quarta-feira, 13 de maio de 2026

Bolsonaristas podem até ser golpistas e negacionistas, mas sempre nos divertem

Bolsonarista mamando no Ypê: por enquanto, é apenas simulação, segundo dizem

Bolsonaristas, contritos, empertigados e solenes, já cantaram o Hino Nacional batendo continência para um pneu de caminhão. Foi em Irati (PR), em novembro de 2022. Tudo para, como disseram, afastar perseguições.

Em dezembro de 2025, ficaram à beira de um ataque de nervos e denunciaram ao mundo, para variar, que estavam sendo perseguidos pela Havaianas, que acabara de iniciar uma campanha publicitária em que a atriz Fernanda Torres dizia que, em vez de entrar em 2026 com o "pé direito", as pessoas deveriam entrar com os "dois pés na porta".

Em protesto, começaram um boicote. Por muito, mas muito pouco sandálias havaianas por pouco não foram queimadas por patriotas bolsonaristas em praça pública, no que seria uma versão pindorâmica, digamos assim, dos mais de 25.000 livros queimados em fogueiras em cerca de 34 cidades da Alemanha por nazistas.

Agora, dizem os bolsonaristas, a nova perseguição em curso atende pelo nome de Ypê. Sim, o próprio Ypê, aquele conhecido detergente. A comercialização de apenas um lote, produzido no município de Amparo (SP), chegou a ser temporariamente suspensa pela Anvisa, após ser detectada a presença de uma bactéria tóxica e perigosa, sobretudo para imunodepressivos.

Bolsonaristas, vocês não acreditam, estão dizendo algo inédito: que a campanha negativa contra o Ypê não passa de perseguição - olha ela aqui, outra vez -, porque o dono da empresa foi um dos doadores da campanha de Bolsonaro, o golpista corrupto, atualmente preso em regime domiciliar por ter comandado um golpe.

Do mimimi à prática e para mostrar que, sim, negacionismo é com eles mesmos, bolsonaristas simulam (por enquanto, apenas simulam), tomar detergente Ypê de guti-guti, para provar que o produto é saudável - e não apenas para louças, mas para o organismo. 

Não há dúvida: bolsonaristas podem até ser golpistas e negacionistas, mas sempre nos divertem.

Sem eles, o mundo seria bem mais triste. Ainda que muito menos ridículo.

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