudo de sarjeta, Wladimir Costa desponta soberano
Nas duas últimas semanas, nenhum dos 513
deputados federais, à exceção do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, teve tanta
visibilidade, tanta mídia, tanta exposição pública e despertou tanta polêmica
em dimensão nacional como o paraense Wladimir Costa, o Wlad, do SD.
Sua Excelência, para aparecer (literalmente)
tanto e de forma tão intensa, fez o seguinte, mais ou menos pela ordem.
1. Ensinou algumas técnicas, digamos assim, para
ganhar cargos, favores e benesses no governo. O receituário indicado exige,
entre outras coisas, fazer
cara de coitadinho.
2. Tatuou
o nome de Temer no ombro direito, pouco antes de o plenário da Câmara
rejeitar, por maioria de votos, a denúncia da PGR contra o presidente.
3. Durante a sessão da Câmara sobre a denúncia, pediu
nudes para uma mulher.
4. Respondeu de tal forma a uma repórter da CBN
que partidos de oposição cogitam levá-lo ao Conselho de Ética, por suposto
assédio contra a jornalista.
5. Criticado pelo jornalista Ricardo Boechat
durante um programa da Rádio Bandeirantes, foi para as redes sociais e gravou um vídeo recheado de
impropérios.
Ninguém pode impedir o deputado de externar suas
opiniões, ainda que contundentes. E ele, igualmente, que assuma condutas
quaisquer para defender a si mesmo e as ideias que esposa.
Mas neste momento, em que a política e os
políticos são execrados por segmentos de vieses ideológicos os mais diversos,
seria necessário que parlamentares sopesassem o que eles ganham - e a política
também - quando se entregam a um vale-tudo
de sarjeta, como esse em que o deputado Wladimir Costa é um dos
protagonistas.
As guerras deles têm horrores. As nossas guerras também.
Os dramas de refugiados - sírios, sobretudo -
que nos últimos anos têm invadido países da Europa nem sempre merecem de nós,
brasileiros, a atenção que exigem todos os eventos expressivos da degradação
humana.
E talvez não mereçam de nós essa atenção por
dois motivos básicos: porque, felizmente, estamos distantes das guerras travadas em outros continentes e
porque já temos as nossas guerras por
aqui.
Nas nossas
guerras diárias, crianças são
arrastadas por quilômetros na rabeira de veículos dirigidos por bandidos,
crianças são mortas por balas perdidas em suas próprias escolas e o crime
organizado faz centenas de vítimas, diariamente, em todo o País.
Nas guerras
travadas longe de nós, os horrores fazem com que pais desconheçam a certeza da
morte representada pela fuga em botes infláveis e exponham a eles próprios e
seus filhos aos riscos de um fim trágico, como é o caso do garotinho
sírio que morreu no mar e foi dar a uma praia da Turquia, em setembro
de 2015, como registrado numa das imagens mais chocantes, pungentes, trágicas e
dolorosas já captadas pelas lentes de um fotógrafo desde o fim da Segunda
Grande Guerra.
Nas nossas
guerras, o cidadão que acorda numa manhã qualquer e sai à rua pode ser
assaltado e perder a vida na porta de casa.
Nas guerras deles, o cidadão pode acordar de
manhã, sair à porta de casa, vislumbrar as cerejeiras ainda em flor, os carros
passando lentamente e um cachorro esquelético levando na boca uma cabeça.
Sim, um cachorro levando na boca uma cabeça -
humana, de gente. Uma cabeça seccionada do corpo de alguém.
"Temos que partir, rápido". Quando acabou de ver a cena tétrica do
cachorro com uma cabeça humana na boca, foi a essa a reação imediata do
professor Joude Jassouma, anunciando à
esposa, Aya, que tinham de fugir de Alepo com a filhinha Zaine.
A descrição dessa aventura está no livro Eu Venho de Alepo (Editora Vestígio), um
relato emocionante sobre a fuga, para a liberdade, de uma família compelida a
abandonar sua terra natal, seus parentes e amigos por não suportar mais tanto
horror, tanta crueldade, tanta violência produzidos pelos confrontos entre o exército de Bashar
al-Assad e as forças rebeldes lideradas pelos jihadistas da Frente al-Nusra e
do Estado Islâmico.
No livro, Jassouma
descreve seus esforços para estudar, para formar uma família, para lecionar
francês e, quando não mais foi mais possível viver em seu país, seus esforços
para fugir de Alepo e procurar a paz.
E mais: em meio ao drama de atravessar o Mar
Egeu com a mulher e a filha de colo, Joude
Jassouma ainda teve que enfrentar as tensões antes de ser acolhido na França e
os desafios de demonstrar, com suas condutas, que refugiados de países
islâmicos não podem e nem devem ser vítimas de estigmas e preconceitos odiosos.
"Gostaria ainda
que este livro fornecesse uma imagem diferente dos refugiados. Compreendo os
temores dos franceses, os traumas provocados pelos atentados de Charlie Hebdo,
do supermercado Hyper Cacher, do Bataclan, de Nice... Gostaria de dizer para não
terem de nós: estão vendo, somos como vocês", diz Joude Jassouma.
Leiam Eu Venho de Alepo.
Inclusive para
constarem que as guerras deles, em muitos aspectos, não estão muito
distantes das nossas guerras.
Negócios, negócios, negócios. É o futebol!
Espiem só.
E essa gente inocente - ou que se faz inocente -
ainda acha que há romantismo em futebol.
Ah, coitados!
Repita-se o que já foi dito aqui: no futebol,
paixão mesmo é só de torcedor.
O resto é negócio.
Puríssimo negócio.
O que ele disse
"Quanto a Janot,
eu o considero o procurador-geral mais desqualificado que já passou pela história
da Procuradoria. Porque ele não tem condições, na verdade não tem preparo
jurídico nem emocional para dirigir algum órgão dessa importância."
Gilmar Mendes,
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em mais um capítulo
da guerra verbal que trava com o procurador-geral da República, Rodrigo
Janot.
sábado, 5 de agosto de 2017
Neymar em suas duas novas casas
La rencontre entre @neymarjr et les supporters au Parc ! 😀 pic.twitter.com/T3Fw98X2cv— PSG Officiel (@PSG_inside) 5 de agosto de 2017
Está aí Neymar.
Em sua nova casa.
Ou melhor, em suas duas novas casas.
O PSG e Paris.
Paris que, segundo o Marca, virou uma espécie de DisNeymar París.
Se alguém perguntar por ele...
Se alguém perguntar por essa Pérola Negra, digam que ele está afinando seus acordes na eternidade.
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
Conformismo tem preço. E preço altíssimo.
Levante a mão quem discorda.
Eu não levanto.
Eu não levanto.
Uma publicação compartilhada por Blog Espaço Aberto (@blogdoespacoaberto) em
Os gritos para Wlad após seu momento de histrionismo
“Já pode apertar a descarga” e “mostra a hena,
deputado”.
Era o grito que mais se ouvia no plenário da
Câmara, na última quarta-feira, quando Wladimir Costa (SD-PA), o folclórico,
encerrou seu histriônico discurso em que defendeu o denunciado Michel Temer.
Vergonha alheia!
Como cada um votou, Estado por Estado
Clique aqui
para conferia a relação dos deputados que votaram (sim) para arquivar o pedido
de investigação do denunciado Michel Temer, os que se abstiveram, os que
votarão "não" (pelo prosseguimento do processo) e os que não
apareceram para votar, Estado por Estado.
Temer, vejam só, sonha em ser Donald Trump
Hehe.
Temer, hoje, deve estar sonhando em ser Trump.
Pelo menos em termos de popularidade.
Ontem, anunciou-se a popularidade de Trump: apenas
33% dos eleitores americanos disseram que aprovam o trabalho do governante,
enquanto 61% expressaram rejeição, de acordo com pesquisa da Universidade
Quinnipiac.
E Temer?
Na última aferição, no final de julho, o
denunciado atingiu o mais alto índice de reprovação desde o começo da série
histórica, iniciada no governo Sarney (1986).
O governo Temer soma 70% de "ruim e
péssimo", 21% de "regular" e apenas 5% de "bom ou
ótimo". Outros 4% não souberam responder.
Vish!
O futebol está virando uma coisa muito maluca
Que coisa pavorosa, hein, meus caros?
Quando a gente pensa que o nível de maluquice no
futebol brasileiro já atingiu o limite, eis que sobrevém uma absurdez a mais
para indicar que a maluquice subiu acima do limite.
Ainda repercute muito a última do Santos que solta os cachorros contra
o repórter Eric Faria, acusando-o de interferir na desmarcação de um pênalti para o Peixe, na partida recente, na Vila Belmiro, em que o Santos foi desclassificado da Copa do Brasil,
mesmo tendo vencido a partida por 4 a 2.
A diretoria santista sustenta que o repórter
teria repassado informação ao quarto árbitro, Flávio Rodrigues de Souza, e
que este, transmitindo-a ao árbitro central, Leandro Vuaden , acabou
convencendo a arbitragem de que não houve a penalidade.
Mas cadê uma imagem, apenas uma que seja, para indicar
que o repórter se aproximou do quarto árbitro para apitar no ouvido dele que as imagens mostrariam a inexistência do
pênalti?
Cadê?
Um cartola do Santos já disse que as provas
serão apresentadas no foro adequado, o STJD, quando vier a ser formalizado o
pedido de anulação da partida.
Pois o clube tem a obrigação de comprovar o fato
com imagem. Ou com outra prova convincente.
Do contrário, incorrerá num crime.
No mais, registre-se o desabafo do repórter ao
programa Redação SporTV:
"Isso
tudo é muito chato. A gente gosta de vir aqui falar de futebol, e o futebol
está virando uma coisa muito maluca, que não é o que a gente gosta de ver. Eu
estar aqui hoje falando de uma acusação leviana, falsa, que está me dando um
pouco de dor de cabeça em rede social, já recebi um monte de ameaças de morte,
que se eu for na Vila Belmiro vou sair no camburão do IML, vou tomar paulada,
pedrada, enfim. Mais do que um jornalista, tem um cidadão aqui, pai de família,
pai de dois filhos. Ontem, no meio da confusão, tenho um menino de 10 anos que
me mandou um WhatsApp: 'Está tudo bem, pai, nesse rolo todo? Está vindo para
casa bem?'".
Sim. Repetindo o jornalista, "o futebol
está virando uma coisa muito maluca".
O que ele disse
Do deputado Júlio federal Júlio Lopes, ex-secretário
de Sérgio Cabral, em memorável discurso (mamãããããeeee!) durante a sessão da
Câmara que manteve a incolumidade penal do presidente Michel Temer.
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
Temer venceu. Um dia o Brasil ainda terá jeito.
A parada é a seguinte.
Responda aí o primeiro que levantar a mão: você acreditava, sinceramente, que Michel Temer fosse resistir a esse mar de lama que começou a jorrar precisamente no dia 17 de maio, quando veio à tona o teor da conversa horrorosa entre ele e Joesley Batista?
Vou logo confessar: eu não acreditava.
Ao contrário, este repórter apostava que Temer seria compelido a renunciar, no máximo já na semana seguinte à da revelação das denúncias.
E renunciaria, achava eu, premido pelas circunstâncias do escândalo que era revelado ao País.
Que nada.
Confesso que me enganei, meus caros.
E confessemos: todos nos enganamos.
Enganamo-nos (esta construção é uma homenagem a Temer, vá lá) porque, talvez, ainda vislumbramos, aqui e ali, alguns restos, alguns resquícios, algumas réstias de princípios ditos republicanos no Brasil.
Desta vez, no entanto, esse rebotalho não produziu qualquer efeito.
E Temer escapou do processo pelas mãos da Câmara, que decidiu na noite desta quarta-feira (02), por 263 votos contra 227, rejeitar a aceitação da denúncia da Procuradoria-Geral da República para que ele fosse processado penalmente, perante o Supremo, pelo crime de corrupção passiva.
Temer escapou, digamos em português de Portugal, porque gosta de política - inclusive da mais rasteira.
Dilma, por seu turno, não.
Não gostava nem da alta, nem da baixa política.
Confessava para os mais chegados que seus piores momentos na presidência eram aqueles em que se via obrigada a negociar com o Congresso.
Temer, ao contrário, faz isso por hábito, costume, prática, rotina e paixão.
Temer sabe como acarinhar, acariciar e afagar essas crianças ladinas que exercem mandatos eletivos por delegação popular.
Ontem, enquanto rolava a sessão, lá mesmo no plenário da Câmara, emissários do Planalto negociavam sem quaisquer receios, recalques ou escrúpulos a liberação de emendas, ora bolas.
Hehe.
Olhem, vou confessar outra coisa.
Depois dessa, acho sinceramente que o Brasil ainda tem jeito.
Mas é preciso que encontremos um jeito de dar um jeito no Brasil.
Sinceramente.
Agora compreende-se a tatuagem de Wlad
Leiam essa postagem no blog de Augusto Nunes.
Leva o título de A
tatuagem do deputado pode mudar de ideia.
Faz sentido.
O que custa um simples "fora", mesmo
que seja escrito com henna?
-----------------------------------------------------
Entre fevereiro de 2015 e julho de 2016, o
deputado federal Wladimir Costa faltou a 129 das 174 sessões da Câmara. A
maioria dos sumiços foi justificada por atestados médicos que atribuíam a
ausência a dores na coluna. Pelo menos o ombro direito vai muito bem,
informaram nesta segunda-feira fotografias que mostram essa parte do corpo do
parlamentar paraense tatuada com o sobrenome do presidente Michel Temer sob uma
bandeira do Brasil.
A
manifestação de lealdade seria comovente se o manifestante merecesse confiança.
Não merece. Durante o processo de cassação de Eduardo Cunha, por exemplo, ele
foi um dos mais belicosos generais da tropa de choque do presidente da Câmara.
Ao constatar que a derrota se tornara irreversível, mudou imediatamente de
ideia e votou a favor da cassação. Wladimir sempre se curva à direção e à força
dos ventos.
Caso
soprem contra Temer, o deputado não hesitará em acrescentar à tatuagem a
palavra “Fora” no espaço de pele acima da bandeira nacional.
"Mimimi" romântico sobre saída de Neymar do Barça é chatíssimo
Mas que chatice esse mimimi romântico em torno da saída do Neymar do Barcelona para o
PSG, hein, gente?
Santa paciência!
Há alguns mimimis
que são até proveitosos para um bom debate, mas esse aí, repito, está
chatíssimo.
O chororô é porque, segundo dizem principalmente
coleguinhas do jornalismo esportivo, Neymar estaria mais interessado em ganhar
dinheiro do que em demonstrar um edificante sentimento de amor, de gratidão e
reconhecimento pelo clube que o projetou no cenário mundial, no caso do
Barcelona.
Hehe.
Isso só poder ser brincadeira, meus caros.
Neymar é profissional, rapazes e moças
inocentes. E tinha com o Barcelona uma relação profissional, amparada num
contrato muito bem costurado.
A saída do Neymar para o PSG vai ser ótima pra
ele, profissionalmente.
E o Barcelona, sem Neymar, estará muito melhor
do que já está, financeiramente. Só de multa contratual vai entupir seus cofres
com 222 milhões de euros, cerca de R$ 800 milhões. Ou quase R$ 1 bilhão.
Vocês acham que o Barcelona vai se atirar do
último andar do prédio mais alto da maravilhosa, resplandecente e efervescente
cidade catalã porque perdeu Neymar?
Contem outra. Contem urgentemente outra!
Olhem só.
Em maio deste ano, estive em Barcelona. Passei
uns cinco dias. Gostaria de ter passado 150.
Visitei, como não poderia deixar de ser, o Camp Nou, a casa do Barça.
Uma experiência fantástica, sem dúvida.
Realmente, o Barcelona é mais que um clube, como se lê nas arquibancadas do estádio.
Fiz trocentas
fotos.
Algumas delas estão aí.
Lá em cima, aparece um baita painel de Neymar na enorme, gigantesca, magnífica megastore do Barcelona.
Numa outra foto, Neymar aparece em destaque na
entrada do estádio.
E no museu, ele também é um dos destaques, ao
lado, como não poderia deixar de ser, de Lionel Messi.
Então, é o seguinte: o Barcelona ajudou a
enriquecer Neymar, que está milionário para o resto da vida, ainda que viva 400
anos. E Neymar ajudou a enriquecer o Barcelona, meus caros. E como ajudou.
Sendo assim, estamos conversados.
A mão esquerda lava a direita. E vice-versa.
Que venha o PSG.
Boa sorte ao Neymar.
E ao Barcelona também.
Ponto.
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
Deputado que tatuou "Temer": a bizarrice subiu à cabeça
Na coluna
Radar, de "Veja", sob o título acima.
Sem mais comentários.
Só uma cosita mas.
A tatuagem de Wlad parece estar borrada. A tinta,
inclusive, sujou sua regata amarela.
Será tatuagem mesmo - que teria custado R$ 12.00
- ou será henna?
O tempo - breve tempo - dirá.
Taxa é primeiro passo para evitar carros em praia da Salinas
De leitor do Espaço Aberto, sobre a postagem As desculpas para os carros tragados por ondas em Salinas:
Estamos em 2017 e ainda se permite entrar com carro na praia do Atalaia.
Mas como deve haver resistência de comerciantes locais, essa proibição deve ser iniciada na forma gradativa, como, por exemplo, cobrança de taxa ambiental para veículo que queira adentrar na praia com seu veículo.
Isso aumentaria o turismo de Salinas. Hoje o turismo selvagem não representa rentabilidade para o comerciante local. Os visitantes sazonais já levam todo seu supermercado de Belém e só levam danos ambientais para Salinas.
Vale tudo. Ou quase tudo.
É mais ou menos isso.
Se não for exatamente isso.
Se não for exatamente isso.
As vésperas da votação que pode denunciá-lo, Temer anistia a grilagem e suspende demarcações de terras indígenas. Objetivo: escapar do STF! pic.twitter.com/Tef7Q85eCM— Observatório Clima (@obsclima) 2 de agosto de 2017
Pará no topo da gastronomia
Pesquisa do Ministério do Turismo mostra que, enquanto a gastronomia brasileira recebeu nota máxima (muito bom e bom), de 95,4% dos visitantes internacionais, a de Belém chegou ao topo, com 99,2% de aprovação.
Os cheiros e sabores da fauna e da flora da Amazônia – açaí, camarão, caranguejo, peixes, além de ervas - como o jambu -, pimentas e a famosa farinha de mandioca - encantaram turistas da França, principal emissor de turistas para Belém em 2016, com 34% do total de visitantes, e também do Suriname, Estados Unidos, Holanda, Argentina, Alemanha, entre outros.
Clique abaixo para ler a matéria completa.
Os cheiros e sabores da fauna e da flora da Amazônia – açaí, camarão, caranguejo, peixes, além de ervas - como o jambu -, pimentas e a famosa farinha de mandioca - encantaram turistas da França, principal emissor de turistas para Belém em 2016, com 34% do total de visitantes, e também do Suriname, Estados Unidos, Holanda, Argentina, Alemanha, entre outros.
Clique abaixo para ler a matéria completa.
Felipe Melo de pileque ao exasperar-se? Contem outra.
Com todo o respeito às ingenuidades.
Mas quem acredita que Felipe
Melo estava de pileque ao gravar esse áudio é capazes de acreditar que
uma bola é quadrada; ou que o Íbis, tido como o pior time do mundo, vai contratar
o Neymar antes do PSG.
É mais provável que ele gravou o áudio, como se
diz, de caso pensado. E não se
descarta que tenha pensado, inclusive, em fazer vazar o áudio para depois dizer
que não quis dizer tudinho exatamente
como disse.
Contem outra, meus caros.
Pelo histórico de extrema moderação,
comedimento, sensatez e prudência de Felipe Melo, fica difícil, muito difícil,
que ele estivesse de pileque.
Felipe estava - ou está - com Cuca entalado na
garganta. Como não tinha como dizer-lhe tudo o que teve vontade, arranjou essa
forma aí.
E disse, ora.
O que ele disse
"Não tenham medo de lutar contra a corrupção e não se deixem seduzir por ela! Confiantes no Senhor, cuja presença é fonte de vida em abundância, e sob o manto de Maria, vocês podem redescobrir a criatividade e a força para serem protagonistas de una cultura de aliança e assim gerar novos paradigmas que venham a pautar a vida do Brasil”.
Papa Francisco, em mensagem aos jovens brasileiros.
terça-feira, 1 de agosto de 2017
Trânsito no Atalaia continua uma “casa de Noca”
Olhem só.
Em maio de 2014, portanto já lá se vão mais de
três anos, o Espaço Aberto publicou artigo do jornalista Francisco, intitulado Trânsito na praia.
No artigo, Sidou diz o seguinte sobre o tráfego
de veículos nas praias de Salinas:
Os
danos ambientais provocados pela circulação de automotores na praia também já
são visíveis a olho nu, comprometendo a vegetação e ameaçando as dunas. Os
argumentos contra e a favor certamente serão debatidos na audiência pública. Os
donos de barracas, em sua maioria, têm posição firmada contra a medida, por
razões de ordem econômica. Ocorre, que as razões de ordem ambiental e do
interesse coletivo não podem ser simplesmente desprezados por causa do lucro ou
prejuízo de algum tipo de comércio.
Diz ainda:
A
questão também suscita polêmicas entre os juristas e especialistas em trânsito.
Há os que entendem que o trânsito na praia está sujeito aos mesmos
procedimentos normatizados pelo Código Nacional de Trânsito, multas e punições,
inclusive. Mas os agentes do Detran (pelo menos os que abordei) entendem que na
praia o território é livre , seria da União ou de "ninguém", tanto
que não fiscalizam o trânsito na areia. Os agentes municipais também dizem que
o tema não é de sua "área de competência". O que está faltando , na
verdade, é uma decisão no sentido de regulamentar aquela "Casa de
Noca" em que se transforma a praia do Atalaia em dias de feriadão ou de
verão. Ali todo mundo manda, ninguém obedece e ninguém tem razão.
Pois é.
Há três anos, há 30 anos, há 300 anos que a Casa de Noca se mantém intacta.
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