segunda-feira, 11 de novembro de 2013
O que ele disse
"Mesmo que ele [Roberto Carlos] nunca mais queira me ver, continuarei amando quem fez 'Fera ferida' e 'Esse cara sou eu'. [...] Paulinha não gostou do que escrevi sobre o Rei. Mas acho que não tomo jeito, não vou mudar, esse caso não tem solução. Eu tinha feito muito esforço para defender a parte que acho defensável de uma causa que me estranha. Peço perdão."
Caetano Veloso (na foto), desculpando-se por ter dito que Roberto Carlos chegou atrasado - e com pode de Rei - à polêmica sobre o veto às biografias não autorizadas.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Altemar Dutra - O Trovador
Uma homenagem ao grande Altemar Dutra, que amanhã completa 30 anos em que subiu para os Céus, onde faz suas trovas.
Câmara aprova direito à compensação de horas para concurso
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 5802/09, do ex-deputado Mauro Nazif, que dá ao empregado o direito de compensar as horas em que se ausentar para realizar concurso público ou participar de seleção de emprego na iniciativa privada.
A proposta, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei5.452/43), será encaminhada ao Senado, a menos que haja recurso para análise pelo Plenário da Câmara.
Para ter direito ao benefício, o empregado deverá informar ao empregador a sua ausência com uma antecedência mínima de sete dias, apresentando o comprovante de inscrição no concurso ou de declaração do responsável pela seleção.
Além disso, o projeto permite que o trabalhador deixe de comparecer ao serviço sem perda de salário para realizar provas instituídas pelo Ministério da Educação, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Atualmente, a CLT já prevê esse benefício para casamento e doação de sangue, por exemplo.
A comissão acompanhou o voto do relator, deputado Luiz Carlos (PSDB-AP), pela constitucionalidade e juridicidade da proposta.
Íntegra da proposta:
Um assalto na travessa Benjamin Constant. Em plena luz do dia.
Vejam só.
Isto é a filmagem de uma filmagem.
As imagens foram colhidas pelas câmeras de segurança de um prédio. O poster filmou essas imagens.
Mostram um assalto.
Foi na última quarta-feira, por volta das 13h. Em plena luz do dia.
Chega uma senhora num carro e dá uma paradinha para comprar frutas, na travessa Benjamin, esquina com a Braz de Aguiar.
Atravessa um bandido.
Com ele, o comparsa pilotando uma moto. Sempre a moto, meus caros.
O homem abre a porta, arranca a bolsa da mulher, sobe na garupa da moto e os dois rasgam do pedaço.
Durou não mais de 15 segundos. Nem o fruteiro viu. Só as câmeras do prédio viram.
Sabem a selvageria?
Sabem a violência, a desproteção do Poder Público e o desamparo?
Pois é.
A isso estamos todos nós submetidos, aqui em Belém.
Esta cidade prazerosa, gostosa. Linda.
Mas que virou, infelizmente, uma terra de ninguém.
Uma terra de bandidos à solta e de cidadãos atrás das grades.
Literalmente.
Na tela - "A descoberta da terra"
De Cândido Portinari (1903-1962).
A tela se encontra na Biblioteca do Congresso, em Washington (EUA).
Dois personagens, um gravador e suas acusações
Então é assim.
Dois personagens com pouca projeção na vida pública do Pará se encontram.
Um deles está com um gravador.
Seu interlocutor solta a língua.
Fala pelos cotovelos. Sem peias nem freios.
Fala sem escrúpulos - ou com escrúpulos postos em ocasião de relaxamento absoluto -, num ambiente em que se trocam informações e se emitem juízos pessoais durante encontro privado.
Na conversa, o personagem que acionou o gravador induz o interlocutor - claramente induz - a expelir o que sabe.
O sujeito que fala pelos cotovelos parece, como se diz, pegar corda.
E fala.
E cita pessoas.
E menciona cifras.
E fala em propinas.
Tudo com uma banalidade que assusta até mesmo os habituados a participar de transgressões legais, algumas assustadoras, outras também.
E aí?
O teor dessa conversa vai parar na internet. Pronto. O mundo é o limite.
E tudo aquilo que se falou numa conversa privada é despejado no mundo virtual e escorre para a Imprensa.
Depois, com os excrementos verbais disseminando odores e olores por toda parte, vêm à tona certos escrúpulos, se é que escrúpulos ainda restam em situação que tais.
E haja desmentidos. E haja negações. E haja coisas do tipo "não sei, não vi, não falei e não escutei."
Esse roteiro não é fictício.
É real.
Envolve o ex-prefeito de Marituba, Antônio Armando (PSDB), e o prefeito - por enquanto cassado - de Marabá, João Salame (PROS).
Ambos se encontraram.
Salame estava com um gravador.
Gravou o que quis, enquanto Antônio Armando contava histórias e mais histórias sobre o suposto oferecimento de propinas a integrantes do TRE.
Mencionaram-se cifras.
Citaram-se nomes.
Nomes foram trocados. Criminosamente trocados.
Claramente induzido por Salame a expelir o que supostamente deveria saber, Antônio Armando se regala em contar histórias. Praticamente o faz em meio a devaneios.
Durante a tertúlia a dois, os personagens divertem-se rememorando coisas e delineando cenários em que pacotes de dinheiro - é o que se presume - teriam sido distribuídos a rodo.
Revelado o teor das gravações, vem Antônio Armando à luz do dia para dizer que nem sequer reconhece, como sua, a voz do elemento que conta histórias de tenebrosas transações.
Ao contrário, Salame afirma que seu interlocutor é mesmo Antônio Armando.
Seja lá quem tiver sido, o estrago já foi feito.
Está por aí, rolando neste mundo virtual sem fim, o teor de conversas gravadas que caíram no poço sem fundo das precipitações e do sensacionalismo.
Honras foram feridas. Sofreram sérios gravames.
É uma pena que, neste momento, bem poucos - sejam profissionais do jornalismo, sejam simples integrantes de redes sociais que têm a audiência de milhares e milhões - tenham discernimento e elementos factuais indispensáveis para evitar que fossem lançados à execração pública pessoas que jamais se envolveram e nem se envolveriam em condutas reprováveis, como as mencionadas nas gravações que a Polícia Federal investiga e cuja íntegra, muito mais ampla, da que está presente aí pela internet.
Salame pretendia enredar, agrilhoar, literalmente enrolar o TRE numa teia de suspeitos e suspeitas. Tudo para dizer depois: "Viram? Eu bem que avisei que não seria julgado de maneira isenta".
Antônio Armando ofereceu-se como o veículo falante para externar, acerca do Tribunal, os juízos que Salame nem precisou externar. Somente as histórias contadas já serviram para ilustrá-los.
Ambos são protagonistas de um enredo que escolheram a dedo para servir a propósitos que os dois ainda não explicitaram.
Terão oportunidade de fazê-lo no âmbito de interpelações que serão ajuizadas.
Dificilmente escaparão ilesos das responsabilizações penais e morais que o caso enseja.
Dificilmente.
Dois personagens com pouca projeção na vida pública do Pará se encontram.
Um deles está com um gravador.
Seu interlocutor solta a língua.
Fala pelos cotovelos. Sem peias nem freios.
Fala sem escrúpulos - ou com escrúpulos postos em ocasião de relaxamento absoluto -, num ambiente em que se trocam informações e se emitem juízos pessoais durante encontro privado.
Na conversa, o personagem que acionou o gravador induz o interlocutor - claramente induz - a expelir o que sabe.
O sujeito que fala pelos cotovelos parece, como se diz, pegar corda.
E fala.
E cita pessoas.
E menciona cifras.
E fala em propinas.
Tudo com uma banalidade que assusta até mesmo os habituados a participar de transgressões legais, algumas assustadoras, outras também.
E aí?
O teor dessa conversa vai parar na internet. Pronto. O mundo é o limite.
E tudo aquilo que se falou numa conversa privada é despejado no mundo virtual e escorre para a Imprensa.
Depois, com os excrementos verbais disseminando odores e olores por toda parte, vêm à tona certos escrúpulos, se é que escrúpulos ainda restam em situação que tais.
E haja desmentidos. E haja negações. E haja coisas do tipo "não sei, não vi, não falei e não escutei."
Esse roteiro não é fictício.
É real.
Envolve o ex-prefeito de Marituba, Antônio Armando (PSDB), e o prefeito - por enquanto cassado - de Marabá, João Salame (PROS).
Ambos se encontraram.
Salame estava com um gravador.
Gravou o que quis, enquanto Antônio Armando contava histórias e mais histórias sobre o suposto oferecimento de propinas a integrantes do TRE.
Mencionaram-se cifras.
Citaram-se nomes.
Nomes foram trocados. Criminosamente trocados.
Claramente induzido por Salame a expelir o que supostamente deveria saber, Antônio Armando se regala em contar histórias. Praticamente o faz em meio a devaneios.
Durante a tertúlia a dois, os personagens divertem-se rememorando coisas e delineando cenários em que pacotes de dinheiro - é o que se presume - teriam sido distribuídos a rodo.
Revelado o teor das gravações, vem Antônio Armando à luz do dia para dizer que nem sequer reconhece, como sua, a voz do elemento que conta histórias de tenebrosas transações.
Ao contrário, Salame afirma que seu interlocutor é mesmo Antônio Armando.
Seja lá quem tiver sido, o estrago já foi feito.
Está por aí, rolando neste mundo virtual sem fim, o teor de conversas gravadas que caíram no poço sem fundo das precipitações e do sensacionalismo.
Honras foram feridas. Sofreram sérios gravames.
É uma pena que, neste momento, bem poucos - sejam profissionais do jornalismo, sejam simples integrantes de redes sociais que têm a audiência de milhares e milhões - tenham discernimento e elementos factuais indispensáveis para evitar que fossem lançados à execração pública pessoas que jamais se envolveram e nem se envolveriam em condutas reprováveis, como as mencionadas nas gravações que a Polícia Federal investiga e cuja íntegra, muito mais ampla, da que está presente aí pela internet.
Salame pretendia enredar, agrilhoar, literalmente enrolar o TRE numa teia de suspeitos e suspeitas. Tudo para dizer depois: "Viram? Eu bem que avisei que não seria julgado de maneira isenta".
Antônio Armando ofereceu-se como o veículo falante para externar, acerca do Tribunal, os juízos que Salame nem precisou externar. Somente as histórias contadas já serviram para ilustrá-los.
Ambos são protagonistas de um enredo que escolheram a dedo para servir a propósitos que os dois ainda não explicitaram.
Terão oportunidade de fazê-lo no âmbito de interpelações que serão ajuizadas.
Dificilmente escaparão ilesos das responsabilizações penais e morais que o caso enseja.
Dificilmente.
Justiça Federal esclarece sobre menção a juiz em gravações
A Justiça Federal divulgou ontem a seguinte nota de esclarecimento, a propósito da menção, em gravações investigadas pela Polícia Federal, a um de seus magistrados, o juiz federal Ruy Dias de Souza, titular da 6ª Vara, atual diretor do Foro da Seção Judiciária do Pará e integrante do TRE.
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NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Justiça Federal – Seção Judiciária do Pará esclarece que o Juiz Federal Ruy Dias de Souza Filho, atualmente integrando o Egrégio Tribunal Regional Eleitoral, não tem e nunca teve qualquer atuação em ações envolvendo o ex-prefeito de Belém Duciomar Costa, cujos processos foram julgados pela Justiça Eleitoral do Pará de novembro de 2011 a fevereiro de 2012.
Prova tal fato um ofício (veja acima) do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, informando que a Corte Especial Administrativa elegeu, no dia 23 de maio de 2013, o Juiz Federal Ruy Dias para atuar no TRE, tendo o Magistrado assumido suas funções no mês de junho seguinte, portanto um ano e meio após o julgamento de ações envolvendo o ex-prefeito.
Assim, não merecem o menor crédito, por serem destituídos da mínima procedência, trechos de conversas contidas em gravação que a Polícia Federal investiga, na qual se imputam acusações que posteriormente deverão ser objeto das ações pertinentes pelos que se sentirem ofendidos em sua honra, inclusive o Juiz Federal Ruy Dias de Souza Filho.
Agente de trânsito "caneta" na Gentil com Quintino
Do leitor Edson Quaresma, sobre a postagem
Outro dia, indo para o trabalho pela manhã bem cedo, observei uma verdadeira bagunça na esquina da Gentil com a Quintino.
O horário era de entrada dos alunos em dois colégios que ficam às proximidades. O sinal fechava e os carros ficavam no meio, atrapalhando quem queria atravessar em outro sentido.
Foi quando percebi um agente de trânsito parado do outro lado da rua com o bloco de multas nas mãos, sem parar de "canetar" os motoristas. Tudo bem, os motoristas estavam errados, mas o trabalho dele não é justamente organizar o trânsito e evitar essas verdadeiras bagunças?
Ou eles são pagos apenas para multar os carros?
Outro dia, indo para o trabalho pela manhã bem cedo, observei uma verdadeira bagunça na esquina da Gentil com a Quintino.
O horário era de entrada dos alunos em dois colégios que ficam às proximidades. O sinal fechava e os carros ficavam no meio, atrapalhando quem queria atravessar em outro sentido.
Foi quando percebi um agente de trânsito parado do outro lado da rua com o bloco de multas nas mãos, sem parar de "canetar" os motoristas. Tudo bem, os motoristas estavam errados, mas o trabalho dele não é justamente organizar o trânsito e evitar essas verdadeiras bagunças?
Ou eles são pagos apenas para multar os carros?
CartaCapital terá de indenizar assessor de imprensa
A editora Confiança, que edita a revista CartaCapital, e o jornalista Leandro Fortes terão de pagar indenização de R$ 30 mil por danos morais ao assessor de imprensa Renato Parente. Uma reportagem publicada na revista em 2012, que acusava Parente de participar de um “esquema de sorvedouro de dinheiro público”, foi ofensiva à honra do assessor, decidiu o juiz Júlio Roberto dos Reis, da 25ª Vara Cível de Brasília.
"É dever-poder da imprensa informar, buscando atender ao interesse público. Isso é imprescindível à democracia", diz o juiz. Mas tal poder não é ilimitado, completa. O poder da mídia não pode servir para ofender outros direitos expressamente contemplados pela Constituição, como a honra e a imagem, "as quais devem ficar a salvo de qualquer agressão, mesmo que proveniente da imprensa ou de seus imprescindíveis jornalistas".
Reis conclui que a revista e seu repórter Leandro Fortes não procederam à pesquisa idônea dos fatos e publicaram informações equivocadas sobre a vida profissional de Parente. Dessa forma, a publicação "malferiu a integridade psíquica dele com asserções desmedidas e desconexas com os fatos narrados".
A reportagerm, prossegue o juiz, "não economizou no tom ofensivo e sub-reptício em relação à idoneidade de Parente, a colocar em dúvida até mesmo a capacidade técnica para ocupar cargos e imputando fatos que não foram devidamente comprovados" — tais como que fora assessor do juiz Nicolau dos Santos Neto, que censurou programa da TV Câmara e que agrediu fisicamente um jornalista.
Acusações a granel
À época assessor de imprensa do Tribunal Superior do Trabalho, Renato Parente alegou, na Justiça, que a reportagem foi publicada com o intuito de “demolir” sua imagem, apontando uma relação espúria entre ele e a Fundação Renato Azeredo.
À época assessor de imprensa do Tribunal Superior do Trabalho, Renato Parente alegou, na Justiça, que a reportagem foi publicada com o intuito de “demolir” sua imagem, apontando uma relação espúria entre ele e a Fundação Renato Azeredo.
O texto assinado por Leandro Fortes acusa Parente de facilitar o acesso da fundação a órgãos públicos, de ter sido nomeado de forma ilegal nos cargos públicos que exerceu, "além de ser pessoa capaz de tudo, desde pisar nos pés de jornalistas a visar impedir a divulgação de entrevista desfavorável à autoridade que assessorava”. Parente alegou, porém, que nunca trabalhou em favor da fundação em questão e que sua nomeação para órgãos públicos foi amparada em lei.
A Carta Capital respondeu que o enfoque da matéria — cujo título é “Parente não é serpente” — não era Renato Parente, afirmando que as menções feitas ao autor da ação, eram em plano secundário e retrataram fatos reais e baseados em documentos públicos. Além de se basear no conceito de liberdade de expressão, a publicação afirma que Parente, ao ser assessor do TST, deveria “suportar o ônus de ser avaliado e fiscalizado no desempenho de suas funções”.
O direito e dever de informar da imprensa, porém, encontra limites, no caso, na vedação do abuso do direito ou do ataque à honra e dignidade de qualquer pessoa, de qualquer posição social, sem lastro em fonte idônea ou sem amparo probatório mínimo, pontua o juiz Júlio Roberto dos Reis.
Ao analisar a reportagem, Reis afirma que “não se pode concordar com as afirmações dos demandados de que ele [Renato Parente] não seria o enfoque da matéria, bem como as afirmações destinadas ao demandante foram em plano secundário”. Para fixar o valor da indenização em R$ 30 mil, o juiz levou em conta, além do dano causado, que a revista Carta Capital é vendida a R$ 9,90, ostentando cunho também comercial e não meramente informativo ou formativo.
Clique aqui para ler a decisão.
STF considera voto impresso inconstitucional
Do Congresso em Foco
O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou hoje (6) inconstitucional o artigo 5º da minirreforma eleitoral de 2009, que criou voto impresso nas eleições. A norma estava suspensa provisoriamente desde 2011 por uma decisão do plenário. Por unanimidade, os ministros entenderam que a norma viola o segredo do voto do eleitor.
O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou hoje (6) inconstitucional o artigo 5º da minirreforma eleitoral de 2009, que criou voto impresso nas eleições. A norma estava suspensa provisoriamente desde 2011 por uma decisão do plenário. Por unanimidade, os ministros entenderam que a norma viola o segredo do voto do eleitor.
De acordo com a regra, a partir das eleições de 2014, após a confirmação final do voto pelo eleitor, a urna eletrônica imprimiria um número único de identificação do voto associado à sua própria assinatura digital. A ideia era que os votos impressos ajudassem nas auditorias sobre o funcionamento das urnas eletrônicas, uma vez que seriam um parâmetro de conferência para os boletins de urna.
Ao julgar o mérito da ação, a relatora do processo ministra Cármen Lúcia, que também é presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse que a regra coloca em risco o processo eleitoral ao quebrar o sigilo do voto, além de permitir a coação do eleitor.
“Nas eleições do ano passado, nós tivemos muitos problemas porque havia quem denunciasse que se exigia de alguns eleitores que levassem o telefone celular para fotografar a urna. Se com os mecanismos que nós temos a luta é contínua para garantir a liberdade e o segredo do voto, imagina se nós tivermos um papel que também pode ser fotografado”, disse a ministra.
Cármen Lúcia também ressaltou que a auditoria nas urnas é feita em todas as eleições, mas os dados são guardados nos sistemas da Justiça Eleitoral e não são impressos. A ministra também disse que a apuração dos resultados seria mais lenta e os candidatos poderiam contestar os resultados do pleito, pois o voto do eleitor poderia ser identificado associando-se o número de identificação com a assinatura digital do eleitor.
O voto da ministra foi seguido pelos ministros Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Joaquim Barbosa.
Supremo mantém a condenação de Asdrúbal Bentes
Do UOL
O STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou nesta quinta-feira (7) pedido do deputado federal Asdrúbal Mendes Bentes (PMDB-PA) para reabrir julgamento em que foi condenado por pagar laqueaduras em troca de votos nas eleições municipais de 2004.
Os ministros entenderam que ele precisaria ter recebido ao menos quatro votos favoráveis pela sua absolvição para ter direito aos embargos infringentes, tipo de recurso que dá direito a um novo julgamento. No entanto, ele teve apenas um.
Essa é a mesma situação de alguns réus condenados no julgamento mensalão, que também apresentaram recurso idêntico, mas sem os quatro votos favoráveis. É o caso do deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP), do ex-dirigente do Banco Rural Vinícius Samarane e do ex-advogado de Marcos Valério, operador do esquema, Rogério Tolentino.
A decisão de hoje é um indicativo de que os magistrados também devem recusar os recursos desses três réus do mensalão. Ao rejeitar o pedido do deputado Bentes, o relator do recurso, ministro Dias Toffoli, lembrou que o regimento do tribunal exige que sejam ao menos quatro votos favoráveis e que isso já havia sido discutido no julgamento do mensalão.
"A ação penal 470 [mensalão] abriu precedente. (...) Um voto divergente não dá ensejo ao cabimento de embargos infringentes", afirmou Toffoli.
Os demais ministros também o acompanharam. Se o recurso tivesse sido aceito, os magistrados teriam que analisar novamente todas as provas do processo e, em tese, seria possível reverter o resultado --isso porque novos ministros passaram a integrar o tribunal desde o primeiro julgamento, em 2011.
A corte negou ainda outro tipo de recurso apresentado pela defesa de Bentes, que pedia esclarecimentos sobre pontos específicos da decisão.
A defesa ainda terá direito a recorrer de novo. Só depois do julgamento desse outro recurso é que o tribunal poderá decidir sobre a execução da pena. O deputado foi condenado por ter corrompido 13 eleitoras oferecendo laqueaduras para que elas vendessem seus votos quando era pré-candidato a prefeito de Marabá, no Pará. O caso ocorreu entre janeiro e março de 2004. Ele recebeu pena de 3 anos, um mês e 10 dias de prisão em regime aberto, além de uma multa de R$ 7,6 mil.
O que ele disse
"Não espero nada do Romário, não tenho nada com ele. Só convivi com ele como jogador de futebol. Espero que o povo entenda que isso é bom para o Brasil. E é a minha opinião. Estamos mostrando com fatos, dados, informação, que a Copa é boa para o Brasil, pois está trazendo muitos investimentos."
Ronaldo Fenômeno (na foto), ex-jogador e membro do Comitê Organizador Local da Copa, rebatendo as ironias que Romário fez contra ele nas redes sociais nesta última quarta-feira.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Roberto Gurgel se aposenta aos 59 anos
Por meio da Portaria 789 do Ministério Público da União, publicada na edição de quarta-feira (6/11) do Diário Oficial da União, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, concedeu aposentadoria voluntária a seu antecessor no cargo, Roberto Gurgel (foto). O responsável pela sustentação oral durante o julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, tem 59 anos e atuava no Ministério Público Federal há 30 anos.
Cearense, ele formou-se pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e, antes de ingressar no MPF, atuou como advogado na capital fluminense e em Brasília. Roberto Gurgel liderou a lista tríplice enviada ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2009, e foi escolhido por ele para comandar a Procuradoria-Geral da República. Ele permaneceu no cargo entre 22 de julho de 2009 e 14 de agosto de 2013. De acordo com a portaria, Gurgel ocupava atualmente o cargo de Subprocurador-Geral da República da Carreira do Ministério Público Federal.
Em janeiro, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o então procurador-geral da República já havia informado que a possibilidade de aposentadoria era grande. Ele afirmou que sua permanência por longo período no órgão criaria uma sensação que o desagradava. Assim como Rodrigo Janot, Roberto Gurgel integrava o “grupo dos tuiuiús”, como ficou conhecido o bloco que fez oposição a Geraldo Brindeiro, procurador-geral da República durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.
Clique aqui para ler a Portaria 789.
Tucanos - também eles - não aguentam mais a greve
Nos bastidores dos tucanos, a greve dos professores estaduais, que já emplaca quase 50 dias, é tratada entre a realidade dos números minguantes e as exigências políticas crescentes.
Em termos de números minguantes, interlocutores do governo do Estado têm insistido com os mediadores de um suposto acordo que neste momento, em que os ânimos se acirram a um ponto perigoso, não há como fugir do óbvio: o pagamento do retroativo só ocorrerá se a arrecadação do Estado crescer.
Hehehe.
Se os professores estivessem em momento mais, digamos assim, propício para relaxamentos, eles diriam que essa condição, mal comparadamente, é como se alguém se manifestasse disposto a dar um carro de luxo de presente a um amigo, desde que ele, o alguém, levasse primeiro a bolada de R$ 80 milhões na Mega-Sena, cujo sorteio, aliás, apontou ontem apenas um ganhador, do interior de São Paulo.
Em curtíssimas palavras: os professores já emitiram sinais de que uma proposta nesses termos - paga-se o retroativo a 2011, mas se a arrecadação subir - equivale a dizer o seguinte: não vamos pagar.
Porque sabem todos que a arrecadação não vai subir. Pelo menos até onde a vista alcança, não. Ao contrário, a tendência é continuar em queda, sobretudo a relativa ao Fundo de Participação dos Estados (FPE).
E quanto às exigências políticas crescentes?
Quanto a isso, os bastidores tucanos fervem. Há quem não suporte mais ver o nome do partido e do governo sendo enxovalhado como algoz de professores grevistas, que já levaram até spray de pimenta da puliça.
Igualzinho ao ocorreu no governo Ana Júlia (PT).
Igualzinho.
Mas quem ainda se lembra disso, né?
Em termos de números minguantes, interlocutores do governo do Estado têm insistido com os mediadores de um suposto acordo que neste momento, em que os ânimos se acirram a um ponto perigoso, não há como fugir do óbvio: o pagamento do retroativo só ocorrerá se a arrecadação do Estado crescer.
Hehehe.
Se os professores estivessem em momento mais, digamos assim, propício para relaxamentos, eles diriam que essa condição, mal comparadamente, é como se alguém se manifestasse disposto a dar um carro de luxo de presente a um amigo, desde que ele, o alguém, levasse primeiro a bolada de R$ 80 milhões na Mega-Sena, cujo sorteio, aliás, apontou ontem apenas um ganhador, do interior de São Paulo.
Em curtíssimas palavras: os professores já emitiram sinais de que uma proposta nesses termos - paga-se o retroativo a 2011, mas se a arrecadação subir - equivale a dizer o seguinte: não vamos pagar.
Porque sabem todos que a arrecadação não vai subir. Pelo menos até onde a vista alcança, não. Ao contrário, a tendência é continuar em queda, sobretudo a relativa ao Fundo de Participação dos Estados (FPE).
E quanto às exigências políticas crescentes?
Quanto a isso, os bastidores tucanos fervem. Há quem não suporte mais ver o nome do partido e do governo sendo enxovalhado como algoz de professores grevistas, que já levaram até spray de pimenta da puliça.
Igualzinho ao ocorreu no governo Ana Júlia (PT).
Igualzinho.
Mas quem ainda se lembra disso, né?
Membros do TRE pedem investigação sobre gravação
O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE) enviou, no último dia 31 de outubro, informações ao Ministério Público Federal (MPF) e à Advocacia-Geral da União (AGU) sobre uma gravação em que o ex-prefeito de Marituba, Antônio Armando Castro, e o prefeito de Marabá, João Salame Neto, conversam sobre a possibilidade de pagar membros do Tribunal para obter resultados favoráveis em processos de cassação. Salame foi julgado nesta terça-feira, 5 de novembro, pelo TRE acusado de compra de votos na eleição de 2010. Ele teve o mandato cassado por três votos a dois.
A gravação da conversa entre Antonio Armando e João Salame foi enviada ao presidente do TRE, desembargador Leonardo de Noronha Tavares, pelo advogado Inocêncio Coelho. Inocêncio é advogado de João Salame no processo que tratava de sua cassação. Durante a conversa, Antônio Armando afirma diversas vezes ter intermediado o pagamento de propinas a membros do Tribunal, conseguindo, segundo ele, evitar cassações de outros políticos.
Atendendo ao pedido do TRE, o MPF requisitou à Polícia Federal que investigasse os fatos, em inquérito policial que, neste momento, corre em segredo de justiça. A Advocacia-Geral da União, que tem a função de defender a corte eleitoral, irá, ainda nesta semana, interpelar judicialmente o ex-prefeito Antônio Armando para que confirme as afirmações que faz na gravação.
Fonte: Ministério Público Federal
A gravação da conversa entre Antonio Armando e João Salame foi enviada ao presidente do TRE, desembargador Leonardo de Noronha Tavares, pelo advogado Inocêncio Coelho. Inocêncio é advogado de João Salame no processo que tratava de sua cassação. Durante a conversa, Antônio Armando afirma diversas vezes ter intermediado o pagamento de propinas a membros do Tribunal, conseguindo, segundo ele, evitar cassações de outros políticos.
Atendendo ao pedido do TRE, o MPF requisitou à Polícia Federal que investigasse os fatos, em inquérito policial que, neste momento, corre em segredo de justiça. A Advocacia-Geral da União, que tem a função de defender a corte eleitoral, irá, ainda nesta semana, interpelar judicialmente o ex-prefeito Antônio Armando para que confirme as afirmações que faz na gravação.
Fonte: Ministério Público Federal
O caos. Até a próxima chuva!
E o caos de terça-feira, hein?
O Espaço Aberto, forçado pela NET, essa porcaria, nem pôde comentar ontem. Mas ainda é tempo de fazê-lo.
O poster gastou 1 hora e 10 minutos - 70 minutos, de relógio - para fazer um percurso de apenas quatro quilômetros, que normalmente é feito, no máximo, em 15 minutos.
Secretária aqui da redação, que mora próximo ao Hospital Anita Gerosa, em Ananindeua, levou quatro horas - quatro horas, meus caros - para vencer, de ônibus, o percurso do bairro de Nazaré até sua casa.
Colega de redação encontrava-se no Shopping Pátio Belém, quando a chuva começou a cair, por volta das 16h. Como percebeu que o caos se estabelecera, resolveu ir andando - isto mesmo, andando - do shopping até o jornal O LIBERAL, onde trabalha. Saiu do Pátio Belém por volta das 18h e chegou ao destino cerca de 1 hora e 40 minutos depois. A pé, repita-se.
O poster conversou com umas dez pessoas, que fizeram naquele final de tarde e início de noite os mais variados percursos, uns de ônibus, outros em seus próprios carros.
Ninguém viu sequer sinal de um agente dessa tal Semob, que já foi CTBel, já foi Amub e sabe-se lá o que ainda mais vai ser. Porque continua, como suas antecedentes, a nada ser.
À chuva forte, aos alagamentos e à ausência constante da autoridade de trânsito, fundamentais para o caos em que se transformou Belém, acrescente-se a irracionalidade, a imoderação, a imbecilidade e a falta de bom senso de grande parte dos motoristas de Belém, sobretudo e principalmente dos que continuam em fechar os cruzamentos.
Pronto. Temos aí o cardápio para uma cidade transtornada, paralisada, empacada, bagunçada, imobilizada, nocauteada. Uma cidade imersa no caos, como se viu Belém na tarde-noite de terça-feira última.
Até quando esses cenários se repetirão?
Até a próxima a chuva.
Até a próxima.
"Negociem, por favor!"
Interessado na solução do conflito administrativo-político que paralisa a rede pública estadual de ensino há mais de mais de 40 dias, o presidente do Sindicato dos Servidores do Fisco Estadual do Pará (Sindifisco-PA), Charles Alcantara (na foto), divulgou nesta terça-feira uma carta aberta, dirigida ao governo paraense e aos trabalhadores da educação, sugerindo novos e sinceros esforços bilaterais em busca de uma saída negociada para a greve e a crise.
A carta, diz o sindicalista, é contribuição e chamamento do sindicato ao diálogo interrompido.
Abaixo, a íntegra.
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Negociem, por favor!
Charles Alcantara
É muito grave o ponto a que chegou o impasse entre governo estadual e profissionais da educação.
Mais preocupante que o tempo decorrido desde o início da greve (mais de 40 dias), com os seus irremediáveis prejuízos aos alunos da rede pública, é a ruptura do diálogo.
Em regra, e no Pará não é diferente, os governos são pouco transparentes e reagentes ao controle social sobre o orçamento público.
Não falo da transparência formal, expressa numa profusão de relatórios de gestão fiscal, demonstrativos contábeis e portais de transparência, todos carregados de tecnicalidades e artifícios. Falo de um tipo de transparência capaz de promover a popularização das questões orçamentárias, fiscais e tributárias, de modo que o orçamento público deixe de ser um assunto tão perversamente hegemonizado pelos iniciados e se torne acessível à compreensão geral, como um direito elementar da cidadania.
Quanto mais um governante empenhar-se em possibilitar aos contribuintes (que somos todos os cidadãos) o controle efetivo do orçamento público, mais este governante será feliz em suas escolhas e mais a sociedade sentir-se-á respeitada.
Em termos de comportamento ético, não acredito que os governantes possam ser divididos entre honestos e desonestos.
Muitos governantes tornaram-se desonestos por excelência, em razão de circunstâncias, conveniências, interesses e oportunidades. Mas o caminho da honestidade é mais penoso e ermo, pelo menos na política e na gestão pública.
Nelas – política e gestão pública – os governantes não “são” infalivelmente honestos, porque a honestidade é um estado de constante esforço e de eterna vigilância.
Nelas – política e gestão pública – alguns governantes estão permanentemente “tentando ser” honestos.
E o “tentar ser” e, mais ainda, o “conseguir ser” honesto dependem do quanto o governante consegue proteger-se dos seus amigos que, na política, ostentam o título de “aliados”.
São os pedidos e os interesses dos “aliados”, raramente manejados com transparência e decoro, que mais afastam os governantes da pretendida honestidade, quando esta é de fato pretendida.
Assim, o governante que pretenda “conseguir ser” honesto precisa dar demonstrações públicas, cabais e explícitas, de sua pretensão, para que o povo o reconheça como um governante que “quer ser” honesto. E não conheço melhor caminho do que a radicalização da transparência pública.
Quanto mais transparente for um governo e mais fortalecidas e independentes forem as instituições públicas responsáveis pela fiscalização e controle do governo, mais próximo do “conseguir ser” honesto estará o governante, porque mais protegido dos amigos e mais sintonizado com as aspirações populares ele estará.
Mas se os governos, em regra, são pouco transparentes, também os servidores públicos - e com os trabalhadores da educação não é diferente - pouco se interessam em conhecer mais a fundo o orçamento público, o que os despotencializa como cidadãos e, de quebra, os desfavorece nas contendas com o governo, que domina a técnica e os números.
A permanecer esse estado de coisas, estaremos condenados ao círculo vicioso e pernicioso da baixa qualidade do diálogo e da falta de transparência na relação entre governo e categorias de servidores públicos, que afloram em tempos de negociação salarial.
Em áreas tão mais sensíveis à sociedade, como o são a educação, a saúde e a segurança pública, cronicamente mal remuneradas e aviltadas pelos sucessivos governos - à esquerda, à direita e ao centro -, a sociedade permanecerá oscilando entre ser mal servida o ano inteiro (porque não há investimento público suficiente) ou simplesmente deixar de ser servida (quando os trabalhadores se veem obrigados a paralisar as atividades), como acontece há mais de 40 dias na educação pública estadual.
No Rio Grande do Norte (RN), por exemplo, foi suspenso o pagamento do salário de outubro do funcionalismo público estadual, segundo o governo por falta de recursos.
Não disponho de informações seguras para julgar a qualidade da gestão da governadora potiguar, mas estou certo de que a asfixiante política fiscal do governo federal está contribuindo enormemente para um grave desequilíbrio nas finanças de estados e municípios brasileiros.
Somente no mês de outubro, o RN sofreu uma diminuição do FPE (Fundo de Participação dos Estados) de R$53 milhões, um valor absurdo considerando o porte econômico daquele Estado.
O Pará deve fechar o ano de 2013 com uma redução no repasse de FPE em torno de R$ 400 milhões, em relação ao valor estimado pelo próprio governo federal e que foi incluído na Lei Orçamentária Anual/2013.
Há também a criminosa subtração de recursos (Lei Kandir), com a desoneração do ICMS sobre a exportação de produtos semielaborados e primários, cuja perda imposta ao Pará já ultrapassa a casa de R$ 20 bilhões.
Pra agravar a sangria de recursos estaduais, assistimos ao injustificado privilégio concedido pelo governo estadual à grande indústria mineral, que não paga um centavo sequer pelo uso (e abuso) da água consumida no processo de beneficiamento e transporte de minério.
Todo esse dinheiro faz muita falta ao povo do Pará, porque faz mal à saúde, à educação, à segurança, ao transporte público e por aí vai.
Penso, sinceramente, que não estamos sendo muito felizes no combate a esse estado de penúria a que o povo do Pará está submetido, a despeito do nosso potencial econômico cantado em verso e prosa pelos políticos.
Mesmo inconscientemente, suspeito que escolhemos permanecer na superfície do problema, quem sabe por receio de não sabermos o que fazer quando chegarmos à raiz do problema.
Eu não posso acreditar que governo e trabalhadores em educação não sejam capazes de encontrar uma saída razoável para superar os seus impasses que não me parecem insuperáveis, desde que haja um esforço sincero para que se “consiga ser” honesto.
Negociem, por favor!
Belém sitiada, travada. A Jica já o dissera.
Do jornalista Francisco Sidou, sobre o caos da última terça-feira:
Levei duas horas para vir do trabalho, na Senador Lemos, próximo à Doca, até Canudos. Além de música gospel, ouvi até a Voz do Brasil para não me deixar contaminar pelo estresse do trânsito parado.
Lembrei-me dos japoneses da Jica e de uma entrevista coletiva no Palácio "Antônio Lemos", nos idos de 1985, em que um dos técnicos dizia, após explanar um Plano Diretor de Tráfego Urbano para Belém (nunca implantado): "Se não forem criados novos corredores de tráfego, a cidade vai travar por volta do ano 2000...
Lembrei-me também de "1984", o livro famoso que previa uma sociedade tolhida em sua liberdade de ir e vir, além de ser vigiada pelas câmeras do "Big Brother"...
No trajeto, pessoas passavam correndo por entre os carros parados e ainda riam da "desdita" dos outrora felizes proprietários de um veículo particular. Deu vontade de deixar o carro na rua e seguir os transeuntes, tal a sua desenvoltura em contraste com a paralisia geral dos motoristas e suas máquinas paradas e impotentes.
O inverno chegou anunciando tempos difíceis para os belenenses sitiados em uma cidade travada.
Levei duas horas para vir do trabalho, na Senador Lemos, próximo à Doca, até Canudos. Além de música gospel, ouvi até a Voz do Brasil para não me deixar contaminar pelo estresse do trânsito parado.
Lembrei-me dos japoneses da Jica e de uma entrevista coletiva no Palácio "Antônio Lemos", nos idos de 1985, em que um dos técnicos dizia, após explanar um Plano Diretor de Tráfego Urbano para Belém (nunca implantado): "Se não forem criados novos corredores de tráfego, a cidade vai travar por volta do ano 2000...
Lembrei-me também de "1984", o livro famoso que previa uma sociedade tolhida em sua liberdade de ir e vir, além de ser vigiada pelas câmeras do "Big Brother"...
No trajeto, pessoas passavam correndo por entre os carros parados e ainda riam da "desdita" dos outrora felizes proprietários de um veículo particular. Deu vontade de deixar o carro na rua e seguir os transeuntes, tal a sua desenvoltura em contraste com a paralisia geral dos motoristas e suas máquinas paradas e impotentes.
O inverno chegou anunciando tempos difíceis para os belenenses sitiados em uma cidade travada.
Deputado cobra a prisão de assassinos
O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) apresentou, na Assembleia Legislativa, moção para que o o governador Simão Jatene peça o apoio de forças de segurança federais. O objetivo é garantir que sejam presos os indiciados do assassinato do advogado Jorge Pimentel e do empresário Luciano Capácio. O crime ocorreu em Tomé-Açu,em março deste ano.
Abaixo, na íntegra.
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O estado do Pará foi o segundo colocado em número de homicídios no Brasil, em 2012, segundo o Anuário Estatístico do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). No ano que passou, o Pará atingiu o número de 44 mortes por 100 mil habitantes. A estatística comprova a escalada da violência no país, em especial no estado do Pará.A classe dos advogados não está fora desse contexto trágico. No dia dois de março deste ano, o advogado Jorge Pimentel foi assassinado a tiros no município de Tomé-Açu, localizado no Nordeste do Estado, junto com o cliente dele, o empresário Luciano Capácio. Tratou-se de mais um crime de pistolagem, modalidade de violência que contamina a história do Pará, inclusive, ganhando destaque no cenário internacional, a exemplo do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang.
As investigações do caso apontaram que a motivação do crime está relacionada à prerrogativa profissional de Pimentel, pois Capácio, por meio do advogado, estava ajuizando ações judiciais contra os suspeitos de mandantes do crime, que são o ex-prefeito de Tomé-Açu, Carlos Vinícius de Melo Vieira, e o pai dele, empresário Carlos Antônio Vieira. Apesar de Vinícius ter perdido o mandato, os dois permanecem foragidos, enquanto gerenciam à distância os negócios mantidos em Tomé-Açu. Também estão foragidos o cearense Davi Paulino dos Santos, acusado de participar da execução do crime; e o empresário Raimundo Barros de Araújo, conhecido como "Raimundinho", apontado como intermediário na contratação dos pistoleiros.
Ao todo, sete pessoas foram indiciadas por envolvimento no duplo homicídio. Três estão presos: Carlos André Silva Magalhães, conhecido como "Andrezinho" ou "Tico", apontado como um dos executores do crime; Wellington Ribeiro Marques, conhecido por "Teco" ou "Neném", também acusado pela execução; e Jorge Augusto da Silva, suspeito de ter dado apoio para a fuga dos pistoleiros e também pela guarda da arma e da motocicleta usados no crime.
O crime abalou a categoria dos advogados. Os homicídios e atentados à vida desses profissionais vêm se apresentando numa escalada crescente no Pará. Preocupa o fato da quase totalidade desses crimes estar relacionada ao exercício da profissão. Foram contabilizados 11 crimes dessa natureza, desde o ano de 2011.
Na sessão especial realizada na Assembleia Legislativa do Pará, no último dia 17 de outubro, a pedido deste parlamentar, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB-PA) clamou para que o governo do Estado peça o apoio da Polícia Federal a fim de prender os demais indiciados pelos homicídios do advogado Pimentel e do empresário Capácio, já que as investigações policiais apontaram que o ex-prefeito e o pai dele encontram-se foragidos noutros estados e com capital para constante mobilidade, o que dificulta a efetiva prisão e o fim da impunidade nesse caso.
Em razão do exposto, apresentamos a presente MOÇÃO a fim de que o governo do Estado, com base nos termos da Constituição Federal, solicite o apoio operacional e de inteligência das forças policiais federais para que sejam localizados e presos os mandantes desse bárbaro crime.
Que do teor integral desta moção seja dado imediato conhecimento ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e também à Seccional Pará da mesma instituição (OAB-PA).
Abaixo, na íntegra.
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O estado do Pará foi o segundo colocado em número de homicídios no Brasil, em 2012, segundo o Anuário Estatístico do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). No ano que passou, o Pará atingiu o número de 44 mortes por 100 mil habitantes. A estatística comprova a escalada da violência no país, em especial no estado do Pará.A classe dos advogados não está fora desse contexto trágico. No dia dois de março deste ano, o advogado Jorge Pimentel foi assassinado a tiros no município de Tomé-Açu, localizado no Nordeste do Estado, junto com o cliente dele, o empresário Luciano Capácio. Tratou-se de mais um crime de pistolagem, modalidade de violência que contamina a história do Pará, inclusive, ganhando destaque no cenário internacional, a exemplo do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang.
As investigações do caso apontaram que a motivação do crime está relacionada à prerrogativa profissional de Pimentel, pois Capácio, por meio do advogado, estava ajuizando ações judiciais contra os suspeitos de mandantes do crime, que são o ex-prefeito de Tomé-Açu, Carlos Vinícius de Melo Vieira, e o pai dele, empresário Carlos Antônio Vieira. Apesar de Vinícius ter perdido o mandato, os dois permanecem foragidos, enquanto gerenciam à distância os negócios mantidos em Tomé-Açu. Também estão foragidos o cearense Davi Paulino dos Santos, acusado de participar da execução do crime; e o empresário Raimundo Barros de Araújo, conhecido como "Raimundinho", apontado como intermediário na contratação dos pistoleiros.
Ao todo, sete pessoas foram indiciadas por envolvimento no duplo homicídio. Três estão presos: Carlos André Silva Magalhães, conhecido como "Andrezinho" ou "Tico", apontado como um dos executores do crime; Wellington Ribeiro Marques, conhecido por "Teco" ou "Neném", também acusado pela execução; e Jorge Augusto da Silva, suspeito de ter dado apoio para a fuga dos pistoleiros e também pela guarda da arma e da motocicleta usados no crime.
O crime abalou a categoria dos advogados. Os homicídios e atentados à vida desses profissionais vêm se apresentando numa escalada crescente no Pará. Preocupa o fato da quase totalidade desses crimes estar relacionada ao exercício da profissão. Foram contabilizados 11 crimes dessa natureza, desde o ano de 2011.
Na sessão especial realizada na Assembleia Legislativa do Pará, no último dia 17 de outubro, a pedido deste parlamentar, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB-PA) clamou para que o governo do Estado peça o apoio da Polícia Federal a fim de prender os demais indiciados pelos homicídios do advogado Pimentel e do empresário Capácio, já que as investigações policiais apontaram que o ex-prefeito e o pai dele encontram-se foragidos noutros estados e com capital para constante mobilidade, o que dificulta a efetiva prisão e o fim da impunidade nesse caso.
Em razão do exposto, apresentamos a presente MOÇÃO a fim de que o governo do Estado, com base nos termos da Constituição Federal, solicite o apoio operacional e de inteligência das forças policiais federais para que sejam localizados e presos os mandantes desse bárbaro crime.
Que do teor integral desta moção seja dado imediato conhecimento ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e também à Seccional Pará da mesma instituição (OAB-PA).
Liberdade de expressão ou de pesquisa?
Gilberto de Mello Kujawski, no site Migalhas
A própria denominação “biografia não autorizada” carrega um cheiro suspeito de infração, como tudo o que é praticado sem a devida autorização. A expressão em causa deveria dar lugar a outra: “biografia independente” (de autorização).
Este é um primeiro indício de como a polêmica em torno da questão está mal colocada. Outro sintoma, ainda mais grave, é este: o que se discute é a liberdade de “expressão”, ou será algo anterior, a saber, a liberdade de pesquisa ou investigação? A liberdade de expressão pressupõe a liberdade de investigação. Portanto, o que está em jogo é menos a liberdade de expressão do que a franquia, sem reserva alguma, do território da pesquisa, no qual não existiria nenhum tipo de zona ou domínio proibido.
A liberdade de expressão nunca é absoluta e sem ressalva, como fica evidente nos casos de ofensa à honra, calúnia, difamação, injúria, e outras hipóteses previstas no Código Penal ou legislações afins. Ao passo que o exercício da pesquisa sobre qualquer tema ou fato, ou pessoa não conhece restrições em lei, ou na religião, ou na ética.
Em suma, a liberdade de pesquisa é anterior e muito mais ampla do que a liberdade de expressão. A liberdade de pesquisa ou investigação constitui o fio condutor da biografia, movendo o biógrafo nesta ou naquela direção.
Num Estado democrático e laico como o brasileiro e tantos outros no Ocidente, não há limites de espécie alguma para a liberdade de investigação. O biógrafo tem licença de consultar todas as fontes disponíveis que possam contribuir para aperfeiçoar seu retrato do biografado, fontes oficiais ou oficiosas, públicas ou privadas, acessíveis ou reservadas, e até secretas ou confidenciais.
Pois bem, dentre as fontes obrigatórias que alimentam a reconstrução de qualquer percurso biográfico com dados essenciais e não descartáveis está a pessoa do biografado enquanto estiver viva e no gozo de sua memória e demais faculdades mentais. A pessoa do biografado, enquanto disponível para consulta, é fonte primária, autêntica e de consulta obrigatória para sua própria pesquisa. Melhor do que ninguém ela sabe, de saber vivido, em primeira mão, tudo o que com ela se passou desde a infância e nas etapas sucessivas de seu percurso existencial. Sob nenhum pretexto pode-se dispensá-la de fornecer seu depoimento. Seria uma situação absurda investigar outras fontes subsidiárias, por vezes até ocasionais, e ignorar a fonte principal, constituída pelo sujeito da ação e da paixão biográfica, suporte de todas as predicações a ele atribuídas, aquele que diz: é de mim que estão escrevendo e querendo saber tudo o que fiz, deixei de fazer, pensei, senti, projetei e me aconteceu.
Como deixar de ouvir o biografado, se ele é o primeiro testemunho dele mesmo e está disponível para ser ouvido? Afinal, com a pessoa do biografado, em diálogo franco e sincero, o biógrafo pode cotejar todos os dados colhidos em outras fontes, confirmar sua procedência ou descobrir sua improcedência, corrigir erros e inexatidão de informações, enriquecer seu acervo documental com dados que ignorava e que somente o biografado conhece, etc. etc.
Completada a pesquisa, inclusive com a audiência do protagonista da narração, terminada a redação do texto, contratada a publicação da biografia, aí é que tem início outra fase, na qual se vai discutir a liberdade de expressão. O biografado pode recusar sua licença para a publicação do texto na íntegra ou em parte. Não se diga que não lhe compete este direito. Afinal, é dele que se está falando, e ele tem todo o direito de insurgir-se contra alguma alegação caluniosa, ofensiva, constrangedora ou indiscreta, ou simplesmente errônea. Deixar passar em branco, calar-se seria consentir. A liberdade de expressão ou de opinião é universal, vale igualmente para todos. Então como negar ao biografado que se manifeste contrário à divulgação de algo que lhe diz formalmente respeito? A liberdade de opinião vale para o biógrafo, o editor, o público, a crítica, e não vale para o biografado, o autor e depositário de tudo o que ele fez, ou não fez, e lhe aconteceu?
O ilustre advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira, figura respeitável de jurista, a quem admiro e respeito, publicou em Migalhas um vasto e apaixonado arrazoado no qual cita a frase de René Ariel Dotti a propósito do livro “Z”: “Um acontecimento não pode pertencer simultaneamente à História e à vida privada: o tribunal elegeu a História!” (“Proteção da Vida Privada e Liberdade de Informação – Possibilidades e Limites”, RT, 1980, p.206).
Como assim, “um acontecimento não pode pertencer simultaneamente à História e à vida privada”? Vamos, então, ignorar que a privacidade é uma construção histórica, que está inserida no corpo da história, como um departamento seu? Por acaso não existe o direito privado, a vida privada em contraste com a vida pública? A privacidade foi uma construção lenta e laboriosa da civilização europeia, fonte do estilo de vida mais civilizado, inspiração para a arte ocidental na pintura, na música, na literatura, na arquitetura, alicerce da cultura sob múltiplas formas.
Existe uma coletânea preciosa de livros que junta no título as palavras “história” e “vida privada”, leitura deliciosa que recomendo ao autor daquela frase. Refiro-me à “História da Vida Privada”, em cinco volumes, coleção dirigida por eminentes historiadores franceses, Philippe Ariès e Georges Duby, editada em português pela Companhia das Letras (1992).
Em busca de solução
O debate das biografias recebeu um tom apaixonado, intransigente e radicalizado nas suas oposições. É 8 ou 80, ninguém tem a cabeça serena para propor um meio termo, como se as duas propostas contrárias fossem inconciliáveis. Será que os dois oponentes não têm razão? Recordando o que dissemos, a liberdade de pesquisa é ilimitada. Nenhuma fonte pode ser ignorada ou rejeitada. Por isso o pesquisado, o biografado, fonte primária e original da investigação, tem direito indiscutível de ser ouvido e inquirido, se estiver vivo e em boas condições mentais. Encerrada a pesquisa e redigido o texto é que começam os problemas da liberdade de expressão ou opinião. O veto do biografado à publicação de sua história deve ser respeitado, ou se sobrepõe a ele o interesse coletivo do público, da mídia, da crítica e dos centros de saber, como universidades, institutos especializados, academias, etc.? De que forma conciliar o interesse público com o interesse privado nessa tormentosa questão das biografias?
O Código Civil em seus artigos 20 e 21, é taxativo na exigência expressa de autorização para a divulgação de escritos, a transmissão de palavras, a publicação e utilização da imagem da pessoa, salvo os casos citados em lei. E o artigo 21 reza, terminantemente, “a vida privada da pessoa natural é inviolável”.
A opção pelo politicamente correto repele qualquer restrição à propalada liberdade de expressão ou opinião, argumentando que num Estado democrático ela é ilimitada. Mas enquanto durar a vigência daqueles dois artigos do Código Civil, o único recurso à disposição dos inconformados é gritar de todas as formas contra eles. Gritar não é argumentar. Já dizia Leonardo da Vinci dove si grida non è vera scienza.
A única solução possível enquanto não muda a lei seria procurar um acordo entre as partes para superar o conflito. Anuncia-se na Internet que a Câmara estuda a possibilidade de um entendimento pelo qual na segunda edição de uma biografia contestada seria autorizada a retirada dos trechos impugnados da obra no caso de um juizado especial entender que o biografado tem razão. Em meu modo de ver, este projeto seria, no máximo, meia solução. Pois a segunda edição de qualquer livro é sempre incerta. Depende de muitos fatores imprevisíveis e incontroláveis.
O acordo eficaz teria que ser ratificado antes do primeiro lançamento do livro, perante um tribunal especial no qual compareceriam ambas as partes. Os trechos não aprovados pelo biografado seriam, de comum acordo, expurgados ou alterados já na primeira edição. Esta sim, seria uma solução conciliatória que poderia ser aperfeiçoada e formalizada em termos de lei de modo a acomodar o interesse público com o interesse privado sem prejuízo de nenhum dos dois, combinando-se justiça com lucidez.
_____________

* Gilberto de Mello Kujawski é procurador de Justiça aposentado, escritor e jornalista.
O que ela disse
"Não, querido, infelizmente, não. Seria muito bom que eu estivesse fugindo para isso. Seria um momento de grande relaxamento, mas não é para isso, não."
Dilma Rousseff (na foto de Marlene Bergamo/Folhapress), presidente da República, garantindo que suas escapadas por Brasília, na condição de anônima cidadã, não são para namorar.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Pausa
Caros leitores.
A NET - essa porcaria - nos impede de atualizar o blog nesta quarta-feira.
A NET - essa operadora que nos lesa - ficou quase 12 horas fora do ar. Doze horas.
Sabe-se lá por quê. Mas ficou.
A culpa pela não atualização do blog é da NET.
Mas pedimos desculpas a vocês. E contamos com a compreensão de todos.
A NET - essa porcaria - nos impede de atualizar o blog nesta quarta-feira.
A NET - essa operadora que nos lesa - ficou quase 12 horas fora do ar. Doze horas.
Sabe-se lá por quê. Mas ficou.
A culpa pela não atualização do blog é da NET.
Mas pedimos desculpas a vocês. E contamos com a compreensão de todos.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Belém imerge no caos após a chuvarada
É o caos.
Isto resume Belém.
Depois da chuva, o caos.
O poster gastou 1 hora e 10 minutos para vencer um percurso que normalmente é feito, quando muito, em 15 minutos.
O caos.
Isto resume Belém.
Depois da chuva, o caos.
O poster gastou 1 hora e 10 minutos para vencer um percurso que normalmente é feito, quando muito, em 15 minutos.
O caos.
Prisão em flagrante para quem ocultar foragido da Justiça
Acolher e ocultar foragido da Justiça pode vir a ser punido com prisão em flagrante, com pena de detenção e multa. Segundo o Projeto de Lei 5298/13, do deputado William Dib (PSDB-SP), quem acolher condenado a pena de reclusão ficará sujeito a detenção de um a seis meses e multa.
Se o foragido tiver pena de detenção, a punição para o ocultador será detenção de 15 dias a três meses, além de multa.
Essas penas não se aplicam, no entanto, se quem presta o auxílio são pais, filhos, cônjuge ou irmão do criminoso.
"É necessário um instrumento legal que puna e iniba a ação daqueles que pretendam obstruir a ação da Justiça ou da autoridade policial", diz William Dib.
Procedimento atual
Atualmente, o Código de Processo Penal (Decreto-Lei3.689/41), determina que, se o dono da casa onde se encontra o réu não cumprir imediatamente a ordem para entregá-lo à Justiça, o executor da ordem de prisão poderá arrombar as portas, desde que seja dia. Para isso, terá de convocar duas testemunhas.
Atualmente, o Código de Processo Penal (Decreto-Lei3.689/41), determina que, se o dono da casa onde se encontra o réu não cumprir imediatamente a ordem para entregá-lo à Justiça, o executor da ordem de prisão poderá arrombar as portas, desde que seja dia. Para isso, terá de convocar duas testemunhas.
Caso o cumprimento da ordem ocorra à noite, o executor, depois de intimar o morador, deverá mandar cercar a casa, para arrombar as portas logo que amanhecer. Para o morador que ocultou o fugitivo, o código prevê que será levado à autoridade, “para que se proceda contra ele como for de direito”.
Tramitação
A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votada em Plenário.
A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votada em Plenário.
Íntegra da proposta:
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