Não é novidade a denúncia apresentada por Dom José Luiz Azcona, 68 anos, bispo do Marajó, sobre prostituição infantil e outras formas de opressão e exploração naquela região.
Diz Dom José que "que num dos rios da região de Breves e Melgaço meninos e meninas de 12 a 16 anos aproveitam o percurso das balsas para subir nas embarcações e se prostituir em troca de carne ou óleo de cozinha."
Mas há um detalhe que o bispo do Marajó se esqueceu de mencionar.
Segundo reportagem publicada em novembro de 2006 por O Estado doTapajós, as meninas se prostituem também em troca de óleo combustível, que os marítimos desviam dos tambores das embarcações.
A foto de Cadu Gomes, do Correio Braziliense, denuncia a presença de três meninas abordando um desses 'empurradores' de balsas.
Muitos desses comboios partem de Santarém em direção a Belém.
As meninas revendem o óleo para proprietários de pequenos barcos ou bajaras de pescadores de localidades próximas de onde moram com os pais.
Clique aqui, para ver com foto.
Falar em foto, que tal uma foto do blogueiro para a gente ver quem escreve estes textos tão bacanas? Cabe colocar junto o nome deste grande jornalista, cujo texto podemos agora admirar todos os dias.
ResponderExcluiranamarcia
Grande Ana Márcia,
ResponderExcluirVocê é uma pessoa generosa. E tanto é assim que é capaz de acreditar que uma foto do blogueiro não seria capaz de afugentar leitores (rssssss). Se publicasse sua foto, o blogueiro teria que passar dias seguidos publicando fotos de gente mais simpática, para atrair os leitores de volta.
De qualquer forma, fica anotada a sua sugestão.
Grande abraço, e volte sempre. Mesmo se a foto do bloqueiro.
DESPREPARADOS E SINÔNIMOS
ResponderExcluirEssa turma que integra a Secretaria de Direitos Humanos são isso tanto no discurso quanto na prática. Será que o governo não enxerga que eles fazem muito mal à imagem do governo...Será que as necessidades sociais tem menos importância que outros inconfessáveis interesses desses membros? O governo está se deixando queimar gratuitamente, em primeiro lugar, pela despreparo evidente dos integrantes da Secretaria dos Direitos Humanos.
Oi, Paulo!Deixa de ser modesto! Publica a foto e o nome aí, vai! rsrsrs... No que diz respeito ao post: na época em que foram realizadas as audiências públicas para debater o EIA/Rima da Hidrovia do Marajó, eu estava na comitiva que percorreu o arquipélago, a bordo da chatinha Imediato Carepa (onde está? Alguém viu?). Vi muitas vezes, com o coração apertado, as menininhas se oferecendo em troca de comida, qualquer coisa. Era de doer, testemunhar o abandono, a extrema miséria humana, naquela paisagem exuberante. No navio estavam várias autoridades, inclusive do Ministério Público Estadual e Federal (da Sub-Procuradoria de Brasília, nenhum daqui, devo registrar), que também cansaram de assistir às deprimentes cenas. Mas todos pareciam mais interessados em proteger botos, peixes e passarinhos. Tanto que ninguém fez algo.
ResponderExcluirOlá, Franssi.
ResponderExcluirA ausência da foto não é questão de modéstia, não. E de assepsia. É para preservar a assepsia de imagem do blog (rssss). Uma foto como a que vocês querem aqui sujaria tudo.
Mas olha, vou postar esse seu comentário-testemunho sobre as adolescentes. Sinceramente, Franssi, isso é uma coisa pavorosa. Tenebrosa. Uma tristeza. Será que nem o bispo vão ouvir?
Abs.