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| Wagner Moura: o cinema e a arte como frentes de resistência a fascitas e negacionistas em geral |
Sabem aquele juízo popular - "discurso bom é discurso curto"?
Pois é.
Wagner Moura falou por 1m20s após conquistar o Globo de Ouro.
Durante o discurso, disse o seguinte: "Eu acho que se um trauma pode ser passado por gerações, os valores também podem."
Para dizer isso, gastou exatamente oito segundos. Apenas oito.
No meu entender, Wagner deveria levar um Globo de Ouro extra apenas por esses oito segundos.
Porque é fato: se um trauma pode ser transmitido de geração a geração, valores também podem.
Filmes como "O Agente Secreto" podem fucionar como propulsor de valores que estimulem o ódio e o nojo que todos nós, como o Velho Ulysses, devemos ter às ditaduras.
Devem disseminar valores que nos ensinem a ter horror à ditaduras - que matam, torturam e oprimem.
Devem nos conscientizar de que são abomináveis e desprezíveis os apologistas da ditadura e os que confessam publicamente suas simpatias a torturadores.
Devem disseminar valores que promovam a liberdade e a diversidade.
Nestes tempos sombrios - em que crianças ouvem de seus pais ser mentira que a última ditadura brasileira matou e torturou -, filmes como "O Agente Secreto" são fundamentais para que o País olhe para si mesmo e para o seu passado, evitando com isso cometer, no presente, erros que serão traumáticos no futuro.
Viva Wagner Moura!
Viva Kleber Mendonça Filho!
Viva a cultura brasileira!
