quinta-feira, 11 de junho de 2015

Viva o Supremo. Comemoremos a derrota do obscurantismo.

Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal: "Censura é uma forma de cala-boca"
“Meno male”, gente.
“Meno male”.
Nem tudo está perdido.
Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal bandeou-se, mais uma vez, favoravelmente à liberdade de expressão e contrariamente ao obscurantismo intelectual e cultural, ao decidir que não é necessária a autorização prévia de biografados e de suas famílias para a publicação de biografias.
Por unanimidade, o plenário seguiu o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, que destacou a prevalência dos direitos fundamentais à liberdade de expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença e à inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas, conforme expresso no artigo 5º, incisos V, VI, IX, X e XIV, da Constituição da República.
“Estas liberdades constitucionalmente asseguradas informam e conduzem a interpretação legítima das regras infraconstitucionais”, afirmou. “O direito à liberdade de expressão é outra forma de afirmar-se a liberdade do pensar e expor o pensado ou o sentido. E é acolhida em todos os sistemas constitucionais democráticos”.
Conforme a relatora, a Constituição prevê, nos casos de violação da privacidade, da intimidade, da honra e da imagem, a reparação indenizatória, e, por outro lado, proíbe “toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”. Assim, uma regra infraconstitucional (o Código Civil) não pode abolir o direito de expressão e criação de obras literárias. “Não é proibindo, recolhendo obras ou impedindo sua circulação, calando-se a palavra e amordaçando a história que se consegue cumprir a Constituição”, afirmou. “A norma infraconstitucional não pode amesquinhar preceitos constitucionais, impondo restrições ao exercício de liberdades”.
A ministra observou que há riscos de abuso, mas o direito prevê formas de repará-los. “O mais é censura, e censura é uma forma de cala-boca”, concluiu.
No ano passado, o Espaço Aberto acompanhou toda a polêmica referente ao assunto, desde que uma associação, a Procure Saber, integrada por alguns dos mais consagrados artistas da MPB, como Roberto Carlos, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Erasmo Carlos, abriu um debate que os colocou na contramão das liberdades, que são um apanágio da criação artística.
O Espaço Aberto, como demonstram as postagens publicadas (clique aqui para ter acesso a todas elas) sempre se posicionou pela liberação das biografias, por entender que isso em nada, absolutamente nada põe em risco a honra subjetiva de qualquer pessoa, uma vez que todo aquele que eventualmente se sentir pessoalmente prejudicado, poderá recorrer ao Judiciário para pedir a reparação dos danos que moralmente sofreu.
Isso é legítimo.
Não seria legítimo, ao contrário, impor-se a censura prévia, essência de todo o discurso e dos argumentos da Procure Saber que o Supremo, felizmente, rejeitou.
Por isso, viva ele.
Viva o Supremo.
E que venham biografias, muitas – autorizadas ou não autorizadas.

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O nosso oceano de incoerências

No período da última campanha eleitoral para Prefeito de Belém, a Civviva, realizou, com êxito,no dia 27/6/2012, na sede do Conselho de Contabilidade do Estado do Pará, uma Conversa com os pré-candidatos a Prefeito de Belém.
Era um exercício de democracia inédito em Belém. Os eleitores chamaram os candidatos para uma troca de idéias. As perguntas a serem respondidas eram:
1 - Como proteger, defender e preservar o Patrimônio Cultural de Belém?
2 - Qual a sua proposta de políticas públicas para o centro histórico de Belém?
Com a parceria do Ministério Publico Federal, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, do Instituto do Arraial do Pavulagem e do Conselho Regional de Contabilidadeque nos hospedava, conversamos sobre nosso Patrimônio com alguns pré-candidatos a Prefeito de Belém, inclusive quem ganhou as eleições.
Na ocasião foram levantados pela sociedade civil, problemas relativos a vários argumentos:
- RONALDO SILVA, músico, pesquisador, sociólogo e um dos fundadores do Arraial do Pavulagem, de forma envolvente, nos falou sobre Cultura Popular e a Utilização do Espaço Público;
- CLEBER CASTRO, Professor do IFPa, ressaltou, de modo claro, a importância do turismo patrimonial para a cidade de Belém e suas dificuldades de levantar vôo;
- ROSE NORAT, arquiteta e professora, com evidente conhecimento, falou sobre a necessidade de resolver a questão da reabilitação das áreas centrais e das políticas habitacionais para prédios históricos;
- DULCE ROSA ROCQUE, economista e presidente da Civviva, através do exame do Código de Postura demonstrou o costume local da inaplicação das leis em vigor; da total ignorância das normas de salvaguarda do nosso patrimônio; do uso inadequado de áreas tombadas...,
Interessados no argumento os pré-candidatos - Alfredo Cardoso Costa (PT), Edmilson Brito Rodrigues (PSOL), Sérgio Pimentel (PSL) e Zenaldo Rodrigues Coutinho Júnior (PSDB), compareceram e responderam as perguntas feitas. O  discurso do então candidato Zenaldo, era "pela total preservação do patrimônio histórico e cultural do Pará, bem como pela limpeza da área comercial do centro da cidade, com planos pata remoção e recolocação de camelôs em local adequado e sem perdas de faturamento pra esses trabalhadores."
O que vemos acontecer hoje, porém, é exatamente o contrário do que se pretendia obter, ou do que foi dito na ocasião. Vemos aumentar o numero de prédios abandonados, sem uso, quando tantos (até gente simples que faz cultura) necessita de espaço; vemos casas antigas serem derrubadas e se transformarem em estacionamentos; vemos ocupações de calçadas na Cidade Velha, como se não fosse tombada; vemos aumentar a poluição sonora, visual e ambiental a despeito das leis; vemos aumentar o transito em áreas tombadas; vemos autorizarem restruturação de prédios para atividades enormes sem algum estacionamento (como o Bechara Matar com cinco vagas de garagem), comprometendo seja as calçadas de liós que os prédios com a trepidação; vemos autorizarem o uso de muros dentro de área tombada, para grafitagem, como se antigamernte isso fosse possivel; vemos estreitarem ruas que dão para o rio;  vemos ocupações financiadas até por bancos que nada deixam ao bairro;os camelôs continuam por ai e o centro comercial é uma tristeza.
Enfim, não vimos nada mudar e, nem no programa de festejos dos 400 anos vemos algo que interesse a defesa/salvaguarda do Centro Histórico. Mesmo os cidadãos, na ânsia de ganhar dinheiro ou se divertir, usam e abusam de áreas tombadas ignorando todas as normas vigentes, e, muitas vezes são até acobertados por orgãos públicos, inclusive os que deveriam defender nosso patrimônio.
Para se comportar desse modo, precisava tombar esses bairros? A Constituição e outras leis, falam tanto de "ouvir a comunidade", mas nesse caso são ouvidas quase que somente aquelas interessadas na destruição do nosso patrimônio, aqueles que ignoram a nossa "memoria histórica", talvez porque muito jovens. Além do mais, e na verdade, nem sempre essa 'comunidade' é representada por associações, mas por amigos sabe la de quem, que nem sempre moram em área tombada, portanto idealizam ocupações e manifestações  (ex, a praça dos Estivadores) a favor de seus interesses, não afrontando, em vez,  a realidade e os problemas que os moradores e proprietários desses bairros tem. Os arquitetos, por sua vez, desapareceram completamente do panorama de defesa da nossa memória. Os professores de história, se ocupam mais do passado...
Temos, nomeados pela Fumbel, dois Conselhos que se deveriam ocupar do nosso patrimônio histórico, mas o que fazem?: Cadê o Conselho Monumenta? Neste caso, vemos que até aqueles que restauraram sua casa com tal financiamento, ignoram a defesa do seu bairro e nem dão sinal de vida aos convites para as reuniões convocadas para a posse de dito Conselho, onde  resultam nomeados. o DINHEIRO PARADO NÃO AJUDA A MELHORAR A FEIÇÃO DO CENTRO HISTÓRICO PARA SEUS 400 ANOS.
Não podemos deixar de pensar que muitos "são farinha do mesmo saco", do tipo: façam o que digo, não façam, o que faço. Seja os políticos que os...abusados, independentemente de cor, religião, opção sexual e partido. 


... E nosso patrimônio continua sendo ignorado. Toda  a comunidade QUER SABER: o que estão fazendo? e perguntamos mais uma vez:
Como pensam de proteger, defender e preservar o Patrimônio Cultural de Belém?
Qual é a proposta de políticas públicas para o centro histórico de Belém? 

Charge - J. Bosco


Charge para O LIBERAL.

O que ele disse


"É mentira que detenho um apartamento em Paris. Nem lá nem em qualquer outro lugar fora do Brasil (...). Estranho que agora o assunto reapareça. Justamente num momento que Lula e sua turma mergulham na corrupção que promoveram no país".
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República (PSDB).

quarta-feira, 10 de junho de 2015

CNJ aprova cotas de acesso a negros para cargos no Judiciário

O plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira (9/6), durante a 210ª Sessão Ordinária, resolução que dispõe sobre a reserva aos negros, no âmbito do Poder Judiciário, de vagas oferecidas em concursos públicos para provimento de cargos efetivos e de ingresso na magistratura. A partir de agora, haverá reserva mínima de 20% das vagas para estes candidatos, sendo que o percentual poderá ser elevado a critério de cada tribunal, que também terá autonomia para criar outras políticas afirmativas de acordo com as peculiaridades locais. Com a aprovação da resolução, a magistratura é a primeira carreira jurídica a estabelecer esse tipo de política afirmativa para preenchimento de vagas.
“Estamos diante de um momento importante, pois é primeira vez que um dos poderes da República reservará uma cota para cidadãos oriundos de mais de 50% da população que não têm acesso aos cargos de poder nesse país”, disse o presidente Ricardo Lewandowski, referindo-se a pesquisa recente que indicou que apenas 18% dos cargos mais importantes no Brasil são ocupados por negros. “Esse é um passo histórico muito relevante, pois estamos contribuindo para a pacificação e a integração deste país, e de certa forma reparamos um erro histórico em relação aos afrodescendentes”, concluiu
A proposta de resolução foi apresentada pelo relator Paulo Teixeira na última sessão plenária (26/5), mas houve pedido de vista do conselheiro Fabiano Silveira. Ao devolver o assunto nesta terça-feira, o conselheiro disse que a reserva de 20% nas vagas poderia ser ineficaz, uma vez que diversos tribunais não conseguem preencher os postos para magistratura atualmente. “A lógica que predomina é que há sobra de vagas. Faço ponderação para que a resolução pelo menos contemple a faculdade de o tribunal estabelecer um bônus de pontuação. Não estamos dizendo que deve adotar, mas que pode combinar reserva com bônus de acordo com suas experiências”, disse.
Alguns conselheiros alegaram que a bonificação poderia ser questionada legalmente e resultar na aprovação de magistrados sem qualificação mínima, e houve sugestão para criação de nota de corte e de formação especializada nas escolas da magistratura. A redação final, porém, acabou homenageando as peculiaridades regionais e a autonomia de cada tribunal, garantindo apenas a reserva de 20% como mínima possível e delegando aos tribunais a prerrogativa de definir outras políticas afirmativas de acesso a cargos no Judiciário a partir do texto básico aprovado pelo CNJ, inclusive em relação a cargos de chefia.
Apoio – A discussão contou com a participação do secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil, Cláudio Pereira de Souza Neto, que manifestou apoio à iniciativa do CNJ. “A sociedade tem imposto uma série de barreiras para as minorias que têm se superado com muito sacrifício. É importante que o Judiciário seja plural, formado por composições diversas que advém da sociedade, com fatos levados ao Judiciário por diversos setores”, pontuou.
Também apoiou a resolução o representante do Ministério Público, subprocurador-geral da República Eugênio Aragão. “Me parece que a ação afirmativa não precisa de justificativa, é evidente que existe necessidade premente de criar mais acesso aos cargos públicos aos segmentos mais diversificados da sociedade. Por isso, entendo que o CNJ está de parabéns, é uma vanguarda das carreiras de Estado ao adotar medida dessa qualidade, que deve animar outras carreiras”, disse.

Charge - Aroeira


Charge para o Brasil Econômico.

Violência nacional exime o Pará de suas responsabilidades?


Tucanos paraenses há que estão, quase desesperadamente, em busca de um discurso - concatenado, articulado, sereno e consequente - capaz de contribuir para desfazer a impressão de que o governo Simão Jatene não está, nem de longe, eximindo-se de suas responsabilidades no combate à violência que assola o Pará e os demais Estados do país, sem exceção.
Os tucanos confessam o seu constrangimento quando ouvem Sua Excelência dizer que a violência é de caráter nacional, e não local.
Consideram vários que esse argumento precisaria ser mais trabalhado. E por um motivo simples, para não dizer muitíssimo simples. É que o nacional a que se refere o governador compreende os Estados e as cidades do país.
Para os tucanos, aquilo a que o governo chama de fenômeno nacional - assim entendida a violência aterradora que se amplia pelo País - representa a criminalidade que viceja no Pará, no Maranhão, no Acre, no Rio, em São Paulo, no Rio Grande do Sul e outros Estados da Federação.
Admitem muitos integrantes do PMDB que tem consistência o principal argumento do governo, de que a presença da Força Nacional no Pará seria dispensável, até mesmo porque Alagoas, onde a força encontra-se há anos, registrou aumento no número de crimes dolosos contra a vida humana.
Mesmo assim, ressentem-se de fatos e evidências para mostrar que a violência - desmedida, desmesurada, aterradora -, mesmo sendo um fenômeno nacional, encontra no Pará um ambiente propício que dificultaria as ações de bandidos.

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Criminosos invadem calçadas do Umarizal com seus veículos



Sabem de uma coisa?
Falando sério e fora de toda brincadeira, mas quando a gente pensa que já viu tudo no trânsito de Belém - caótico, bagunçado, irracional e, infelizmente, muitas vezes letal -, a gente não viu foi nada.
Nadinha!
Olhem as fotos acima. Foram feitas pelo repórter do Espaço Aberto em uma dos perímetros nobres de Belém , o enobrecido bairro do Umarizal, mais precisamente na rua Antônio Barreto, quase chegando à travessa Almirante Wandenkolk.
Sabem por que esses cones aí?
Sabem por que algumas residências e algumas empresas resolveram pôr obstáculos sobre as calçadas?
Porque - acreditem se forem capazes de acreditar -, ultimamente virou moda, nesse trecho da Antônio Barreto, motoristas irracionais, irresponsáveis e potencialmente criminosos simplesmente invadirem a calçada para escapar dos congestionamentos nos horários de pico.
Observem que a calçada, no trecho fotografado, é larga o suficiente para virar a pista de veículos de passeios de porte médio.
Observem ainda que os cones mostrados lá atrás, em segundo plano, estão próximos ao Laboratório Amaral Costa, que também resolveu tentar, de alguma forma, evitar que os motoristas amalucados invadam a calçada, colocando em risco, sobretudo, crianças que saem das escolas que funcionam nas redondezas.
Mas vocês sabem o que os criminosos em potencial fazem? Simplesmente retiraram os cones, invadem a calçada e vão em frente.
"Nunca nenhum desses malucos foi multado?", perguntou o poster a um microempresário estabelecido na área.
"Não. Nunca vi um agente da Semob por aqui, para fiscalizar e coibir essa barbaridade", foi a resposta.
Repita-se: quando a gente pensa que já viu tudo no trânsito de Belém - caótico, bagunçado, irracional e, infelizmente, muitas vezes letal -, a gente não viu foi nada.
Nadinha.

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MP ingressa com ação civil pública contra cartórios de Belém


O Ministério Público do Estado do Pará, por seu promotor de Justiça, João Gualberto dos Santos Silva, 1ª e 2ª Promotoria de Justiça de Registros Públicos, Resíduos e Casamento da Comarca da Capital, ingressou na segunda (8), com Ação Civil Pública - ACP, contra o Cartório do Segundo Ofício de Registro Civil de Nascimento e Óbitos, Cartório Eleonor Mendes Carvalho (4º Ofício de Registro Civil das Pessoas Naturais), Cartório Privativo de Casamentos (1º Distrito) e o Cartório de Registro Civil Val-De-Cães (Registro Civil das Pessoas Naturais), em virtude desses cartórios estarem exigindo certidão de nascimento atualizada das pessoas que desejam se casar.

ENTENDA O CASO
Em janeiro de 2014 foram reunidas em texto único e sistematizado, todas as normas relacionadas aos Serviços Notariais e de Registro, sendo elaborado o Código de Normas dos Serviços Notariais e de Registro do Estado do Pará.
Com a vigência do referido Código em seu Capítulo V (da competência e dos documentos necessários à habilitação de casamento), mais precisamente no §1º, inciso I do art. 561, estabeleceu que as certidões de nascimento ou casamento deverão ter sido expedidas 90 (noventa) dias antes da data do requerimento, estar em bom estado de conservação e ser apresentadas no original.
De acordo com o promotor de Justiça João Gualberto, a exigência estipulada no Código de Normas dos Serviços Notariais e de Registro do Estado do Pará, estaria em desacordo com disposto no art. 1.525, inc. I, do Código Civil, que não estabelece prazo de validade para a certidão de nascimento.
Na ACP ajuizada relata o promotor de Justiça que: "Nem todos os que se casam são pessoas abastadas. Alguns casais terão de se sacrificar para custear um documento que já possuem e que se encontra em bom estado".
"Além da despesa com a habilitação de casamento, ainda terão de pagar cerca de R$106,00 (cento e seis reais) pela expedição de uma certidão de casamento ou de nascimento atualizada, caso referidos documentos tenham mais de noventa dias da data de habilitação de casamento", finalizou.
Em sede de tutela antecipada o representante do parquet requereu ao Judiciário que determine aos cartórios citados na ACP que deixem de exigir certidão atualizada dos jurisdicionados, salvo quando os documentos ão estiverem em bom estado de conservação ou forem apresentados sem ser no original e na hipótese de transcrição de casamento realizado no estrangeiro, sob pena de, em caso de descumprimento da decisão de pagamento de multa diária de R$1.000,00 (mil reais).
Ao final requereu a condenação dos cartórios a não mais exigirem dos jurisdicionados certidão de nascimento atualizada nos termos do §1º, inciso I do art. 561, do Código de Normas dos Serviços Notariais e de Registro do Estado do Pará.

Ação Civil Pública tramita perante a 6ª Vara Cível e Empresarial da Capital sob o nº 0023633-24.2015.8.14.0301.

Governo do Pará questiona critérios da Aneel para reajuste de energia

Da Agência Pará

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) questionou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com relação à proposta de aumento da tarifa de energia do Pará, um novo reajuste médio de 7,53% para vigorar já a partir de agosto, mais que o dobro, porém, para consumidores de maior porte (industriais) enquadrados como Grupo A, cujo percentual de aumento será de 15,06%. Os consumidores residenciais e demais de pequeno porte, enquadrados como Grupo B, poderão ter reajuste médio de 4,26%.

O Secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachcki antecipa que a Celpa passa pelo seu processo de revisão tarifária, que ocorre de 4 em 4 anos, por imposição legal e que deve ser concluído em agosto de 2015.  No próximo dia 11 de junho, no Hangar – Centro de Convenções, a partir de 9h, uma audiência pública discutirá em Belém a revisão tarifária, com a presença dos técnicos da Aneel - Agencia Nacional de Energia Elétrica. Demachki diz que o momento será oportuno para se questionar as elevadas perdas regulatórias admitidas pela Agência Nacional, que totalizam 34% calculados somente sobre o mercado de Baixa Tensão da concessionária.

O secretário observa que a perda de energia da Celpa se elevou significativamente nos últimos 10 anos, como consequência de problemas de gestão e da reação tardia da própria Aneel. Portanto, diz ele, admitir na revisão presente as perdas neste patamar tem como principal consequência um valor mais elevado na tarifa, principalmente considerando que a agência, em revisões anteriores da Celpa, chegou a adotar perdas regulatórias de referência 7% menores.

“Dessa forma, a Agência rompeu um dos pilares da regulação, que é a melhoria continua dos serviços prestados", argumenta Demachki, que enviou ofício na última sexta-feira, 29, questionando formalmente a nova proposta de aumento de tarifa.
Demachki lembra também que a proposta da Aneel considera um percentual de receitas irrecuperáveis admitidas de 1,62%, superior ao valor aceito na revisão tarifária anterior, que foi de 0,9%, se tornando, portanto, mais um ônus imposto ao consumidor de energia paraense.

Ele também aponta a omissão da agência, ao frisar que não há referência na exposição de motivos e nas notas técnicas da Aneel a qualquer auditoria ou fiscalização da base de dados encaminhada pela Celpa e que foram usados na revisão tarifária, em especial os investimentos de capital informados.

"Essa ação da Aneel demonstra o uso de uma mão mais leve com a concessionária e mais pesada com o consumidor, que tem sido, em todo o Brasil, submetido a aumentos de tarifas médios que variam entre 40% a 60% nos últimos 12 meses", diz Adnan, ao informar que o Estado cobra do órgão uma atitude regulatória mais proativa com as demandas da sociedade e em prol da modicidade tarifária, do equilíbrio entre os agentes e do desenvolvimento econômico do Pará.

Band é condenada por exibir reportagem que viola direitos humanos

Do Consultor Jurídico

A TV Band da Bahia terá que pagar R$ 60 mil por danos morais coletivos causados por uma reportagem exibida pelo programa “Brasil Urgente Bahia”, na qual a repórter Mirella Cunha ironizou, de forma vexatória, um acusado de estupro, após sua captura pela polícia. O vídeo foi ao ar em 2012. Segundo noticiado pelo Portal Imprensa, o juiz Rodrigo Brito Pereira, da 11ª Vara Federal em Salvador, apontou que a emissora violou os direitos humanos.
A ação foi movida pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público da Bahia. De acordo com o juiz, “o direito de informação não é absoluto, vedando-se a divulgação de notícias falaciosas, que exponham indevidamente a intimidade ou acarretem danos à honra e à imagem dos indivíduos”.
Pereira criticou ainda a postura da repórter, também condenada na ação. “A ‘entrevista’ desbordou de ser um noticioso acerca de um possível estupro para um quadro trágico em que a ignorância do acusado passou a ser o principal alvo da repórter. Ao deixar de obter as notícias para ser a notícia a repórter Mirella Cunha em muito superou qualquer limite de ética e bom senso na atividade jornalística, essencial no Estado de Direito”, escreveu.
O vídeo pode ser visto abaixo:

Charge - J.Bosco


Charge para O LIBERAL.

Os humildes começos da Assembleia de Deus



A Assembleia de Deus completará 104 anos de fundação no próximo dia 18. Nasceu aqui, sabemos. Hoje, quero refletir com você sobre aqueles humildes começos dessa que se tornou a maior igreja evangélica brasileira e, em termos de movimento protestante moderno, a maior igreja do mundo.
Era uma tarde quente de verão quando o navio “Clement” aportou em águas belenenses. 1910. Dia da Bandeira. No meio da tripulação, dois jovens suecos solteiros: Daniel Berg e Gunnar Vingren (na imagem). Procediam dos Estados Unidos, onde trabalhavam há alguns anos para sobreviver à crise financeira que assolava a Escandinávia. De berço batista, estavam bastante tocados por um movimento de avivamento espiritual que varria a América e parte da Europa, com ênfase na vida consagrada a Deus pela oração e pelo recebimento de dons. Reacendia-se, assim, a chama pentecostal das missões transculturais.
Foi muito difícil para os missionários. Dependiam da Providência para tudo. Não tinham dinheiro para as passagens do Clement. Não sabiam falar português. Viajaram no porão suportando calor, barulho e o vômito que se misturava à serragem lançada no chão para mitigar o desconforto. Durante catorze dias, receberam um prato de sopa. A mala de roupas ficara retida em Nova Iorque por causa de uma greve na alfândega. Portanto, usavam as mesmas vestes pesadas do embarque friorento na América.
Em Belém, ninguém os esperava. Gastaram as penúltimas moedas numa modesta pensão da Rua João Alfredo, até que o bondinho que os levaria à Primeira Igreja Batista na manhã seguinte limpasse-lhes o bolso. Era o dia 20 de novembro de 1910. Foi nesta data que Vingren e Berg foram recebidos e hospedados por um baixo aluguel no porão daquele templo, situado na Rua João Balby, antigo número 406. Foi um apoio importantíssimo, um gesto fraternal louvável pela coragem de receber dois estrangeiros, mas sabemos que esse apoio findou na noite de 13 de junho de 1911, quando alguns anfitriões não puderam mais conviver com a mensagem entusiasta dos jovens missionários e os “desligaram” da congregação.
Naquela noite, Daniel Berg e Gunnar Vingren perderam aparentemente toda base. De uma vez, estavam sem igreja e sem ter onde morar. Sob o céu de Belém, ali na calçada da igreja, alguns irmãos foram se solidarizar com os missionários, tendo o casal Henrique e Celina Albuquerque oferecido um abrigo na casa da família, situada na Rua Siqueira Mendes. Foi ali, ao lado da Catedral da Sé, que Daniel Berg e Gunnar Vingren e mais dezenove irmãos egressos da Primeira Igreja Batista fundaram a “Missão da Fé Apostólica” no domingo de 18 de junho. Mas, as lutas só estavam começando.
Grande foi a perseguição religiosa contra a Assembleia de Deus. Batismos em águas tinham de ser realizados de noite. Em Mosqueiro, moradores tentaram queimar a casa onde Gunnar Vingren repousava muito doente. Para não morrer, ardendo de febre, o missionário saiu rastejando no igapó em plena madrugada. Mesmo assim foi perseguido e caçado com uso de cães. Escapou, mas teve o corpo dilacerado por espinhos. Em Quatipuru, toda a igreja foi presa depois de um culto e, na manhã seguinte, Daniel Berg e os irmãos, sem dormir e com fome, obrigados pelas autoridades a capinar o cemitério da cidade, só concluindo a tarefa cerca do meio-dia.
Perigos de todos os lados. Naufrágios no Marajó. Cobras. Jacarés. Onça. Mas nada se comparava à perseguição humana. No Amapá, foram saqueados os pertences do missionário Clímaco Bueno Aza e suas Bíblias foram queimadas em praça pública. Fome. Enquanto Daniel Berg enfrentava os perigos no interior, em Belém, a família de Gunnar Vingren padecia necessidade. “Ó, Frida, o que temos hoje para comer?”, perguntava o primeiro pastor da Assembleia de Deus à esposa. “Bucho, só bucho, nada mais”. Esta era uma cena comum, relatada a mim por uma pioneira que ainda vive, cuja mãe ajudava os missionários na época do nascimento do filho Ivar Vingren.
Em 1911, pouquinhos crentes. O pouco dinheiro doado empregava-se principalmente para socorrer pobres e doentes. Em 1914, quando a Assembleia se mudou para o seu primeiro templo, na Nove de Janeiro, a congregação não chegava a cem pessoas. A renda era mínima. Samuel Nyström, segundo pastor, vivia num quarto pobre e utilizava caixotes como móveis. Tudo era mesmo muito difícil naqueles humildes começos. Cultos eram interrompidos pelas pedradas. O sangue descia, mas a fé se fortalecia. A mão que atirava a pedra mais tarde seguraria a Bíblia, trocando o ódio pela doce “Paz do Senhor!”.

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RUI RAIOL é escritor
www.ruiraiol.com.br

O que ele disse


"Culpar a Imprensa pelo aumento da violência (apenas porque a divulga) é a mesma coisa que culpar a janela pela paisagem que não lhe agrada."
De Francisco Sidou, jornalista, em sua página no Facebook, mais uma pérola da série "Refletir não paga imposto".

terça-feira, 9 de junho de 2015

Ação pede providências para solucionar crise prisional

O PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) ajuizou Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 347) no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que se reconheça a violação de direitos fundamentais da população carcerária e, diante disso, imponha a adoção de providências para sanar lesões a preceitos fundamentais previstos na Constituição Federal, decorrentes de atos e omissões dos poderes públicos da União, dos estados e do Distrito Federal no tratamento da questão prisional no País.
De acordo com o partido, a ADPF é o instrumento mais adequado para este fim, na medida em que não faltam normas jurídicas garantindo o respeito aos direitos humanos dos presos, mas sim “vontade política” para implementá-las. “Não há cenário fático mais incompatível com a Constituição do que o sistema prisional brasileiro. O problema é sistêmico e decorre de uma multiplicidade de atos comissivos e omissivos dos Poderes Públicos da União, dos estados e do Distrito Federal. A gravidade do quadro e a inapetência dos poderes políticos, da burocracia estatal e das demais instâncias jurisdicionais para enfrentá-lo evidenciam a necessidade de intervenção do STF”, enfatiza.
Na ADPF, de 73 páginas, o PSOL sustenta que o equacionamento do que chama de “estado de coisas inconstitucional” do sistema penitenciário envolverá necessariamente a realização de despesas voltadas à criação de novas vagas prisionais, à melhoria das condições dos estabelecimentos existentes e dos serviços prestados aos detentos. Para exemplificar o “abismo” entre norma e realidade, o PSOL lista alguns dos principais problemas do sistema carcerário, como superlotação (que qualifica de mais grave), dificuldade de acesso à justiça, falta de assistência aos detentos, direito à educação e ao trabalho e tortura, sanções ilegítimas e uso da força.
O partido também aponta o elevado número de presos provisórios como um dos mais graves problemas do sistema prisional. “Há consenso de que muitas dessas pessoas não deveriam estar presas. Existe, no Brasil, uma banalização na decretação das prisões processuais, o que, além de violar os direitos à liberdade e à presunção de inocência, agrava significativamente o quadro de superlotação do nosso sistema carcerário”, afirma. Entre as medidas que o STF deve impor aos poderes públicos, segundo o PSOL, estão a elaboração e implementação de planos pela União e Estados, sob monitoramento judicial; a realização de audiências de custódia; a exigência de fundamentação das decisões que não aplicarem medidas cautelares diversas da prisão e a imposição de penas proporcionais à gravidade do ilícito cometido.
Na ADPF, o partido pede a concessão de liminar para que, entre outras medidas, todos os juízes e tribunais motivem expressamente as razões que impossibilitam a aplicação das medidas cautelares alternativas à prisão e passem a considerar fundamentadamente o dramático quadro fático do sistema penitenciário brasileiro no momento de concessão de cautelares penais, na aplicação da pena e durante o processo de execução penal. No mérito, o partido pede ao Supremo que julgue a ADPF procedente e determine ao governo federal que elabore e encaminhe à Corte, em três meses, um plano nacional visando à superação dos problemas apontados, dentro de um prazo de três anos.
O relator da ADPF é o ministro Marco Aurélio.

Charge - Aroeira


Charge para o Brasil Econômico.

Cientistas pesquisam água e doença em Barcarena

Por CARLOS MENDES, no Jornal O Impacto

Bomba despesa soja estragada em um rio de Barcarena
Diante da grande repercussão das denúncias feitas por ribeirinhos de Barcarena, na região do Baixo Tocantins, contra a multinacional Bunge, pesquisadores do Instituto Evandro Chagas estiveram no município na última segunda-feira e coletaram amostras de água do Furo do Arrozal para exames. Em reunião com lideranças e moradores das comunidades atingidas pelas atividades de transporte, armazenagem e exportação de soja da Bunge, os agentes do IEC ouviram os relatos sobre as doenças que afetam grande parte da população local e encaminharam um relatório à direção do órgão para decidir sobre a realização de uma campanha de amostragem para coleta de sangue, urina e cabelo, a fim de identificar as causa e os tipos de doenças.
“Vamos fazer comparativos do material que será colhido com outros exames que foram feitos durante os últimos quatro anos na região e avaliar a dimensão do problema”, disse o médico Marcos Mota, explicando que nesta primeira visita eles não tinham estrutura para coletar amostras das pessoas. “O Evandro Chagas é sensível às solicitações da comunidade para tentar elucidar as questões que ocorrem e prejudicam as pessoas, mas temos que conhecer os problemas para organizar os trabalhos”, prosseguiu Mota.
Para o trabalho de coleta de material humano o Instituto precisa montar uma equipe completa, com médicos, enfermeiros e técnicos. Além de Mota, formaram a equipe os químicos Kelson Faial e Amilton Costa e a bióloga Samara Pinheiro. Um dos relatos que os pesquisadores ouviram foi do pescador João Baia, pai da adolescente Taiane, de 13 anos, que sofreu dores abdominais, tontura, falta de ar, dor de cabeça e desmaios.
Há uns 10 dias ela desmaiou e bateu o rosto no chão, ficando bastante machucada. Segundo o pescador, o fato ocorreu depois que uma barcaça da Bunge carregada de soja estragada ficou ancorada na frente da casa dele, no Furo do Arrozal, durante um mês. Como o odor da soja apodrecida ficou insuportável, o fato foi comunicado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). De acordo com as lideranças comunitárias, quando a Bunge soube que haveria fiscalização determinou que a soja fosse despejada no rio. Ainda assim os técnicos da Semas encontraram um grande parte da soja estragada na embarcação.
Estranho – Os pesquisadores do Evandro Chagas também pediram desculpas, em nome do Instituto, alegando falta de comunicação, por não terem atendido antes o pedido de providências feito pelos moradores e lideranças comunitárias no ano passado e estranharam a ausência do Ministério Público Estadual e das secretarias estadual e municipal de Saúde na reunião e no processo. “O Evandro Chagas age em toda a Amazônia e geralmente atende recomendação do Ministério Público, mas desta vez o órgão não está presente, assim como as duas secretarias de Saúde, estadual e municipal, não sabemos por que”, disse Marcos Mota.
O pesquisador Kelson Faial informou que no momento só poderia coletar amostras de água do Furo do Arrozal, mas garantiu que a equipe multidisciplinar do Instituto deve ser formada o mais rápido possível. Os pesquisadores seguiram de barco pelo Furo do Arrozal até o local onde havia uma barcaça ancorada e coletaram água. Em seguida retornaram a Belém.
O representante do Conselho Tutelar de Barcarena, Adenilson Araújo, participou da reunião e disse que também procurou o Ministério Público para pedir providências urgentes a fim de resguardar os direitos das crianças e adolescentes que estão sendo afetados pela atividade da Bunge em grande número.


Cientistas do Evandro Chagas pesquisam água
Pesquisadores do Evandro Chagas examinam qualidade de água
MORADORES DA FAZENDINHA PROTESTAM CONTRA OMISSÃO DE AUTORIDADES E FECHAM ESTRADA
Os movimentos populares ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf) continuam bloqueando um dos ramais usados por empresas terceirizadas da multinacional Bunge, impedindo o transporte de combustíveis que abastecem os empurradores que conduzem as imensas barcaças no transporte de soja.
A decisão de fechar o ramal, localizado dentro do assentamento Fazendinha, com barricada de pneus, foi tomada depois das lideranças terem encaminhado vários pedidos de providências aos órgãos públicos estaduais e federais, como Ibama, Sema, Secretaria de Saúde (Sespa) Instituto Evandro Chagas e Ministério Público Estadual. Depois da publicação das denúncias, apenas o Instituto Evandro Chagas esteve na comunidade para dar explicações e fazer a coleta da água do rio, próximo do local onde estão as barcaças ancoradas.
A Bunge, multinacional do ramo de alimentos, se instalou em Barcarena em 25 de abril de 2014 e desde então os moradores das redondezas, a maioria ribeirinhos, perdeu o sossego por causa das atividades da empresa, cujo porto, na Vila do Conde, comprovadamente foi construído apara receber uma quantidade bem menor de soja do que recebe atualmente.
“São cerca de 600 carretas e 100 barcaças de soja que chegam por mês a um porto que não foi preparado adequadamente para receber tanta carga, por isso, os problemas começaram a aparecer e as barcaças começaram a atracar por toda a extensão do rio Arrozal, arrancando a vegetação do mangue e a mata ciliar”, afirma Bosco Oliveira Martins, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf).
Donos – De acordo com Bosco, também não houve preparação das estradas para receber o tráfego intenso das carretas da multinacional. “Eles usam as estradas e todos os ramais como se fossem donos, não respeitam ninguém e destroem o que restou de asfalto e de ruas, além de impedirem que os agricultores trafeguem de motos, bicicletas e carroças para escoarem a produção”, afirma.
No caso das mortes de dois pescadores e uma dona de casa e a denúncia de contaminação de mais de 200 moradores ribeirinhos, atribuídas ao transporte e armazenamento de soja e seu despejo no rio, na região do porto, somente um exame mais aprofundado poderá determinar as causas. Os ribeirinhos acusam órgãos de fiscalização de não aparecerem em Barcarena para apurar o que é denunciando, deixando as famílias à mercê do descaso e da arrogância da Bunge.

“NUNCA HOUVE RELATO DE NENHUMA QUESTÃO DE SAÚDE SIMILAR’, AFIRMA MULTINACIONAL
A multinacional Bunge afirma não existir qualquer relação entre os problemas de saúde citados pelos ribeirinhos e a operação do terminal de cargas dela em Barcarena. Segundo a empresa, nos 10 terminais portuários onde ela opera no Brasil, incluindo em dois dos maiores portos do país – Santos e Paranaguá – onde há densidade populacional maior do que na região de Barcarena, “nunca houve relato de nenhuma questão de saúde similar”. E sustenta que desde o início das obras do terminal, em nenhum momento, a Bunge ou a Unitapajós – empresa criada para o transporte da soja de Miritituba, em Itaituba, para Barcarena – receberam relatos de problemas de saúde da comunidade do furo do Arrozal.
A cada 15 dias, no máximo, prossegue a multinacional, a Unitapajós realiza visitas à comunidade local e nunca não foi informada sobre esses casos, tampouco foi notificada pela Secretaria Municipal de Saúde. Ambas empresas desconhecem a relação entre essas questões e as operações com a barcaças ou no terminal, mas diz que, de toda forma, já está buscando apurar junto às lideranças da comunidade o que pode estar ocorrendo.
A operação de transporte de soja por barcaças, que ocorre pela hidrovia Tapajós-Amazonas, é realizada pela Unitapajós, empresa parceira e prestadora de serviços logísticos para o Terminal Fronteira Norte (Terfron). “A Unitapajós possui uma autorização provisória da Marinha para abarrancar as barcaças na região do furo do Arrozal e está com um projeto em andamento de fundeio definitivo, eliminando, assim, qualquer possível impacto nas margens”, relata a Bunge.
Ela informa que está acompanhando de perto as ações da Unitapajós para solução do problema o mais rapidamente possível, destacando que a região do furo do Arrozal possibilita o fundeio seguro das barcaças, sem prejuízo à navegabilidade do rio pela população local ou a sua utilização pelos ribeirinhos. Por isso, é eventualmente utilizada pela empresa para esse fim, quando necessário, para garantir a segurança da operação do Terminal.
Aprovado – Ao negar o despejo de soja no rio, a Bunge esclarece que a soja é um ativo da empresa e, por isso, precisa ter seu destino rastreado em caso de perda o Além disso, acrescenta, as barcaças utilizadas para transporte da soja pela hidrovia são totalmente fechadas, com cobertura metálica rígida e sem equipamento de descarga acoplado. “Isso significa que é impossível desembarcar as 2000 toneladas de soja, que cada barcaça comporta, sem que exista um equipamento específico (sugador)”.
Ao contrário, quando é necessário, é contratada uma empresa especializada para realizar o descarte adequado do produto. Sobre o fluxo de caminhões e barcaças na região, a empresa garante é adequado à capacidade projetada para a operação do Terminal e foi “devidamente aprovado pelas autoridades municipais, estaduais e federais”.

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O blog no Facebook. Logo, logo, seremos 450 - milhões, é claro.

 


Olhem só!
No primeiro dia em que o Espaço Aberto começou, efetivamente, a operar no Facebook, essa confraria bacana já deu o ar de sua graça por lá.
As nossas boas-vindas a todos.
E continuem divulgando a página do blog.
Logo, logo, chegaremos à marca dos 450 milhões (hehe).
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E bom proveito.

Experimente o "açaipuccino". Sem compromisso.


Espiem só.
A foto acima foi pinçada do perfil do procurador da República Alan Mansur no Facebook.
No texto, ele diz:

#Açaí com características de "substância antioxidante e no combate aos radicais livres" presentes em todas as redes de farmácias dos EUA.
Deve ser muito sem graça "tomar" açaí assim, mas o fato é que o fruto amazônico já foi sintetizado e está sendo comercializado em larga escala.


Sim, deve ser horrível, horroroso, de uma sensaboria sem fim, de uma insipidez sem limite tomar um açaí como esse.
O bom mesmo é saboreá-lo no estilo paraense - variadíssimo -, que recomenda acompanhar a bebida até com charque, camarão, banana, farinha d'água farinha tapioca e, por último mas não menos importante, com leite Ninho.
Leite Ninho?
Sim, meus caros. Leite Ninho.
No duro.
Outro dia, numa postagem sobre as dilícias que são servidas no Point do Açaí, o pessoal da editoria de Gastronomia (rsss) aqui do Espaço Aberto mencionou que umas pitadas (e ponham pitadas nisso) de leite Ninho conferem à bebida um sabor especial, para não dizer especialíssimo.
E a propósito dessa, digamos assim, extravagância, leiam o comentário bem-humorado do advogado Kenneth Fleming, leitor cativo do blog:

Açaí com leite Ninho? Acho que você inventou o "açaipuccino". Só faltou ferver na maquininha de café.
[...]
Como paranaense, mas paraense de coração, o máximo que me permito é um pouco de açúcar e uma tapioca dentro. Mas vou tentar experimentar. Pode ficar com seu açaipuccino que eu fico com meu açaí paraense. A casa é sua.

Hehehe.
Pois façam como o Kenneth.
Fiquem com os seus açaís paraenses.
Mas, seu puderem, experimentem o açaipuccino.
É simples.
Olhem a foto abaixo, feita pelo blog.
Basta bater com leite Ninho - a gosto.
Para meio litro, quatro colheres são suficientes.
E vejam como fica cremoso.
Todo final de semana, consome-se por aqui, no mínimo, meio litro dessa preciosidade.
Se os farmacêuticos dos Estados Unidos descobrirem a receita, vão acabar levando a ideia pra lá.
Vish!


O apressado pode quebrar caras - a dele e a dos outros



Em Belém, de trânsito caótico, desordenado, de motoristas indisciplinados e resistentes ao bom senso, o apressado não apenas come cru, mas pode acabar quebrando caras - a dele e a dos outros.
As fotos foram mandadas para o Espaço Aberto por um leitor que trafegava pela avenida Alcindo Cacela, nas imediações da João Balbi.
Atrás deles, o motorista apressado desse ônibus aí vinha sinalizando com a luz, para que o mundo inteiro saísse da frente.
Como todo motora de ônibus que se preza, ele queria uma rua inteirinha para chamar de sua. E quando ultrapassou o veículo do leitor, chegou perto, mas muito perto de bater na Kombi.
E depois desse quase acidente, o apressado continuou com mais pressa ainda, porque percebeu que não havia agentes de trânsito nas imediações.
Como sói acontecer nesta Belém de trânsito caótico, desordenado, de motoristas indisciplinados e resistentes ao bom senso.

O que ela disse


“A campanha [de Dilma Rousseff] tratou os adversários de uma forma injusta. Aquela propaganda onde sumia a comida da mesa das pessoas e era entregue o dinheiro para os banqueiros, atribuídos a minha pessoa. Tirar a comida da mesa dos trabalhadores é o que está acontecendo agora”.
[...]
“Quando você vê milhares e milhares de empregos desaparecendo no comércio, na indústria, na construção civil… Esses trabalhadores sim, estão perdendo os seus meios para alimentar a sua família”
[...]
“Esse segundo mandato da presidente Dilma é Dilma denunciando Dilma. Porque ela está sucedendo ela própria. O presidente Lula, quando assumiu o seu primeiro governo, amaldiçoou a herança que recebeu. A presidente Dilma é a herança dela própria. Todos os problemas que hoje estão 
acontecendo foram criados por ela”.
Marina Silva, candidata a presidente em 2010 e 2014, acertando contas de campanha com Dilma.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Eurythmics - When Tomorrow Comes

ADI questiona competência da Justiça do Trabalho sobre trabalho artístico de menor

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5326, com pedido de medida cautelar, contra atos do Poder Público que dispõem sobre a competência da Justiça do Trabalho para conceder autorização de trabalho artístico para crianças e adolescentes.
A ação questiona as Recomendações Conjuntas 01/2014-SP e 01/2014-MT, bem como o Ato GP 19/2013 e o Provimento GP/CR 07/2014, todos atos normativos do Poder Público que, segundo a ABERT, atribuíram indevidamente nova competência à Justiça do Trabalho, em detrimento da Justiça comum estadual. Trata-se da competência para processar e julgar “causas que tenham como fulcro a autorização para trabalho de crianças e adolescentes, inclusive artístico”.
De acordo com a ABERT, o artigo 114 da Constituição Federal, na redação que lhe foi conferida pela Emenda Constitucional (EC) 45/2004, não dá prerrogativa à Justiça do Trabalho para conhecer pedidos de autorização de crianças e adolescentes em representações artísticas.
A associação destaca que o tema sempre foi processado e analisado pela Justiça comum, na maioria dos casos pelas varas especializadas, em harmonia com o artigo 227 da Constituição Federal, que trata dos interesses da juventude.
“A autorização para a participação de menores em manifestações artísticas não possui natureza trabalhista, mas eminentemente civil, ligada à proteção integral da criança e adolescente. No âmbito da Justiça comum, os magistrados estaduais têm amplas condições de realizar uma avaliação holística da situação do menor, voltado para a sua proteção integral”, ressalta a associação.
Na ADI 5326, a ABERT pede a concessão de medida cautelar, pois considera que “há uma grave situação de insegurança jurídica no que diz respeito à concessão de alvarás para a participação de menores em representações artísticas”.
O relator da ação é o ministro Marco Aurélio Mello.

Charge - Nani


Trabalho para a Charge Online.

Espaço Aberto chega ao Facebook



Demorou, meus caros.
Demorou, mas chegou.
O Espaço Aberto chegou ao Facebook.
E talvez tenha chegado até mais tarde do que deveria - devemos reconhecer -, mas, como dizem, é nóis (hehe) agora.
É que o poster é blogueiro, twiteiro, flickeiro e outros eiros por um período de tempo muito, mas muito restrito durante o dia, em decorrência de suas atividades profissionais que começam no início da tarde e entram pelo início da madrugada seguinte.
Administrar blogs, Twitter e Flickr e outras redes sociais regularmente, para não deixar os leitores na mãos, exige um fôlego que precisa ser dosado, para evitar que a imposição da regularidade não se reflita, negativamente, na qualidade das informações, dos comentários e das opiniões que serão postados.
De qualquer forma, o Facebook, acredita o Espaço Aberto, poderá ser um canal a mais de interação dos leitores com o blog, que em pouco mais de sete anos já soma cerca de 32 mil postagens e mais de 2,5 milhões visualizações únicas.
Vejam aí a página do Espaço Aberto no Facebook.
A idéia é alimentá-la diariamente com as postagens que estão aqui, uma vez que muitos leitores são mais chegados a se informar em apenas um ambiente, no caso a rede social que mais frequentam.
Mas, na medida do possível, o Facebook também terá um conteúdo um pouco mais ameno, oferecendo - e também recebendo - dicas de bons livros, bons filmes, boas músicas, de programações culturais e muito mais.
É isso.
Vocês aí, facebuqueiros juramentados, com papel passado em cartório, divulguem a página do Facebook do blog para os seus amigos,
E tirem, ou melhor, tiremos bons proveitos.

Nunes no beija-mão a Del Nero. O coronel sabe o que faz?

Antônio Carlos Nunes, presidente da FPF: por que o beija-mão a Del Nero, que foi
quarto, sala e cozinha de Ricardo Teixeira, José Maria Marin et caterva. Afinal de contas, por quê?
Antônio Carlos Nunes, presidente da Federação Paraense de Futebol, é uma espécie de Ricardo Teixeira do Pará.
Alto lá, vocês aí, que já estão pensando em besteira.
Alto lá!
Comparar o coronel Nunes a Ricardo Teixeira não decorre de nenhum - mas nenhum mesmo - juízo de ordem moral ou ético aqui do blog em relação à figura do presidente da FPF.
Teixeira, sabemos nós, já acumulou ficha corrida, recentemente encorpada com seu indiciamento, pela Polícia Federal, por quatro crimes.
Em relação ao coronel Nunes, por sua vez, ninguém aqui está insinuando nada em relação à sua honorabilidade.
A comparação entre ele e Teixeira restringe-se à longevidade no cargo de presidente da federação, à falta de alternância nas funções, à capilaridade de sua influência.
Nunes está há cerca de duas décadas à frente da FPF.
Na próxima quinta-feira, ele estará em São Paulo, para um beija-mão em que outros cartolas de federações estaduais de futebol vão render homenagens a Marco Polo Del Nero, o sucessor de José Maria Marin, atualmente preso na Suíça à espera de ser extraditado para os Estados Unidos, em meio ao escândalo padrão-Fifa, que já resultou até na renúncia de Blatter.
Por que o coronel Nunes, um homem que forjou seu caráter sob os valores militares, se submete a cortejar o comandante de uma administração como a da CBF - apodrecida, carcomida, diluída em suspeitas, esfacelada depois de duas décadas sob as rédeas de uma casta que nada, mas nada mesmo, fez de bom pelo futebol brasileiro?
Por que o coronel Nunes - que, se achar conveniente, pode erguer em causa própria uma estátua pelo muito que ele próprio imagina ter feito pelo futebol do Pará - não evita render homenagens a um sujeito como Del Nero?
O atual presidente da CBF foi sala, quarto e cozinha de Teixeira e Marin, um e outro com suas reputações maculadas por fortíssimos indícios de propinagens de toda ordem. Por que Nunes ainda se dá ao trabalho de cortejá-lo?
Por quê?

Sergio Barra lança "Meu Imaginário dos Outros"


Evoé, excelências!
Agendem-se!
Depois de A Lógica das Sinapses e Ensaios da Vida Real, Sergio Barra está vindo aí outra vez.
E vem com sua terceira obra, Meu Imaginário dos Outros, "um mergulho reflexivo nos fatos e na História", conforme vocês leem no banner acima.
Além de articulista de O LIBERAL, Sergio é o mais antigo colaborador regular aqui do Espaço Aberto, onde está todas as segundas-feiras. Para ver todos os seus artigos, clique aqui.
Médico, odontólogo e remista, não necessariamente ordem (rsss), Sergio Barra já lecionou Anatomia no Departamento de Ciências da Saúde da UFPA por 30 anos.
Também atuou como perito médico do Estado e obstetra da Santa Casa e da Prefeitura de Belém.
O livro contém artigos já publicados do autor e textos novos, em que aborda assuntos de várias áreas.
O lançamento de Meu Imaginários dos Outros será nesta terça-feira, dia 9, a partir das 18h30, no Centro Cultural do Carmo, que fica na Praça do Carmo 40/48, na Cidade Velha.
Todos lá para brindar com o Sergio mais esse presente que sua boa literatura nos oferece.

Em nome do Mal, uma obra de arte


Muitas vezes, pessoas se arrogam o direito de patrulhar consciências, disparam impropérios contra os cidadãos. Às vezes, sob a capa do afeto, o cordialismo esconde as crueldades da discriminação e da desigualdade. Rasgado o véu conveniente da benevolência, emerge da mansidão hipócrita a inclemente violência do mandonismo e da submissão. Alguns exageram, ofensores fixam a máscara da indignação para simular penitência à vida civilizada. Hein? E aí? Quem sabe, então, os leitores podem estar pensando aonde quero chegar, se estou filosofando ou fazendo metáfora. Nada disso, estava lendo um texto sobre Woody Allen (na foto), o cineasta, por quem tenho grande admiração, que estreou uma nova produção no Festival de Cannes, diz que filosofia - ao lado das mulheres, do jazz e da mágica - é uma das paixões de sua vida.
Às portas dos 80 anos, com 46 filmes no currículo, continua firme como nunca. Sua figura esquálida, cabelos desalinhados, grande óculo com armação escura, lentes fundo de garrafa, com cara de zangado é capaz de compartilhar suas reflexões sobre arte, medo da morte e métodos para lidar com atores. Para a crítica, entretanto, Woody é visto como algo muito além de “distração”. Usa-se a palavra gênio para descrevê-lo. Ele não gosta dessa comparação. Seu biógrafo oficial, o escritor Eric Lax, criou uma classificação da filmografia do cineasta nova-iorquino em que ele divide sua produção em três gêneros principais de obras: comédias de amor, dramas existenciais e histórias sobre contravenções.
As várias representações sobre crimes, que tiveram um apogeu em Crimes e pecados (1989), servem para Woody exercitar um de seus prazeres preferidos no cinema: mostrar que existe uma estética no Mal. Além do mais, essa centelha de criminalidade gera chanchadas, como é o caso de Trapaceiros (2000), mas pode também render thrillers sem lugar para o riso, como o subestimado O sonho de Cassandra (2007). É a essa linhagem que se filia a crônica da crise de angústia do professor de filosofia Abe Lucas, vivido por Joaquin Phoenix em “O homem irracional”, seu último longa-metragem, que foi exibido recentemente no Festival de Cannes, fora da competição pela Palma de Ouro. Foi aplaudido pela crítica como um de seus melhores filmes nas últimas décadas.
O homem irracional caminha por um terreno onde o cineasta se sente muito confortável: as teorias filosóficas que vão de Immanuel Kant (1724-1804) a Jean-Paul Sartre (1905-1980). Detalhe: o cenário não é a Nova York idílica de Woody, mas Newport e Providence, duas cidades vizinhas do Estado de Rhode Island, nos Estados Unidos, com ambiente universitário e praias ao redor. Essa escolha tem um significado simbólico para Woody: o Estado foi o primeiro entre as antigas 13 colônias britânicas, embrião dos Estados Unidos da América, a declarar sua independência do Reino Unido, no século XVIII. Um lugar que lutou pela sua autonomia política e intelectual, cenário de um assassinato que ganha requintes de obra de arte.
Barrigudo e impotente, Lucas é a depressão em pessoa, por causa de traumas, explicados por uma desilusão amorosa, ao mesmo tempo se especula sobre uma questão pessoal ligada à Guerra do Iraque. O professor chega com os tiques dos anti-heróis típicos dos filmes de Woody, cheio de neuroses e de fraquezas ante o sexo feminino. Durante um papo de restaurante, ele descobre o drama de uma jovem refém das ações de um juiz. Da inércia para atitude. O desejo de matar passa a reger seu dia a dia.
Ao se deixar contagiar pelo vírus da maldade, Lucas muda, e o filme também: o que era bem-humorado vai ficando soturno; o que era comédia vira suspense. O Woody das gargalhadas cabeça que todos conhecem dá lugar a um pensador do cinismo e da crueldade, que se expressa com uma crônica sobre o mergulho de um pensador na irracionalidade plena. O mistério do filme é a morte. E Woody vai desenhá-la na tela numa narrativa sedutora.

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SERGIO BARRA é médico e professor
sergiobarra9@gmail.com

O que ele disse


“De que serve toda covardia que o Lula e a Dilma fizeram na ação penal 470 e estão repetindo na Lava Jato? Agora estamos todos no mesmo saco, eu, o Lula, a Dilma”.
José Dirceu, ex-ministro do primeiro governo Lula, em desabafo aos amigos, segundo reportagem publicada no Estadão.

sábado, 6 de junho de 2015

Jatene foi ao Porto Dias para se tratar de tendinite



O governador Simão Jatene fez, digamos assim, uma incursão pelo Hospital Porto Dias, no início da noite deste sábado.
Chegou lá, dirigindo o próprio carro, para aplacar os incômodos de uma tendinite num dos antebraços.
Jatene passou mais ou menos 30 minutos no hospital, cumprimentou várias pessoas que se encontravam lá na ocasião, foi medicado e voltou pra casa.
Como foi visto por muita gente, logo depois de sua saída do hospital começou a circular intensamente, pelas redes sociais, informações e especulações que iam muito, mas muito além da tendinite.
Mas o Espaço Aberto apurou que o governador está bem.