quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O que ele disse


"Tenho dito para todo mundo: eu, quando terminar toda a votação sobre o mensalão, aí eu quero falar algumas coisas que eu penso a respeito disso"
Luís Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República e atual presidente-adjunto (na foto, ele aparece ao lado da titular), com a língua coçando para revelar o que sabe. Mas não era Sua Excelência que nunca soube de nada?

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

André Rieu - The Earth song - Tributo a Michael Jackson

Exumação do corpo de Goulart pode por fim a mistério

Da Agência Brasil

Trinta e sete anos após ter sido atribuída a um ataque cardíaco, a morte do ex-presidente João Goulart, o Jango, ocorrida no exílio, em 6 de dezembro de 1976, volta a chamar a atenção da mídia e da população. Para prestar honras a Goulart, nessa quarta-feira, dia 13 de novembro, os restos mortais do ex-presidente serão exumados de seu jazigo na cidade de São Borja (RS). De lá, o corpo segue para Brasília, onde será homenageado e, após isso, passará por exames para finalmente tentar desvendar o mistério por trás de sua morte.

Após um pedido da família de Goulart, realizado no dia 18 de março, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) decidiu investigar a morte do ex-presidente. Uma portaria, assinada pela ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e publicada no dia 7 de novembro no Diário Oficial da União, criou o grupo composto por representantes da própria secretaria, da CNV e da Polícia Federal para coordenar as investigações.

Exilado pela ditadura militar na década de 60, Jango morou no Uruguai e depois na Argentina, onde veio a falecer. A causa oficial da morte nunca convenceu a família, que acusa o governo militar da época, de Ernesto Geisel, de ter envenenando o ex-presidente.

A suspeita de assassinato ganhou força há quase uma década. Em 2006, Mario Neira Barreiro, um uruguaio que atuou na repressão militar em seu país, declarou à Polícia Federal que teve participação na morte de Jango. Ele afirmou que o ex-presidente foi envenenado tendo seus comprimidos, que tomava por conta de um problema cardíaco, adulterados. Mario disse que atuou com apoio da CIA, através de seu chefe em Montevidéu em 1976, o agente Frederick Latrash e de Sergio Paranhos Fleury, o caçador de opositores e chefe do Dops (Direção de Ordem Política e Social).

"Lutamos durante anos para conseguir a exumação, no começo, sozinhos, e consideramos que é um avanço importante o fato de que seja realizada com o respaldo da presidente Dilma (Rousseff), a quem reconhecemos o apoio dado (...) uma vez que temos todos estes indícios, por que teríamos de descartar a possibilidade de que, na verdade, ele foi vítima de um crime. Se é algo que até parece óbvio?", afirmou João Vicente Goulart, filho de Jango, em uma entrevista à ‘Carta Maior’.

Apesar das expectativas, a conclusão sobre o caso pode ocorrer somente no futuro, quando surgirem novas tecnologias, pois tudo vai depender do estado em que se encontram os restos mortais do ex-presidente. A procuradora Suzete Bragagnolo, que investiga a morte de Jango, disse à Folha de São Paulo que admite ser baixa a probabilidade de encontrar uma resposta na perícia: "Hoje não seria mais possível detectar algumas substâncias. Para outras ainda haveria chance. Depende do estado do corpo e outros fatores".

A perícia será feita pela Polícia Federal brasileira, que será supervisionada por especialistas cubanos, indicados pela família, que dirigiram a recuperação dos restos de Che Guevara na Bolívia nos anos 90, a Equipe Argentina de Antropologia Forense e representantes da Cruz Vermelha Internacional.

Charge - Acontece no Brasil

Charge disponível aqui.

A pergunta do dia


Afinal de contas, Lula é candidato? Sera diz que sim. É?

Na tela: "A Escola de Atenas"


De Rafael (1483-1520).

Ex-prefeito vai alegar que foi preso dentro do escritório de advogado

A prisão do ex-prefeito de Tomé-Açu Carlos Vinícius de Melo Vieira está sendo erigida ao status de um troféu de Copa do Mundo pela Polícia do Pará.
Acusado de mandante, em março deste ano, das mortes do advogado Jorge Pimentel e do empresário Luciano Capácio, ele era caçado pela polícia juntamente com seu pai, Carlos Antônio Vieira, que ainda está foragido e também é acusado de mandante do duplo homicídio.
A defesa de pai e filho está a cargo de ninguém menos que o advogado Nabor Bulhões, que pilota uma das maiores, mais tradicionais e mais qualificadas bancas de advocacia do país.
Bulhões vale milhões.
Bulhões cobra milhões.
Mas dinheiro é o que não falta à família dos dois acusados. Fonte do Espaço Aberto, que já tratou pessoalmente e profissionalmente com Carlos Vinícius e seu pai, em tempos idos, garante que a fortuna de ambos, em moeda sonante abrigada nos cofres de bancos, é verdadeiramente estratosférica, sobretudo para os padrões de riqueza paraenses e amazônicos.
Até ontem, a linha de defesa do ex-prefeito, para pleitear em juízo a sua libertação mediante liminar em habeas corpus que já deve ter sido impetrada, é alegar que a prisão de Carlos Vinícius teria sido ilegal, porque efetuada não num estacionamento de Brasília, conforme versão divulgada e sustentada até agora pela polícia, mas dentro, no interior, nas dependências da filial do escritório de Bulhões.
Mas a polícia afirma estar amparada em provas robustas de que a prisão foi legal. Para descaracterizá-la, segundo apurou o blog, talvez só um escritório como o de Bulhões.
Ou talvez nem ele.

O Porco resolveu cantar de galo por antecipação. Peia.

De segunda para terça-feira, por volta das 2 da matina, o silêncio em boa parte do bairro de Nazaré foi quebrado.
A barulheira chegou, inclusive, aqui pela redação do blog.
Era a delegação do Palmeiras chegando ao Crowne Plaza, na avenida Nazaré, quase com a Benjamin.
"É campeão, é campeão, é campeão", gritavam os torcedores do Porco. Uns 50, se tanto.
Aí, veio a noite de ontem.
Precisando de um empate para levantar o título da Série B, o Verdão levou peia.
Antes da partida, coleguinhas que foram ao Mangueirão, cobrir a partida, estranharam, ao ponto da quase estupefação, que os jogadores do Palmeiras não tenham feito a menor questão de posar para a tradicional foto posada, que seria estampada no dia seguinte em pôsteres que alguns jornais publicam.
Nem mesmo no intervalo os jogadores deram a mínima para atender quem esperar tirar uma foto do time para divulgá-la como o novo campeão da Série B.
É o que dá.
Cantar de campeão por antecipação é meio caminho andado para que o título seja adiado.
Mas, afinal de contas, o Palmeiras queria mesmo ser campeão aqui no Mangueirão ou prefere consumar essa parada no Pacaembu, na próxima sexta-feira?

Uma nova categoria, a dos "indícios justos". Ou "injustos".

De um Anônimo, sobre a postagem Conversa com Salame, agora, só em piscinas:

Claro que João Salame usou a informação para desqualificar o tribunal que o condenou e a deve ter guardado para usar somente se fosse acusado. Mas a acusação que ele fez não é injusta, pelo menos pelos indícios.
Os interlocutores de João Salame não devem se preocupar se ele irá gravar as próximas conversas.
Devem sim preocupar-se em levar uma vida mais reta.

Do Espaço Aberto:

Se o Anônimo se identificasse, o debate poderia se travar de forma bem mais consequente.
Como não mostra a cara, não vale a pena sairmos do superfície.
Na superfície, digamo-lhe (toma-te!).
Olhe, Anônimo, talvez você esteja a nos oferecer, de bandeja, um tema para uma tese.
Trata-se do indício justo. Ou do indício injusto.
Hehehe.
Mas que divertido.
Sem brincadeira, Anônimo.
Mas que tal alguém o chamasse de ladrão e propineiro com base em indícios justos?
E que tal se você fosse absolvido com base em indícios injustos?
Anônimo, se você é capaz atribuir a valoração capital de justo ou injusto a meross indícios, e ainda assim colhidos a partir de meras afirmações de um boquirroto como o ex-prefeito de Marituba, que valoração você dará a provas insofismáveis, desde que as tenha ao dispor, hein, Anônimo?

Comoção marca o adeus a sargento assassinado

Do Amazônia

O corpo do sargento Antônio Helio Borges deixou o prédio do Comando Geral da Polícia Militar, no bairro do Marco, por volta das 11h da manhã de ontem, em Belém, em carro aberto do Corpo de Bombeiros. O cortejo seguiu até o Aeroclube da capital, onde o corpo foi embarcado em avião cedido pelo governo do Estado para ser levado até o Maranhão, onde foi enterrado.
Antes da saída do cortejo, familiareas e amigos de farda prestaram muitas homenagens ao sargento, que ficou conhecido na PM como "cabo Helio". Uma salva de tiros, hinos religiosos e o hino da PM fizeram parte do ritual de despedida. Algumas pessoas se pronunciaram e falaram da garra do policial como lutador e defensor dos direitos da categoria. O padre Eloy, coronel da PM, também celebrou uma missa em memória ao policial.
Durante o velório, o provável herdeiro da luta da categoria policial na Associação dos Policiais e Bombeiros Militares do Estado do Pará (Aspol), Alciran Vieira, exaltou a figura do sargento. "Ele não era apenas um policial, era um sociólogo e, principalmente, um homem que lutou pela categoria. Por isso, nós temos o dever de continuar com a luta", disse Alciran, que provavelmente ficará na presidência da Aspol.
"Já existem algumas conversas para eu substituir o cabo Helio, mas o mais importante de tudo isso é permanecer na luta", acrescentou. Com relação aos problemas enfrentados pela categoria, Alciran disse que uma das principais dificuldades é o déficit de policiais nas ruas. Ele informou que atualmente o Pará conta com aproximadamente 13 mil policiais militares sendo que o ideal seria de 30 mil homens.
Já o presidente da Associação de Cabos e Soldados da Policia Militar, Francisco Xavier, destacou a dor e a tristeza pela perda do amigo. Ele disse que a situação da segurança pública é lamentável, pois faltam investimentos e lei severa. O cabo Xavier disse que anteontem, antes do velório, o comandante geral da polícia militar, Daniel Mendes, reuniu com uma comissão para falar a respeito das reivindicações.
"Ele disse que iria reunir com os demais integrantes da segurança pública para analisar e tentar acelerar a mesa de negociação, vamos esperar. Temos uma reunião no próximo dia 21 com ele", declarou o cabo Xavier.
Após todas as homenagens o corpo foi colocado no carro do Corpo de Bombeiros e saiu em cortejo até ao hangar do Aeroclube, atrás do carro várias pessoas foram em caminhada expondo faixa em homenagem ao policial. Muitas viaturas da polícia e do motopatrulhamento também acompanharam o cortejo. O avião cedido pelo governo levou o corpo do cabo Hélio e mais quatro pessoas da família do policial.
Caso - O sargento Helio foi baleado durante um confronto com bandidos ocorrido no início da tarde de quinta-feira (7), quando ele estava de folga em seu carro particular em companhia da esposa, Feliciana Mota. Na ocasião, o sargento Helio identificou assaltantes em fuga no centro comercial de Belém. Segundo testemunhas, o policial teria jogado o carro contra os assaltantes, que trocaram tiros com o policial e fugiram. A mulher dele, Feliciana Mota, foi atingida no tiroteio e morreu na hora.
O PM, de 48 anos, foi levada ao hospital na tarde da última quinta-feira (7) e foi submetido a três horas e meia de cirurgia. Após os procedimentos, foi transferido para Unidade de Terapia Intensiva(UTI), apresentando estado de saúde gravíssimo e instável. Antônio Hélio morreu no início da noite do último sábado (9) no Hospital Metropolitano, em Ananindeua.

Professores mantêm greve que já dura 52 dias

Do Amazônia

Os trabalhadores em educação pública, em especial os professores, decidiram manter a greve que atinge a rede pública de ensino há 52 dias. A deliberação ocorreu ontem por cerca de 800 professores, que na mesma ocasião votaram pela desocupação do prédio da Assembleia Legislativa do Estado (Alepa), onde se mantiveram durante oito dias consecutivos. A assembleia rejeitou as novas propostas apresentadas ontem pela manhã pelo desembargador Ricardo Nunes, do Tribunal de Justiça do Estado, durante reunião de conciliação entre o governo e professores. As propostas apresentam a quitação do retroativo do piso (principal entrave da negociação) ainda em 2014, a suspensão do desconto dos dias parados e de qualquer outra penalidade à categoria, vinculada à volta imediata ao trabalho.
O encontro foi iniciativa do desembargador e contou com a participação do procurador-geral do Estado, Caio Trindade, e dos advogados do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), Walmir Brelaz e Sofia Nogueira.
Na escadaria da Alepa, os professores rejeitaram essa proposta e votaram uma agenda da greve com a realização, hoje, de piquetes pulverizados nas escolas para chamar os professores para a próxima assembleia geral, que acontece amanhã, às 15h, em local fechado que será definido pelo comando de greve. Neste mesmo dia, às 9h, a categoria faz ato em frente ao Tribunal de Justiça do Estado, no Souza, em busca de nova proposta de conciliação. Além disso, dia 20 deste mês participam da paralisação dos servidores públicos do Estado.
Segundo a assessoria de comunicação do governo do Estado, após inúmeras rodadas de negociações, não houve acordo, com os professores votando pela continuidade da greve. O governo mantém a convocação dos estudantes para voltarem às salas para o prosseguimento do ano letivo, uma vez que conta com reforço de 210 professores temporários contratados. Além disso, mantém o corte do ponto dos professores que continuarem em greve desde segunda-feira, 11.
TJE - Segundo o adogado Walmir Brelaz, ontem pela manhã, ele foi ao TJE para saber do resultado da petição protocolada na tarde de segunda, 11, em nome do Sintepp. No documento, o Sindicato requer ao desembargador Ricardo Nunes que ele determine ao Estado o fim do corte nos pontos dos grevistas e a contratação de professores temporários. Ao chegar ao Tribunal, Brelaz soube que o procurador-geral, Caio Trindade, também estava no prédio. Em seguida, ambos foram chamados pelo desembargador Ricardo Nunes que, propôs uma nova reunião de conciliação.
Brelaz informou que o desembargador não analisou o pedido protocolado pelo Sintepp.’’Ao saber, ontem, que os representantes de ambas as partes se encontravam no Judiciário, ele decidiu reunir conosco de novo’’, disse o representante dos trabalhadores. De acordo com o advogado, o desembargador registrou em ata as seguintes proposições: se for comprovado que o Estado não avançará no limite prudencial do orçamento com o pagamento de pessoal, considerando a LRF, o governo pagará as parcelas do retroativo do piso do magistério, independente do acréscimo real da receita estadual, conforme proposta anterior, além de se comprometer em quitar o débito até o fim de 2014, de suspender o corte de ponto e a contratação de professores temporários, porém, esses últimos dois pontos estão vinculados à volta imediata ao trabalho.
Governo e Sintepp aceitaram as novas condições no prédio do TJE, mas os professores não. A greve na rede estadual de ensino continua até as novas deliberações da categoria coordenada pelo Sintepp.

O novo baile


Por ANA DINIZ, em seu blog Na rede:

Há 124 anos, no dia 9 de novembro, ocorreu o baile da Ilha Fiscal (na foto).
Eu só lembrei disso por que acabei de ler “O Castelo de Papel”, de Mary del Priori, uma biografia (não autorizada, aliás), de Isabel, a princesa que não queria ser imperatriz e disse, ao se retirar do país, que assinaria novamente a lei Áurea e perderia o trono quantas vezes fossem necessárias.
Esta é a semana da República, nascida de um golpe militar gestado em muitas traições, a principal delas do duque de Caxias. Ainda há de se escrever uma biografia (não autorizada) decente sobre o duque para responder à pergunta: como é que o homem de confiança de D. Pedro II tornou-se ícone republicano?
Mas do que quero falar é da repetição dos erros, o que me saltou aos olhos à medida que eu lia o livro da historiadora. Passaram-se 124 anos. A abolição aconteceu sem nenhuma preocupação de proteger o país, os negros, a economia. O ímpeto foi romântico. Não se encontra, nos papéis dos abolicionistas, nenhum plano consistente para encarar as consequências da abolição. Dessa época, o único plano é o de D. Pedro II: um passo a passo voltado para manter a economia funcionando. Não deu certo, foi atropelado e os atropeladores concluíram o processo depondo o imperador com um golpe de Estado que proclamou a República.
Similitudes? Várias. Iniciou-se uma política de transferência controlada de renda. O programa era amplo, o Fome Zero: um passo a passo que envolvia aumento de consumo e aumento da produção. Foi atropelado e os atropeladores decidiram apostar no consumo – a ponta terminal do processo econômico – para garantir uma economia aquecida. A onda de consumo esbarra, entretanto, na pouca oferta. A mais antiga lei de que a humanidade tem consciência se impõe: os preços sobem, a inflação ronda e a política tem que ser revertida. Mas o baile está programado: há uma Olimpíada, uma Copa do Mundo, há que montar a decoração, organizar o banquete. A agitação ganha as ruas, a violência ganha as ruas. Dilma descobre, boquiaberta, que foi alvo de uma vaia: lembra a princesa espantada com as manifestações de hostilidade.
Há do que temer, sim. A violência banalizada e as ruas em desordem. A possibilidade, cada vez mais próxima, de uma paralisação econômica. As declarações públicas contra as leis de controle da corrupção (Míriam Belchior: “Projetos atrasam obras”; Dilma: “Acho um absurdo paralisar obras”). A sensação generalizada de impunidade, de Maluf ao flanelinha, de Zé Dirceu ao Zezinho ladrão. A punição arbitrária, nas prisões provisórias com tempo indeterminado. Os indicadores maquiados. As tentativas de desmoralização do Judiciário e a indiferença deste pelas consequências de sua lentidão. Os apelos, cada vez mais frequentes, de “façam alguma coisa”. E, cada vez mais frequentemente, cidadãos comuns fazendo alguma coisa, não exatamente dentro das regras da convivência e da civilidade.
Este ano, completamos 25 anos de democracia, o período mais longo já vivido pelo Brasil sem governos de força, desde o fim do Império. Eu temo que seja mais um intervalo, com final marcado para o próximo baile.

O que ele disse


"Se tem alguém que parece determinado a roubar o troféu Esquerda Caviar de Chico Buarque, esse alguém é Zé de Abreu. O ator tem feito de tudo para assumir o posto de maior defensor da esquerda socialista entre os famosos. Até para Cuba ele viajou, postando fotos em seu canal do Twitter e Facebook, aqueles sites imperialistas. O homem está em todas!"
Rodrigo Constantino (na foto), economista e blogueiro, tirando um sarro do ator, que ele considera como o ícone da esquerda caviar.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Mozart - Marcha Turca

Imprensa teve papel central no processo do mensalão

Do Consultor Jurídico
Para o advogado José Luis Oliveira Lima, a cobertura do mensalão pela imprensa foi parcial, tendenciosa e sofrível; para a colunista Mônica Bergamo, a exposição na imprensa já é uma condenação dos réus; o repórter Fausto Macedo afirma que as acusações foram levantadas pela Polícia Federal em um governo petista, ratificadas pelo Ministério Público e turbinadas pela transmissão ao vivo das sessões pelo Supremo Tribunal Federal; o editor Bob Fernandes diz que os advogados foram emparedados, enquanto o professor de Direito Penal da USP Renato Silveira defende que nem todas as expectativas criadas pelas redações se confirmaram. Todos, porém, concordam que a imprensa teve um papel central no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão.
As opiniões foram dadas na manhã desta segunda-feira (11/11), na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, centro de São Paulo, em evento que buscou analisar até que ponto a imprensa influenciou no julgamento. Organizado pelo professor de Direito Penal da USP Pierpaolo Cruz Bottini, o encontro contou também com a participação de Raul Zocal, diretor do departamento jurídico do Centro Acadêmico XI de Agosto. Cerca de 80 pessoas estiveram presentes à Sala dos Estudantes para participar do debate, que continua nesta segunda-feira à noite.
“A cobertura feita pela imprensa no julgamento da Ação Penal 470 foi sofrível, para dizer o mínimo”, disse José Luís, advogado de José Dirceu no processo do mensalão. Na avaliação dele, a cobertura da Folha de S.Paulo foi a mais equilibrada da grande imprensa, uma vez que o jornal abriu espaço para a publicação de diversos artigos e entrevistas da defesa. Ele considerou o trabalho do Estadãomais comedido, com exceção das reportagens do jornalista Fausto Macedo. Sobre a Veja, pegou um pequeno gravador que estava na mesa e comparou: “Depois de anos de uma crítica feroz à defesa, decidiram dar espaço para as teses por nós defendidas, sendo o espaço para isso ínfimo, menor do que este gravador, só para constar".
O advogado falou com indignação quando lembrou da aposta de uma garrafa de vinho feita entre os jornalistas Merval Pereira e Ronaldo Sardenberg quanto ao momento de prisão de José Dirceu. “Não é possível que isso vá melhorar ou acrescentar à cobertura da imprensa”, disse José Luís, que acrescentou: “todo juiz, todo promotor e todo jornalista deveria figurar como réu em uma Ação Penal para entender o que é o direito de defesa”.

Charge - Paixão


Charge para a Gazeta do Povo.

A pergunta do dia


Armínio Fraga é guru ou porta-voz de Aécio Neves? Ou nem uma coisa, nem outra?

Milton Zimmer e Zé Geraldo vão ao 2º turno no PT

Vejam só como são as coisas.
As pesquisas de boca de urna no PT são sempre surpreendentes.
Nesse aspecto, são iguaizinhas às aferições de instituto de pesquisa, que os derrotados - todos eles, independentemente de colorações partidárias - sempre abjetam.
Pois é.
Até a última sexta-feira, vários petistas sopravam ao Espaço Aberto suas convicções de que, em condições normais de temperatura e pressão, Marquinho Oliveira e Milton Zimmer disputariam o segundo nas eleições internas para escolher os novos quadros dirigentes do PT no Estado.
Em que se baseavam as previsões dos petistas?
Baseavam-se no cacife, digamos assim, de cada um dos candidatos em suas interferências em favor da tropa de militantes petistas que se encontravam inadimplentes e precisavam, por esse motivo, regularizar suas situações para poder votar.
Para quem não sabe, militantes petistas, em sua grande e esmagadora maioria, esperam o processo de eleições diretas (PED) para quitar mensalidades em atraso. E a dinheirama desse atraso todo não é pequena, meus caros. Realmente não é.
Nessas ocasiões, temos uma espécie de xepa companheira, em que centenas de inadimplentes recebem todas as facilidades do mundo para quitarem suas dívidas, habilitando-se, com isso, a votar nos candidatos que aspiraram à presidência do partido.
Pois é.
Abertas as urnas, comprovou-se que as previsões foram por águas abaixo.
É que o segundo turno, a menos que surjam novas surpresas, deverá ser disputado entre o deputado estadual Milton Zimmer e o deputado federal Zé Geraldo.
Até ontem, no início da noite, 116 das 180 urnas já estavam com os votos computados, totalizando 15.461 (89,2%) dos 29.583 votantes.
Milton Zimmer somava 4.042 votos e Zé Geraldo, 3.622. Marquinho Oliveira, membro da Diretoria Nacional do PT pelo Pará, contabilizava 3.588 e o deputado federal Cláudio Puty, 2.097 votos. Bira Rodrigues apresentou votação inexpressiva.

Interpelação da AGU a caminho de Antônio Armando

Já está a caminho do domicílio do ex-prefeito de Marituba Antônio Armando (PSDB) a interpelação judicial formulada pela Advocacia Geral da União, em nome do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), para que o dito cujo confirme ou negue acusações contidas em gravações colhidas pelo prefeito cassado de Marabá, João Salame (PSDB).
Nas gravações, que vêm sendo objeto de investigações sigilosas pela Polícia Federal, a pedido do próprio TRE, Antônio Armando, boquirroto que nem ele, dispara a esmo e faz graves, para não dizer gravíssimas acusações que envolvem membros do Tribunal. De posse das respostas do interpelado, a AGU poderá aceitá-las ou não.
Muito provavelmente, Antônio Armando vai dizer que sequer reconhece como sua a voz acusatória.
Ou então poderá dizer que ele é ele, mas que não disse nada daquilo que está perfeitamente audível, em gravações que circulam por aí.
E tem mais: os membros do TRE, sobretudo os mencionados - alguns até equivocadamente - nas gravações, poderão ingressar individualmente com ações penais por crime de calúnia contra Antônio Armando, além das reparações por danos morais contra o personagem, que assim vai acumular mais algumas ações às mais de 20 em que figura como réu, tanto na Justiça Federal como na Justiça Estadual.
E quanto a João Salame? Alguns ainda avaliam com maior profundidade se ele também cometeu algum crime no episódio das gravações.
Independentemente disso, no entanto, Salame, depois de ter ligado o gravador sem que Antônio Armando soubesse, virou aquele cara com quem os interlocutores, a partir de agora, só passarão a conversar dentro de piscinas.

Certeza da impunidade alimenta a violência


Do leitor Kenneth Fleming, sobre a postagem Vamos pra Pasárgada. Mas, e se lá estiver pior que aqui?:

Com certeza, Pasárgada é mais segura que aqui, seja lá onde ela se localizar. Basta termos a certeza de que não fica na área territorial do Brasil.
A certeza que os indivíduos têm, de que não serão punidos, é a razão para o aumento dos crimes banais. O Brasil tem um conjunto de leis que permitem uma série de medidas permissivas que dão aos meliantes a convicção de que nada lhes acontecerá. E não acontece mesmo.
Torna-se trivial, banal, matar o outro. O homicida, sendo "sua primeira vez", tem o prêmio de responder em liberdade. É uma cortesia do Estado.
Os bandidos têm, hoje, mais artifícios - legais, diga-se por oportuno - para manterem-se livres do que a lei para deixá-los presos. É preciso que os bandidos tenham plena consciência de que terão que cumprir as penas em sua integralidade, e não apenas uma mínima fração delas.
A questão da maioridade penal é coisa que precisa ser urgentemente revista. Defendo - como tantos outros também - uma busca pela infância e adolescência felizes, saudáveis e inclusivas, mas o que estamos vendo hoje é a banalização de uma deliberada crueldade, que chega às raias da barbárie. E não encostem nas crianças, nos adolescentes. Não pode.
Não falo aqui dos pequenos furtos, infrações menores ou uso de drogas, ainda que a cidade de Nova Iorque, por exemplo, começou a melhorar, e muito, ao combater as pequenas infrações, com seu programa Tolerância Zero. Falo aqui de estupros, homicídios etc.
O que precisa ser avaliada é a capacidade cognitiva do indivíduo, seja ele menor ou não. É ofensivo à inteligência humana achar que um indivíduo só possa ser punido quando ultrapassar a barreira temporal dos 18 anos. No dia anterior não tem ele a mesma capacidade cognitiva de seus atos?
Para a nossa anacrônica e complacente legislação, não.
No limite, já que não querem diminuir a idade penal, que se aumentem as penas. E que se acabem com esses absurdos saidões de Natal, do Dia das Mães, do Dia dos Pais, do Dia da Maconha, do Dia do Evangélico, do Dia do Católico, do Dia dos Direitos Humanos etc. etc.
O bandido precisa saber que, se condenado a 15 anos de prisão, por exemplo, ficará os 15 anos preso, sem , ainda, estas absurdas progressões de pena, que não redimem ninguém. Aí, com certeza, a criminalidade diminuirá.
O Brasil sempre é o primeiro em quase tudo, mas não se produzem tantos bandidos nesse país. No mais das vezes, são os reincidentes que voltam a cometer outros crimes. Ou alguém aí imagina que, durante os longos 10 anos ou mais em que a nossa lentíssima Justiça demora para julgar um caso o meliante ficará em casa, quietinho, aguardando a sua sentença? Claro que não.
Aguardará ele a mesma tranquilamente, sem medo, nas ruas, cometendo outros crimes. E rindo da nossa cara, vez que, nós sim, é que vivemos encarcerados e com medo.
Sabe ele, o bandido, que ficará impune.

Mais de 500 professores voltam ao trabalho

Da Agência Pará

Ao todo, 543 professores retomaram as atividades nesta segunda-feira (11). Por isso, o governo do Estado convoca os estudantes da rede pública estadual de ensino a voltarem às salas de aulas para o prosseguimento do ano letivo. O corpo docente também foi reforçado com a contratação de 210 docentes temporários.
“Contar com um quadro de 753 professores em apenas um único dia representa um grande avanço para o Estado. Assim, solicitamos aos estudantes que voltem às aulas, pois eles são a grande razão da educação. Também pedimos aos pais e responsáveis que levem os filhos às escolas, pois as instituições estaduais de ensino estão de portas abertas para os alunos”, afirma o secretário de Estado de Educação, Cláudio Ribeiro. “Estamos às vésperas da Prova Brasil, que será aplicada até o próximo dia 28 de novembro”, acrescentou.
Em muitas instituições de ensino, a greve acabou há pelo menos uma semana. É o caso da Escola Estadual Santa Luzia de Marilac, na rodovia Arthur Bernardes, que funciona diariamente nos três turnos (manhã, tarde e noite) deste a última quinta-feira (7). A instituição tem 31 professores e todos lecionam normalmente.
A Escola Estadual Leonor Nogueira, localizada no conjunto Médice II, também funciona normalmente. A instituição tem 15 professores, dos quais apenas quatro aderiram à greve. Os grevistas permaneceram cerca de duas semanas parados, mas após esse período decidiram retornar às atividades. Segundo a coordenação da instituição, a escola está à espera dos alunos.
O turno da noite da Escola Estadual São João Batista, no distrito de Icoaraci, tem a participação de 95% dos professores. Trata-se de docentes efetivos que decidiram não parar as atividades a fim não prejudicar o calendário letivo dos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Segundo a direção da instituição, o movimento grevista não ganhou força no período noturno, por isso, os estudantes assistem às aulas normalmente e já concluíram a terceira avaliação.
A Escola Estadual Jorge Lopes Raposo, localizada no distrito de Icoaraci, está com as atividades parcialmente paralisadas. A instituição conta com 35 professores, dos quais doze não aderiram ao movimento grevista. Na semana passada, muitos mostraram interesse em retornar às atividades. Por isso, apenas cinco permanecem em greve atualmente. Apesar disso, tudo está preparado para o retorno dos alunos.
Na Escola Estadual Fernanda de Souza, também situada em Icoaraci, os alunos recebem aulas especiais para preparar os estudantes para a Avaliação Nacional do Rendimento Escolar, também conhecida como Prova Brasil, a ser aplicada até o dia 28 de deste mês.

"Isso não vai nos calar"

Do site do Sintepp

O Sindicato dos (as) Trabalhadores (as) em Educação Pública do Pará (Sintepp), entidade sindical com 30 anos de existência, participou ativamente do processo de redemocratização da sociedade brasileira, no combate a Ditadura Militar através  de contribuição responsável e propositiva para a qualificação da educação pública em nosso Estado.
Ao longo desse tempo, enfrentamos governos de diversos posicionamentos políticos, com algumas características comuns entre si: o autoritarismo, a truculência, o desrespeito ao servidor público e o descompromisso com a escola pública. O Sintepp sempre assumiu a defesa da educação pública de qualidade de forma séria, não à toa construímos um patrimônio bastante caro à classe trabalhadora e à própria sociedade paraense.
Neste sentido, cabe responder a mais um ataque do governo Jatene aos trabalhadores da educação pública, típico de quem é incapaz de construir argumentos consistentes e apela para as ameaças como forma de intimidar uma classe trabalhista cuja função social é importantíssima.
Primeiramente, não é verdade que o pagamento do retroativo do piso salarial seja o último ponto em negociação, tão ou mais importante quanto é a regulamentação da Jornada de Trabalho com ? para Hora Atividade e o PCCR unificado, por exemplo.
A rigor, reafirmamos, a proposta do governo não responde às reais necessidades da escola e aos interesses dos trabalhadores. No caso do retroativo do piso, a dívida é de 2011, mas o governo se propõe a quitá-la somente em março/abril de 2015 e condiciona o pagamento ao aumento da arrecadação do Estado.
O governo estadual ameaça cortar nosso ponto para poder pagar a contratação de professores temporários, mas não escreve uma vírgula sobre concurso público, essencial para a implantação da hora atividade.
Apela para o assédio e a chantagem na tentativa criar discórdia entre nós educadores e, na mesma medida, entre a sociedade e a nossa classe. A máscara de Jatene caiu mais uma vez e revelou sua face autoritária e truculenta.
O mesmo governo que é omisso quando não apresenta um conjunto consistente e duradouro de políticas públicas de Estado para a educação e não enfrenta as reais causas dos problemas educacionais. Mas que encaminha à Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) uma proposta de revisão do Plano Plurianual (PPA) que retira ações importantes de aplicação de políticas públicas e mais as verbas (dinheiro) que serviriam para a formação inicial e continuada, além da valorização da qualidade de vida dos servidores da educação.
Nossos alunos e nós sofremos prejuízos graves quando são obrigados a frequentar escolas em péssimas condições, sem água potável, com banheiros sem as mínimas condições de uso, salas de aula superlotadas, mal ventiladas, alagadas ou com ventiladores deteriorados, que já desabaram sobre estudantes, como ocorreu em uma escola no Residencial Panorama XXI, em Belém. Nossos alunos e nós sofremos prejuízos mais graves quando nos tornamos vítimas da violência que hoje impera em nosso estado e quando não têm acesso a espaços de lazer.
Sim, nossos alunos, infelizmente, perdem muito e há muito tempo; perdem as perspectivas de futuro, e isso é sim uma consequência do descaso do governo de Simão Jatene. Isso que é inadmissível.
O governo fracassa no seu dever para com a educação pública e atribui a responsabilidade para os educadores. Da mesma forma, é possível que responsabilize os policiais pelo seu fracasso, enquanto governo, na segurança pública.
Para quem já está no quarto mandato à frente do governo do Estado, seja como governador ou secretário de estado, Simão Jatene já deveria saber que ameaças não ajudam a solucionar o problema, apenas radicalizam mais ainda o processo de negociação.
O Sintepp continuará na luta pelos direitos não apenas de nossa categoria, mas de toda a sociedade de ter acesso à qualidade de ensino público, como estabelecido na CF/88. Os problemas de má gestão das contas públicas são de responsabilidade do governo do estado. Interessa-nos garantir educação pública de qualidade para nossos alunos, e isso sobretudo passa por melhores condições de trabalho e de salário, formação inicial e continuada, carreira, enfim, valorização profissional. Não vamos redesenhar o mundo para o governo Jatene, apenas não nos calaremos às injustiças deste estado. Educador não pode pagar as dívidas deste governo, Sr. governador.

Pelo retrocesso


O mais recente embate entre Executivo e Legislativo nos Estados Unidos quase levou o país mais uma vez à beira do despenhadeiro, aliás, local que eles adoram frequentar, enquanto o mundo respira fundo, contorcendo-se para que a maior potência do planeta não caia. Com duração de mais ou menos três semanas, democratas e republicanos travaram uma luta sobre o aumento do teto da dívida americana. Por um fio, o impasse não obrigou o governo a declarar uma inédita moratória, que poderia devastar a economia mundial. Felizmente, houve acordo para o fim do embate. A divisão quase levou ao calote dos EUA.
Existe uma divisão histórica nos EUA. Os Estados conservadores são maioria, mas têm população menor. Os liberais, em minoria, têm mais gente. Foi essa situação que ajudou o presidente Barack Obama a se reeleger, em 2012. Mas não foi favorável para lhe dar uma situação confortável para candidatos democratas à Câmara dos Deputados. A mais recente mudança nos distritos eleitorais, que ocorre a cada dez anos, favoreceu os republicanos.
A culpa da crise não é apenas dos radicais republicanos. Desde seu primeiro mandato, Obama se mostrou melhor em campanha do que na cadeira de presidente. Sua inabilidade de negociar com o Congresso para conseguir uma “maioria governante” e obter acordos bipartidários para questões urgentes e estruturais tem tragado seu segundo mandato. Nos últimos meses, Obama se enfraqueceu com decisões desastradas, com as idas e vindas à proposta de intervenção na Síria.
É interessante como não percebem (ou fazem que não percebem) que já estamos em pleno século XXI. Utilizam-se, ainda, de uma agenda de retrocesso explícito aos valores do século XIX, que tomou corpo com o surgimento do Tea Party. Há certa invocação nostálgica de uma era em que os negros e os pobres “sabiam o seu lugar”. É de notar o simbolismo do uso frequente tanto de símbolos da Guerra de independência quanto da bandeira dos confederados escravistas nesse movimento.
Mais adiante das conotações racistas há um apelo aos valores dos EUA anteriores à Guerra Civil - governo federal reduzindo a função militar e policial, sem regulamentação ambiental e financeira, educação pública e programas sociais. E, por trás de tudo, a sacralização da Constituição: em vez de se discutirem as realidades e necessidades de hoje, argumenta-se sobre o que George Washington ou James Madison aparentemente pretendiam há 226 anos.
O país tornou-se incapaz de conduzir uma política fiscal coerente e à beira de um calote não por razões econômicas, mas pela insistência do Tea Party em desmantelar a política de saúde de Obama, teimosia à qual os republicanos moderados se dobram por medo de perder suas candidaturas futuras para rivais mais radicais.
Tais posições, cada vez mais frequentes, fazem pensar se a tão louvada Constituição de mais de 200 anos não se tornou uma excrescência contraproducente. Precisariam os EUA de uma mudança de paradigma? Se precisam, o primeiro obstáculo é a própria Constituição. Se passou por poucas mudanças, foi menos por não necessitar delas do que pela própria dificuldade da proeza. Além de obter maioria de dois terços em cada uma das casas do Congresso Federal, uma emenda precisa ser ratificada por três quartos dos legislativos estaduais, façanha obtida pela última vez em 1922 (Ufa!) e praticamente impossível na atual conjuntura.
Sabe-se, contudo, que o poder não admite vácuo. Se a combinação de uma Constituição anacrônica com uma polarização ideológica com a qual ela é incapaz de lidar resulta na paralisação do processo de decisão, instâncias menos formais assumirão o poder efetivo. Setores liberais começam a admitir que a fraqueza de Obama resultou num “golpe militar silencioso” pelo qual o aparato do Pentágono e o xeretar da NSA impõem políticas externas, militares, de segurança nacional e de espionagem, sem controle eficaz dos poderes civis.

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SERGIO BARRA é médico e professor
sergiobarra9@gmail.com

O que ele disse


"Esta impressão que se tem que os governos do PT são mais corrompidos decorre exatamente de uma virtude dos governos do PT, que tiveram a coragem como o [ex-presidente] Lula teve e o Fernando [Haddad] está tendo lá em São Paulo de abrir as caixas de pandora"
Gilberto Carvalho (na foto), ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, defendendo as ações de combate à corrupção durante as gestões do PT em todo o país.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Luê Soares - Nós Dois

Vamos pra Pasárgada. Mas, e se lá estiver pior que aqui?


Desde o meio-dia de sexta-feira, quando foi postado no Espaço Aberto, esse vídeo já tem soma mais de 7,6 mil acessos.
Assistam no próprio YouTube e confiram vocês mesmos: no final da noite de ontem, já eram mais de 7,6 mil acessos.
As imagens, repita-se e confirme-se, foram colhidas pelo Espaço Aberto, que filmou as próprias imagens captadas pelas câmeras de segurança de um prédio na avenida Braz de Aguiar com a travessa Benjamin Constant e mostram um assalto que ocorreu na última quarta-feira, por volta das 13h.
Por que tanta gente interessada em ver o vídeo?
Por que tanta gente curiosa para ver cenas de banditismo?
Porque Belém vive sobressaltada.
Porque Belém está subjugada pela violência.
Porque queremos ter certeza se o medo é apenas meu, seu ou dele ou se é nosso - meu, de vocês, de toda a população.
Porque queremos ver, com os nossos próprios olhos, se é verdade que a insegurança se manifesta, de forma assoladora, até mesmo em áreas mais centrais de Belém, como o bairro de Nazaré - local do assalto que o vídeo mostra - ou até mesmo o centro comercial da cidade, onde Feliciana Mota, mulher de um sargento da PM, foi assassinada na semana passada. Neste final de semana, o próprio sargento, Hélio Borges, faleceu em consequência do tiro que levou.
Porque as pessoas, vendo imagens como essas, tentam buscar, ao que parece, uma explicação para o aumento da criminalidade que nos atordoa.
Em 23 de março do ano passado, o poster foi assaltado enquanto caminhava, plenas 11h da manhã, na praça Batista Campos. Foi assaltado com revólver e tudo.
Escreveu-se então, aqui no blog:

O poster jamais imaginou que seria assaltado, com arma e tudo, durante uma caminhada na praça.
Mas foi assaltado.
Fica a lição.
E fica, infelizmente, a sensação de que a violência humilha.
Desagrega.
Degrada.
A violência dá-nos a sensação de que estamos abandonados.
Sós.
Só nos resta fugir pra Pasárgada.
Só nos resta ir embora pra Pasárgada.
E se lá estiver pior que aqui?

Eis a questão: e se lá estiver pior que aqui?

Conversa com João Salame, agora, só em piscinas


Quem entra na chuva é pra se molhar.
E quando o que entrou na chuva fica molhado, torna-se mais fácil, para todo mundo, saber que o cara não titubeia, um minuto sequer, em atirar-se de cabeça no molhado, desde que isso atenda a alguns interesses de ocasião.
Gente - da política e fora dela - está certa de que o prefeito cassado de Marabá, João Salame (PMDB), é o cara.
É o cara que entrou na chuva pra se molhar. E agora, que se atirou de cabeça no molhado, ficará marcado pelas suas disposições e seus ânimos.
No caso, sua disposição revelou-se em gravar os outros. E o ânimo foi o de enredar personagens em suspeitas de toda ordem.
Salame é o dono do gravador que colheu do boquirroto ex-prefeito de Marituba, Antônio Armando (PSDB), acusações a rodo - e principalmente a esmo - envolvendo integrantes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Antônio Armando, conhecendo talvez de cor e salteado os crimes - ou pelo menos alguns deles - capitulados no Código Penal, já está dizendo por aí que a voz acusatória não é dele.
É dele, sim. A menos que o sertão vire mar e o mar vire sertão. A menos que perícias técnicas deixam de comprovar o óbvio, que ulula de forma sonante.
Salame, o cara que resolveu gravar o boquirroto, talvez esteja adotando aquele posição olímpica de estar acima do bem e do mal. Muito provavelmente, está posando como aquele que deu uma digna contribuição para a assepsia em todas as esferas, inclusive o Judiciário.
Então, tá.
Está claro, claríssimo, que o cassado prefeito de Marabá resolveu entrar de cabeça nessa estratégia apenas para atirar farofa (mas vocês podem também substituir farofa por qualquer tipo de excremento) no ventilador do TRE, deixando a Corte na condição de algoz e ele, Salame, na condição de perseguido e injustiçado.
Pois é.
Mas o fato é que, livrando-se ou não o prefeito cassado de Marabá da cassação que lhe foi imposta pelo TRE do Pará, daqui para a frente dificilmente ele será um interlocutor confiável para quem quer que seja, sobretudo e principalmente quando as questões discutidas entre ele e os outros forem de natureza política.
Os interlocutores de João Salame, daqui para a frente, passarão a vê-lo como o cara que uma vez entrou na chuva pra se molhar, para o que desse e viesse.
E fez isso escondendo um gravador e gravando o interlocutor. Sem este saber, evidentemente, que estava sendo gravado.
Daqui para a frente, os interlocutores de João Salame, por medida de cautela, só conversarão com ele em piscinas.
Até que entre em circulação no mercado, evidentemente, algum dispositivo de gravação de áudio que seja à prova d'água.
Enquanto o invento não se fizer, João Salame será o cara que, quando entra na chuva, é pra se molhar.
Com gravador e tudo.

Essa "gente estúpida que pensa que é sabida"

De um Anônimo, sobre a postagem Dois personagens, um gravador e suas acusações:

O tiro saiu pela culatra.
Vejam só.
O João, antes do seu julgamento, gravou esse áudio, entregou pro seu advogado, que no dia em que ficou 2 x 0 para a cassação, falou ao presidente que tudo era bombástico.
Confessadamente, o objetivo da gravação era engessar o Tribunal, para blindar o Salame.
O advogado, vendo a causa perdida, distribuiu o áudio pra tudo quanto é blogueiro, para atingir todos os seus desafetos, que não são poucos.
Por que pela culatra? Todos os que divulgaram fatos, pela forma jactada pelo Armando - só pode ser sabidamente inverídico - respondem por crime de calunia, injúria e difamação, na medida em que usaram meios como a internet para dar a mais ampla divulgação. Ainda tem os danos morais.
Vai sobrar pro salame, pro advogado e pra quem mais divulgou.
Gente estúpida que pensa que é sabida.

Uma das "caras" da Belém sem lei



Olhem só.
As fotos foram mandadas para o Espaço Aberto pelo jornalista Francisco Sidou.
Não estão com boa resolução porque tiradas de celular.
Mesmo assim, observem a desenvoltura, o bem-bom com que atuam os flanelinhas em Belém.
Leiam o relato de Sidou:

Na Senador Lemos, em frente ao postão do Banpará e ao lado da Seidurb, área muito disputada, um deles (o da foto) chega cedo, coloca os cones demarcando o seu território, lê os jornais do dia e só libera as vagas para seus "clientes especiais", aqueles que se sujeitam ao valor que ele estipula, com pagamento semanal.
Nada de diaristas.
E ai daquele que questionar seus "métodos gerenciais"...
Fica "marcado" e ainda tem de ouvir calado uma série de ameaças.
Isso é uma das "caras" da Belém sem lei.

Governo corta ponto de grevistas a partir de hoje

No Amazônia

O governo do Estado decidiu cortar o ponto dos trabalhadores em educação pública que estão greve há mais de quarenta dias. Segundo informações da Agência Pará, a medida entra em vigor a partir de hoje, após várias tentativas de pôr fim à greve da categoria. O governo também promete chamar novos professores para ocuparem a vaga dos grevistas e dar sequência ao ano letivo dos milhares dos estudantes. Para o governo não há mais o que negociar, uma vez que todas as propostas de acordo foram rejeitadas pelos trabalhadores, incluindo a apresentada na reunião da última sexta-feira (8), a qual garantia o pagamento do retroativo (principal entrave da pauta de negociação) a partir de janeiro de 2014.
Os dias parados também serão descontados já na folha de novembro, paga na última semana do mês. O governo garante que os educadores que voltarem ao trabalho hoje não terão descontos nos salários.
A decisão foi tomada em virtude da inflexibilidade do Sintepp durante as rodadas de negociação, inclusive a mediada na última sexta-feira pelo desembargador Ricardo Nunes, do Tribunal de Justiça do Estado (TJE), na qual o governo do Estado apresentou um cronograma de pagamento do retroativo referente ao piso nacional da categoria, mediante análise do crescimento real da arrecadação.
A primeira parcela já seria paga na folha de janeiro de 2014. Em nota oficial publicada ontem nos meios de comunicação locais, o governo considera que não há "mais propostas a fazer", pois chegou ao seu limite orçamentário.
A greve prejudicou estudantes que se preparavam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e também para os demais processos seletivos destinados ao ingresso no Ensino Superior. "Mesmo diante da reposição dos dias letivos perdidos, a paralisação das aulas acarreta imenso prejuízo à formação educacional dos alunos, descrédito e insatisfação na comunidade quanto ao serviço público oferecido, e transtornos relativos à rotina das famílias dos alunos", enfatiza o secretário especial de Promoção Social, Alex Fiúza de Mello.
O procurador Geral de Justiça, Marcos Antônio Ferreira das Neves, ressalta que a medida visa o benefício da sociedade. "A medida adotada por esta instituição não cerceia o direito de greve dos professores, mas está voltada à proteção dos direitos da sociedade à educação, e busca resguardar os diretos de crianças, jovens e adultos de frequentar a escola pública e concluir regularmente o ano letivo", afirmou o procurador, em nota veiculada pela imprensa no dia 1º de novembro.
Ao site G1 Pará, que publicou a notícia nas primeiras horas da noite de ontem, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sintepp) não respondeu as chamadas telefônicas para comentar a medida anunciada pelo governo do Estado. E até o fechamento desta edição, nenhuma colocação também foi publicada pela entidade que coordena a greve no Pará.