No AMAZÔNIA:
Foi um período de incertezas e apreensão, mas tudo acabou dando certo. Após nascer prematuramente no sexto mês de gestação no final de março no Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, a pequena Sofia Vitória de Sousa e Souza chega às vésperas da data em que deveria ter nascido com 1,2 kg e estado de saúde estável, deixando médicos, pais e familiares com a certeza de que o pior já passou. Transferida da UTI neonatal ao berçário patológico da instituição - uma espécie de área de médio risco e observação -, a criança deve sair da internação em questão de semanas e, assim começar a vivenciar plenamente as primeiras etapas da vida.
Casos como o de Sofia podem até parecer comuns - no Gaspar Vianna, que dispõe de um serviço de UTI e neonatologia de referência no Estado, cerca de 10 partos prematuros são feitos mensalmente -, mas a precocidade do parto da mãe, Suellen Cristina de Souza, acabou criando um recorde à parte na história da medicina paraense. Pesando apenas 525 gramas (pouco menos que um refrigerante de 600 ml) e medindo o tamanho da palma de uma mão, Sofia é o menor bebê já nascido no Estado e sobrevivente às complicações decorrentes - e, sem dúvida, um dos menores do Brasil (veja quadro).
Residente no bairro do Coqueiro, Região Metropolitana de Belém, Suellen Cristina teve na 25º semana de gravidez sintomas de pré-eclâmpsia, distúrbio cujo principal sintoma é o aumento da pressão arterial, que pode levar ao parto precoce em casos extremos. Ao ser transferida da Santa Casa de Misericórdia para o Gaspar Vianna, devido ao risco na gravidez, a mãe revela ter passado por dificuldades extremas. 'O risco, tanto para mim quanto para o bebê, era claramente alto. Senti muito medo de perder minha filha na hora do parto, e, ao mesmo tempo, me sentia mal o tempo todo. Afinal, caso ela nascesse, continuaria sendo um caso de extremo risco', conta.
Uma semana após a internação no hospital, a pequena Sofia nasceu, sobrevivendo à gravidez de risco junto com a mãe. A partir daí, a equipe de profissionais da Clínica Pediátrica do HGV ficou com o desafio de garantir a sobrevivência do bebê até que completasse os nove meses de 'gestação', dos quais 30% seriam simulados em uma incubadora.
A partir do procedimento comumente tomado em caso de prematuros, Sofia foi cercada de cateteres, tubos e submetida a métodos de nutrição parenteral intravenosa e de respiração por aparelhos. Mas, a criança sofreu insuficiência renal e chegou a pesar 465 gramas, o que é considerado um valor crítico mesmo para bebês precoces. Realizada a hemodiálise, o bebê retomou um quadro de crescimento estável e, finalmente, atingiu o peso normal de sua idade: 1,2 kg, mais que o dobro do que tinha poucas semanas atrás. E o melhor: sem seqüelas neurológicas ou lesões nos aparelhos ocular e motor, comuns em bebês prematuros extremos.
A mãe credita o sucesso do tratamento à equipe médica e a Deus. Os médicos, por sua vez, vêem na perseverança da mãe um fator decisivo na recuperação de Sofia. 'Com certeza, tive a ajuda de Deus e de profissionais que estavam compromissados naquilo em tempo integral. É uma bênção ter milha filha quase ‘nascida’ de novo, perto de poder ir para casa e saudável', emociona-se Suellen. 'Foi uma vitória em equipe. Nos mobilizamos e conseguimos mantê-la viva e esperta, desde os médicos até os fisioterapeutas, fonoaudiólogos, enfermeiros, técnicos, entre outros. Mas nada disso teria acontecido se a mãe da Sofia não tivesse posto na cabeça que aquilo ia acontecer. Ela acompanhou o tratamento todos os dias, o dia inteiro. Certamente, foi decisivo', complementa a coordenadora do setor de Pediatria do Gaspar Vianna, Kátia Harada.
'O índice de mortalidade em prematuros com o peso e tamanho de Sofia chega a 80%. Então, estávamos muito assustados. Foi preciso fazer uma verdadeira mobilização entre os vários profissionais do hospital para manter o pensamento positivo, tudo apoiando-se na tecnologia e nos avanços da medicina', lembra a coordenadora da UTI Neonatal do HGV Elaine Figueiredo.
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Gostaria de trocar vemail com esta mae, pois estou passando por uma fase delicada em minha vida.Tive uma menina tambem prematura e gostaria de trocar informa~ções e otimismo, pois é um momento delicado e toda a ajuda é importante.deixo meu email e gostaria de receber seu carinho.
ResponderExcluircaren_roberta@terra.com.br.Santo Andre...meu nome é Karen Roberta.Obrigada
Olá, Karen.
ResponderExcluirNão sei o e-mail da mãe da criança.
Se eu descobrir, avisarei a você.
Abs.