sábado, 25 de maio de 2019

Vermelho de ódio. É o líder do PSL, para quem universitários são petistas e maconheiros.


Vejam essa imagem aí.
O personagem que aparece é o deputado federal Delegado Waldir, ninguém menos que líder do PSL de Bolsonaro na Câmara.
Ele está rubro.
Rubro de ódio.
Ele está vermelho.
Vermelho de ódio.
Ele está transtornado.
De ódio.
Está descontrolado.
De ódio.
Destila todo o fel dos seus preconceitos.
Considera o professor que o filma um vagabundo, um petista, maconheiro.
Considera-o vagabundo, petista e maconheiro porque o professor é universitário.
Delegado Waldir deve ganhar uma medalha e ostentá-la no peito, reluzente e luzidia, por ser um fiel seguidor de conceitos de que se nutre seu chefe, o presidente da República, que também deve acolher os conceitos de que universitários – sejam professores, sejam estudantes – não passagem de vagabundo, petistas e maconheiros.
Aliás, façamos justiça ao Capitão: ele foi de uma delicadeza, de uma educação, de uma habilidade e sensibilidade democrática ímpares, quando classificou de “idiotas úteis” os milhões de estudantes que foram às ruas, na semana passada, para pugnar contra o contingenciamento de recursos para a educação.
Porque, conhecendo como conhecemos o perfil, os hábitos e princípios pelos quais se pauta um presidente que já elogiou até mesmo atos hediondos de tortura, não será demais especular que Bolsonaro alimenta o conceito de que todo universitário não passa de um vagabundo, petista e maconheiro.
Ele não diz isso, obviamente.
Ou pelo menos nunca disse até agora.
Mas que pensa, isso não há a menor dúvida de que pensa.

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