Na FOLHA DE S.PAULO:
Menos de um terço dos membros do Diretório Nacional do PT ouvidos pela Folha rejeita categoricamente o retorno ao partido do ex-tesoureiro Delúbio Soares, pivô do escândalo do mensalão.
Foram consultados 75 dos 84 membros da instância que decidirá sobre a volta de Delúbio, expulso do PT em 2005. Dos ouvidos, 25 petistas aceitam a volta de Delúbio, contra 20 que não aceitam. Estão indecisos 28, e 2 não disseram a opção. Nove não foram encontrados.
Em outras palavras, 73% dos entrevistados não descartam o retorno do responsável pelo maior escândalo da história do partido, que chegou a ameaçar a sobrevivência do governo Lula em 2005. O esquema de compra de apoio congressual virou inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal), no qual Delúbio é um dos 39 réus.
Para retornar, Delúbio tem de receber o voto favorável da maioria simples do diretório, em reunião dia 23 de maio. Hoje, a Executiva petista fará uma primeira discussão do tema.
"Há perseguição tucana contra Delúbio. É uma pessoa honestíssima, conheço desde os anos 70", diz João Felício, membro do diretório e da ala Construindo um Novo Brasil (CNB), que era a de Delúbio.
Se o ex-tesoureiro tiver o apoio da CNB e pequenas alas satélites, que formam uma espécie de "centrão" petista, a volta estará assegurada.
Mas há alguns problemas. Parte do CNB, apesar de simpatizar com Delúbio, tem dúvidas sobre revisitar esse assunto agora, em plena pré-campanha de Dilma Rousseff.
A oposição de Lula também deve pesar. O presidente já disse a dirigentes do PT ser contra a anistia antes da decisão do STF. Num cenário otimista, o processo deverá ser julgado até o final de 2010. A tendência é que demore mais.
Nas palavras de um auxiliar direto, o presidente avalia que a anistia só traria "problemas" ao governo, ao PT e a Dilma.
Uma manobra em estudo pelos amigos de Delúbio é comutar a expulsão para suspensão por quatro anos, retroagindo. Na prática, a volta seria imediata, já que o escândalo, revelado pela Folha, é de 2005. O discurso oficial seria de que não se trata de uma anistia, e sim de uma "progressão de pena".
"Delúbio cometeu erros, mas a expulsão é muito dura", afirma o líder do partido na Câmara e pai intelectual da ideia da volta de Delúbio, Cândido Vaccarezza (SP).
O ex-tesoureiro tem a seu favor apoios que extrapolam sua tradicional base de sustentação interna no PT. Curiosamente, um exemplo é o de um petista identificado com Dilma, o ex-prefeito de Recife João Paulo Lima e Silva, coordenador de sua campanha no Nordeste.
"Eu acho e sempre achei Delúbio um grande companheiro. A vida nos mostra quantos foram injustiçados. Até a decisão final da Justiça, ele pode fazer parte do partido", disse Silva.
Em vários setores do petismo, Delúbio é lembrado hoje como uma figura querida, com 25 anos de serviços ao partido, que não teria desviado recursos em benefício próprio nem entregou companheiros.
Mais aqui.
Volta, "grande" Delúbio.
ResponderExcluirTu és a cara do pt.
O partido "da hética, da one$tidade, da çeriedade, da defe$a do$ intere$$e$ do povo!"
Como teriam a audácia de derrubarem o mestre do mensalão o poderoso Delubio. Como o PT ficaria sem este grande operador, não é Dra. Joanaangarietes?
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