sexta-feira, 4 de julho de 2014

A Fifa se revela em outro escândalo. Leiam Mujica.

Pepe Mujica: Ele sabe o que diz. Realmente sabe.
Vocês mesmos  são testemunhas, né?
A Fifa não é propriamente uma entidade.
Não é propriamente aquilo a que os coleguinhas - muitos deles - chamam de entidade mater do futebol mundial.
Não.
A Fifa é uma república.
Movimenta bilhões de dólares.
Só com esta Copa do Brasil, estima-se que a Fifa vai embolsar R$ 10 bilhões.
O valores financeiros sob controle da Fifa são exponencialmente maiores do que o de muitas repúblicas do mundo.
Não é toa que seus dirigentes são paparicados.
Não é à toa que este cidadão, Joseph Blatter, teve no Brasil um tratamento de chefe de Estado.
Pois é.
Como república - e não entidade - que é, a Fifa é uma das mais corruptas da face deste planeta.
Agora mesmo, a Copa do Brasil tem tudo para entrar para a História por muitos motivos - pelas partidaças, pelas viradas surpreendentes,  pelo enorme média de gols, pela enorme média de público nos estádios, pela mordida que fez um jogador pegar a punição mais pesada em todos os Mundiais, enfim, a Copa das Copas.
Mas a Copa do Brasil também tem tudo para inscrever-se na História como a Copa em que se revelou um dos maiores escândalos de todos os Mundiais.
Trata-se de um megaesquema de frauudes na venda de ingressos.
Com um detalhe.
Um detalhe dos menos desprezíveis: um funcionário da Fifa está envolvido.
E também são suspeitos funcionários da Match.
Quem é, o que é a Match?
É uma empresa.
É a responsável pela comercialização de pacotes de ingressos e camarotes.
É subsidiária da Infront, que tem entre seus sócios Phillip Blatter.
Que vem a ser sobrinho dele, Joseph.
Joseph Blatter, o presidente da Fifa, que já disse: "Eu não sei de nada".
Hehehe.
Vocês conhecem Pepe Mujica?
Leiam Mujica.
E acreditem: Mujica, meus caros, é o cara.
Mujica sabe o que diz.
Realmente sabe.

Neymar chama jornalista de irresponsável

Na tarde desta quinta-feira (3/7), o atacante da seleção brasileira Neymar Jr. usou sua conta no Instagram para criticar uma reportagem da Folha de S.Paulo, que cita seu pai e empresário, Neymar da Silva, como um dos integrantes da máfia da venda de ingressos da Copa do Mundo. "Jornalista mal informado e irresponsável .... Até quando vai ? Chega né .. Mostra seu potencial e vende jornal de outra forma ou melhor , falando verdades!", disse o jogador.

Crédito:Reprodução
Neymar diz que jornalista foi irresponsável em citar seu pai no esquema de venda de ingressos
Na manchete publicada na rede social, o jornal diz: "Polícia apura elo entre ex-atleta e máfia de ingressos. Dunga e Júnior Baiano devem ser ouvidos; pai de Neymar também é investigado". No entanto, logo depois da reclamação de Neymar na rede social, o texto foi substituído no portal por outra matéria com o mesmo tema: "Funcionário da Fifa é suspeito de participar de máfia de ingressos. Polícia ainda não confirmou envolvimento".

Crédito:Reprodução
Manchete apareceu modificada após reclamação do jogador
Em nota, a assessoria de imprensa  da NR Sports informou que foi procurada na última quarta (2/7) pelo jornalista Eduardo Ohata, da Folha, solicitando esclarecimentos sobre uma suposta participação do Neymar pai e Neymar Jr em esquema de compra e venda irregular de ingressos para jogos da Copa do Mundo.

Entretanto, a empresa diz que os e-mails enviados pelo jornalista eram confusos. Inicialmente, Ohata dizia que "eles estavam sendo acusados de participação nessa história", mas em outra mensagem o repórter teria mudado a versão, afirmando que o jogador e seu pai "seriam 'convocados' pelo delegado do inquérito como testemunhas em razão dos nomes deles terem sido supostamente citados por alguém que nós desconhecemos".

A assessoria rechaçou, ainda, a possível acusação contra ambos, pois não considera que "o simples fato de receber um e-mail de um jornalista levantando tal hipótese merece todo o nosso repúdio, principalmente pela ausência de informações importantíssimas para a credibilidade do assunto, questões básicas como: Qual o nome do delegado? Qual foi a real citação do nome do Neymar Jr e Neymar pai?".

A equipe de Neymar diz que não teve acesso à coletiva de imprensa na íntegra e questiona "por que em vários outros veículos onde essa coletiva foi divulgada os nomes não aparecem?". O comunicado termina dizendo que eles se sentem "no direito de pensar que nos procuraram apenas com a intenção de nos incluir, por razões que desconhecemos, nessa história apenas para nos atingir".

"Estamos cansados de termos nossos nomes envolvidos em fofocas e mentiras que não se sustentam, mas ajudam a vender jornal!!"

Com a citação do nome do Neymar pai em matéria publicada hoje pelo jornal citado temos a certeza que este jornalista e o jornal para quem trabalha passaram deste limite..."

À IMPRENSA, a assessoria do jogador disse não tomará medidas contra o jornal e o repórter, mas que repudiam a matéria.

Resposta da Folha

Eduardo Ohata, citado no comunicado do jogador, disse que apenas fez seu trabalho de apuração dos fatos. "A matéria é na verdade da sucursal do Rio. O que eu fiz foi minha função de jornalista: ouvir o outro lado. Perguntei exatamente isso: o que eles têm a dizer sobre a possível investigação do pai do Neymar. Dado o caráter passional dessa resposta, sinceramente não sei o que aconteceu", afirma.

"Ele diz que teve confusão, que não sabe como a gente conseguiu essa informação, mas o delegado [Fabio Barucke, citado na matéria] deu uma coletiva de imprensa ontem, onde falou nesses nomes. Então, se a equipe do Neymar não soube apurar direito...", explica o jornalista

Ohata diz que a mudança no título e na linha fina que aparecem no portal da Folha "não teve nada a ver" com a reclamação do atacante nas redes sociais. Segundo ele, o jornal deve emitir uma nota sobre o caso.

IMPRENSA apurou que Ohata ficou surpreso ao ver seu nome citado na nota oficial da NR Sports como o responsável pelo texto que gerou a revolta de Neymar da Silva. Ele teria dito a colegas que fez apenas o trecho sobre o posicionamento do jogador e seu pai sobre as denúncias realizadas na coletiva no Rio de Janeiro, dando oportunidade que se pronunciassem sobre o caso.

A ideologia do fracasso

Por Celso Vicenzi, no Observatório da Imprensa
Manchete da Folha de S.Paulo de domingo (29/6), após a vitória brasileira nos pênaltis contra o Chile: “Júlio César e trave salvam Brasil de vexame em casa”.
Há muito tempo – mas cada vez mais – os maiores veículos de comunicação do país têm feito escolhas editoriais que procuram menosprezar os avanços sociais e criar um sentimento de derrota, em todas as áreas. Tentaram de tudo para transformar a Copa do Mundo num pesadelo nacional e não pouparam más notícias. Algumas catastróficas (caos aéreo, imobilidade urbana, violência etc.).
A Copa não foi um primor de organização, mas está longe de comprometer o espetáculo. Pelo contrário: os estádios estão cheios, os turistas e torcedores – exceções à parte – só têm elogios para o clima de alegria e fraternidade. Os imprevistos são aqueles comuns a qualquer grande evento em qualquer lugar do mundo. Os gastos com estádios, que pareciam fora da realidade, revelaram-se bem menos exorbitantes do que a imprensa tentou incutir entre os brasileiros. Segundo a própria Folha, o equivalente a uma semana do que se investe em educação no país. E parte do dinheiro investido é empréstimo e retornará aos cofres públicos.
Quase nenhuma reportagem abordou as vantagens de sediar a Copa, os empregos gerados, os investimentos realizados na infraestrutura, que irão permanecer. E mais do que tudo: quanto vale uma imagem positiva do país, como esta que parece que os turistas e as seleções que aqui estiveram estão levando a seus países? Quanto vale ser o centro da atenção do mundo por 30 dias? Quanto vale mexer com a autoestima de um país? E, aqui, não me refiro ao desempenho da seleção, mas à alegria de receber elogios à nossa hospitalidade, às belezas do país, às virtudes de nosso povo.
Resquícios de uma nação colonizada
Vale muito. E é por isso que a Folha – aqui apenas como exemplo, pois representa o pensamento de boa parte da nossa mídia – exagera e tenta criar na população brasileira, em contraponto à autoestima que vive neste momento, um clima de menosprezo ao seu país.
Perder um jogo, ainda mais em Copa do Mundo, desde que não seja por um placar elástico, nunca foi nem nunca será um vexame. Temos a mania de achar que, sobretudo no futebol, qualquer adversário é fácil de ser batido. Mais do que isso: não basta vencer, é preciso dar show, é preciso dar olé. Nas derrotas, dificilmente o brasileiro reconhece as qualidades do time adversário, preferindo encontrar culpados: o treinador, o goleiro, um ou mais jogadores.
Nesta Copa, o último campeão – a Espanha – não passou da primeira fase e foi fragorosamente derrotado por 5 a 1 na estreia. Depois de vencer a Copa de 1998, no mundial seguinte, a França também não passou da primeira fase, perdendo dois jogos e empatando um. Saiu do mundial sem ter feito um único gol. Imaginem se fosse o Brasil! A seleção brasileira não tem a obrigação de vencer a Copa porque joga em casa. É apenas um dos favoritos. Das 19 Copas já realizadas, em apenas seis o campeão foi o país sede: Uruguai em 1930, Itália em 1934, Inglaterra em 1966, Alemanha Ocidental em 1974, Argentina em 1978 e França em 1998. Ou seja, ganhar em casa é exceção.
A disseminação do espírito “vira-lata”, como bem o definiu o escritor Nelson Rodrigues, do país que nunca faz nada certo, o exagerado endeusamento de outros países, resquícios de uma nação que foi colonizada, tudo isso ganha amplitude em boa parte da mídia brasileira. A crítica é fundamental, mas a manipulação de fatos com interesses políticos e econômicos torna-se evidente, em milhares de exemplos no cotidiano de boa parte de nossas emissoras de rádio e TV, revistas e jornais – agora também em portais mantidos pelos principais veículos de comunicação.
O apadrinhamento das relações
Temos grandes problemas a resolver no país, entre eles a necessidade de democratizar os meios de comunicação – o que tendenciosamente a mídia traduz por censura, omitindo que vários países democráticos impedem tamanha concentração da propriedade dos meios de comunicação e impõem regras que levam em consideração muito mais o interesse da população do que o dos donos desses veículos.
A ideologia do fracasso, do “vira-latismo” – já quase uma ciência! – gera na população a falsa ideia de que tudo de pior que acontece no mundo ocorre com mais intensidade no Brasil. No entanto, não somos o país mais corrupto, embora sejamos um dos mais desiguais. Segundo a ONG Transparência Internacional, o Brasil ocupa a 72ª posição entre 177 países. Apesar de ser a sétima economia do planeta, é o 12º com maior desigualdade – o quarto na América Latina. E quando se instituem programas como o Bolsa Família, elogiado pela ONU como exemplo no combate à miséria, a desinformação e a omissão da mídia levam boa parte da população a considerá-lo apenas um programa eleitoreiro ou um gasto desnecessário e sem resultado.
Embora não se diga, setores poderosos da economia e da política brasileira, da nossa elite, têm muito a ganhar com a corrupção. A honestidade tem um custo que nem todos estão dispostos a pagar. Gostamos de alardear a meritocracia num país que se notabiliza pelo apadrinhamento das relações, já amplamente estudado por vários sociólogos e intelectuais.
Sem ufanismo e sem catastrofismo
Por vias tortas, o Brasil vive um momento peculiar da sua história, marcada até aqui principalmente por um passado colonialista, escravocrata e ditatorial. Vivemos o mais longo período democrático e estamos aprendendo a enxergar o que de fato impede a criação de um país mais justo e com melhor qualidade de vida. Durante séculos, tentaram culpar o povo – miscigenado, analfabeto, ignorante, malandro – pelo “atraso”. Hoje, está mais claro que nos falta uma elite disposta a empoderar o povo, libertá-lo da opressão e da exclusão em que vive, derrubar privilégios entre os mais ricos e dividir a riqueza para que alcancemos o desejado patamar de um país com mais justiça social, melhores serviços públicos, mais qualidade de vida e menos violência (sem esquecer que a desigualdade social é a maior de todas as violências).
Contra a ideologia do fracasso, das frases feitas do tipo “aqui nada dá certo”, “o Brasil é assim mesmo”, “o governo não faz nada”, “o brasileiro não trabalha”, “o povo não sabe votar” e outros chavões, há que se disseminar um sentimento de construção, de valorização do que temos de melhor, de crítica ao que precisamos mudar, mas, sobretudo, de responsabilidade pelo país que somos.
Sem ufanismo, mas também sem catastrofismo. Para isso, ajuda muito um bom jornalismo.
***
Celso Vicenzi é jornalista

O que ele disse


"Se fora dos estádios todos estão felizes, o que esperam Lula e Dilma para dar as caras sem aviso prévio numa estação de metrô?"
Augusto Nunes, jornalista, contestando a tese de que só há lugar para ricos nas arenas padrão Fifa.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Biquíni Cavadão - Timidez

Copa já tem 3ª maior média de público da história

A Copa do Mundo no Brasil já tem uma média de público de 51.989 pessoas por jogo até o encerramento das oitavas de final, divulgou nesta quarta-feira (2) a Fifa. O dado, resultado de um número total de expectadores de 2,911,381,  é o terceiro maior em todas a história. Por enquanto, ainda está atrás das edições na Alemanha (2006), quando a média foi de 52.491 pessoa por jogo, e dos Estados Unidos (1994), recorde absoluto com 68.991 pessoas por partida. Veja documento publicado pela Fifa (em inglês)

Levando-se em conta a capacidade dos estádios brasileiros e que o torneio terá ainda oito jogos pela frente em fases decisivas, é possível que o público nas cidades brasileiras vá além de 3,3 milhões de pessoas e ultrapasse o número de pessoas da edição, também com 32 seleções, realizada oito anos atrás. Neste momento, falta ao torneio do Brasil receber 448.058 pessoas, com uma média de 56.007 por jogo.  A Copa nos Estados Unidos, com 24 seleções e que reuniu nos estádios 3,5 milhões, continuará como líder na história das Copas. Precisaria que a média no Brasil fosse superior a 80 mil pessoas, o que é impossível com a redução da capacidade dos estádios após as reformas.
 Bola na rede - O documento divulgado pela Fifa também traz estatísticas que mostram que esta edição tem o maior número de gols até a mesma fase em relação a outras copas. Até o final das oitavas, a média é de 2,75 (com 154 gols). Os oito times que continuam no torneio mantêm a geografia do poderio dos continentes que são os donos da bola: a América do Sul e Europa. Ao se observar de 1986 (com o mesmo modelo de quartas de final) até hoje, sempre as duas grandes regiões do planeta foram maioria ou a totalidade das equipes que chegaram a essa fase decisiva. Em 2014, a única de fora é a Costa Rica, que fica na América Central.

Charge - Aroeira


Charge para o Brasil Econômico.

A notável coerência do PTB

E o PTB, hein?
Um espetáculo.
Estava com Dilma.
Aí, resolveu traí-la.
Bandeou-se para Aécio.
Agora, está voltando para Dilma, muito embora, formalmente, ainda esteja com os tucanos.
Talvez seja pensando nessa notável, espantosa consistência político-ideológico-eleitoral de seu partido que o ex-prefeito de Belém Duciomar Costa ainda não perdeu as esperanças de agregar em torno de seu nome alguns partidos, numa aliança que lhe permitira ter certo lastro para disputar o Senado ou até mesmo o governo do Estado.
Até ontem à noite, a candidatura do dotô encaminhava-se em direção ao Senado.
Mas, em se tratando de Duciomar, ninguém sabe o que poderá acontecer hoje.
E com Duciomar pode acontecer tudo.
Inclusive nada.

Valcke, o bufão que virou bem-amado

Jérôme Valcke: ele é da Fifa. Uma péssima credencial.
O brasileiro é mesmo um cara cordial.
Jérôme Valcke, esse bufão da Fifa que chegou a descer – ou subir – aos seus mais primitivos instintos quando revelou sua vontade compulsiva de aplicar um chute no traseiro do Brasil, está sendo, vejam só, paparicado por meio-mundo de brasileiros – cordiais, cordatos, hospitaleiros e acolhedores.
É que, depois de pedir as desculpas protocolares, Valcke, muitas vezes prenhe e pleno de razões, reclamou da morosidade, da irresponsabilidade, do relaxamento e do desleixo com que esta Copa foi organizada.
Por isso, foi odiado por meio-mundo.
Agora, tudo isso está sendo esquecido.
É que o bufão está adorando o Mundial.
E entrou na onda de proclamar que esta é, sim, a Copa dos Copas.
O mais interessante, no entanto, são as inquietações manifestadas pelo personagem.
Mas não era isso que a Fifa queria?
Não era exatamente inflar os cofres de suas patrocinadoras que a Fifa pretendia, quando pressionou o governo brasileiro para aprovar uma imoral Lei Geral da Copa, que liberou a venda de bebida nos estádios?
Jérôme Valcke.
Ele é da Fifa.
Uma péssima credencial.

Nós e os outros. Os outros e nós.

A parada é a seguinte.
Nós sempre pensamos que somos piores do que todos os outros.
Mas os outros também pensam que são – e estão – muito, mas muito piores do que nós.
Nos últimos dias, depois que o ufanismo cedeu lugar à normalidade, temos caído de pau sobre a seleção brasileira.
Dizem muitos que o time de Felipão está bem abaixo do nível de seleções com as quais poderia, como se dizia d’antanho, ombrear-se.
Ilusão nossa.
Pura ilusão.
Na Argentina, coleguinhas baixam o sarrafo na seleção de Messi. E Maradona Maradona.
Na Alemanha, a Imprensa baixa o malho no técnico Joachim Löw por causa do desempenho da seleção contra a Argélia.
Por aqui, há quem defenda que estamos jogando abaixo, muito abaixo de Argentina e Alemanha.
Na Argentina, dirão que Messi e companhia estão muito abaixo de Brasil e Alemanha.
Na Alemanha, dirão que nem de longe a seleção estará no nível de Brasil e Argentina.
É assim.
Nós sempre pensamos que somos piores do que todos os outros.
Mas os outros também pensam que são – e estão – muito, mas muito piores do que nós.

Subseções da Justiça Federal têm suas jurisdições alteradas

Três subseções da Justiça Federal no Pará, instaladas nos municípios de Santarém e Itaituba, na região oeste, e Altamira, na região do Xingu, tiveram alteradas suas respectivas jurisdições, ou seja, a área territorial que fica sob a abrangência de cada uma.
Portaria assinada pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região), desembargador Cândido Ribeiro, e já publicada no Diário da Justiça Federal (leia aqui a íntegra) acrescentou os municípios de Placas e Rurópolis à jurisdição da Subseção de Santarém e excluiu o de Aveiro.
A Subseção Judiciária de Itaituba, segundo a mesma portaria, passou a contar em sua jurisdição com o município de Aveiro e com parte do distrito de Castelo dos Sonhos sob a influência da rodovia BR-316, excluindo-se de sua área de abrangência Placas e Rurópolis. Com referência à Subseção de Altamira, a única alteração foi excluir de sua jurisdição a parcela do distrito de Castelo dos Sonhos sob influência da BR-316.
As alterações, conforme a portaria assinada pelo desembargador Cândido Ribeiro, foram solicitadas conjuntamente pelos magistrados que dirigem as três subseções e posteriormente aprovadas pela Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Com as mudanças, a jurisdição de Santarém passou a abranger os municípios de Santarém, Alenquer, Almeirim, Belterra, Curuá, Faro, Gurupá, Juruti, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Placas, Prainha, Rurópolis e Terra Santa. A Subseção de Itaituba conta agora com os seguintes municípios jurisdicionados: Itaituba, Aveiro, Jacareacanga, Novo Progresso, Trairão e parcela do distrito de Castelo dos Sonhos sob influência da BR-316. A Subseção de Altamira continua com jurisdição sobre os municípios de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Uruará e Vitória do Xingu.

Mapa mostra aumento e disseminação da violência

Da Agência Brasil

Em 2012, 112.709 pessoas morreram em situações de violência no país, segundo o Mapa da Violência 2014, divulgado hoje (2). O número equivale a 58,1 habitantes a cada grupo de 100 mil, e é o maior da série histórica do estudo, divulgado a cada dois anos. Desse total, 56.337 foram vítimas de homicídio, 46.051, de acidentes de transporte (que incluem aviões e barcos, além dos que ocorrem nas vias terrestres), e 10.321, de suicídios.
Entre 2002 e 2012, o número total de homicídios registrados pelo Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, passou de 49.695 para 56.337, também o maior número registrado. Os jovens foram as vítimas em 53,4% dos casos, o que mostra outra tendência diagnosticada pelo estudo: a maior vitimização de pessoas com idade entre 15 e 29 anos. As taxas de homicídio nessa faixa passaram de 19,6 em 1980, para 57,6 em 2012, a cada 100 mil jovens.
Segundo o responsável pela análise, Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da Área de Estudos da Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, ainda não é possível saber “se o que ocorreu em 2012 foi um surto que vai terminar rapidamente ou se realmente está sendo inaugurado novo ciclo ou nova tendência”. Ele lista situações que podem ter gerado o aumento, como greves de agentes das forças de segurança ou ataques de grupos criminosos organizados.
Uma tendência já confirmada é a disseminação da violência nas diferentes regiões e cidades. Entre 2002 e 2012, os quantitativos só não cresceram no Sudeste. As regiões Norte e Nordeste experimentaram aumento exponencial da violência. No Norte, por exemplo, foram registrados 6.098 homicídios em 2012, mais que o dobro dos 2.937 verificados em 2002. O Amazonas, Pará e Tocantins tiveram o dobro de assassinatos registrados no mesmo intervalo de tempo. No Nordeste, o Maranhão, a Bahia e o Rio Grande do Norte mais que triplicaram os homicídios.
Na década, o Sul e o Centro-Oeste tiveram incrementos percentuais de 41,2% e 49,8%, respectivamente. No Sudeste, a situação foi mais variada, com diminuição significativa em estados importantes, como o Rio de Janeiro e São Paulo.  Já em Minas Gerais, os homicídios cresceram 52,3% entre 2002 e 2012.
As desigualdades são vivenciadas entre as regiões e também dentro dos estados. Nenhuma capital, em 2012, teve taxa de homicídio abaixo do nível epidêmico, segundo o Mapa da Violência. Todas as capitais do Nordeste registraram mais de 100 homicídios por 100 mil jovens. Maceió, a mais violenta, passou dos 200 homicídios. No outro extremo, São Paulo, com a menor taxa entre as capitais, ainda assim registra o número de 28,7 jovens assassinados por 100 mil.
O balanço da década mostra, contudo, que não é possível afirmar que há tendência comum de crescimento. Entre 2002 e 2012, as capitais evidenciaram queda de 15,4%, com destaque para meados dos anos 2000, quando a redução foi mais expressiva, o que, segundo o organizador, comprova que a situação pode ser enfrentada com políticas públicas efetivas.

Leia mais aqui.

O que ele disse


"Vamos acabar com esse suga suga! Sugam de um lado hoje, para depois sugar do outro lado. E tem gente que acha isso bem bonito! Isso é inaceitável. Vamos acabar com esses sanguessugas dos cofres brasileiros. Há os que acham que usando os mesmos métodos, os mesmos caminhos, vão chegar a resultados diferentes. É um erro, um equívoco, o mesmo caminho vai levar ao mesmo lugar."
Eduardo Campos (PSB), em discurso na convenção que formalizou sua candidatura à Presidência da República, ironizando declaração de Aécio Neves, o candidato tucano a presidente, que na semana passada afirmou que os partidos da base estão sugando o governo, mas depois irão para seu palanque. Na foto de Jorge William, da Agência O Globo, Campos e a vice em sua chapa, Marina Silva.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

TRF manda retirar do ar vídeo com críticas aos Correios


O Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região ordenou a retirada de um vídeo com críticas aos serviços dos Correios do YouTube. As imagens, produzidas pelo site intitulado "Canal do otário", estão disponíveis também na plataforma de vídeo Vimeo, e devem ser retiradas de lá a pedido da empresa estatal.

De acordo com O Estado de S.Paulo, por solicitação dos Correios, que alegou "uso indevido de marca registrada", a Justiça determinou ao Google a "supressão das partes do vídeo em que são veiculadas indevidamente as logomarcas de propriedade dos Correios".  "Caso o uso indevido da imagem perdure, a empresa tomará as medidas judiciais cabíveis". 

Crédito:Reprodução
Youtube e Vimeo terão que retirar vídeo do ar
O vídeo associa tarifas no Brasil com as de outros países e critica o monopólio estatal no setor, além de fazer uso de palavrões no texto. O "Canal do otário" é apresentado por um personagem anônimo que veste um saco de papel que garante lutar contra empresas que fazem propaganda enganosa. O site conta com quase meio milhão de assinantes no Youtube.

Charge - Aroeira


Charge para O Dia.

Jatene quer o PTB de Duciomar. Mas não quer Duciomar.

Foram horas de conversas.
Horas e horas de negociações.
Conversas e negociações que começaram à tarde e entraram pela noite de ontem, sem que os circunstantes tenham chegado, digamos assim, aos finalmentes.
Entre os circunstantes, o governador Simão Jatene e interlocutores do PTB.
À mesa, a seguinte questão: ser ou não ser Duciomar Costa, o ex-prefeito huno de Belém, candidato a senador.
Confiram os capítulos desta história ainda não terminada.
Na sexta-feira passada, Duciomar encontrou-se com Jatene.
Garantiu que não disputaria nenhum cargo eletivo e ainda apoiaria a reeleição do governador.
Era bom demais para ser verdade.
Veio o sábado, chegou o domingo, a segunda amanheceu e aí mudou tudo.
Duciomar, na segunda-feira de manhã, avisou que se candidataria ao Senado.
O problema é que ele quer porque quer o apoio de Jatene.
E o governador já está carregando Mário Couto, Helenilson Pontes, Jefferson Lima e Marcela Tolentino. Todos candidatos ao Senado.
É muito candidato a senador para um governador só carregar.
E aí?
E aí, meus caros, que o resumo da ópera é o seguinte: Jatene faz questão - mas faz mesmo, de verdade - de ter na sua coligação o PTB de Duciomar.
Mas não quer assumir o encargo de ter Duciomar como mais um candidato ao Senado para carregar.
As conversas e negociações vão continuar hoje.
Porque até o próximo sábado, dia 5, essa parada precisa estar resolvida.
Resolvidíssima.

Cada um por si e todos por ninguém. Será assim?


 Integrante da coligação de 13 ou 15 partidos que apoiará a reeleição de Simão Jatene não tem dúvida: com várias candidaturas avulsas lanças por legendas simpáticas à aliança encabeça pelos tucanos, o governador não deverá apoiar ninguém. Mas vai esperar, claro, que todos os aspirante ao Senado peçam votos pra ele.
A manifestação do governista foi feita a propósito de situação exposta pelo Espaço Aberto, na postagem Jatene trabalhará por quatro? Ou por um? Ou por nenhum?.
Propôs-se, então, o seguinte cenário:

Além de Mário Couto (PSDB), vão disputar o posto Helenilson Pontes (PSD), Jefferson Lima (PP) e, por último, mas não mesmo importante, Duciomar Costa (PTB), o huno, pior prefeito de Belém em 800 anos, os 400 que estão para se completar e os 400 do porvir.
Sim, todos sabem que, in pectore, Jatene fará o máximo para que Helenilson Pontes seja eleito.
E Mário Couto, não sabe disso?
É claro que sabe.
E Jefferson Lima? E Duciomar?
Também sabem.
A questão, alertam articuladores ouvidos pelo blog, é que apoios são via de mão dupla, né?
Tipo assim: eu peço votos pra ti, mas tu também pedes pra mim.
Pergunta-se: se Jatene não trabalhar por Mário Couto, Jefferson Lima e Duciomar, alguém aposta que Duciomar, Jefferson Lima e Mário Couto vão trabalhar por Jatene?
Ou será cada um por si e todos por ninguém?
Como é que será?

Pois é.
O governista aposta que será cada um por si e todos por ninguém.
Mas há divergências.
Porque, repita-se, Jatene quer a eleição de Helenilson Pontes.
Não vai declarar isso jamais, tempo algum.
Mas quer.
Saber como os outros aspirantes ao Senado e aderentes à coligação tucana vai se comportar em relação ao governador é que são elas.

Sindifisco ressalta nomeação de 151 auditores e fiscais

Do presidente do Sindicato dos Servidores do Fisco Estado do Pará (Sindifisco), Charles Alcântara, em comentário em página no Facebook:

Parabenizo o governador Simão Jatene pela nomeação dos 151 auditores e fiscais aprovados no Concurso Público C-172 da Secretaria da Fazenda, realizado em setembro de 2013 e homologado em novembro de 2013. Parabenizo-o especialmente porque a decisão pela nomeação deu-se numa conjuntura de patentes dificuldades jurídicas e políticas.
Aproveito para penitenciar-me, porque em dado momento da luta empreendida pela nomeação cheguei a atribuir a demora à ação de forças políticas e econômicas interessadas em manter a fiscalização tributária fragilizada. Não que tais forças inexistam ou estejam inativas, mas porque não prevaleceram neste caso.
Também aproveito para reconhecer o mérito das muitas medidas adotadas pelo atual governo para fortalecer o Fisco do Estado do Pará - a começar pela escolha do titular da pasta (José Tostes Neto) -, ao ponto de torná-lo referência nacional.
O que vem sendo feito pelo atual governo em favor de um Fisco de Estado e cidadão, reconheço, não encontra paralelo na história recente do Estado do Pará.

Partidaça. Um das melhores desta Copa.


Que coisa aquele jogo de ontem entre Bélgica x Estados Unidos, que decretou a classificação belga para as quartas de final da Copa!
Que coisa!
Talvez em nenhuma partida anterior, nesta Copa, uma seleção pressionou tanto a outra e desperdiçou tantas chances de gol como a da Bélgica. E depois os Estados Unidos, no segundo tempo da prorrogação.
E talvez em nenhuma partida anterior, nesta Copa, uma seleção, pressionada, suportou tanto a pressão como a norte-americana.
E considerem que os Estados Unidos foram pressionados de forma intensa e permanente, durante toda a partida, não porque a Bélgica foi nitidamente superior, mas porque a seleção norte-americana preferiu o risco de se defender, jogar no erro do adversário e surpreender nos contra-ataques.
E tem mais: quem disse que um zero a zero, como o dos 90 minutos regulamentares, não pode ser emocionante, hein?
Claro que é.
O tempo regulamentar entre belgas e estadunidenses terminou com o placar em branco, em boa parte por causa da atuação - magistral, para dizer o mínimo - do goleiro Tim Howard (na foto da AFP).
Ele fez 16 defesas - simplesmente 16 - e tornou-se a muralha quase intransponível do Tim Sam.
Foi uma partidaça.
Umas das melhores da Copa até aqui.

A seleção precisa ler Nelson Rodrigues. Urgentemente.


Pois é.
Felipão e companheiros de comissão técnica bem que poderiam oferecer a seus comandados o texto abaixo.
É de Nelson Rodrigues (na foto).
Já não terá passado a hora de lembrarem-se os convocados de Felipão que são os únicos pentacampeões do mundo?
Não será conveniente lembrá-los que o futebol brasileiro pode ganhar o hexa não por essa bobagem de peso de camisa – que não existe -, mas porque dispõe de jogadores em condições de conquistar o título, muito embora o time esteja jogando aquém do necessário?
Então leiam Nelson.
E vamos deixar de lado o complexo de vira-latas.
O texto foi extraído do Releituras:

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Complexo de vira-latas

Hoje vou fazer do escrete o meu numeroso personagem da semana. Os jogadores já partiram e o Brasil vacila entre o pessimismo mais obtuso e a esperança mais frenética. Nas esquinas, nos botecos, por toda parte, há quem esbraveje: “O Brasil não vai nem se classificar!”. E, aqui, eu pergunto:

— Não será esta atitude negativa o disfarce de um otimismo inconfesso e envergonhado?

Eis a verdade, amigos: — desde 50 que o nosso futebol tem pudor de acreditar em si mesmo. A derrota frente aos uruguaios, na última batalha, ainda faz sofrer, na cara e na alma, qualquer brasileiro. Foi uma humilhação nacional que nada, absolutamente nada, pode curar. Dizem que tudo passa, mas eu vos digo: menos a dor-de-cotovelo que nos ficou dos 2 x 1. E custa crer que um escore tão pequeno possa causar uma dor tão grande. O tempo passou em vão sobre a derrota. Dir-se-ia que foi ontem, e não há oito anos, que, aos berros, Obdulio arrancou, de nós, o título. Eu disse “arrancou” como poderia dizer: “extraiu” de nós o título como se fosse um dente.

E hoje, se negamos o escrete de 58, não tenhamos dúvida: — é ainda a frustração de 50 que funciona. Gostaríamos talvez de acreditar na seleção. Mas o que nos trava é o seguinte: — o pânico de uma nova e irremediável desilusão. E guardamos, para nós mesmos, qualquer esperança. Só imagino uma coisa: — se o Brasil vence na Suécia, se volta campeão do mundo! Ah, a fé que escondemos, a fé que negamos, rebentaria todas as comportas e 60 milhões de brasileiros iam acabar no hospício.

Mas vejamos: — o escrete brasileiro tem, realmente, possibilidades concretas? Eu poderia responder, simplesmente, “não”. Mas eis a verdade:

— eu acredito no brasileiro, e pior do que isso: — sou de um patriotismo inatual e agressivo, digno de um granadeiro bigodudo. Tenho visto joga dores de outros países, inclusive os ex-fabulosos húngaros, que apanharam, aqui, do aspirante-enxertado do Flamengo. Pois bem: — não vi ninguém que se comparasse aos nossos. Fala-se num Puskas. Eu contra-argumento com um Ademir, um Didi, um Leônidas, um Jair, um Zizinho.

A pura, a santa verdade é a seguinte: — qualquer jogador brasileiro, quando se desamarra de suas inibições e se põe em estado de graça, é algo de único em matéria de fantasia, de improvisação, de invenção. Em suma:

— temos dons em excesso. E só uma coisa nos atrapalha e, por vezes, invalida as nossas qualidades. Quero aludir ao que eu poderia chamar de “com plexo de vira-latas”. Estou a imaginar o espanto do leitor: — “O que vem a ser isso?” Eu explico.

Por “complexo de vira-latas” entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. Isto em todos os setores e, sobretudo, no futebol. Dizer que nós nos julgamos “os maiores” é uma cínica inverdade. Em Wembley, por que perdemos? Por que, diante do quadro inglês, louro e sardento, a equipe brasileira ganiu de humildade. Jamais foi tão evidente e, eu diria mesmo, espetacular o nosso vira-latismo. Na já citada vergonha de 50, éramos superiores aos adversários. Além disso, levávamos a vantagem do empate. Pois bem: — e perdemos da maneira mais abjeta. Por um motivo muito simples: — porque Obdulio nos tratou a pontapés, como se vira-latas fôssemos.

Eu vos digo: — o problema do escrete não é mais de futebol, nem de técnica, nem de tática. Absolutamente. É um problema de fé em si mesmo.

O brasileiro precisa se convencer de que não é um vira-latas e que tem futebol para dar e vender, lá na Suécia. Uma vez que ele se convença disso, ponham-no para correr em campo e ele precisará de dez para segurar, como o chinês da anedota.
Insisto: — para o escrete, ser ou não ser vira-latas, eis a questão.

Texto extraído do livro “As cem melhores crônicas brasileiras”, editora Objetiva, Rio de Janeiro (RJ), p 118/119, e ao  livro “À sombra das chuteiras imortais: crônicas de chutava”, seleção de notas de Ruy Castro – Companhia das Letras – 1993.
Nelson Rodrigues tudo sobre o autor e sua obra em "Biografias".

O que ele disse


"Eu acho que, sem sombra de dúvidas, é a melhor Copa com relação ao futebol. Desde a primeira fase. É a Copa com o maior número de gols desde 1982, isso sem falar em surpresas como a Costa Rica. O que estamos vendo fora de campo nas diferentes cidades- sede é o que todos esperávamos do Brasil. Este é o lugar onde o futebol é uma religião. Esperávamos uma festa singular, e acho que o Brasil está no caminho de entregar tudo o que dele foi esperado."
Jerôme Valcke, secretário-geral da Fifa, em declarações surpreendentes considerando-se que ele, vocês se lembram?, é aquele que d'atanho sugeriu aplicar-se "um pé no traseiro" do Brasil por causa de problemas na organização da Copa.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Adoniran Barbosa e Elis Regina

Advertida por excesso de idas ao banheiro receberá dano moral

Do site Migalhas
O TST acolheu recurso de uma operadora de telemarketing que tinha o uso do banheiro restringido pela empregadora, com possibilidade de ser advertida na frente dos colegas caso desobedecesse à regra dos cinco minutos para ir ao toalete.
A turma enxergou violação à dignidade e integridade da trabalhadora e impôs à AEC Centro de Contatos S.A. o dever de indenizá-la por danos morais no valor de R$ 5 mil.
A 1ª vara do Trabalho de Campina Grande/PB entendeu que o controle das idas ao banheiro surgiu da necessidade de cortar abusos cometidos por alguns empregados, não se revelando tolhimento da dignidade da pessoa humana ou ato ilícito. A trabalhadora recorreu da decisão, mas o TRT da 13ª região não enxergou indícios de que a conduta da empregadora tenha repercutido de modo a merecer compensação.
Para a 8ª turma, contudo, restou caracterizado o dano moral.
"Caracterizada a restrição ao uso do banheiro, em detrimento das necessidades fisiológicas do empregado, inclusive com possibilidade de advertência em caso de desobediência, tem direito a autora à indenização por dano moral, sendo desnecessária, para tal fim, a prova de dano efetivo sobre a esfera extrapatrimonial da reclamante."
decisão foi unânime.

Charge - Frank


Charge para A Notícia.

Jatene trabalhará por quatro? Ou por um? Ou por nenhum?


Tudo muito bom.
Tudo muito bem.
Entre os tucanos - muitíssimos deles -, o dia de ontem foi de alívio.
Puro alívio.
Aliviados, os tucanos, inclusive os mais céticos, viram confirmar-se a informação de que o senador Mário Couto, o mesmo que ameaçou bater chapa com Jatene e botar a boca no trombone, enfim desistiu de desistir.
Mas não são poucos os tucanos apostando que a campanha que se aproxima colocará à prova, mais do que nunca, a capacidade de articulação do governador Simão Jatene.
É que a coligação governista terá pelo menos quatro candidatos ao Senado com maior visibilidade.
Além de Mário Couto (PSDB), vão disputar o posto Helenilson Pontes (PSD), Jefferson Lima (PP) e, por último, mas não mesmo importante, Duciomar Costa (PTB), o huno, pior prefeito de Belém em 800 anos, os 400 que estão para se completar e os 400 do porvir.
Sim, todos sabem que, in pectore, Jatene fará o máximo para que Helenilson Pontes seja eleito.
E Mário Couto, não sabe disso?
É claro que sabe.
E Jefferson Lima? E Duciomar?
Também sabem.
A questão, alertam articulares ouvidos pelo blog, é que apoios são via de mão dupla, né?
Tipo assim: eu peço votos pra ti, mas tu também pedes pra mim.
Pergunta-se: se Jatene não trabalhar por Mário Couto, Jefferson Lima e Duciomar, alguém aposta que Duciomar, Jefferson Lima e Mário Couto vão trabalhar por Jatene?
Ou será cada um por si e todos por ninguém?
Como é que será?
Qual o tamanho do labirinto que espera o governador nesta campanha em que tentará se reeleger?

Duciomar, a "terceira via", acabou como via que levou a nada

E o pessoal da terceira via, onde está?
E os que apostaram que Duciomar Costa, ex-prefeito de Belém, será a avis rara capaz de assustar meio mundo e apresentar-se como nome viável para disputar o governo do Estado?
Teve um iludido com a terceira que chegou a mandar comentário do qual se extrai o trecho abaixo:

Com Jatene se comportando em tom de despedida e Helder há dois anos em campanha sem se levantar um ponto da média de 15%, Duciomar é sim a terceira via. Se forem comparar a gestão e as realizações de 8 anos de Dudu e 8 anos de Helder, o filho de Jader Barbalho amargará acachapante derrota; o PSDB, mesmo com 16 anos à frente do governo do estado, não dez mais nada depois do dr. Almir, e Zenaldo é essa figurinha arrogante que ameaça empresários e coloca toda a culpa de sua gestão familiar e incapaz na PMB em Duciomar, esquecendo-se de desmontar o palanque e, minimamente, governar.

E agora?
Duciomar será a quinta, sexta, sétima ou oitava via para o Senado?
Como é que é?
Em várias postagens - uma delas aqui -, o Espaço Aberto sustentou que o ex-prefeito não estava conseguindo formar alianças para viabilizar seu nome como candidato ao governo.
A cada postagem, os iludidos com a tal terceira via batiam ponto aí nas caixinhas de comentários, dizendo que todos teríamos uma surpresa.
Uma grande surpresa.
Hehehe.
A surpresa mesmo, fora de brincadeira, foi o ex-prefeito apresentar-se ao governador Simão Jatene, dizer que estava pleiteando candidatar-se ao Senado e declamar um pedido de apoio exclusivo como condição para incluir o PTB na aliança encabeçada pelos tucanos.
Jatene, é óbvio, disse que não.
Resultado: o PTB, mesmo assim, embarcou na canoa governista e Duciomar, candidato ao Senado, vai ter que trabalhar sozinho para se eleger.
O que diz dessa situação o pessoal da terceira via, hein?

A sinceridade padrão Fifa de José Mujica é extasiante


Olhem, meus caros.
José Mujica é um presidente diferenciado, não é?
E não pensem que a diferença de Mujica para outros presidentes se resume ao fato de seus colegas viverem em palácios e ele, numa granja na periferia de Montevidéu.
Não pensem que diferença de Mujica para seus pares, de outros países, está apenas no fato de que ele se sente superconfortável em chinelões, enquanto chefes de Estado se apegam a pompas e circunstâncias.
Mujica é diferente porque diz o que pensa.
E não é raro que o diga numa linguagem tão clara que dispensa traduções.
Numa linguagem chã, mas carregada de verdade.
E assim é que o presidente uruguaio usou um palavrão, presente em todas as línguas e idiomas do mundo, para se referir aos elementos que compõem a Fifa e, por extensão, à cartolagem do futebol. Vejam aí no vídeo.
Grande Mujica.
Sua sinceridade padrão Fifa nos extasia.
Sua objetividade padrão Fifa falou por nós.
Por todos nós.
Sem tirar nem pôr.
Porque vamos e convenhamos: poucas entidades, muito poucas, são tão suspeitas quanto a Fifa.
É fato.
E certos fatos precisam alvo de repulsas com a de Mujica.
Um grande cara.

Google anuncia desativação do Orkut em setembro


A partir desta segunda-feira (30/6), o Google começa o processo de desligamento do Orkut, uma de suas redes sociais mais populares no Brasil nos anos 2000. A criação de novos perfis foi bloqueada e o site deve sair totalmente do ar em 30 de setembro.

Crédito:Reprodução
Rede social deixará de existir em 30 de setembro deste ano
Paulo Golgher, diretor de engenharia do Google, fez o anúncio no blog oficial da empresa. "Ao longo da última década, YouTube, Blogger e Google+ decolaram, com comunidades surgindo em todos os cantos do mundo. O crescimento dessas comunidades ultrapassou o Orkut. Por isso, decidimos dizer adeus ao Orkut e concentrar nossas energias e recursos para tornar essas outras plataformas sociais ainda mais incríveis para todos os usuários", justifica o post.

Segundo a Folha de S.Paulo, nem mesmo o endereço virtual da rede será mantido. Orkut Büyükkökten, engenheiro turco que criou o site de relacionamentos em 2004, deixou a companhia no começo do ano e pretende utilizar o domínio. Os internautas que ainda utilizam o serviço podem salvar informações de seus perfis, mensagens e comunidades através do serviço de backup Google Takeout - disponível até setembro de 2016.

Internautas que não gostaram da notícia deram início a um abaixo-assinado virtual para impedir que o Orkut seja desativado. A petição já conta com mais de 25 mil assinaturas digitais. Um arquivo com todas as comunidades públicas criadas nos dez anos de atividade do Orkut será disponibilizado para os usuários a partir da data em que a rede sair do ar. Páginas e informações usadas em processos na Justiça também serão preservados até o final do ano.

Sem razão


Por ANA DINIZ, jornalista, em seu blog Na rede

Um quarto da população mundial começa os jejuns do Ramadã, o Brasil inaugura o tempo da política com as convenções partidárias para a escolha de candidatos e quem quer saber disso? Festeiro como sempre, o Brasil arruma uma porção de meios feriados ou até feriados inteiros para assistir futebol. Quer dizer, assistir, assistir mesmo, só uma parte. A maioria se diverte e uma minoria ganha dinheiro. Inclua-se nessa minoria uns bons milhões de pessoas que aproveitam a festa dos outros para engordar seus orçamentos com horas extras, vendas de comidas e bebidas, gorjetas, corridas de táxis, participação em shows e outros.

Não há razão alguma para tanto, mas, novamente, quem quer saber disso? Blaise Pascal disse que o coração tem razões que a própria razão desconhece, João Gilberto colocou isso em música e o futebol transforma a frase em explicação. Razões? Não, paixões. Química especial na fisiologia humana. A paixão não dá razões, mas sensações.

O balconista da padaria mais próxima olhou a tevê e disse algo como: esses caras ganham milhões, eu é que não vou ficar assistindo. Isso foi antes de começarem os jogos. Depois... bem, depois ele consegue juntar-se à unanimidade contra o Fred.

Suárez fez um enorme sacrifício para chegar à copa. Depois mordeu a própria corda. Despedaçou suas chances. Por quê? Como diz o anúncio, porque sim. Descontrole emocional. Paixão. Esses caras que ganham milhões – ou nem tanto, como é o caso da maioria deles – também perdem a cabeça de vez em quando.

Políticos profissionais conseguem perceber facilmente o alcance da paixão popular, quando o circo é importante e quando não é. Dilma aproveita a paixão para consolidar metade do horário eleitoral gratuito na tevê. Obama tira uma foto vendo o jogo (só a foto, acredito, porque para quem gosta de basquete o futebol é muito chato) de olho nos eleitorados do sul dos Estados Unidos. Angela Merkel visita os alemães, a família real inglesa manda um representante para cumprir a agenda, a rainha da Bélgica se deixa fotografar torcendo. Os presidentes de Gana e Nigéria arranjam um jeito de pagar as dívidas com os jogadores (por lá, a corrupção no futebol é tanta que não dá para acreditar em promessas de cartolas).

Fizeram o dever de casa, todos eles. Por quê? Multidões apaixonadas podem deter uma guerra, Drogba provou isso na Costa do Marfim. Ou podem conduzir a uma guerra – e, neste aspecto, cada país europeu tem sua história para contar. Não dá para ignorar, nem para brincar, com a paixão.

Mas dá para fazer negócio. Arriscado, é verdade: a Espanha transformou em dinheiro a derrota e calcula em 600 milhões os euros que deixou de ganhar com a desclassificação. Mas, se der certo, os resultados serão melhores que a média, tanto para o encartolado da Fifa como para o vendedor de cachorro quente. É como operar a bolsa de valores. A pessoa pode ir, passo a passo, comprando e vendendo papéis seguros e ganhando pouco. Ou pode arriscar e ganhar muito ou perder tudo. Na bolsa, como no negócio do futebol, há um componente de risco alto, essência de paixão: você pode preparar a festa e depois ter que jogar tudo no lixo. Ou se divertir como nunca.

Sem razão, naturalmente. Puramente sensacional.

O que ele disse


"A Fifa é um monte de velhos filhos da p..."
José Mujica, presidente do Uruguai, condenando, em declarações a uma televisão de Montevidéu, o exagero da punição imposta a Luis Suárez por ter mordido o lateral italiano Chiellini.